Pagamentos do Google AdSense sem problemas
16 de março de 2008, 22:48Google mudou a forma de pagamentos do AdSense aos donos de sites e blogs. Em vez de enviar cheques, deposita em uma conta de banco. Veja como receber sem problemas.
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O que é o AdSense?
Para quem não está familiarizado, AdSense é um sistema do Google que permite rentabilizar sites através de anúncios que são colocados nas suas páginas.
Os tópicos dos anúncios apresentados estão relacionados com o conteúdo das páginas onde são inseridos. Este fato permite que os usuários sejam expostos a anúncios de produtos e serviços que têm a ver mais com os seus interesses. Por isso têem grande eficiência ao atrair mais potenciais clientes para os negócios dos anunciantes.
Os anunciantes pagam por clique em anúncios de texto, ou por número de visualizações em anúncios de imagem ou vídeo. O Google cobra os anunciantes e repassa uma porcentagem não declarada aos donos dos sites onde aparecem os anúncios.
Recebendo pagamentos do AdSense
Assim que acumula um crédito mínimo de USD $100 até ao final de um dado mês, um dono de site se qualifica para receber esse crédito. Normalmente o valor é enviado até ao final do mês seguinte.
O Google AdSense foi aberto para sites de conteúdo em inglês em meados de 2003. Só mais tarde foi aberto a sites de conteúdo em português. No entanto, desde o principio, o AdSense foi disponibilizado a sites em inglês, mesmo que os donos estivessem no Brasil ou noutros países.
Inicialmente o pagamento era feito por cheque em dólares. Este tinha que ser descontado em casas de câmbio ou bancos que fazem a compensação de cheques de bancos norte-americanos.
Isto era um processo demorado. Se contarmos com o tempo que o Google demorava a emitir os cheques, envio pelo correio, e o tempo que o banco demorava a descontar e creditar um cheque, podia chegar a quase 80 dias desde o fim do mês do qual o crédito era devido.
Ordens de pagamentos por SWIFT
No entanto, o número de donos de sites começou a aumentar muito. Em alguns momentos os cheques foram barrados na alfândega pela Receita Federal por motivos legais não totalmente esclarecidos.
No final de 2006, o Google decidiu suspender o pagamento por cheque para donos de sites residentes no Brasil. A partir de 2007 passou a enviar ordens de pagamento pela rede SWIFT.
SWIFT é uma rede mundial de bancos e outras instituições financeiras que permite o envio de pagamentos entre instituições financeiras de forma eletrônica segura.
Os pagamentos enviados pela rede SWIFT chegam de um dia para outro porque é tudo eletrônico. Normalmente o Google paga na última semana do mês. Por isso, a espera é reduzida de 80 dias (quando os pagamentos eram feitos por cheque) para cerca de 30 dias.
Os problemas dos pagamentos feitos por SWIFT
Apesar de serem muito mais rápidos, os pagamentos feitos pela rede SWIFT não são isentos de problemas.
Para indicar quem é o beneficiário, o pagador precisa informar o código SWIFT da agência de câmbio responsável por processar o pagamento, e também número de conta ou nome do beneficiário.
O principal problema é causado pela falta de normalização da identificação do beneficiário. A rede SWIFT inclui instituições que não são bancos, logo os clientes que recebem por essas instituições não têm um número de conta único e inequívoco.
Isso obriga que os pagamentos sejam enviados para a agência de câmbio que recebe e aí terá de haver um processo que identifique o beneficiário a creditar.
Se houver um erro na indicação do beneficiário, o pagamento não é devolvido. Quando nenhum beneficiário reclama, existe um prazo de 90 dias em que o pagamento fica parado, sem que o Google ou o banco que enviou o pagamento fiquem sabendo qual foi o problema. Só depois dos 90 dias é que o pagamento é devolvido.
Até lá, isto pode exigir que um funcionário tenha de olhar para os dados do pagamento e deduza quem é o beneficiário a creditar. Por vezes o pagamento acaba ficando parado porque os dados do pagamento são ambíguos ou insuficientes.
Em caso de ambiguidade os bancos podem exigir que beneficiário prove que o pagamento é mesmo para ele, para que o valor não seja creditado a um beneficiário errado.
Este problema leva por vezes a situações de desgaste entre donos de sites que querem receber os valores a que têm direito, e funcionários de agências de bancos, muitas vezes mal orientados, impõem um nível de burocracia totalmente desnecessário, sem conseguir explicar aos clientes o que precisam fazer para evitar o problema.
