Na Sibéria não tem nada disso
20 de maio de 2008, 21:48Resultados de busca orgânica no Google impactam negativamente a campanha da Net na televisão.
Por
O coronel Tutchenko e seu grito de guerra vêm dominando os intervalos comerciais nas principais emissoras de TV aberta e paga nos últimos meses, falando das maravilhas da “Terra dos Nets”. Na internet, todavia, a coisa é um pouco diferente: faça uma busca por Net Virtua no Google e veja qual o resultado. Entre os dez sites listados na primeira página, três deles são altamente danosos ao anunciante em questão. Inclusive, um dos links apresentados leva a um vídeo no YouTube que parodia de forma bastante negativa o comercial oficial da Net.
Some-se a isso as dezenas comunidades do Orkut – entre positivas e negativas à marca – e diversas menções em blogs localizadas através do diretório Technorati e você terá todo um universo onde o marketing tradicional do anunciante não consegue ter controle.
Como o Google atinge 80% dos 42 milhões de usuários de internet do país, cujo perfil é extremamente parecido com o dos potenciais clientes de TV paga, podemos inferir que a marca do anunciante corre o risco de ser exposta de forma negativa a muito mais consumidores do que sua campanha televisiva consegue atingir.
Entendeu onde eu quero chegar? A internet hoje é uma poderosa ferramenta de relações públicas ignorada pela maioria das empresas.
Mas, cuidar de sua reputação online exige diversos cuidados, já que não basta apenas pagar para blogueiros falarem bem de sua empresa ou do novo produto. Quem se deu mal agindo assim foi a Wal-Mart, que há alguns anos contratou a Edelman, multinacional de relações públicas, para criar uma série de blogs que seriam de supostos consumidores enaltecendo o gigante varejista. A ação foi desmascarada e o efeito negativo para a marca influenciou até mesmo a cotação de suas ações na bolsa.
De lá pra cá, empresas como a Reputation Defender, de Michael Fertik, e a SEO-PR, de Greg Jarboe, vem construindo um negócio altamente lucrativo.
Basicamente são dois os caminhos para se trabalhar sua reputação online: gerar notícias positivas sobre a empresa e monitorar o que é dito sobre ela.
Sobre a geração de notícias é importante mencionar que sites como Google News e Yahoo News não contam com redações tradicionais para indexar as notícias que serão publicadas. Eles utilizam-se dos mesmos sofisticados algoritmos criados para seleção dos sites que serão exibidos ao se realizar uma busca. Ou seja, quando sua assessoria produzir um release para a imprensa, é fundamental que a divulgação online faça parte da estratégia e que ele seja criado de forma a ser “buscável” pelos sites de notícias. Esse é o papel da SEO-PR.
Já do lado do monitoramento, quantas vezes você entrou em seu site de busca preferido e fez uma pesquisa por seu próprio nome?
Ou então foi para o Orkut procurar detalhes daquela mulher interessante que você conheceu noite passada? Ou ainda pesquisou no LinkedIn o histórico profissional do executivo que você pretende contratar para sua empresa? Monitorar o que está sendo dito sobre você, seu produto ou sua empresa é a função brasileira do e-Life, que faz um acompanhamento de tudo que é dito na blogosfera e sites de comunidades. Já a citada Reputation Defender é composta por advogados de litígio, prontos para “limpar sua barra” na internet.
Enfim, aquela história de “fale mal, mas fale de mim” não faz mais sentido em nosso mundo globalizado, pois o impacto em seus negócios poderá ser sentido imediatamente.
Quanto a Net, a falta de preocupação com o Google talvez esteja refletida no próprio jingle do comercial: “Na Sibéria não tem nada disso!” [Webinsider]
(em tempo: sou assinante da Net)
.


1° Huberto Gastal Mayer Data: 21/05/2008 às 1:28 am
Atividade:
Cidade:
As grandes empresas ainda não se deram conta disso, vender serviços ligados à internet e delegar seus portais web para empresas de publicidade que terceirizam porcamente os seus web sites, estes acabam funcionando mais ou menos apenas no IE, o que dirá se há preocupação com SEO ou outros conceitos modernos. Vide NET e empresas telefônicas, TODAS elas, chega a ser patético acessar páginas de empresas de rede celular utilizando Firefox, o que dirá o resto.