Webinsider

Carreira - Comportamento

Conte até três. Até dez. Conte até cem

13 de agosto de 2008, 22:43

Em situações extremas, mesmo que você tenha frieza, seu emocional fala mais alto, preparando-o para as duas atitudes limites possíveis frente ao perigo: lutar ou correr.

Por Eduardo Zugaib

Cena 1: alguém resolve tirar um sarro de você em uma festa, constrangendo-o e ultrapassando a tênue linha que separa o engraçado do ridículo;

Cena 2: numa reunião da empresa, ao apresentar informações que custaram a ser levantadas, alguém entra na conversa e maldosamente diminui a importância do seu trabalho;

Cena 3: Você está dirigindo. O trânsito pára. Você, que guarda certa distância do carro da frente, freia tranqüilamente. Antes do carro parar totalmente, surge um barulho de pneu queimando logo atrás, dando tempo apenas para você olhar no retrovisor, fechar os olhos e preparar-se para a… cabrum!

Mesmo que você tenha a frieza de um campeão mundial de xadrez, ao menos uma taquicardia você sente. Seu emocional fala mais alto, preparando-o para as duas atitudes limites possíveis frente ao perigo: lutar ou correr.

Em situações assim, é provável aparecer alguém sugerindo que você conte até dez. Acredite: isso não é uma simpatia, uma crendice tola. O nosso cérebro possui dois hemisférios: o direito, que abriga nossa capacidade emocional e o esquerdo, que cuida da racional. Em situações de tensão, a tendência que temos de agir com a emoção é grande.

Sobrecarregamos o lado direito do nosso cérebro, exigindo dele respostas rápidas demais. Como ele é obediente, fará de tudo para dar a resposta, trabalhando caoticamente, sem se preocupar se com isso estará acionando nossos desejos mais obscuros, nossas mais paixões mais animais.

O resultado? Falamos o que não gostaríamos de ter dito, reagimos expondo nossas fragilidades, isso quando não partimos para agressões verbais ou físicas. Crimes passionais não levam este nome à toa. O contar até dez visa reestabelecer o equilíbrio entre os dois lados do cérebro, lembrando ao hemisfério esquerdo que ele também deve “entrar no assunto”.

Contar é uma capacidade racional, que figura entre as habilidades do lado esquerdo do cérebro. Em situações tensas, o contar age como um sistema de resfriamento, que nos ajuda a perceber a situação por uma ótica mais completa. Se contar até dez não resolve, experimente até cem. Assim, além de dar ao cérebro a chance de trabalhar por completo, você evita que todos os alguém acima saiam por aí, dizendo que você perdeu a cabeça. [Webinsider]

.

Sobre o autor

Eduardo ZugaibEduardo Zugaib (falecom at eduardozugaib.com.br) é profissional de comunicação, escritor e palestrante em criatividade aplicada ao crescimento pessoal. Mantém o site Eduardozugaib.

Apoio:

  • LayerDev Serviços de Webhosting Profissional

Palavras-chave relacionadas a este texto: [ formação profissional ]

Comentários

3 pessoas comentaram o artigo "Conte até três. Até dez. Conte até cem"

Tereza Cristina Data: 14/08/2008 às 2:57 pm

Atividade:

Cidade:

Adequado, não é tezinha?

Cleverton Luciano Data: 15/08/2008 às 2:54 pm

Atividade:

Cidade:

Bastante interessante

Mª Manuel Azevedo Data: 06/09/2008 às 9:39 pm

Atividade: Comunicação

Cidade: Aveiro, Portugal

Fantástico!

Sem dúvida muito interessante!…vou experimentar!
:)

Avisos
Os ítens com asterisco ( * ) são campos de preenchimento obrigatório.
Todos os links inseridos nos comentários possuem o atributo rel="nofollow" para impedir com que user agents (como os mecanismos de busca) sigam os links inseridos para desestimular spammers.
Todos devem se identificar através de e-mail válido.
Os e-mails dos usuários não serão divulgados no site.
Comentários:

Preencha os dados abaixo e clique em enviar

Outrolado.com.br

Leia

O outro lado da entrevista de empregoVocê é jovem ainda e está iniciando a carreira. Na entrevista para o emprego, que tal inverter o jogo e fazer umas perguntas também? Assim você pode saber se a empresa serve para você.
Por Amanda Sul

Juliano Spyer

Twitter é para semear conversasMuita gente desencanou do Twitter por não ter pego a finalidade da ferramenta. Por Juliano Spyer

O que torna boa a comunicaçãoAlguns requisitos básicos para que a comunicação possa acontecer incluem fatores subjetivos como paixão, preparação, clareza, estilo, presença, criatividade e motivação. Por Eduardo Zugaib

Geeks SA: convivendo com talentosos esquisitosGeeks e nerds são os talentos que fazem a diferença nas empresas de tecnologia, como os craques nas equipes de futebol. E não é difícil conviver com eles, pelo contrário. Por Leonardo Dias

- E quem vai arcar com o prejuízo?Nosso amigo foi à lanchonete e protagonizou uma situação típica de atendimento ao cliente com desfecho inadequado e pouco comprometido com o negócio. Não deixe que isso aconteça em sua empresa. Por Murilo Gun

Formar uma equipe é fácil, difícil é formar um timeManter em sua empresa uma boa equipe de profissionais eficientes e motivados não é muito diferente do que fazem os clubes de futebol - para exigir amor à camisa ofereça alguns benefícios em troca. Por Rafael Cichini

Carta aberta aos estudantes de administraçãoQue tipo de administrador a sua instituição de ensino deseja que você se torne? Não se preocupe se não souber responder: a maior parte das faculdades brasileiras de administração ainda não parou para pensar no assunto. Por Leandro Vieira

Webinsider