A abordagem simples na solução de problemas
26 de abril de 2008, 23:04O mais sensato a ser feito é gastar mais tempo interpretando o problema por completo, até mesmo distanciando-se um pouco dele. Ao ampliar o campo de visão, as informações combinadas costumam gerar respostas mais simples.
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A maior parte dos problemas que enfrentamos no dia-a-dia pede respostas simples. E um destes problemas, acredite, é justamente o fato de não termos assimilado corretamente o conceito de simples. O simples muitas vezes assusta. Ou então inibe, pois não damos a ele uma correta interpretação. Achamos que por se tratar de uma resposta simples, ela não serve, ela está errada. E tratamos logo de complicar, criando falsas e rebuscadas seguranças.
A nossa capacidade de perceber o simples anda lado-a-lado com a forma que abordamos os problemas, que normalmente é a frontal. Olhamos apenas para a “cara” do problema - ou para seus efeitos - esquecendo-nos de avaliar sua raiz e seu corpo. Aqui, nossas soluções funcionam como um anti-gripal, que apesar de “declarar-se” contra a gripe, ataca apenas seus efeitos. Ou seja: a gripe continua lá, cumprindo seu ciclo médio de sete dias, tempo que é gasto no combate à coriza, um dos seus mais desagradáveis efeitos. E assim cuidamos do nosso trabalho, da nossa vida em família e do nosso desenvolvimento pessoal.
A outra forma de abordagem, aquela que permite uma visão diferenciada e multifacetada do problema, ajuda-nos a vê-lo sob uma nova ótica, muito mais abrangente, mais lateral que frontal.
O mais sensato a ser feito é gastar mais tempo interpretando o problema por completo, até mesmo distanciando-se um pouco dele. Sendo maior que ele. As informações que colhemos quando ampliamos nosso campo de visão costumam, quando combinadas, gerar respostas mais simples.
É a busca do tal “menos é mais”, presente no DNA das grandes inovações, venham elas das mais diferentes artes e ofícios.
Com o perdão pelo trocadilho, a nossa capacidade de tornar o simples complicado é complicada até de explicar. Charles Mingus, um dos grandes músicos de jazz que o mundo já conheceu, definiu bem essa tendência ao dizer que “complicar o simples é fácil. Criatividade é tornar o complicado simples”.
Quando passarmos a entender de forma ampliada quais são os nossos problemas e limitações, e nos dispusermos a avaliá-los com cuidado, com uma visão mais ampliada, a tendência será que nossas respostas tornem-se cada vez mais simples e eficazes. Isso requer uma mudança de hábito.
Enquanto tornamos o descomplicar um hábito, podemos tentar complicar menos a nossa vida. Que tal? [Webinsider]
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1° Eliseu Drummond Data: 27/04/2008 às 10:36 pm
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Firmeza, champz. A gente entendeu que foi um artigo conceitual. Mas você podia ter simplificado um pouco colocando uns exemplos concretos para ilustrar.