A solução Européia
Na Europa o problema foi resolvido usando o padrão IBAN . Este é um padrão que normaliza a formatação de números de conta. Cada conta têm um número único e inequívoco que identifica o banco, agência e conta a creditar.
Com o padrão IBAN não tem erro nem atraso. O pagamento ou chega bem ou é devolvido logo. Se houver um erro na indicação da conta do beneficiário, o pagador fica sabendo logo qual foi o problema. Funciona como um pagamento por TED no Brasil. Se estiver algo errado, volta logo para trás.
Infelizmente, através da rede SWIFT não é possível resolver o problema como na Europa. O fato é que bancos e instituições financeiras podem receber pagamentos pela rede SWIFT para beneficiários que nem sequer têm conta. Quando um pagamento vem com erro no identificador do beneficiário não dá para devolver logo porque pode ser um pagamento para alguém sem
conta.
A solução para receber rapidamente no Banco do Brasil
Tenho um site no qual coloco anúncios do AdSense desde 2003 quando este foi aberto para sites de conteúdo em inglês. Sempre recebi pagamentos do AdSense pelo Banco do Brasil, no qual tenho conta, inicialmente como pessoa física, e posteriormente como pessoa jurídica.
A mudança dos pagamentos de cheque para ordem de pagamento via SWIFT foi bastante benéfica. Porém sempre existiu um pequeno atraso entre a data de chegada do pagamento e a disponibilização do mesmo.
Cheguei a receber ordens de pagamento de outras empresas via SWIFT como pessoa física, mesmo antes do Google ter mudado para esse método. Em alguns casos o pagamento aparecia disponível logo no Internet Banking.
Bastava ir no menu:
Conveniência e Serviços / Extratos / Ordens de pagamento do Exterior
No caso de pessoa jurídica, para acessar a conta via internet, é preciso usar uma aplicação em Java que roda dentro do browser chamada “Gerenciador Financeiro”. As ordens de pagamento disponíveis aparecem em:
Internacional / Financeiro / Ordens de pagamento do Exterior - Consulta
Porém, como existia sempre um atraso na disponbilização do pagamento, contatei a agência GECEX (Gerência de Comércio Exterior) associada à minha agência do Banco do Brasil. Essa agência é que processa todas as ordens de pagamento que chegam para a minha conta, apesar de ser noutra cidade.
Depois de muito insistir e perguntar porque sempre existia um atraso na disponibilização dos pagamentos, me informaram que o campo do beneficiário não estava chegando de forma correta. Era sempre necessário um funcionário da minha agência confirmar que o pagamento realmente era para a minha conta.
Se essa não era a forma correta, insisti e perguntei o que deveria fazer para corrigir. Foi nessa altura me informaram que o campo 59 do pagamento deveria ter o número de conta formatado com 18 dígitos.
Campo 59? 18 digitos? Tive de insistir e pedir para me explicarem melhor, dado que eu não trabalho em bancos e não tinha como adivinhar o que era isso.
Finalmente me explicaram que o campo 59 é o campo da conta do beneficiário. 18 dígitos é o número de conta completo que inclui o código 001 do Banco do Brasil entre os bancos brasileiros, o número de agência e conta incluindo os dígitos verificadores. É muito parecido com o IBAN usado na Europa. Deve ter o formato seguinte:
001AAAADcccccccccd
- 001 é o número do Banco do Brasil
- AAAA é a agência
- D é o digito verificador da agência (pode ser X)
- ccccccccc é o número da conta a creditar (deve ser acrescentado de 0 (zeros) à esquerda até completar 9 dígitos
- d é o dígito verificador da conta a creditar
Por exemplo se você tem conta na agência 1234-X com número 56789-0, o campo do beneficiário deverá ser:
0011234X0000567890
Uma vez obtido o seu número de conta completo no Banco do Brasil, precisa informar o Google. Para isso, depois de entrar na página da sua conta do AdSense, vá em:
Minha conta -> Definições de conta -> Informações de conta -> editar
O principal a preencher no formulário que aparece é o campo “Número da conta bancária*” que deve ter o tal número de conta completo de 19 dígitos, e o campo “Código SWIFT*” que deve ter o código da agência de câmbio (GECEX) associado à sua agência.
