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Paulo Roberto Elias
Áudio e vídeo

DTV e HDTV, a TV digital

17 de julho de 2008, 12:17

Entenda melhor os jargões de áudio e vídeo (7): a DTV brasileira criou uma expectativa positiva para a substituição do sinal do ar de má qualidade. Há diversos parâmetros envolvidos.

Por Paulo Roberto Elias

Mal o Brasil entra na era da televisão digital (DTV ou digital television, para os íntimos), e o acrônimo HDTV ganha força na mídia, e quem sabe um dia também na boca do povo. Mas, HDTV, que significa High Definition TeleVision, a rigor deveria se chamar TVAD ou TeleVisão de Alta Definição.

Só que, mais uma vez, o acrônimo em língua inglesa irá ter prevalência, assim como outros acrônimos e termos oriundos da informática, tais como PC (de personal computer) ou HD (hard disk). E por que não incluir também o termo home theater, que até hoje nunca teve tradução?

Na prática tudo isso pouco importa; o que realmente conta é que estamos diante de alguma coisa nova que já pode ser vista, mas pouco compreendida, em função da enorme complexidade que o termo HDTV representa.

A imagem de alta definição comporta atualmente os sinais de 720p (720 linhas de resolução vertical, em varredura progressiva com 1280 pixels cada uma), 1080i e 1080p (1080 linhas de resolução vertical, com 1920 pixels cada uma, em varredura entrelaçada e progressiva, respectivamente), mas a DTV chega, no máximo, a 1080i, e isso já é muito.

Note-se que o vídeo digital por excelência traduz-se pela varredura progressiva (todo o quadro da imagem é montado em seqüência), mas a origem analógica da HDTV é mostrada com o sinal de 1080i, ainda oriundo da tecnologia do tubo de imagem (CRT).

Se a tela do usuário for moderna, é possível que a imagem de 1080i seja convertida para algum sinal progressivo, de qualquer maneira. Na realidade, uma série de outras conversões vai ter que ocorrer, à revelia do usuário e de forma absolutamente transparente.

Em função disso, o termo HDTV deveria se referir principalmente à alta qualidade que a imagem de vídeo poderia alcançar, de preferência com o melhor áudio possível ao seu lado. Mas, para que isso se transforme em realidade, não basta uma emissora instalar câmeras HD no estúdio e sair gravando a fonte automaticamente. Este processo pode até dar um resultado que impressione as platéias, mas ele não reflete necessariamente o potencial que o sinal de HDTV pode mostrar.

E a explicação para isso é mais simples do que se imagina: em primeiro lugar, quando se trata de capturar uma imagem qualquer, uma série de parâmetros importantes entra em jogo: luz ambiente, cor, lentes, etc. O leitor mesmo pode fazer um simples teste, uma vez munido de uma câmera fotográfica digital decente: basta tentar fazer fotos em diferentes horários do dia, quando então notará que a cor varia de acordo com a luz incidente na foto. Por causa disso muitas câmeras à venda hoje em dia possuem programas para compensar essas diferenças.

Em um estúdio ou em tomadas em locação (por exemplo, ao ar livre) a iluminação é peça-chave para evitar problemas - e mesmo assim hoje em dia o processamento digital de imagens ainda poderá passar por pós-processamento, para evitar distorções de cor do material capturado. Por causa disso, um exército de novos especialistas técnicos é necessário, pessoas que sejam capazes de pós-processar este material de forma competente. Para isso existem os cursos de formação de pessoal na área, que, neste caso, não podem ser negligenciados, caso se tenha um mínimo de preocupação com a qualidade final do programa a ser transmitido.

Na história do cinema podem ser observados exemplos de cineastas que têm preferências por controle absoluto de iluminação de cena, como foi o caso de Alfred Hitchcock, que detestava filmagens em locação. Ou diretores como John Ford, ao contrário, que detestava estúdios e procurava sempre filmagens ao ar livre, sem quase ou nenhuma preocupação com a iluminação. É claro que ele dependia das habilidades do seu diretor de fotografia para fazer tudo funcionar de acordo com as intenções do roteiro, por isso até hoje ninguém pode ser queixar de falhas de estética ou iluminação nos seus filmes.

No caso específico do broadcasting brasileiro, se me permitem a ilação, os resultados são imprevisíveis. Existem aqueles profissionais com enorme preocupação com a qualidade final do produto gravado, mas existem outros que têm uma tendência mórbida em achar que o público aqui assiste qualquer coisa. Basta olhar os programas atuais de auditório, em várias emissoras, para se constatar o descaso com a qualidade de imagem.

Desnecessário dizer que, se com uma imagem standard a coisa fica feia, com alta definição ela ficará insuportável. Ou seja, com o advento da HDTV, ou essas emissoras tomam jeito, ou irão naufragar no mar de descontentamento daqueles que irão investir pesado num sistema HDTV, sem ver retorno nenhum que justifique este investimento.

Existe ainda um segundo outro aspecto da DTV que é bastante provável ter enorme influência sobre a HDTV: com a transmissão digital vem junto uma decisão, às vezes política, da maneira de se fazer uso das bandas de transmissão: a primeira hipótese seria usar a maior faixa para HDTV e o restante para sinais standard; a segunda seria abdicar da HDTV, para aumentar a oferta em resolução standard.

Aqui, essas duas vertentes poderão tomar caminhos diametralmente opostos.

O sinal digital para a transmissão é comprimido por um codec tipo MPEG-2 e no caso brasileiro, por H.264. A compressão implica em bit-rate variável, e quanto maior o seu valor menor será a compressão necessária e melhor a qualidade da imagem.

Na tentação de comprimir sinal, na mesma banda passante, é possível que haja um sacrifício significativo do sinal de melhor qualidade, para sobrar espaço para o de menor qualidade. Se isso acontecer, pouco irá importar a qualidade do sinal da fonte, porque vai ficar tudo nivelado por baixo! Não pense o leitor que o simples fato do sistema brasileiro de DTV operar com compressão por H.264 isso vai significar a inexistência dos efeitos da compressão de sinal sobre a qualidade do mesmo.

