Dataportability.org: uma ação para abrir o grafo social
14 de janeiro de 2008, 15:45O conteúdo que as pessoas produzem para as redes sociais atualmente fica preso nestes sites. Mas já há uma ação concreta no sentido de deixar que tudo seja livre e portável.
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Já falamos aqui sobre o manifesto de Brad Fitzpatrick sobre a abertura do grafo social. A idéia geral, que na época daquele artigo era mais um sonho, uma utopia, era que os usuários pudessem ser realmente donos do conteúdo que produzem. Em resumo:
- Você deveria ser dono da sua rede social;
- Privacidade deve ser levada a sério e o controle fica nas suas mãos;
- É bom ser capaz de encontrar aquilo que já é público sobre você na internet;
- Todo mundo tem várias redes sociais e elas não precisam estar sempre conectadas;
- Tecnologias abertas são os melhores meios para se resolver estes problemas.
Um passo concreto para a abertura do grafo social
Agora essa idéia passou de um sonho. Há uma ação concreta no sentido de deixar que as pessoas aproveitem a colaboração na web como a web realmente é: uma plataforma. Sendo uma plataforma, não um banco de informações, não fazia sentido - pelo menos para uma empresa que diz colocar os usuários em primeiro lugar - que um serviço prendesse as informações das pessoas.
O detalhe é que há muito tempo a tecnologia necessária para tornar isso real já existe. Mas tecnologias sozinhas não inventam nada. É aí que entra o pessoal do Dataportability.org, cuja missão é juntar essas tecnologias já existentes - como apml, openID, microformats, RDF, RSS, OPML, Oauth - para criar uma referência de design e melhores práticas para a portabilidade de dados.
Além disso, precisam promover esse design para a comunidade de desenvolvedores, empresas e usuários. Para ajudar nessa tarefa, criaram um selo que identificaria os serviços participantes, assim como o “Intel Inside” identifica os computadores que possuem o processador Intel.
Mas que adiantaria tudo isso se as principais comunidades que todas as pessoas utilizam não apoiassem o movimento? Aí é que está a grande notícia:
Gigantes como o Google já participam do projeto
Segundo o blog Read/write/web, gigantes do mercado de comunidades como Google, Facebook, SixApart, Flickr e Twitter já estão participando. Cada um enviou um representante oficial para ajudar. Quem representará o Google no projeto será o próprio Brad Fitzpatrick, criador do OpenID e líder do OpenSocial (iniciativa do Google para criar um padrão industrial para criação de widgets para comunidades).
Com esses gigantes participando da jogada, provavelmente o resto do mercado de comunidades será pressionado a participar e abrir seus dados também.
Um futuro melhor para usuários e desenvolvedores
Há quem diga que esse deve ser um momento muito importante na história da web. O momento em que os usuários poderão controlar seus dados e levar facilmente seus amigos para lá e para cá, entre as diversas plataformas da web.
Para os desenvolvedores será o dia em que poderão criar um site colaborativo sem se preocuparem em concorrer com o Orkut ou outra comunidade, pois os serviços se complementarão em vez de rivalizarem entre si prendendo os dados dos usuários para que eles não possam migrar para o rival.
Assim, se eu criar um novo site, melhor que o Orkut, as pessoas poderão mudar para ele se quiserem, sem precisar convidar um a um todos os seus amigos e refazer suas preferências de privacidade, seu perfil, etc. [Webinsider]
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1° Gilberto Alves Junior Data: 15/01/2008 às 12:17 am
Atividade:
Cidade:
Algo que só me ocorreu agora, depois de ler a matéria pronta: neste ponto - quando o grafo estiver realmente aberto - uma base de usuários cadastrados será commodity. Então veremos funcionar a lei da conservação de lucros: “quando os lucros desaparecem em um estágio da cadeia de valor, porque um produto se torna modular e comoditizado, a oportunidade de ter lucros mais atrativos com produtos proprietários (fechados) vai emergir, usualmente, em um estágio adjacente àquele onde os lucros desapareceram”.
Mais sobre a LCL, que Tim O’Reilly diz ser uma das regras da web 2.0 nesta postagem no meu blog.