Você pratica o e-learning, já tinha reparado?
18 de junho de 2008, 20:02O professor orienta os alunos a acessar sites de referência e comunidades sociais. Em conferências no Skype, interessados compartilham conhecimentos e pontos de vista. Isso já é e-learning.
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Educação e tecnologia em convivência harmônica diante do objetivo de educar/formar pessoas melhores - e para isso é preciso qualidade, em todos os fatores do processo ensino-aprendizagem, do professor ao aluno.
Essencialmente deve-se investir na formação do corpo docente, que deverá estar preparado para um novo modelo educacional que considere a tecnologia como parceira, e não como obstáculo.
A diversificação dos meios é apenas um caminho. É necessário experimentar e utilizar conforme a sua própria métrica, uma vez que lutar contra as inovações é uma batalha perdida. Esse novo modelo educacional é regional, cultural, atual e a tecnologia está inserida nesse contexto.
A tecnologia da informação e comunicação (TIC) é utilizada na educação como apoio, assim como o e-learning em alguns cursos.
Não raro, o professor orienta seus alunos para que acessem sites de referência, troquem e-mails e endereços de comunidades sociais para assuntos comuns. Em conferências via Skype, interessados, profissionais e pesquisadores compartilham seus conhecimentos e pontos de vista.
A tecnologia está presente. O desafio é usá-la em favor da educação, não importa se um holograma ou um quadro negro. Podemos contar com o DVD, CD, podcast, mp3, jogos instrutivos, o simples e-mail, Orkut, YouTube e por que não o celular?
Estamos falando de uma parte da sociedade que vive em grandes cidades e possui fácil acesso à tecnologia. Para trabalhar com esse fator é imprescindível que os alunos estejam habituados aos recursos que utilizaremos, caso contrário o efeito será desastroso.
Nesse cenário, ainda que os recursos sejam diversos, suas aplicações e implementações devem ser medidas pelo professor/formador de forma gradual, consciente e orientada. Para as instituições de ensino vale estimular as primeiras iniciativas, motivar os professores e apresentar o modelo de parceria: professor (conteudista) e desenvolvedor (técnico).
O professor não precisa ser expert em tecnologia, com auxílio necessário ele pode e deve manter o foco no ensino, na pedagogia.
Um dos receios e problemas mais comuns é a utilização do CTRL+C e CTRL+V, por parte de alunos mal intencionados.
Isso é fato, caso o professor resista ao uso da tecnologia poderá premiar um trabalho plagiado. Por que não repensar a proposta do trabalho para vencer essa dificuldade? Se tentássemos elaborar melhor, remanejar o prazo e ao invés de solicitar trabalhos sobre temas discutidos há décadas, solicitássemos propostas de novas soluções para velhos problemas?
Temos a grade e os conhecimentos “obrigatórios”, além da criatividade para trabalhar com mais essa aliada, a tecnologia.
E-learning, eletronic-learning, aprendizagem por meios eletrônicos… todos juntos. Atualmente o termo está associado à internet, devido a facilidade de acesso, rápida publicação, edição, atualização, ferramentas de colaboração entre outros recursos. No entanto é muito mais abrangente e envolve qualquer dispositivo eletrônico que possa transmitir conhecimento e proporcionar aprendizado.
Entre as modalidades do e-learning, temos o
- Assíncrono: o conteúdo fica disponível constantemente e o aprendizado acontece de forma individual;
- Síncrono: conteúdos com horários pré-determinados, em tempo real e o aprendizado acontece de forma coletiva, por meio da colaboração e troca de informações;
- Blended-learning: reúne os dois anteriores e complementa com outros recursos mais aulas presenciais;
- M-learning: mobile learning, aprendizagem móvel que depende essencialmente da tecnologia de dispositivos móveis e seus recursos de recepção e transmissão de dados. Com os novos padrões e tecnologias da telefonia móvel, os novos pacotes de serviços devem impulsionar e viabilizar essa modalidade.
Em qualquer modalidade a relação professor-aluno é tão importante quanto no modelo presencial, até mais devido à ausência física que pode ser compensada por um atendimento muito mais especifico e individual. Esse elo deve ser preservado e o professor deve fazer sua manutenção constantemente.
Igualmente importante e entre as novas responsabilidades do professor está a relação aluno-aluno, onde o conhecimento será construído de forma colaborativa para o enriquecimento de todos.
Por exemplo, em um seminário sobre educação tanto eu quanto os leitores desse tema têm igual poder de opinião. Não precisamos apenas receber as informações silenciosamente e aceitar de forma mecânica e inconsciente; se aceitarmos será porque concordamos conscientemente com o real significado e não por medo ou falta de informação.
Nos bastidores do e-learning há anos, posso comentar sobre a migração de pedagogos das salas de aula para empresas do ramo. Por trás de um bom curso online há um profissional pedagogo tão competente quanto um professor em sala de aula.
Entre as características do e-learning o primeiro entrave pode ser a transição da pedagogia à andragogia. No entanto, teorias como a Conexionista de Thorndinke e a Taxonomia de Bloom podem ser tão comuns quanto o Behaviorismo, o Cognitivismo e o Construtivismo.
Nas universidades, o e-learning começou com matérias extras e optativas. Eu mesmo palestrei sobre o tema para envolver alunos e professores no assunto e em algum tempo já estava na grade dos cursos de graduação. Hoje temos cursos completos e pós-graduações, totalmente a distância. Gostaria de ver o mesmo acontecer nas escolas públicas.
Não há tempo a perder: os profissionais que querem manter-se no mercado de trabalho buscam constantemente o conhecimento e investem em novos cursos e meios de aprimoramento profissional. E na vida pessoal incentiva a iniciativa de aprender mais, durante toda a vida, e ser melhor como pessoa, cidadão e profissional. [Webinsider]
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1° Manoel Messias Data: 19/06/2008 às 1:49 pm
Atividade: Professor
Cidade: Sobral - Ce
Parabéns pelo artigo!
Sou professor em escola pública e sei o quanto é difícil possuir recursos extras para a melhoria da aprendizagem. E toda a tecnologia só vem contribuir com esse processo.