Todos os codecs, mesmo os mais modernos e eficientes, têm limitações que transcendem os seus méritos de suportar uma maior compressão. A maior evidência disso é o que a gente percebe nos discos Blu-Ray, onde MPEG-2 e H.264 se nivelam em qualidade ou em relativa falta de. Aliás, houve uma época em que se fazia críticas ao Blu-Ray por permitir o ingresso do MPEG-2 HD nos discos, que isso depunha contra o formato e outras baboseiras do gênero, mas o tempo mostrou que discos Blu-Ray autorados com MPEG-2 de forma cuidadosa mostraram imagens de excelente nível.

No que se refere à reprodução da cor, o conceito de compressão de sinal também se aplica, e o objetivo, para variar, é economizar espaço de memória.

A compressão do sinal de cor é possível, porque o olho humano reage muito mais às variações de luminância (variação da intensidade luminosa) do que a cada cor individualmente. Assim, o MPEG-2 do DVD, por exemplo, transmite cor por vídeo componente, onde Y (luminância), Cb (crominância do azul) e Cr (crominância do vermelho) estão na proporção de bits 4:2:2. No caso, o H.264 é capaz de suportar YCbCr na proporção de 4:2:0.

A fidelidade de cores (capacidade de se reproduzir tons ou gradações de cor) varia enormemente de uma fonte de sinal para outra. Com a alta definição se deve esperar uma maior fidelidade de gama de cores do que no sinal de TV convencional, mas somente a decisão de comprimir sinal para transmissão em maior ou menor proporção é que irá demonstrar se a cor será afetada.

Se alguém aqui acha que eu estou exagerando com esta estória de compressão de sinal, é porque não conheceu o som das emissoras de FM, quando o FM estéreo começou no Brasil: o som era limpo, com pouca compressão de dinâmica. Motivo: eram poucas emissoras no ar! Com o tempo, o Dentel (que era a Anatel daquela época) mandou as emissoras instalarem compressores de sinal, o que permitiu colar uma emissora na traseira da outra. O resultado imediato foi a perda de qualidade do sinal de áudio, com uma notória ausência da dinâmica original da música reproduzida.

Eu ainda não sei (e se o leitor já sabe, por favor, escreva aí embaixo) qual dessas duas vertentes de exploração de espaço de sinal irá prevalecer no sinal transmitido pelas emissoras. Mesmo não sendo nenhum adepto fervoroso da TV aberta, exceto para telejornais e esporte, eu sinceramente espero que a HDTV não siga o mesmo caminho da FM estéreo.

A DTV brasileira criou uma expectativa positiva de substituição do sinal do ar de má qualidade, motivo, aliás, pelo qual muitas pessoas fazem assinatura de sinais de televisão por satélite ou cabo. No caso, a DTV não precisa necessariamente transmitir HDTV para um grande número de pessoas, ou sinal de áudio multicanal 5.1. E tentar vender esta idéia para quem não tem e nem vai ter uma instalação de home theater a curto prazo é pura demagogia. [Webinsider]

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Sobre o autor

Paulo Roberto EliasPaulo Roberto Elias é professor aposentado da Faculdade de Medicina da UFRJ, hobbyista em áudio e vídeo, Mestre em Ciências (M.Sc.) e Ph.D. em Bioquímica. Manteve, até recentemente, o site Miragem, cujos artigos podem ser lidos aqui.

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Palavras-chave relacionadas a este texto: [ TV, vídeo ] [ música ]

Comentários

41 pessoas comentaram o artigo "DTV e HDTV, a TV digital"

Gustavo Data: 17/07/2008 às 1:38 pm

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Venho acompanhando suas colunas e aprendendo muito com seus comentários.
Parabéns.

Paulo Roberto Elias Data: 18/07/2008 às 2:03 am

Atividade:

Cidade:

Gustavo,

Muito obrigado, e vem mais uma sobre DTV por aí! Por favor, aguarde…

João Vergueiro Data: 19/07/2008 às 11:11 am

Atividade:

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Estive nos Estados Unidos recentemente e é gigantesca a compressão nos canais. Vários artefatos na imagem. Não sei se é limitação do sistema deles. Detalhe, vi compressão tanto na tv aberta quanto no cabo.

Roberto Monteiro Data: 23/07/2008 às 2:36 pm

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Cidade: Rio de Janeiro

Por falar em alta qualidade da “antiga” banda de FM estéreo, a quantas anda o HD Radio??!! Alguém sabe?

Fred Pacheco Data: 29/07/2008 às 9:20 am

Atividade: Gerente de Inteligência de Mídia Online

Cidade: São Paulo

Muito completo o artigo.
Mas, outro aspecto importante e ainda esquecido no Brasil é a capacidade de interatividade da TV Digital.
Vc saberia dizer a quantas anda este aspecto?

Paulo Roberto Elias Data: 29/07/2008 às 10:06 am

Atividade:

Cidade:

Fred,

Até onde eu sei, o software que permite isso ainda não está incluso nos decodificadores à venda no momento. Eu imagino que, uma vez desatando todos os nós que amarram este assunto, a maioria dos quais a gente nem sabe quais são, o software deverá ser oferecido a quem já tem decodificador. Resta saber se isso vai ter algum custo e os decodificadores atuais têm previsão para incorporar este recurso.

jose renato barreto Data: 31/07/2008 às 5:32 pm

Atividade: empresario e fanatico por tecnologia

Cidade: santana de parnaiba - sp

Meu Guru

Desde ontem dia 30 e hoje 31/7 estou lendo seus artigos (que só agora descobri).

Tenho 61 anos e comecei meu “vicio” em tecnologia quando com o meu primeiro salário comprei um rádio
de pilha transistorizado, o máximo na época.

Passei pelas fitas cassetes, montando minhas fitas com seleções de músicas e analisando os diferentes tapes (chromo, metal).

Incontáveis dias passei no meus diferentes gravadores de cassete verificando a fita que apresentava menos “chiados” e tudo mais.

Comprei inúmeros discos de vinil e fui acompanhando pelas revistas especializadas a evolução das tecnologias que pareciam num primeiro momento definitiva e depois se mostravam superadas ou absurdas (quadrifonia e outras).

Depois da música passei para os VHS e agora obviamente estou dedicado à filmes, shows e etc. em dvd.

Tenho a minha sala de tv, que é o canto favorito,
com todas as cortinas, blackouts, tapetes e isolamento acustico onde assisto tudo numa LCD samsung de 40″.

Além disso sou muito exigente com os detalhes.

Se por um lado quando gosto de algo, tenho um prazer fantástico em ficar “fuçando”, por outro a decepção quando algo não corresponde também é enorme.

