Honrar web standards ou entregar projetos em dia?
10 de março de 2008, 23:42O dilema pressa versus perfeição atrapalha os bons desenvolvedores quando o cliente pede soluções cujo código não valida 100% em função dos padrões da web. Há meio termo?
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Todos sabemos da importância suprema de entregar sites 100% aderentes a padrões de senvolvimento web. Ao mesmo tempo, o cliente pressiona por entregas para ontem e prazos impossíveis. Nas agências e grandes produtoras esta pode ser uma questão já mais estruturada, mas nas micro-empresas é um dilema muito comum e recorrente na cabeça dos pobres desenvolvedores.
Muitas vezes a aderência aos web standards nem é um pré-requisito no projeto, porém os programadores que entendem a essência dos web standards têm como norma utilizar os padrões em seus projetos.
O grande problema surge quando o cliente pede algo “lunar” e nós, desenvolvedores, temos que entrar em um mundo paralelo highlander solicitado por ele e desenvolver soluções à altura. O problema é que geralmente soluções mirabolantes pedem implementações mirabolantes; em consequência o nível de manipulação do documento XHTML por meio de Javascript é alto e muitas informações são expostas na marcação HTML, para que o JavaScript possa se guiar.
Certamente alguns leitores vão lembrar de um caso parecido. O grande pensamento vem à cabeça:
- O sistema não esta validando, e agora? Eu só consigo implementar esta solução desta forma; não consegui pensar em outra forma de implementar e fazer com que meu código consiga se guiar de maneira eficiente, para manipular este documento.
- Perco mais um, dois ou três dias pensando em uma nova solução somente para implementar esta solução sob o plano B ou deixo este erro de validação passar e sigo em frente com o cronograma?
Sem desespero. Já se foi o tempo em que os programadores eram neuróticos por validação. É importante entender (e repetir) que validar o seu código pela W3C nada mais é do que verificar se ele está “gramaticalmente” escrito de maneira correta. E o fato de estar validado não garante que o seu código será renderizado da mesma forma em outros navegadores.
E entramos no dilema da guerra dos browsers. Você segue os padrões, mas o browser do seu cliente não, e aí? O que acontece depois?
Se você se preocupa com os padrões, ótimo! Deve!
Colocar em risco o ciclo de vida do projeto por causa de um erro de validação não compensa para você nem para sua empresa. Pode ter certeza que se você tiver somente este erro, o seu site/sistema não vai se comprometer ou deixar a desejar para o seu cliente.
Pense muito bem na hora de fazer esta decisão. Se você tem um código 100% validado, ótimo! Se você tem próximo a 95% validado, ótimo também!
Houve o tempo onde as pessoas eram loucas e fissuradas pelo validador da W3C. O validador deve somente ser usado como parâmetro para verificar a sintaxe do seu código XHTML. Muitas coisas podem passar despercebidas na correria do desenvolvimento, da mesma forma que muitas coisas podem ser corrigidas sem comprometer o andamento do projeto com a “ajuda” do validador.
Use o validador como uma ferramenta aliada e não como uma ferramenta inimiga.
O W3C é uma organização que documenta “recomendações” e não “obrigações”. Existem recomendações que são extremamente fundamentais para a renderização e comportamento correto em diferentes plataformas, porém temos que ter um meio termo para tudo.
Links úteis:
- Site Oficial da W3C
- W3C - Markup Validator Service
- W3C - CSS Validator Service
- W3C - RDF Validator Service
- Web Standards Group
A questão tem muitos lados e espero ter contribuído. [Webinsider]
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1° VVM Data: 11/03/2008 às 12:19 am
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Bom artigo. É realmente um inferno fazer um site que cumpra com os padrões e rode bem nos principais browsers. Ainda por cima pelo fato que 30% dos usuários ainda usam o asqueroso Internet Explorer 6.
Eu acho perfeitamente aceitável usar um atributo deprecado ou um hack CSS que resolve um problema de forma mais fácil do que seguir os padrões à risca. Mas não dá pra aceitar quando vem alguém e salva um documento do Word em HTML e publica, ou escreve HTML na mão desrespeitando a gramática da linguagem por falta de conhecimento.