Um retrato do mercado americano de web analytics
12 de março de 2008, 23:22Pesquisa realizada nos Estados Unidos com 500 usuários de sistemas de métricas mostra um quadro profissional ainda em formação e grandes oportunidades de carreira. Neste ponto não é muito diferente do que temos aqui.
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No ultimo dia 17 de janeiro, participei de um webcast realizado pela WAA (Web Analytics Association) a respeito de uma pesquisa realizada no ano passado para mostrar o que o mercado pode esperar para o ano de 2008.
Apesar da maioria das informações representarem o mercado americano, acredito que podemos ter uma noção do que nos aguarda de futuro aqui no Brasil e na América Latina.
O webcast foi focado na apresentação de números e pode ser acessado no site da WAA. A pesquisa foi realizada com mais de 500 usuários de web analytics e apresentada pelo presidente da WAA Richard Foley.
Os participantes da pesquisa
Do total de pesquisados, 22% eram analistas, 19% trabalhavam com online marketing, 11% com marketing, 9% eram consultores, 8% eram gerentes executivos, 4,5% trabalham com search marketing, 4,5% com e-commerce e 3,6% com TI.
Entre os tipos de empresas pesquisadas, 26,4% eram agências ou consultorias, 12% eram de mídia, 7,7% de serviços financeiros, 7,1 de retail, entre outras.
Com a maioria de empresas de consultoria e digitais, este número reflete o tamanho das empresas. Assim, 43% delas com menos de 50 funcionários, 33% entre 50 e 500 funcionários e 24% acima de 500. Destas empresas 73% estão localizadas no EUA e Canadá e somente 4% na América Latina.
O que faz a área de Web Analytics na empresa
A grande maioria das empresas utiliza o Web Analytics para melhorar funcionalidades e para a conversão de clientes. Também para analisar performance passada, analisar performance das atividades de marketing, usar como base para o redesign do site, prever retorno de campanhas futuras, realização de testes.
Mas o que me chamou a atenção é que somente cerca de 39% utilizam no seu dia-a-dia seu Web Analytics para tomar decisões para planejamento e “budget”.
Isto pode ser devido ao fato que 54% das empresas têm o pessoal de marketing como responsável pela área de Web Analytics. Em seguida, 19% ficam na área de Inteligência e 13% com a área de TI. As áreas de gerenciamento e financeira devem ter ficado incluidos nos 12% que eles chamaram de outros.
A área de TI, que no Brasil ainda é a grande responsável pela aquisição de ferramentas, na pesquisa aparece somente com 9% como responsável pela aquisição. Na grande maioria dos casos entra como um suporte à decisão.
Como está o investimento das empresas em 2008
Quase 69% das empresas pretendem ampliar o investimento em Web Analytics, contra 30% que irão manter o investimento do ano passado e 2% que irá diminuir.
As áreas que receberão investimentos serão as de treinamento (49,3%), ferramentas complementares (43%), consultoria (38,3%), integração de dados (37%) e pessoal (35,7%).
Imagino que no Brasil não será muito diferente, com o investimento em treinamento, pessoal e consultoria para depois passarmos para o patamar de incluir ferramentas complementares e integrar estes dados ao restante da empresa.
Educação e treinamento
Entre os participantes, 59% tem menos de três anos trabalhando na área, o que explica uma da iniciativas das empresas para este ano, a área de treinamento. Por isso somente 27% se colocam como “experts” na área e 45% como capacitados, os demais acham que estão muito verdes. Imagino que o quadro aqui no País é um bem pior, o que gera oportunidades na área de educação e treinamento.
As áreas mais procuradas para o desenvolvimento de capacitação estão a medição de Web 2.0, testes A/B ou com multiváriaveis, segmentação, SEM/SEO, criar reportes customizados, gerenciamento de campanhas e conteúdo, e-mail marketing e affiliate marketing.
Os fornecedores de soluções
Nas empresas pesquisadas, 70% está satisfeita com a escolha de seu Web Analytics, sendo que 48,6% possuem soluções de grande porte e 19,7% possuem ferramentas gratuitas, que conseguiram o feito de ter o menor indice de insatisfação entre os diversos tipos de fornecedores (27,7%), isto pode ser devido a maior expectativa do usuário quando ele paga uma ferramenta ou serviço.
O que mais os usuários sentem em suas soluções é a falta de analises de comportamento, customização, segmentação avançada, informações de web 2.0 (RIA, RSS, …), recomendação de “up-sell” e “cross-sell”, entre outras.
Obstáculos a serem enfrentados em 2008
As empresas apontaram como os maiores obstáculos a serem enfrentados:
- o uso do Web Analytics como direcionador para a tomada de decisões internas das empresas (32,1%),
- o gerenciamento executivo (32,1%),
- pessoal (31,7%),
- treinamento (28,2%),
- investimento (27,8%),
- integração de dados (26,7%)
- e desenvolvimento de processo (26%).
Na parte técnica, os maiores obstáculos ficaram com a integração de soluções novas com as que já possuem (23,5%), implementação de melhores práticas (21,2%), desenvolvimento de KPIs (17,5%), integração de sistemas (14,8%) e seleção e transição de ferramentas (13%)
Especificamente na área de KPI (indicadores chave de desempenho, ou Key Performance Indicator) as principais métricas que deverão ser implementadas são para a mensuração de vídeos, conteúdo gerado pelos usuários, marketing viral, RSS, widget e mobile media, nesta ordem.
Resumindo
Mais dinheiro será gasto este ano para o desenvolvimento da área dentro das empresas, gerando a necessidade de especialização através de cursos e utilização de consultorias.
O crescimento da demanda por integração dos dados deverá ser um tópico quente este ano e por um bom período ainda. O mesmo podemos observar para as áreas que englobam a social media, ou web 2.0.
E como você acredita que será especificamente no Brasil? Envie seus comentários. [Webinsider]
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1° Rodrigo Grecco Data: 13/03/2008 às 12:26 am
Atividade: Planejamento web
Cidade: São Paulo
Oi Ruy, tudo bem?
Muito bom!
Aqui na Gruda em mim o trabalho itenso com as principais redes sociais nos tem demandado a necessidade cada vez maior de levantar informações sobre conteúdos gerados pelos usuários e ao mesmo tempo dar respostas consensuais de maneira que não vire um diálogo mecanizado, um pouco comum no trabalho ditos virais.
Grande abraço!