Mas por que to de dizendo tudo isso?

Porque sem conhece-lo pessoalmente, a sensação que tenho é que somos grandes amigos, por gostarmos das mesmas coisas e termos as mesmas afinidades.

É muito bom encontrar alguém assim.

Bom, agora preciso que me tires uma dúvida.

Antes de comprar essa LCD, eu possuia uma TV CRT philips wide de 32 polegadas.

Quando cheguei em casa com a nova LCD, fiquei decepcionado com a imagem das transmissãos de tv
normal e também da SKY.

As imagens parecem “lavadas” e em alguns casos manchadas ou seja o rosto de uma pessoa não reflete a imagem real.

As cores não são vivas.

Não dá aquela sensação gostosa de ver uma imagem bonita…

Já quando uso o DVD, aí a coisa é outra.
Imagem fantástica, sem defeito.

Tem a ver com transmissão analógica em um receptor digital? ou é a resolução que mostra tudo?

Por exemplo, quando vi num plasma de 42″ de um amigo, a mesma transmissão da sky, tive a sensação de uma imagem “melhor”, ainda que sem tanta definição.

Qual a miragem que estou vendo? se é que me entende.

E obrigado por você existir.

abraços

José Renato

Paulo Roberto Elias Data: 31/07/2008 às 10:38 pm

Atividade:

Cidade:

Caro José Renato,

Antes de mais nada, eu quero te declarar que é impossível não me sentir lisonjeado com as suas palavras, por demais generosas com a minha pessoa, podes crer!

Quando eu comecei o Miragem e depois esta coluna, tudo foi experimental e eu já passei por crises de dúvidas se vale a pena continuar o esforço, se eu vou encontrar público interessado no que eu escrevo e principalmente se eu vou estar de acordo com as possíveis expectativas dos leitores.

Eu torço e espero nunca ter a chance de desapontar alguém que lê os meus manuscritos. Não sendo engenheiro, em princípio nem deveria estar escrevendo sobre tecnologia, mas a vida é assim mesmo: eu conheci muito hobbyista por aí melhores do que os chamados profissionais e de minha parte eu me esforço para pelo menos me manter atualizado, coisa que muitos profissionais não fazem, e eu sinceramente não entendo por que.

Mas, deixando isso de lado, o que eu posso te dizer é o seguinte:

A maioria das pessoas que investe numa TV LCD raramente fica satisfeita com a imagem dos provedores de assinatura, e não se sabe exatamente, até onde eu pude pesquisar, se o problema está no processador dos aparelhos, se no péssimo sinal da fonte ou em ambos.

Neste ponto, eu entendo que a imagem de uma tela de plasma fica bem próxima do tubo de imagem convencional, mas, note bem, isto não quer dizer necessariamente que ela seja mais “correta” do que as telas com LCD.

Na Philips (seria uma Dwide?) de tubo, é bastante provável que a imagem dos provedores tivesse uma filtragem bem melhor. Parece público e notório que as telas atuais não são desenhadas com processadores dedicados ao sinal analógico do broadcasting que é, via-de-regra, muito ruim. E a melhor comparação, no caso, é mesmo com a imagem do DVD, que é standard, porém entregue sem os problemas costumeiros das transmissões por qualquer via. Mesmo os receptores digitais (Sky, Net, etc.) sofrem abusos de compressão, que são bastante visíveis numa tela decente (plasma ou LCD). É a mesma coisa que você pegar um DVD cheio de artefato e um Superbit, e comparar os dois!

Em última análise, eu não creio que a imagem de qualquer desses sistemas de transmissão possa servir de parâmetro para se rotular um painel como bom ou ruim. Já com a DTV, a situação é bem outra. Graças a um amigo meu, eu pude fazer algumas observações e este problema que você cita simplesmente desaparece, exceto pelas habituais lambanças das emissoras de televisão. E isso nos compele a concluir que o sinal analógico do broadcasting deteriora significativamente o sinal de estúdio.

Espero que você continue lendo as próximas colunas e aproveitando alguma coisa de útil delas. Nossa vivência no hobby é bastante parecida, mas a gente nunca sabe quando vai estar acrescentando algo de novo. E muito obrigado novamente pela leitura.

Abraço do
Paulo Roberto Elias.

Douglas Enry Data: 17/08/2008 às 12:58 am

Atividade: Publicitário / Produtor

Cidade: Niterói

É com muito orgulho que leio materiais como este.

Hoje sou um dos maníaco por tecnologia, conhecer e entender sobre tecnologia de ponta está no sangue.

Bom, concordo plenamente sobre os comentários e me junto a torcida do sinal com pouca compressão.

Alguém sabe de alguma pesquisa sobre o sinal HD?
E o Ginga? Será implementado antes da copa de 2014? Vamos torcer.

Um grande abraço.

10° Leonardo Data: 17/09/2008 às 3:59 pm

Atividade: consultor

Cidade: RJ

Paulo,
muto interessantes suas matérias!
Estou a ponto de comprar uma TV (mais provavel = SAMSUNG 40″ A550), mas olhando nos sites de comparação de preços (e.g. bondfaro), aparecem algumas dúvidas: a A550 que estou vendo é full HD mas aparece como “não” em suporte para HDTV. Então vamos lá:

1) suporte para HDTV = HDTV ready
2) Pensei que full HD fosse melhor que HDTV ready. não é isso
3) mesma dúvida para progressive scan. todas as HDTV n˜åo seria progressive scan

alguma outra sugestão de aparelo para comparar (e qual a característica mais marcante)?

novamente obrigado,

Leonardo

11° Paulo Roberto Elias Data: 18/09/2008 às 8:15 am

Atividade:

Cidade:

Oi Leonardo,

Gostaria, se você me permitisse, de te dar um conselho: nunca confie em informações de especificações de sites de venda, procure-as com o fabricante, nos sites e telefones de suporte.

O termo “Full HD” se refere a 1080p, ou seja, 1920 x 1080 pixels, em varredura progressiva. No passado recente, o máximo que se oferecia eram telas de 1080i (sinal entrelaçado), embora, em termos de tela LCD ou plasma, não seja possível haver varredura entrelaçada, porque essas telas são todas, sem exceção, progressivas. Se um sinal entrelaçado entrar numa TV dessas, ele será transformado em progressivo, pelo processador de vídeo da TV.

