Google é o frenemy, o concorrente amigo inimigo
23 de junho de 2008, 18:51É grande a importância do Google nos investimentos em publicidade no Brasil. A marca mais valiosa da internet tem metas muito ambiciosas e conquista seu espaço oferecendo serviços gratuitos e de qualidade.
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Ao acompanhar a transmissão de algumas palestras da Reuters Technology (Media and Telecoms Summit), pude observar o temor de empresas em relação ao domínio econômico e de presença do Google no mundo de negócios.
Um receio presente mesmo em empresas tipicamente do mercado tradicional (não online), como a Nokia Siemens Networks e o grupo WPP de publicidade – que cunhou para o Google o termo “frenemy” (friend+enemy).
É pertinente o receio? Depois de no início imaginar se tratar de um exagero, comecei a pensar na minha vida hoje e os contatos com o Google – quase o tempo todo.
Quando vou para qualquer lugar novo, utilizo o Google Maps; a qualquer momento, acesso meu e-mail pelo smartphone, através do Gmail; se preciso acessar algum site novo nem tento a URL, busco logo no Google Search; se em uma mesa de almoço fala-se sobre uma cena de filme, em poucos segundos o telefone 3G a exibe pelo YouTube.
Isso traz mudanças em mercados improváveis como o de logística de entregas (com rotas do Google Maps), o de clipping de notícias (com o iGoogle) ou o de editoras e livrarias (com o Book Search).
Sem contar as iniciativas que ainda não se sabe até onde irão, como o Google Health, e a plataforma de telefones celulares Android. Será que laboratórios, médicos e fabricantes de celulares não devem se preocupar?
Relatórios da Predicta dão conta que 91% das busca orgânicas (não patrocinadas) que levam a grandes portais têm origem no Google. Observo ainda, em conversas com grandes anunciantes da web, que estes costumam direcionar entre 75% e 85% de sua verba de links pagos para o Google.
O que significa esta onipresença do Google para a publicidade? Esta é a pergunta de um milhão de dólares… Ao mesmo tempo que um eventual monopólio preocupa, é inegável o favor que a empresa presta a este mercado, criando novos pontos de contato com públicos qualificados em situações antes não imaginadas – dirigindo o carro, durante o almoço, no bar, lendo e-mails, etc.
Momentos adequados, nos quais uma marca pode fazer-se presente para os possíveis consumidores, de acordo com a relevância para eles.
Como profissional de inteligência em mídia online, ofereço louros ao Google por ter criado estes novos canais; sim criado, pois não foi uma simples substituição de empresas existentes, foi através da inovação e competência. Fico feliz por termos estes novos espaços no inventário publicitário, ainda que receoso de um dia ficar na mão de um só veículo forte. E você? Também tem medo do “Google-mau”? [Webinsider]
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1° Edmar Data: 24/06/2008 às 8:24 pm
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O Google se expande maneira ameaçadora em diversas áreas de atuação ao mesmo tempo que cria oportunidades para outras empresas domina o mercado. É difícil medir se isto é bom ou ruim, talvez o tempo nos diga…