Este código SWIFT deve perguntar na sua agência mesmo. Normalmente tem 11 letras. É preciso ter apenas cuidado para não trocar a letra O (Oh) pelo número 0 (zero). Já tive problemas com pagamentos que recebi no passado de outras empresas porque ao transcrever alguém trocou a letra O pelo número 0.
Os campos restantes não são tão importantes desde que os campos “Número da conta bancária*” e “Código SWIFT*” estejam corretos. Os campos que dizem respeito a banco intermediário não devem ser preenchidos, porque no caso do Banco do Brasil, não é usado um banco intermediário.
Desde que informei o número de conta completo ao Google há vários meses atrás, os pagamentos chegam de forma muito rápida. Por vezes chegam até antes de aparecer na página do AdSense que o pagamento já foi emitido. Maravilha!
Para saber se o pagamento já chegou, não preciso ligar no banco nem perguntar a outros donos de sites se já receberam. Basta consultar a minha conta através da internet pelo gerenciador financeiro, como mencionei atrás. Quem recebe como pessoa física pode ver o pagamento pelo Internet Banking.
Só lamento não ter sido informado antes pelo banco que era assim que deveria ter feito desde início. Infelizmente o banco não parece treinar os funcionários para repassarem informação importante como esta. Por isso estou partilhando esta informação para que outros donos de sites possa beneficiar dela desde já.
Só aguardei para divulgar esta informação depois que confirmei que outros donos de sites que também recebem pelo Banco do Brasil, seguiram os mesmos passos e os pagamentos também chegaram rapidamente, como acontece comigo.
Inclusivamente, soube de alguns donos de sites que recebem como pessoa física, que o banco não exigiu mais que entregasse documentos na agência como fazia antes.
Recebendo por outros bancos
Nada impede que esta dica da formatação de número de conta com 18 dígitos também funcione para quem recebe por outros bancos para além do Banco do Brasil. Porém não sei se será válida.
Por isso, recomendo aos donos de sites que recebem por outros bancos onde têm contas que se informem junto às agências de câmbio responsáveis por receber os seus pagamentos.
Qual o melhor banco para receber pagamentos do AdSense?
Por fim estou recebendo os pagamentos do AdSense com a máxima agilidade no Banco do Brasil. Porém, escrevi este artigo sem pretensão de favorecer ou prejudicar qualquer banco. Portanto não recomendo nenhum banco em particular.
Pessoalmente uso como critério principal o de usar um banco que tenha agência na minha cidade. Se você tiver algum problema com um pagamento, você pode se deslocar rapidamente à agência e resolver os problemas olhando no olho do seu gerente.
Taxas e tarifas
Independentemente se o banco que usa é muito ou pouco ágil, é preciso não esquecer o óbvio, que é que bancos são empresas, logo têm fins lucrativos, e portanto nada é de graça.
Apesar do Google já pagar uma taxa ao banco que envia o pagamento, normalmente os bancos que recebem também cobram a sua parte de quem está recebendo.
Aqui é preciso prestar bastante atenção porque a cobrança é feita de duas formas. A primeira é sob forma duma taxa fixa. Alguns bancos cobram essa taxa em dólares, outros cobram em reais.
A outra forma raramente é informada pelos bancos. Consiste em pagar usando uma taxa de câmbio média de compra de dólares um pouco inferior ao praticado pelo mercado. Esse desconto é chamado deságio. Isso significa que os bancos retêm algum dinheiro proporcional ao valor que você está recebendo.
O deságio varia de banco para banco, mas em média anda em torno de 2 a 4 centavos de real por cada dólar recebido. Alguns bancos descontam bem mais, outros bem menos.
Como recebo como pessoa jurídica, no Banco do Brasil o processo é um pouco diferente. Para fechar o câmbio eu vou numa página do site do banco em que posso ter uma previsão do que vou receber, incluindo a taxa de câmbio praticada naquele exato momento.
Se eu não estiver satisfeito posso cancelar e fechar o câmbio mais tarde quando achar que a taxa está mais favorável. Como o dólar só tem vindo a cair, ultimamente fecho logo o câmbio sem pensar muito, antes que caia mais ainda.
Para saber quanto é o deságio, vou no site do Banco Central e comparo com os boletins intermediários da taxa de câmbio para compra de dólares. Estes boletins são emitidos a cada meia hora.
Como pessoa jurídica recebo com deságio R$0,00 (zero), isto segundo o comprovante da transação que aparece no browser quando fecho o câmbio. Porém, comparando com os valores do site do Banco Central, existe sempre um pequeno deságio, normalmente na ordem dos décimos de centavo de real.