O problema é que, anteriormente, mesmo as telas de LCD ou plasma eram incapazes de aceitar sinais de alta definição com 1080 linhas já em varredura progressiva.

Quando se usa o termo “HDTV ready” o que se quer dizer é que a TV é capaz de aceitar qualquer sinal de alta definição, com pequenas diferenças entre modelos, e para isso as telas são preparadas para reproduzir, por definição, um mínimo de 720 linhas de resolução vertical. Lembre-se que o sinal de HDTV de resolução mais baixa, o 720p, tem 720 linhas.

Na hora que o sinal entra numa tela “HDTV ready” ele é convertido para a resolução nativa da tela.

Se a TV fosse “Full HD”, aí das duas uma:

1 - com sinais de 1080i haveria conversão para 1080p;
2 - com sinais abaixo de 1080 linhas, haveria upscaling.

Note que o upscaling pode ser feito também fora da TV, por exemplo, num leitor de DVD (480i para 1080i ou 1080p) e aí você pode comparar os resultados.

No momento, para traçar comparações, eu te sugiro os novos modelos da Philips (Design Collection) ou da linha anterior em Full HD, que ainda se acha por aí, mas não espalha para ninguém, senão vão pensar que eu trabalho para eles…

12° Lorena Sandim Data: 29/10/2008 às 3:45 pm

Atividade:

Cidade: curitiba

Olá, tudo bem?

Desculpa, mas ainda não compreendi: HDTV e Full HD são a mesma coisa ou um é melhor que o outro?

Poderia esclarecer essa dúvida para mim?

obrigada.

13° Paulo Roberto Elias Data: 30/10/2008 às 9:41 am

Atividade:

Cidade:

Olá, Lorena!

A sigla HDTV se refere à imagem de alta definição em geral, que deve ter, pelo padrão atual, pelo menos 720 linhas de resolução vertical.

Quando se diz “Full HD”, refere-se ao fato da tela em questão ir ao máximo de desempenho em pixels que elas comportam, em varredura progressiva: 1080p. No caso, a tela será capaz de reproduzir um sinal com 1080 linhas de resolução vertical, cada uma delas com 1920 pixels.

Note, Lorena, que toda vez que nós estamos falando em definição de uma imagem de TV, em tempos de TV digital, nós estamos nos referindo à uma matriz de pontos (ou pixels, se você quiser). Quantos mais pontos (pixels) melhor!

Não faz muito tempo, uma tela “Full HD” (1080p) era caríssima e difícil de comprar, mas com o aperfeiçoamento do LCD, elas se tornaram bem mais baratas e accessíveis. Elas são ideais para sinais digitais, porém são capazes de receber sinais analógicos, até mesmo de alta resolução, como 1080i, e processá-los internamente, para exibição na tela.

Espero ter esclarecido sua dúvida. Caso contrário, não hesite em postar de novo.

Abraço do
Paulo Roberto Elias.

14° Herculano da Fonseca Neto Data: 11/11/2008 às 4:10 pm

Atividade: Controle de Qualidade

Cidade: São Paulo

como é bom ter um site que venha orientar sobre um assunto tão polemico, desde já fico muito grato e venho também parabeniza-los por tais esclarecimentos, e se possível retornem as duvidas que se seguem:
Pelo que entendi,e gostaria que me fosse esclarecido se possível.Eu recebo o sinal da “TV A” digital, porém, minha televisão é do modelo convencional,e pelo que entendi eu só recebo o sinal, porém como a tv é convencional automaticamente ela não reproduz o sinal digital, mesmo com o decoficadordigital, é isso mesmo?
E se caso eu vier a comprar uma Tv Full HD TV o som é transmitido em 5:1 com o decodificador digital que eu tenho da “TV A” ( Eu tenho um Home Theater)
Outra pergunta,o som não poderia ser Dolby Digital ou DTS,no sistema Full HD TV ?
Desde já muito obrigado. Herculano

15° Paulo Roberto Elias Data: 12/11/2008 às 8:17 am

Atividade:

Cidade:

Oi, Herculano!

Os sistemas do tipo TVA Digital ou Net Digital nada mais são do que sinais convencionais de TV, transmitidos digitalmente, para decodificadores dedicados.

Mesmo que a sua TV seja Full HD e que você passe o sinal por vídeo componente, a imagem deverá ficar um pouco melhor, mas com a mesma resolução da imagem de TV 4:3 transmitida pelas emissoras e provedores internacionais.

A grande maioria das TV’s LCD e plasma recebem sinal analógico ou PCM, mas em apenas dois canais. Portanto, a saída de áudio do seu decodificador da TVA deverá ser ligado à qualquer TV com o tradicional cabo estéreo RCA-RCA, para a entrada de vídeo correspondente.

O sinal 5.1 que o receptor da TVA e das outras transmitem vem normalmente por saída de cabo ótico, e neste caso o sinal costuma ser reproduzido num equipamento com decodificador (A/V receiver ou equivalente) dotado de Dolby Digital.

Em tese, qualquer sinal digital de áudio poderia passar por estes receptores, mas isto irá depender de quem provê o conteúdo. Até onde eu sei, o sinal de áudio digital costuma ser mesmo o Dolby (2.0 a 5.1) e não DTS.

No caso da DTV brasileira, o formato adotado foi o AAC, mas ele pode ser recodificado para Dolby, DTS ou PCM, dependendo do design do fabricante do set-top box (conversor) que você usa. Eu até já disse, em outras colunas, que são raros os processadores externos que decodificam AAC (se é que existe algum) e portanto esta economia de codec por AAC não serve para o usuário final, que já tem o seu home theater montado, capaz de usar os codecs convencionais mais usados, como o fazem a TVA e a Net, que repassam Dolby Digital.

16° Herculano da Fonseca Neto Data: 12/11/2008 às 11:24 pm

Atividade:

Cidade:

Muito obrigado Paulo.
pelo que entendi, se eu ligar um cabo RCA/RCA,poderei ouvir o som em 6 caixas ou mais, e em Dolby Digital.
Paulo atualmente, com aligação que está o meu equipamento eu só escuto em estéreo as transmissões da TV. Me oriente, é possível, e é aconselhavel eu ligar o cabo RCA do Home para o decodificador da TVA. obrigado. Herculano

17° Paulo Roberto Elias Data: 13/11/2008 às 2:31 am

Atividade:

Cidade:

Herculano,

Para conseguir 5.1 canais em Dolby no seu home theater é preciso ligar a saída ótica ou coaxial do receptor da TVA na respectiva entrada do home theater. Se a ligação for por cabo 2RCA-2RCA de áudio o som só poderá ser estéreo de dois canais.

