Novos dispositivos trazem de volta o design 800×600
30 de maio de 2008, 22:51Subnotebooks, smartphones... e os sites voltam a ser acessados por usuários com resoluções de tela pequenas. Se for imprescindível trabalhar em 1024 pixels, procure oferecer a melhor experiência possível.
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Quando as estatísticas começaram a mostrar que usuários estavam comprando placas de vídeo mais potentes e monitores maiores, vários clientes e designers começaram a comemorar.
Mais largura de tela significa mais espaço para conteúdo e criação. Ao longo do tempo, desenvolver soluções em 800 pixels de largura (o que de fato são 780 pixels em uma janela maximizada no Internet Explorer) se tornou um pesadelo para designers.
No entanto, os dispositivos móveis chegaram de vez ao país. O mercado começou a se preocupar com estes dispositivos com notícias sobre invasão dos iPhones anunciada pela imprensa em março.
Ao contrário de celulares e smartphones, o iPhone renderiza as páginas como elas são na resolução de 320 por 480 pixels. O usuário pode usar zoom para aumentar a tela, mas qualquer design de interfaces planejado para funcionar bem em 1024 pixels de largura com fontes pequenas irá tornar a vida do usuário um pouco mais difícil.
O cenário ganha novos players com os subnotebooks de 7 e 8,9 polegadas, como o Asus Eee PC e o Positivo Mobo. É possível redefinir a resolução de tela, mas nestes dois casos o usuário deve preferir manter a definição de fábrica que é 800×600. Ainda estamos verificando que o consumo destes subnotebooks está vindo da faixa de early adopters de tecnologia, mas o público final, principalmente no Brasil, deve ser a classe C.
Lembrando sempre que esta é faixa de consumo em tecnologia doméstica que mais cresce no país.
Seja qual for o público-alvo, fãs de tecnologia ou não, há chances de que sites sejam cada vez mais acessados novamente por usuários com resoluções de tela pequenas. Se for imprescindível trabalhar em 1024 pixels, é fundamental pensar nestes usuários e oferecer a melhor experiência possível.
Possíveis soluções:
- Trabalhar com telas flexíveis, tomando cuidado sempre com a largura máxima e mínima da coluna principal de leitura.
- Fazer versões diferentes da folha de estilo usando JavaScript para verificar resolução de tela. Tenha em mente que é mais provável que o usuário com resolução maior esteja com os scripts habilitados em seu navegador. Aqui você trabalha apenas a parte de grid do seu CSS.
O mais importante: não deixe de testar. Por mais anti-gadget que seja o desenvolvedor, ele precisa conhecer e testar seus aplicativos e websites nestas novas plataformas.
Referências:
- Internet móvel ultrapassará web convencional, diz Google, Folha Online.
[Webinsider]
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1° Manu Data: 31/05/2008 às 8:55 am
Atividade: Diumtudo
Cidade: São Paulo, SP
Demais o artigo! Fala um pouco de tudo que eu vinha conversando com os amigos durante a semana. Zeitgeist!
Gosto de usar no meu dia-a-dia 1024×768 e me acho um ET. É um costume mas vale a pena. Me dá a sensação mais próxima do usuário final. Até o ano passado trabalhava em um grande site de empregos, com acesso do Brasil todo e bem posicionado nas buscas do Google, e o Analytics nos dizia que, da grande maioria, 50% dos usuários era 800×600 e 50% era 1024×768. De tudo, apenas 20% usava resoluções mais altas.
E tava pensando também em comprar um Eee PC mas tou encanado com essa da tela pequena, mas acho que pra design e com o hardware fraco desse tipo de notebook, talvez não seja uma boa idéia enquanto não apareça uma solução mais robusta.