Errando na mosca: quando o outro não entende nada
27 de junho de 2008, 9:44Mais que acreditar em uma idéia nova, é fundamental encontrar os argumentos que as tornam críveis, de forma a acelerar a percepção daqueles a quem as submeteremos.
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Idéia inovadores, que promovem quebra de valores e revoluções na vida das pessoas comuns, costumam sofrer, num primeiro momento, a reação de um ceticismo que pode ser assustador. Mais que alinhar a mente ao vetor da criatividade, buscando sempre novas idéias, é fundamental também aprimorá-las e, principalmente, encontrar argumentações fortes para defendê-las.
A razão dessa reatividade? A zona de conforto e o medo de mudanças em que todos nós, cedo ou tarde, nos metemos. E o pior: muitas vezes sem percebermos. Aceitar pequenas alterações na nossa forma de pensar e agir já é algo trabalhoso. Que diremos de aceitar grandes mudanças, aquelas capazes de transformar a vida e alterar o ritmo das coisas ao nosso redor. Muitas vezes, quem se deixa levar pela reação ao novo, pode acabar errando na mosca.
“Voar com máquinas mais pesadas do que o ar é inviável e insignificante, se não impossível”. Acredite se quiser, mas tal frase foi pronunciada por um astrônomo famoso à sua época, Simon Newcomb, em 1902.
Harry Warner, um dos Warner Brothers, em 1927 também julgou premeditadamente e errou feio quando perguntou “quem diabos iria querer ouvir um ator falar”, num momento em que, por pura falta de tecnologia, ainda imperava o cinema mudo.
Thomas Watson, presidente da IBM em 1943, tinha lá suas razões para afirmar que “no mundo não haveria mercado suficiente para mais que cinco computadores”. Tudo bem… a época era um tanto limitada em se tratando de informática. Mas o que dizer da afirmação de Ken Olsen, presidente da Digital Equipment Corporation, já em 1977: “Não há qualquer razão para as pessoas terem um computador em casa”.
Em 1962, John, Paul, Ringo e George saíram cabisbaixos da Decca Records, ao ouvirem de um dos seus principais executivos que “os grupos com guitarras já estavam acabando. Obrigado e passar bem!”. Já imaginou se os Beatles desistissem ali, e cada um procurasse seu canto, para ocupar-se com uma atividade que não lhes rendesse prazer?
Em tempos de I-pod, MP3 players e outras tecnologias, é também no mínimo curioso saber que, em 1808, um dos grandes inventores do mundo subestimou a capacidade de sua própria idéia. Tomas Edison, o “gênio da lâmpada”, após criar o fonógrafo, deprimiu-se ao constatar que tal aparelho não tinha valor comercial.
Mais do que criar, é preciso acreditar. Mais que acreditar, é fundamental encontrar, ainda hoje, os argumentos que tornam nossas idéias críveis, acelerando a percepção daqueles a quem as submeteremos. Pode ser que, quando estiverem prontos para entendê-las, alguns dias, meses ou anos já tenham se passado. [Webinsider]
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1° eduardo Data: 27/06/2008 às 10:12 am
Atividade: empresário
Cidade: Rib. Preto
Olá Prof. Eduardo!
Seu artigo confirma algo muito relevante. Não importa a formação cultural do individuo, ele é um ser pensante. Um caipira da roça as vezes contribui com alguma idéia que nem um profissional do ramo conseguiu ver. Assim, também, um operário na fábrica, etc.
A boa lição de seu artigo está no fato de que todos somos capazes de idealizar em qualquer ambiente do conhecimento humano. Acreditar numa idéia, expô-la a critica, é uma forma de aperfeiçoa-la e não de inviabilizá-la.
Vivo isso, sou um criador de idéias. É sensacional!
abraço.