Presumo que o seu home theater tenha um decodificador Dolby Digital, caso contrário é aconselhável você procurar o suporte da TVA, para esclarecimentos de como fazer a ligação.

18° André Luís Caldas Castro Data: 04/12/2008 às 7:57 pm

Atividade: Funcionário Público

Cidade: Goiânia

Paulo, fui hoje a uma loja ver o preço de uma Tv com o conversor embutido, DTV. A vendedora me disse que se eu for usar e Net ou a Sky a qualidade da imagem não seria boa assim que essas empresas mudassem o decoder para digital, o que segundo ela vai ocorrer. Que o conversor entraria em conflito com os novos decoders. Essa informação procede?

Obrigado.

19° Paulo Roberto Elias Data: 06/12/2008 às 1:05 pm

Atividade:

Cidade:

Oi, André Luís!

Eu posso até estar enganado, mas não há a menor chance de conflito entre o sinal de DTV e o das operadoras, até porque elas trabalham com outro tipo de sinal!

Eu ouvi de um engenheiro de transmissão aqui no Rio, que conhece muito bem a Net, que ela não tem banda passante suficiente para um sinal de boa qualidade de alta resolução. Eu, por outro lado, não posso ainda fazer nenhum julgamento, porque eu sou um assinante que continua com o sinal digital antigo. Mas, eu acredito que esta limitação exista. De qualquer maneira, o sinal do ar só será limitado pela qualidade da fonte, na emissora, e a julgar pelo que eu já vi, não ficaria surpreso se, em curto espaço de tempo, as pessoas achem que a DTV não teria valido a pena, o que é errado!

20° viviane Data: 13/12/2008 às 11:42 pm

Atividade: internet

Cidade: joinville

olá Paulo, acompanhei alguns posts e permanece uma duvida sobre qualidade de sinal e tvs full hd.
O sinal standard transmitido pelos canais de tv atuais ficará ‘ruim’ aparecendo defeitos numa tv que eh full hd OU a tv tem a tecnologia de ‘adaptar’ a melhor imagem, mesmo quando nao utilizando sua total capacidade?
isso é o chamado upscalling?

Estou decidida a comprar uma full hd para usar com meu playstation 3, mas fica essa duvida de como ficará o sinal de tv satelite que tenho…
e aí? alguma sugestao?

Obrigada

21° viviane Data: 13/12/2008 às 11:44 pm

Atividade:

Cidade:

Opa… corrigindo… ele fará o downscalling?

22° Paulo Roberto Elias Data: 15/12/2008 às 6:46 am

Atividade:

Cidade:

Olá, Viviane!

Vamos tentar recapitular algumas dessas noções, para ver se fica mais claro o processo de scaling:

As telas que se baseiam em uma matriz de pontos (ou pixels, se quiser), como as LCD ou plasma, possuem um número fixo de pontos, que pode ser calculado desta forma:

número de pontos na horizontal x número de pontos na vertical = número total de pontos na matriz

Por exemplo: 1920 x 1080 = 2073600 pontos.

Como cada ponto, que na realidade é um pixel, está ainda subdividido em 3 (vermelho, verde e azul), você multiplica o resultado por 3, no caso, ficando 6220800 pontos.

O número de pontos representa o que a gente chama de definição ou de resolução nativa da tela. Por convenção, usa-se o número de pontos na vertical para representar esta mesma grandeza, e no caso da “alta” definição, a tela tem que ter pelo menos 720 pontos na vertical (representando o sinal de 720p). E ainda, como esses pontos estão na vertical, é muito comum chamá-los de “linhas” em vez de pontos. Assim, eu posso dizer que um sinal típico de HD é de 1080 linhas.

O sinal padrão de alta definição (HD) é de 1080 linhas (1920 x 1080 pixels). Originalmente, este sinal era entrelaçado: 1080i (o “i” é de “interlaced”). O que se chama agora de “Full” HD nada mais é do que o mesmo sinal, porém em imagem progressiva, ou seja, 1080p.

Para saber se o sinal de entrada numa TV sofrerá upscaling ou downscaling é preciso comparar o número de pixels do mesmo com os da TV. Por exemplo: se o sinal de entrada for de 480i (DVD) e a TV for de 1080p, haverá upscaling.

Note que scaling nada mais é do que uma conversão de número de pixels do sinal de entrada, para a resolução nativa da tela onde ele é reproduzido. Nesta conversão, a qualidade do processador de vídeo tem uma enorme importância no resultado final, e este é o motivo pelo qual telas da mesma resolução, de modelos diferentes, te dão uma imagem melhor ou pior.

O padrão analógico usado no Brasil é o do NTSC, que tem um total de 525 linhas entrelaçadas (486 para a parte visível). Por isso, qualquer TV LCD ou plasma no mercado fará necessariamente upscaling com este sinal, concorda?

Qualquer sinal deste tipo, mesmo que digital (caso dos satélites, Net Digital, etc.), mostrará os problemas de fonte, quando exibidos numa tela de definição melhor, até porque inevitavelmente o usuário acaba fazendo comparação de resultados, com um sinal melhor. Um fator de grande influência nisso é a relação sinal/ruído, e que explica porque o DVD, que tem praticamente a mesma resolução do sinal do ar, tem uma imagem bem melhor, na maioria dos discos.

O único remédio é conviver com isso, e procurar uma TV nas lojas que não comprometa demais o sinal standard. Ou então, partir para a DTV, que pode chegar a 1080i.

Para o PS3, é claro que você vai querer dar preferência a uma tela “Full HD”, e atualmente as melhores opções incluem a possibilidade de reproduzir sinal de 1080p, a 24 quadros por segundo, que é o sinal padrão do Blu-Ray.

Espero ter esclarecido suas dúvidas.

Abraço do
Paulo Roberto Elias.