Apesar do deságio ser quase zero, note-se que o Banco do Brasil cobra uma taxa adicional por fechar o câmbio por uma página da internet.
Como pessoa física não sei dizer exatamente quanto é o deságio que é praticado. Faz tempo que não recebo como pessoa física. No entanto, perguntando a colegas que que recebem como pessoa física pelo Banco do Brasil, eles têm observado um deságio de cerca de 2 centavos de real.
Resumindo, se ainda não decidiu porque banco é melhor receber, caso use o critério de custo do serviço, precisa sempre de observar quanto é a taxa fixa cobrada pelo serviço, e também o deságio que influi no custo dependendo de quanto está recebendo.
Impostos
Uma dúvida que sempre surge entre as pessoas que começam a receber pagamentos do AdSense é se têm de pagar impostos. É lógico que o valor recebido está sujeito a pagamento de imposto de renda por ser um serviço prestado.
No entanto, por ser um pagamento vindo do exterior é preciso declará-lo de forma adequada. A lei obriga que as pessoas físicas que recebam rendimentos vindos do exterior que façam a declaração mensal e eventual pagamento de impostos através do Carnê Leão, se o total dos seus rendimentos mensais sem retenção na fonte excederem o mínimo de isenção de impostos. Atualmente é esse mínimo de isenção é de R$ 1.372,81 .
Trocando isto em miúdos, todos meses que você receber mais de R$ 1.372,81 do AdSense ou doutras fontes de renda sem retenção de imposto na fonte, precisa fazer a declaração do carnê-leão e pagar o imposto correspondente até ao fim do mês seguinte através de DARF.
O cálculo do imposto é um pouco chato, mas a Receita Federal fornece um programa atualizado todos anos para fazer o cálculo do imposto a pagar. Mesmo assim, se você estiver recebendo um valor razoável, é melhor contratar um contador para fazer o cálculo dos impostos a pagar para não correr o risco de errar.
Independentemente se tem de declarar ou não a renda recebida a cada mês, na declaração anual de imposto de renda precisa declarar tudo que recebeu e todos impostos que foram pagos. O programa de declaração de imposto de renda fará os cálculos necessários. Dependendo do seu caso pode ter imposto a pagar ou a receber.
Se estiver recebendo como pessoa jurídica, não existe diferença entre receber do exterior ou não. É como qualquer pagamento de prestação de serviços sem retenção de imposto na fonte. O único ponto que importa reter é que tem sempre que emitir nota fiscal em nome do Google, apesar da nota fiscal nunca lhes ser enviada, dado que eles não solicitam.
Por fim, para além do imposto de renda, agora é também cobrado IOF de 0.38% sobre o valor recebido em reais. Este valor é descontado pelo banco que recebeu a ordem de pagamento.
O IOF era para ser um imposto a cobrar sobre operações financeiras, como por exemplo, empréstimos. Uma ordem de pagamento vinda do exterior não é uma operação financeira em si porque é um pagamento à vista.
Questionei a minha gerente do banco sobre a cobrança de IOF. Ela me informou que a instruções que têm obrigam que os bancos cobrem IOF sobre ordens de pagamento vindas do exterior.
Em janeiro de 2008 o governo decidiu incluir este tipo de transações na lista de operações sujeitas ao pagamento do imposto. Não me parece bem, mas infelizmente é de lei.
Futuro dos pagamentos do AdSense
Depois de abordar assuntos tristes e chatos como estes sobre as tarifas dos bancos e os impostos cobrados, gostaria de terminar este artigo com alguma informação mais positiva sobre o assunto.
Tudo isto poderia ser evitado em grande parte se o Google nos pagasse diretamente no Brasil. O Google tem uma filial no Brasil. Por isso seria natural que em vez de enviar uma ordem de pagamento para cada dono de site no Brasil, poderia enviar uma ordem de pagamento só para a sua filial no Brasil, e esta poderia pagar a todos com uma simples TED para cada dono de site.
Acredito que até ficaria mais barato para o Google porque apenas enviaria uma remessa de dinheiro para o Brasil por mês. Enquanto isso evitaria pagarmos tarifas aos bancos e IOF para o estado.
Felizmente existe esperança que um dia vai ser assim. Com efeito, em setembro de 2007, o Google organizou nos seus escritórios em São Paulo uma palestra sobre otimização de sites com AdSense.
