Mas por que exatamente usamos o Twitter?
28 de janeiro de 2008, 19:54Usuários do Twitter costumam apreciar muito o formato rápido e curtinho dos posts de poucas palavras. Mas onde estão realmente os pontos fortes e a utilidade da proposta do site?
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Nestes últimos dias me deparei com uma questão simples, porém ainda sem resposta: por que a gente usa o Twitter? Mas, a questão poderia ser também “o que eu estou fazendo?”
Pense bem. Apesar de uma interface bonitinha, clean e até moderninha, o site não tem muito mais a oferecer que tão-somente insights, reflexões e simples desabafos - coisas que a gente pode muito bem fazer (e com mais propriedade) num blog! O que, então, o Twitter tem? Confesso que não sei e estou a refletir, mas que o negócio realmente vicia, isso não há como negar.
No meu caso, já estou cadastrado por lá há alguns meses. Jamais havia feito planos de usá-lo, tal como faço com o bem bolado Orkut ou com meu blog. Mas, sem que me lembre bem o porquê, há umas duas semanas, não deixo de acessá-lo uma vez sequer quando estou diante do computador. Daí, esta reflexão.
Pensei em algumas razões pelas quais “brincamos” no site, que podem ser as minhas e as de muitos mais, veja:
- Será que é pela quantidade limitada de palavras num post? Acredito que o limite de 140 carateres tira a pressão de escrever e desenvolver uma idéia, uma argumentação, dos ombros de qualquer um.
- Por que é possível escrever bobagens que vêm à mente, sem mais cuidados, sem compromisso?
- Ou ainda, por que a gente sabe que tem alguns que vão ler e acompanhar seus “pensamentos altos”? Se você é popular e tem muitos “followers”, então está ótimo!
Mas pode ser que o poder deste simples site, que usa de uma forma inovadora e simpática algumas noções da chamada web 2.0, como criação de conteúdo, participação e compartilhamento, seja a divulgação de links e mensagens de uma forma mais rápida e direta que os agregadores RSS ou até mesmo e-mail.
E é simples: escreva um post por lá, com uma bela frase de efeito e cole o link. Vai sair algo do tipo “http://tinyurl…”. Vai dizer que não será tentador clicá-lo?
Assim, não duvido nada que, dentro de algum tempo, o pessoal do marketing de alguma agência esperta faça uso do Twitter para criar uma nova forma de campanha viral. Ou, um teaser-virtual. Por que não?
O desagradável é que você corre o risco de ser inundado por uma nova forma de “spam”, recém-criada pelo site, sob a forma de uma extensa conversação de terceiros. Já pensou nos seus contatos comentando o fato uns com os outros? Aliás, este talvez seja um grande inconveniente do Twitter.
Além disto, com todo o hype deste site na atualidade, pode ser que tenhamos menos gente escrevendo em blogs e menos gente ainda lendo blogs. Não por falta de interesse, mas por preferência ou uma certa praticidade.
Porque à primeira vista o site oferece tudo o que muitos de nós precisamos na internet hoje em dia, que é simplicidade e objetividade para que a comunicação seja eficiente. Escreveu, recebeu na hora, leu! Nada mais fácil.
Já pensei até em possíveis usos numa sala de aula, em reuniões online à distância ou como meio de comunicação nos lugares onde não se pode usar os incensados “messengers”, como em algumas empresas. Mas isso já seria uma outra história.
Ao menos para mim, o Twitter passou a ser uma opção a mais – bem interessante, por sinal – para manter meus vínculos sociais online e offline. Em todo caso, na dúvida, fico com o Twitter e com todos os demais.
Assim, bom networking pra você! [Webinsider]
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1° Fellipe Cicconi (liperuf) Data: 28/01/2008 às 8:13 pm
Atividade: Interfacer
Cidade: Sao Paulo
Hoje mesmo, um amigo meu, “twittou” o seguinte: “Alguém que tem Acer (marca de notebook) já teve problemas com a placa wireless?”. Como eu sigo-o através do bot para gtalk, no mesmo instante pude ajudá-lo, pois já enfrentei situação semelhante. Como se não bastasse, mais uma outra pessoa (que o segue no twitter) também se prontificou a ajudá-lo. Em menos de 30 minutos, um problema intransponível (para o dono do notebook) virou coisa do passado, graças ao Twitter e a sua “plugabilidade”.
É muito útil seguir pessoas/blogs/agendas/empresas que tenham algo a acrescentar ao menos 1 vez por dia. Experimente seguir uma agenda cultural qualquer, ou um mac maníaco, ou um hi-geek. A novidade já será velha quando chegar para os outros através de meios passivos como RSS, E-mail ou visitas ao próprio site.