23° Mauricio Ferreira Data: 16/02/2009 às 2:26 pm

Atividade: tecnico

Cidade: S.P.

tenho uma tv lcd de 26′ sansung e sinal digital da tva. quando liguel a tv no conversor da tva o resultado não foi bom, a imagem ficou cheia de “noise” (ruido) como se estivesse embaçada. gostaria de saber se ha alguma maneira de resolver esse problema com algum tipo de conversor digital

agradeço desde ja

Mauricio

24° Paulo Roberto Elias Data: 17/02/2009 às 9:25 am

Atividade:

Cidade:

Oi, Mauricio,

A presença de ruído sugere algum problema no cabeamento usado, irrespectivo, no caso, de se usar S-vídeo ou vídeo composto, que me parece é o que esse receptor da TVA aceita.

No seu lugar, eu começaria por trocar pelo cabo de melhor sinal de vídeo possível, para conectar o receptor da TVA. E compraria um cabo novo deste tipo de conector. A ordem de preferência seria video componente, S-vídeo e video composto.

Se não resolver, o bom senso manda chamar um técnico da TVA, porque você pode estar com ruído (ou queda de sinal) bem antes do sinal chegar no aparelho deles.

Como esses receptores são proprietários, e incluem um decodificador de sinal, não é possível sugerir nenhuma outra alternativa para o mesmo.

25° WILLIAM TEIXEIRA DE SANT´ANNA Data: 13/03/2009 às 7:58 am

Atividade: ASS. DE TEC. DA INFORMAÇÃO

Cidade: RIO DE JANEIRO

CARO PAULO:

COMPREI UMA TV LCD 42 POLEGADAS AOC FULL HDTV READY.
NO ANUNCIO DIZIA SER COM “CONVERSOR DIGITAL INTEGRADO”, PORÉM, NA CAIXA ESTÁ DIZENDO: “RECEPTOR DIGITAL INTERNO” PRONTA PARA RECEPÇÃO DE TV DIGITAL. VOU TER QUE COMPRAR O TAL CONVERSOR OU NO FIM É A MESMA COISA?
NA CERTEZA DE QUE SEREI MERECEDOR DA ATENÇÃO DE V. S. AGRADEÇO ANTECIPADAMENTE…
ATT. WILLIAM.

26° Paulo Roberto Elias Data: 13/03/2009 às 10:27 am

Atividade:

Cidade:

Olá, William,

Muitos fabricantes já estão incluindo o circuito sintonizador para o sinal de TV digital usado no Brasil, e alguns modelos até com padrões para qualquer sistema, o que chega a ser uma extravagância para a gente, mas importante para o setor de exportações das empresas.

Portanto, não é de se espantar que o modelo que você adquiriu já tenha o conversor embutido na TV (o que é provável), e neste caso a instalação de um conversor externo, mesmo possível, é totalmente redundante!

Eu concordo contigo que a terminologia de palavras que o fabricante usa ajuda a tornar as especificações do produto confusas, e neste caso eu acho até que não te custaria nada passar a mão no telefone e ligar para o suporte da AOC, de modo a dirimir a dúvida e tirar esse dilema de vez do seu caminho.

Em tudo dando certo, basta ligar uma antena UHF, de preferência externa, de acordo com as condições de recepção do seu local. E depois você pode tanto usar um cabo de vídeo componente ou HDMI, porque o máximo de sinal obtido é 1080i.

Aliás, eu estou neste momento fazendo alguns testes de recepção, um pouco limitados, é verdade, mas cujos resultados eu pretendo publicar numa futura coluna. Por favor, fique atento.

27° Alberto Neves Data: 14/03/2009 às 10:52 pm

Atividade: Tec. em informatica

Cidade: Salvador

Amigo Paulo, estou às vésperas de adquirir um LCD 42″ e indeciso entre duas opções:
42LG50D - este é um LF HD-READY; resol. 1366×768 pixels; 3 HDMI e sintonizador integrado etc.
42XV550DA - Toshiba FULL-HD, tambem com conversor interno.
Este último especifica um contraste dinâmico de 8.000:1, e o LG informa 50.000:1.
Poderia emitir uma opinião a respeito?
Ficaria muito grato.
Alberto.

28° Paulo Roberto Elias Data: 15/03/2009 às 8:52 am

Atividade:

Cidade:

Caro Alberto,

Deixe de lado, por enquanto, as especificações que você está lendo sobre contraste dinâmico, e se certifique se a performance do processador interno dessas TV’s é suficiente para reproduzir bem todos os sinais indistintamente.

A sus primeira opção, na minha opinião, deve ser sempre a maior número de pixels na tela, o que privilegia o aparelho da Toshiba. Embora possível, dificilmente um aparelho da classe WXGA (LG) vai superar a performance de um aparelho 1080p (Full HD), porque o fabricante se obriga a colocar lá dentro um processador de melhor qualidade. Além disso, com um número maior de pixels, é possível efetuar as operações de scaling (remapeamento de bits para ajustar sinais de resolução diferente) com muito maior eficiência e qualidade final.

Outros itens, como contraste (estático, não dinâmico), nível de preto, e principalmente cor variam de tela para tela, até mesmo em monitores de computador.

Se você puder, leve algum material de referência (DVD, Blu-Ray), para a loja. Às vezes, isso ajuda a se tomar uma decisão. E boa sorte na sua escolha!

29° jefferson Data: 30/03/2009 às 2:23 am

Atividade:

Cidade: governador valadares

Gostaria de saber como faço para utilizar o conversor digital. Tenho um receptor da sky, e quando ligo na minha tv de 42 lcd, atraves do cabo RCA, fica horrivel a imagem. Gostaria de saber, se eu ligar o receptor ,atraves da conexão de antena da tv(como se fosse uma antena interna) se a imagem fica melhor! abraço e parabens pelo site, muito bom!

30° Paulo Roberto Elias Data: 30/03/2009 às 10:20 am

Atividade:

Cidade:

Caro Jefferson,

Detalhes sobre o funcionamento e instalação do conversor foram postadas numa outra coluna, publicada recentemente: http://webinsider.uol.com.br/index.php/2009/03/18/tv-digital-no-ar-recepcao-ou-decepcao/.

Sobre o seu receptor Sky a melhor opção é S-video, mas não vai fazer grande diferença. Verifique com a Sky se eles oferecem opções de receptor com saída vídeo componente. Se não, e se você ainda deseja uma imagem melhor fornecida por eles, informe-se sobre a disponibilidade do receptor de alta definição na sua cidade. Este receptor deverá ser lançado em futuro imediato, mas eu não sei lhe dizer quando nem a que custo.