Apesar de não ter sido esse o tópico principal da palestra, no final alguém perguntou quando é que os donos de sites irão receber em reais. O André do time do AdSense no Brasil respondeu que o Google está vendo essa possibilidade.
Recentemente perguntei de novo se existe uma previsão de quando receberemos diretamente em reais, e ele respondeu que ainda não pode dar uma previsão de datas sobre métodos de pagamento alternativos. Resta-nos esperar.
Futuro dos sistemas de pagamento no Brasil
No entanto, um fato curioso pode ser notados nas últimas ordens de pagamento recebidas do Google. A empresa pagadora não é mais Google Inc. como antes, mas sim Google Payment Limited .
Uma rápida busca no Google levou a uma página que explica que Google Payment Limited é uma subsidiária do Google responsável pelo sistema de pagamentos Google Checkout.
Apesar de não dar para tirar grandes conclusões, parece-me razoável especular algumas coisas a partir desta informação. Uma é que possivelmente os donos de sites com AdSense poderão vir a ser pagos por uma filial brasileira da subsidiária Google Payment Limited.
Se essa filial realmente for aberta no Brasil, também me parece razoável especular que o Google Checkout será disponibilizado para sites no Brasil.
Para quem não conhece, o Google Checkout é um site de pagamentos via internet, semelhante ao Paypal.
O Paypal por sua vez é o maior site de pagamentos via internet do mundo. Permite que empresas e indivíduos façam pagamentos para qualquer pessoa no mundo através de cartão de crédito, ou através de créditos recebidos, dentre outros métodos.
Grande parte dos sites de comércio eletrônico no mundo suportam o Paypal. Muitas empresas e profissionais autônomos recebem pagamentos por serviços prestados através do Paypal.
No meu site recebo pagamentos de anunciantes diretos através do Paypal. Também recebo por cobranças de assinaturas de serviços pagos fornecidos pelo site. Estas assinaturas são automaticamente cobradas e renovadas pelo Paypal no fim do periodo de assinatura, como se fosse assinaturas de revistas.
É um serviço muito bom porque é totalmente automatizado através de “Web services” . Esses “Web services” permitem ao site comunicar com o Paypal, ao mesmo tempo que o Paypal comunica com o site quando um novo pagamento é recebido.
Para além disso é um serviço que oferece total segurança aos sites e confiança aos seus clientes, uma vez que os sites não precisam de guardar dados de cartões de crédito no banco de dados de cada site.
Um outro detalhe curioso, é que as tarifas cobradas pelo Paypal são inferiores às que as operadoras de cartão de crédito cobram no Brasil, mesmo quando os clientes pagam através de cartão de crédito. Isso acontece porque o Paypal obtém descontos enormes devido ao volume das transações que efetua.
É possível receber no Brasil dinheiro recebido numa conta do Paypal. No momento apenas é possível fazer saques em cheque em dólares até USD $2.500 por mês, ou através de transferência para conta em banco norte-americano. Não é o ideal, mas funciona.
Porém, existem algumas limitações que dificultam a adopção do Paypal por sites brasileiros. Uma das limitações é o fato de apenas aceitar cartões de crédito internacionais. Outra é de não ter opção de cobrança por boleto.
No Brasil existem vários sites semelhantes ao Paypal. Talvez um dos mais conhecidos seja o BrPay, que em 2007 foi comprado pelo UOL e hoje em dia é conhecido por PagSeguro .
Infelizmente as tarifas praticadas por estas empresas brasileiras são bem salgadas, o que em parte mata o seu interesse, pelo menos até que chegue ao Brasil concorrência mais pesada do Paypal ou o Google Checkout.
Este artigo está sendo publicado no dia 17 de Março de 2008, o dia da Blogagem inédita. Esta é uma iniciativa é do famoso blogueiro brasileiro Edney Souza, criador do site Interney.
Apesar do WebInsider não ser propriamente um blog, desde a sua criação no ano 2000, é um site de artigos contribuídos voluntariamente por muitas pessoas que abordam assuntos que de certa forma são inéditos, ou seja, não são meras repetições de algo que foi lido na mídia tradicional, como revistas, jornais, televisão, rádio, etc…
Espero que este artigo contribua para demonstrar o interesse do espírito da “Blogagem inédita”. [Webinsider]

1° FMatt Data: 16/03/2008 às 11:00 pm
Atividade:
Cidade: São Paulo
16 de março de 2008, 22:48
:P
Bacana o post, bem instrutivo para o pessoal que está começando com isso ;)