Webinsider

Usabilidade e AI - Software Livre

Chrome tem interface limpa e foco nos aplicativos web

05 de setembro de 2008, 10:50

O browser lançado pelo Google tem só quatro elementos e mostra que menos (itens na interface) é mais (tecnologia). E realmente o usuário só precisa destes elementos para ter uma experiência rica.

Por Gilberto Alves Jr.

O que mais me impressiona no novo Browser do Google, o Google Chrome, o que ele tem de mais inovador na minha opinião, é a sua interface limpinha.

O grande segredo de uma interface limpa é ter o menor número de elementos visuais possível, sem com isso ter menos funcionalidades. A Apple é craque nisso, o Google também.

Porque menos (elementos na interface) é mais (tecnologia).

O Chrome tem só quatro elementos: abas, controles de navegação (voltar, avançar e recarregar) a “OmniBox” e dois botões de configurações. E com toda a tecnologia que ele tem, o usuário realmente só precisa destes elementos para ter uma experiência riquíssima.

Como o OmniBox serve como searchbox, eliminamos aquela outra caixa de busca que o Firefox e o IE7 têm. Como as abas estão acima de tudo, com total ênfase no design, não precisamos de uma barra de título.

Como o Omnibox se lembra dos endereços que você mais visita, buscando não só no texto do endereço mas também no próprio conteúdo das páginas que você visita, com boa relevância, e a “página nova guia” mostra suas páginas mais visitadas e favoritas, eliminamos a necessidade de uma barra de favoritos.

Assim as inovações tecnológicas foram possibilitando um design mais limpo para o browser. Depois de pouco tempo navegando a gente pára e pensa: uai… cadê aquele monte de coisa que vinha com o browser? Está tudo lá… só que de maneira mais elegante e inteligente.

A idéia é dar melhor experiência de uso para aplicativos web.

Outra coisa que diferencia a experiência do usuário com o Chrome é que ele usa um engine de JavaScript totalmente novo e, de acordo com várias comparações, mais rápido do que qualquer outro navegador.

Além disso, nele, cada aba é tratada no sistema operacional como se fosse um browser separado. Se o site ou aplicativo web que você está usando tem um bug que trava o navegador, só aquela aba trava, todas as outras ficam como estavam. O uso de memória também foi otimizado para melhorar a performance.

Isso tudo o torna perfeito para o uso de aplicativos que fazem uso pesado de JavaScript e Ajax, como o Gmail, Google Docs, Google Calendar. O Chrome também tem uma função bem específica para o uso de aplicativos assim, que cria uma aba especial, sem nenhum controle de navegação, aba, nada, só com o conteúdo do aplicativo dentro da janela.

O Chrome cresce rápido, mas ganha mercado do Firefox e do Safari, não do Internet Explorer.

Por mais que alguns analistas digam que o Chrome é uma grande ação do Google contra a Microsoft, por enquanto, segundo algumas análises, ele está ganhando mercado do Firefox e do Safari, porque seu uso por enquanto é restrito aos chamados “early adopters”. No entanto, em apenas um dia ele ganhou mais de 1% do mercado de navegadores. Isso é um feito e tanto!

Talvez seja até bom que a adoção seja restrita aos usuários mais avançados, já que o navegador ainda está em fase beta. Uma das funcionalidades mais pedidas para as próximas versões é aceitar extensões como o Firefox, e o Google já disse que isso virá logo.

Pena que ainda não existem versões para Linux e Mac. Como o Chrome é open source, há grandes possibilidades de que essas inovações, principalmente o V8 (o engine de JavaScript do Chrome) e o jeito dele lidar com threads e processos, sejam incorporadas nas próximas versões do Safari e do Firefox. Veremos. [Webinsider]

.

Sobre o autor

Gilberto Alves Jr.Gilberto Jr (gilbertojr@gmail.com) é sócio da Amanaiê - startup com foco em OpenSocial - e mantém um blog sobre Web 2.0.

