Blu-ray: você também vai ter um em casa
26 de fevereiro de 2008, 19:22O final da batalha pela distribuição de filmes em alta definição é o prenúncio de um novo conflito – muito maior.
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Finalmente terminou uma das guerras de formato mais sem sentido desde o confronto entre Betamax versus VHS há algumas décadas. A analogia do confronto dos formatos de DVD em alta definição com a batalha do videocassete esquentou ainda mais os ânimos, especialmente da Sony — que perdeu com Betamax, mas finalmente ganhou de forma decisiva com Blu-ray.
Após um bom tempo temos assistido a uma disputa entre dois formatos de alta definição em DVD sem diferenças muito significativas do ponto de vista técnico, e basicamente nenhuma diferença como qualidade final na experiência de entretenimento. O fator crítico e decisivo da batalha foi a disponibilidade de conteúdo. Afinal, antes de mais nada, o consumidor quer simplesmente assistir filmes.
Sendo assim valeu a influência da Sony em Hollywood (da qual também faz parte), desequilibrando o jogo e trazendo os estúdios para seu lado. Finalmente em nota apocalíptica a Toshiba anunciou sua derrota com o cancelamento abrupto da produção e suporte ao HD-DVD apesar das cerca de 1 milhão de unidades vendidas, incluindo leitores HD-DVD dentro de PCs e consoles Xbox.
A estocada final da Sony foi quando no final do ano a Warner aderiu ao formato Blu-ray. A partir dai, a derrota do HD-DVD era iminente e foi se materializando com um efeito dominó nas cadeias de varejo, que passaram a não vender mais o HD-DVD (Walmart, a maior empresa de varejo do mundo, e companhia).
Podemos especular que naquele momento da batalha a alta gerência da Toshiba pediu a seu financeiro que projetasse os números para diferentes cenários: continuar o confronto, sair a médio prazo, a longo prazo – ou sair de imediato.
Venceu a retirada total e imediata, que deve ter se mostrado o “menos pior “ de todos os cenários sob o ponto de vista econômico, optando por morte súbita ao invés de uma agonia lenta e cara. Já do ponto de vista de marketing/branding, o cenário é mais dificil de quantificar, mas certamente será doloroso para a Toshiba não somente perante o consumidor mas também frente aos parceiros que apoiaram o HD-DVD, incluindo a Microsoft.
Porque a batalha tinha de terminar logo?
Certamente quanto mais o confronto se prolongasse, maior seria o custo para o derrotado. Este foi um fator que deve ter aumentado muito a pressão para uma decisão rápida por parte de todas as indústrias envolvidas. Mas se olharmos para a frente, temos uma onda de impacto trazendo uma série de canais competidores ao DVD como meio de distribuição de conteúdo digital em alta definição.
Quiçá tenha sido justamente essa onda de um futuro promissor mas altamente competitivo que acelerou o final desta guerra. Ou seja, poderemos (em alguns casos já podemos) ter acesso a filmes através de download via PC ou vídeo por demanda em redes fechadas tais como cabo ou IPTV.
Com a banda disponível atual, tanto download como “video on demand” são extremamente lentos e em alguns casos operacionalmente inviáveis se considerarmos que o conteúdo está em alta definição – sendo consequentemente arquivos gigantescos. Porém, com o aumento de banda disponível poderemos perfeitamente assistir filmes em alta definição diretamente na TV ou PC via rede – o que decreta a morte do DVD como mídia de distribuição. Fato que, aliás, já está acontecendo na prática com o CD de música e causando uma revolução na indústria fonográfica.
No entanto, filmes em alta definição são muitíssimo maiores que música como tamanho de arquivo. Assim, pragmaticamente ainda temos anos pela frente até que boa parte das residências tenham acesso a uma rede banda larga de alta velocidade. É justamente neste intervalo de tempo que o Blu-ray vai sugar o restante de receita na vida dos DVDs. Sabendo deste bolo de dinheiro a ser devorado, Sony e Toshiba se enfrentaram até quando foi possivel. Os estúdios de cinema também sabem que seus paradigmas de receita vão se alterar, mas também querem capitalizar em cima dos anos que restam do DVD em alta definição. Assim sendo, quanto mais a guerra se prolongasse, mais este intervalo de tempo se comprimiria, e menos receitas poderiam ser espremidas do DVD em alta definição.
Até que chegue a banda (muito) larga, Blu-ray será o formato dominante para distribuição de filmes em alta definição nos anos que virão. Para o consumidor, a boa notícia é que com o aumento de volume nas vendas os custo marginais do leitor e do disco devem cair significativamente ao longo do tempo. A vitória também é um grande impulso ao Playstation 3, que vem com leitor Blu-ray para jogos e filmes. Parabéns, Sony. [Webinsider]
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1° Highlander Data: 26/02/2008 às 8:05 pm
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Na minha opnião, a guerra durou mais do que devia, e a Sony ainda pode acabar “dando com os burros n´água”.
Não vai haver uma adoção em massa ao novo formato, enquanto não houver uma troca em massa das TVs atuais por de alta definição. Não há sentido em comprar um Blu-ray para uma TV de tubo, pois não haverá ganho nenhum.
O tempo para a mudança das TVs, talvez seja o suficiente para a banda larga se disseminar o suficiente para que o Video on demand supere o Blu-ray.
É tudo um palpite, mas…