Em termos de alta definição, a transmissão do ar é boa e gratuita, mas tudo vai depender das condições de recepção na sua área. No momento, nem todos recebem ainda o sinal de DTV, principalmente fora dos grandes centros.

31° Monica Data: 08/04/2009 às 4:36 am

Atividade:

Cidade: Indaiatuba

Olá Paulo,

Sou assinante da Sky e tenho um LCD, mas a imagem está muito feia. Tentei calibrar de tudo quanto é jeito mas nada feito.
Se eu ligar o cabo S-Video do receptor da Sky em um conversor digital e depois ligar o conversor digital na TV pelo cabo HDMI, será que melhora a imagem? (Se é que isso é possível)

Agradeço a atenção.
Abraços!

32° Paulo Roberto Elias Data: 08/04/2009 às 10:52 am

Atividade:

Cidade:

Oi, Monica!

Eu não vejo como isso seria possível.

Você está se referindo a um conversor de DTV? Então, a resposta é não mesmo, até porque esses conversores só tem saída de sinal e uma entrada de antena.

Por acaso, eu publiquei recentemente um artigo sobre recepção de sinal digital aberto e talvez valesse a pena você dar uma lida:
http://webinsider.uol.com.br/index.php/2009/03/18/tv-digital-no-ar-recepcao-ou-decepcao/

Acontece que os sinais digitais da Sky ou da Net sofrem muito o efeito da compressão, e esse é um dos principais motivos pelo qual a imagem não é boa numa tela LCD. E nesse caso, tanto faz S-video como vídeo composto, o resultado é mais ou menos o mesmo.

No caso do receptor digital da Ner (aquele prateado da RCA), eu até consegui com um técnico que me trouxesse um adaptador para vídeo componente. Aí, a imagem melhorou bastante, mas não o suficiente para mascarar artefatos digitais, em várias emissoras.

Se você já tem um conversor digital para a TV aberta e usa nele um cabo HDMI, é o melhor que você pode ter em termos de imagem HDTV.

Sobre a Sky, a notícia que eu tive é que eles vão transmitir em HDTV a partir de abril, mas a data definitiva, até este meu contato, ainda não estava certa.

O que virá depois daí, ninguém sabe, esta é que é a verdade!

A Net, por exemplo, só conseguiu até agora passar 3 sinais de TV aberta, e gente com quem eu falei (todos engenheiros) acham pouco provável de que eles consigam qualquer progresso nesta direção.

No caso da Sky, o presidente da mesma deu uma declaração à imprensa, dizendo achar difícil a passagem do sinal digital de TV aberta no receptor que será comercializado com os assinantes. a não que seja implementado um módulo por fora.

Repare que nem se fala ainda de custo, porque, como o presidente mesmo disse, ninguém sequer sabe quem vai pagar esta conta.

O

33° Paulo Roberto Elias Data: 08/04/2009 às 11:01 am

Atividade:

Cidade:

Desculpe, Monica, fui pego de surpresa por outra coisa, na hora de continuar meu comentário, mas aí vai o restante:

O que acontece é que o sinal digital HDTV do satélite é diferente do sinal digital aberto. Então, a Sky teria que dar um jeito de transcodificar o sinal, de tal forma que ele chegasse intacto na casa do cliente.

Na prática, o que eventualmente pode acontecer é que, para o público assinante de TV, o sinal de HDTV poderá ser o suficiente, e então se evitam os transtornos de colocar antena, brigar com condomínio, etc.

Entretanto, se estes tipos de percalços continuarem, então o sinal digital aberto deverá ter mais adeptos neste segmento de mercado. Em última análise, pode-se recorrer a ele para assistir um ou outro evento transmitido em HDTV, sem os efeitos de compressão da TV fechada e sem os custos da mesma.

34° Monica Data: 08/04/2009 às 8:49 pm

Atividade:

Cidade: Indaiatuba

Caro Paulo,

Agradeço a resposta.

Seus artigos realmente tem me ajudado muito! Estou lendo o máximo que posso.

Comprei a TV ano passado justamente porque a revenda da Sky havia me dito que o receptor HD da Sky seria lançado ainda em 2008, passados 14 meses, ainda estou esperando.
Antes eu usava um cabo RCA e troquei por um S-Video de fibra ótica, mas a melhora não foi significativa. O receptor RCA da Sky (DB200, para os antigos assinantes da Directv) que tenho aqui não tem video composto.
Em Indaiatuba o único canal digital seria da Globo de Campinas, mas todos os técnicos que consultei ou recusaram-se a instalar a antena ou não garantiram a recepção do canal, então não cheguei a comprar o conversor para DTV.
Acho que acabei ficando com um elefante branco na sala!

Abraços!

35° Monica Data: 09/04/2009 às 12:49 am

Atividade:

Cidade: Indaiatuba

Perdão, o receptor da Sky que tenho não tem saída video *componente*.

36° Paulo Roberto Elias Data: 09/04/2009 às 8:40 am

Atividade:

Cidade:

Monica,

Você me perdoe, mas eu não concordo que o seu conversor seja um elefante branco. A televisão digital começou “ontem”, se você considerar que nenhuma emissora deste país tem experiência suficiente para garantir a chegada do sinal a todo mundo. Com o celular não foi diferente, foi?

Os técnicos e antenistas têm uma postura conservadora, para se protegerem da possibilidade deles prestarem o serviço sem sucesso e o cliente pagar e fica indignado, o que é compreensível.

Por outro lado, todos os antenistas e revendedores de antenas que eu consultei me desaconselharam a instalar antena com booster (um pequeno amplificador de sinal que é instalado bem ao lado da antena).

Se eu fosse seguir este conselho à risca, estava sem ver vários canais até hoje! Eu moro num local próximo às torres, mas bloqueado por vários morros. Então o sinal aqui é quase impossível, porque os obstáculos físicos (morros, árvores, prédios) são muitos e degradam o sinal digital.

Os antenistas me disseram que, se eu tivesse um canal ou outro entrando forte (eu tinha) e se depois eu colocasse um booster, eu os perderia, por saturação do circuito de ganho do conversor. Isto até é verdade, porém ninguém veio aqui na minha casa, com um medidor de campo digital, para me afirmar isso com segurança, percebe?

Então, como eu também não tenho um medidor de campo, resolvi fazer isso na base da tentativa e do erro, e hoje até me arrependo de ter comprado um booster de potência moderada. Mas nada que as emissoras depois não corrijam com o aumento da potência nos transmissores, e aí o booster atual ficará até redundante.