Apoio:

  • LayerDev Serviços de Webhosting Profissional

Palavras-chave relacionadas a este texto: [ web standards ] [ programação ] [ buscadores ] [ comunidades ] [ google ] [ microsoft ] [ apple, mac ]

Comentários

3 pessoas comentaram o artigo "Chrome tem interface limpa e foco nos aplicativos web"

Edison Morais Data: 05/09/2008 às 1:33 pm

Atividade:

Cidade: Sâo Paulo

Gilberto,
É interessante a sua afirmação, mas embora tenha entendido o jogo de palavras, receio que seja o contrário. “É com mais tecnologia que podemos tirar elementos da interface.” (É possível deixar o Firefox só com 3 botões e a barra de endereços sem mexer em nada no seu código).

Agora deixando de se chato com as palavras, hehe, eu acho que a adição do melhor processamento de JavaScript é válida no Chorme embora o Firefox já está se aprimorando com TraceMonkey (http://news.cnet.com/8301-1001_3-10023723-92.html).

Quanto à interface limpa vs. funcionalidades, talvez porque o Chrome está na primeira versão, mas ele esqueceu de incluir simples, mas importantes recursos, como a indicação de quando a página tem um Feed RSS ou até mesmo um alerta para quando vai fechar várias abas e a possibilidade de salvar a sessão de navegação.

Júnior Parula Data: 05/09/2008 às 6:14 pm

Atividade:

Cidade:

A principio achei estranho, bem diferente dos modelos tradicionais, do qual nós estamos acostumados. Até desinstalei da maquina, acho que vou precisar experimentar mais um pouco para me acostumar.

Pedro Data: 09/09/2008 às 2:57 pm

Atividade:

Cidade:

Realmente, o Chrome vai tirar o espaço do FireFox, por que é mais leve e renderiza as páginas da mesma forma, ele parece uma melhor opção ao Internet Explorer do que o FireFox.

Eu acredito que a simplicidade é mesmo a alma do negócio, inovação é você fazer um botão ter 10 funcionalidades e o usuário entender como usar cada uma.

Avisos
Os ítens com asterisco ( * ) são campos de preenchimento obrigatório.
Todos os links inseridos nos comentários possuem o atributo rel="nofollow" para impedir com que user agents (como os mecanismos de busca) sigam os links inseridos para desestimular spammers.
Todos devem se identificar através de e-mail válido.
Os e-mails dos usuários não serão divulgados no site.
Comentários:

Preencha os dados abaixo e clique em enviar

Outrolado.com.br

Leia

Paradoxo da escolha: mais opções, menos felicidadeO consumidor não quer gastar tanta energia na experiência da escolha. Ofereça opções sim, mas em um número que não o deixe perdido e o canse, mas que facilite esse processo. Por Alessandra Colla Soletti Tussi

Ubiquity, add-on do Firefox, é um exemplo de avanço A utilização de padrões prepara a informação para ser utilizada de maneira otimizada e mais útil para os usuários, como é o caso de um novo plugin para o Firefox. Por Giordani Pasqualon

O design e o acesso à informação sem sobressaltosAo procurar algo e não achar, a sensação de perda de tempo é cada vez menos tolerada. Não exatamente porque temos mais pressa, mas porque temos cada vez mais dispositivos para utilizar. Por Fabio Camargo

Ruy Carneiro

IE 8: vai começar a discussão sobre privacidadePrivacidade na internet é um tema quente e ganha novos contornos com a versão nova do navegador da Microsoft, que poderá bloquear o tracking de usuários e impactar bastante o mercado de métricas. Por Ruy Carneiro

O fim da era dos cliques e as métricas sem cliquesA taxa de cliques sozinha não produz métrica suficiente. Olhando mais adiante, é melhor buscar o resultado da interação sem precisar do clique. O usuário está mais desconfiado e fazê-lo clicar é difícil. Por Fred Pacheco

Dicas rápidas de sobrevivência na internetFaça de conta que sua empresa é uma pessoa que acaba de chegar em uma festa e não conhece quem já está lá. Se souber agir com elegância e uma certa sabedoria, vai acabar se entrosando bem. Por Roberto Cassano

O que as marcas procuram fazer para fidelizar vocêPara obter fidelidade e margens maiores de lucro, o branding procura oferecer mais do que o cliente espera de determinado produto ou marca. Por Paulo Peres

Google Forensics: investigando cybercrimesÉ a técnica de utilizar combinações especiais de operadores no motor de busca Google na investigação e perícia computacional, de maneira a coletar evidências envolvendo incidentes corporativos, segurança e crimes eletrônicos.
Por José Antonio Milagre

Webinsider