Tudo bem, você mora em Indaiatuba, não é isso? E quantos quilômetros fica a sua cidade, numa linha reta até Campinas? Eu sei de gente que mora a uns duzentos quilômetros de algumas torres e pegam o sinal digital!

Se você ainda quiser tentar, o conselho é antena UHF toda banda direcional, com bom ganho, cabos coaxiais de baixa perda (RG-6, por exemplo), e a antena colocada o mais alto possível, transmitindo o sinal captado com um booster generoso (acima de 30 dB). Use um booster com ganho variável, para depois, se precisar, diminuir o ganho e evitar a temida saturação de sinal, que, aliás, no seu caso, eu até duvido que ocorra!

37° Monica Data: 09/04/2009 às 8:22 pm

Atividade:

Cidade:

Olá Paulo!

Sobre o elefante branco eu me referia a TV LCD, o conversor nem cheguei a comprar porque não consegui ninguém que instalasse a antena. E eu não tenho coragem de subir numa torre de 10m!
Realmente a DTV é muito recente, é difícil achar informações em uma linguagem simples, por isso volto a agradecer e elogiar seus artigos.
Não sabia que existia esse medidor de campo digital. Vou procurar um antenista que tenha um.
Só uma dúvida, eu achei a antena da Globo em Campinas e a minha casa no Google Earth. Bem no meio tem o aeroporto de Viracopos. Isso pode afetar a qualidade do sinal da televisão digital?

Agradeço as respostas!
Abraços.

38° Paulo Roberto Elias Data: 10/04/2009 às 8:58 am

Atividade: Qu

Cidade:

Oi, Mônica!

Fui ler de novo o seu comentário e descobri aonde foi que eu me distraí, pelo que lhe peço desculpas.

Mas, de qualquer forma, o meu comentário ainda se aplica, porque pelo menos comigo, parentes e amigos, as telas do tipo LCD têm nos ajudado a fazer um centro multimídia. A entrada para PC, por exemplo, me permitiu fazer experiências com arquivos de alta definição de diversos tipos, muito antes de existirem Blu-Ray ou HD-DVD.

Realmente, o que fala sobre subir numa torre de 10 m para colocar antena é o fator que vai intimidar muita gente a ter DTV em casa. E aí você tem que recorrer aos antenistas, a maioria sabe o que faz, mas não se instrumenta. Resultado: é um trabalho totalmente empírico, na base da tentativa e do erro, e onde a sorte é o maior fator de sucesso. Um dia desses, eu ouvi um antenista dizer para mim que, na instalação da casa de um cliente, ele havia colocado um mastro de cinco metros sem sucesso (não pegava nada), mas ao colocar um de dez metros, começou a pegar tudo. Quem é de nós que vai ter a paciência de fazer isso?

No entanto, existem bairros aqui do Rio que pegam o sinal digital com uma antena interna. Isto, na prática, quer dizer (e aqui eu repito palavras de uma engenheira de tranmissão) que somente quando os transmissores estiverem acertados é que se vai ver até onde o sinal digital alcança. E como se trata de UHF, eu emendo: na hora que houver repetidoras o suficiente, para atender a todo mundo!

Sobre a sua situação de localização, é difícil prever, mas não creio que haja muito problema. O que se sabe sobre DTV é que obstáculos móveis podem interferir na recepção do sinal, mas tudo depende da posição da antena receptora, em relação ao sinal transmitido. No caso, você poderia ter uma flutuação na chamada “qualidade” do sinal, que provocaria artefatos na imagem, ou emudecimento do som, momentaneamente.

Finalmente, eu te sugiro que, antes de decretar o status da sua LCD como elefante branco, de tentar abrir opções de uso, tais como um bom DVD player, ou quem sabe, até um Blu-Ray player, se o seu interesse for também na alta definição.

39° Paulo Roberto Elias Data: 10/04/2009 às 10:32 am

Atividade:

Cidade:

Apenas para ilustração, a quem tiver interesse:

Medidor de campo digital para ISDB-T:

http://www.ebcom.com.br/paginas/_portugues/docs/Medidor_de_campo_ADLB2_Manual.zip

40° Ramao Acir da Silva Data: 23/05/2009 às 1:43 am

Atividade: aposentado

Cidade: campo grande ms

Tenho uma dúvida: É sabido que para se obter uma imagem com resolução máxima (1920 x 1080), é necessário, além de um aparelho TV Full HD, que as conexões sejam feitas com cabos HDMI, todavia, numa transmissão de TV aberta, a ligação da ANTENA UHF até o CONVERSOR DIGITAL é feita através de um cabo RF. De que adiantaria usar o cabo HDMI a partir do conversor se o sinal que chega até ele é pelo cabo RF? O sinal já não estaria prejudicado? Haveria alguma melhora no sentido de se conseguir a máxima resolução? Por favor, gostaria que me esclarecessem. Obrigado.

41° Paulo Roberto Elias Data: 23/05/2009 às 8:54 pm

Atividade:

Cidade:

Caro Ramao,

Em se tratando de HDTV por transmissão terrestre, que, como mostrado no artigo, vai ao máximo de 1080i, o sinal obtido pode tanto ser exibido usando-se cabos de vídeo componente quanto HDMI. A maioria dos receptores (conversores) para DTV tem esses dois conectores.

De fato, o sinal de DTV é captado por uma antena UHF (os detalhes sobre isso você pode ler em http://webinsider.uol.com.br/index.php/2009/03/18/tv-digital-no-ar-recepcao-ou-decepcao/, publicado neste site.

Porém, uma vez dentro do receptor, o sinal digital é demodulado e decodificado, e demultiplexado, para a sua passagem à TV. Até a entrada de antena do receptor, um cabo coaxial é usado, mas depois, para se obter sinal de HDTV nativo, é necessário usar vídeo componente ou HDMI, conforme explicado acima. Caso contrário, se outros cabos forem usados, o máximo de sinal obtido é 480i (standard).

Por fim, cabe esclarecer que “Full HD” (1080p) não é transmitido por DTV, pelo menos não por enquanto. Por isso, para reproduzir HDTV do ar, por cabo ou satélite, até mesmo uma TV do tipo “HDTV ready” (WXGA) é suficiente.

Avisos
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