Este será o ano das coisas. Saiba quais são elas.
02 de janeiro de 2008, 16:32Web semântica, grafo social, marcas anunciando pelo diálogo, microformats, tags... tudo isso está mais perto e já deve chegar de forma mais perceptível a nós ainda este ano.
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Eu acredito que ano que vem nós vamos ver a web semântica saindo do armário dos cientistas da computação e dos teóricos e aparecendo na nossa vida real. Algumas coisas me convencem disso. Vejamos:
Movimento pela abertura do Grafo Social
Não, isso não tem nada a ver com o open social do Google. É a idéia de usar microformats para poder acompanhar as relações entre as pessoas, sem que isso esteja preso a um software proprietário. Falamos disso aqui.
Falando sobre isso,Tim Berners-Lee propõe uma divisão daquilo que chamamos de internet em três camadas. A primeira, que chamamos de net ou III (International Information Infrastructure), foi feita para interligar computadores. Então alguém percebeu que o importante não é interligar computadores, mas documentos. Veio a segunda camada, a WWW (World Wide Web), que interliga documentos.
Documentos não interessam; coisas interessam
Somente agora estamos entendendo que o mais importante não são os documentos em si, mas as coisas (conceitos, pessoas, locais, eventos, etc.) sobre o que eles falam. Eu não tenho interesse em ir ao site da companhia aérea, mas em saber sobre o meu vôo. Se eu puder “assinar” todo conteúdo sobre exatamente o meu vôo para o Paraná, então não interessa em qual documento esse conteúdo estará.
Esta é a terceira camada, que Tim está chamando de GGG (Giant Global Graph), que também é chamada de web semântica ou (eca) web 3.0.
Marcas dialogam com o consumidor em um outro nível
Nesta camada o conceito antigo, trazido das mídias tradicionais (jornal, revista) de espaço publicitário vendido por tamanho já não vai poder ser aplicado, pois uma pessoa poderá “assinar” conteúdos relacionados a um conceito e receber estes conteúdos em diversos tipos de interfaces.
Então as marcas deverão aprender a dialogar com o consumidor em um outro nível: o da camada social - que chamamos de social mídia. Então não será mais possível empurrar propaganda goela abaixo (interrompendo ou atrapalhando o conteúdo que realmente interessa à pessoa), mas o consumidor vai procurar o serviço que precisa e então encontrar a marca que mais lhe interessa.
Com certeza vai demorar até chegarmos neste nível, mas creio que no ano que vem deveremos começar a ver ações no sentido de tentar entender como as marcas podem aproveitar estes espaços e como podem se posicionar num diálogo aberto, franco e pessoal com seus clientes, aproveitando a inteligência coletiva para agregar valor para a própria marca, para seus colaboradores e seus clientes.
Firefox Operator
Tudo isso é muito abstrato enquanto estamos imaginando o que virá no futuro. Mas já existem coisas que colocam em prática toda essa teoria. Uma delas é a extensão para o Firefox chamada Operator. Ele lê tudo que há de microformats na página que você está visitando e lhe permite navegar num nível semântico.
Por exemplo, se nesta página há a tag “grafo social”, com o Operator eu posso buscar páginas no Delicious ou do Youtube salvas com essa mesma tag.
O mesmo serve para contatos, eventos (que podem ser salvos diretamente no Google Calendar), locais (que podem ser pesquisados diretamente no Google Maps), entre outros tipos de dados tratados especificamente com microformats.
Abaixo você pode ver um vídeo, Web Semântica para noobs, que explica (em inglês) de maneira bem didática essa coisa toda.
[Webinsider]
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1° Fellipe Cicconi Data: 02/01/2008 às 5:39 pm
Atividade: Interfacer
Cidade: Sao Paulo
Assunto bem relevante. Gostei!
Para que toda essa nova abordagem comece a dar certo, precisaremos dar uma cara comercial para a coisa - como foi o caso do jargão web 2.0. Ninguém sabia de fato o que era, mas todos estavam comprando a idéia.
IMHO, SEs focadas no cruzamento e agrupamento de todas as informações semanticamente organizadas estão fazendo falta no dia-a-dia.
Gostaria muito de poder procurar por “pizzaria no jaguaré” e ter como resultado um mapa com pins que, quando acionados, mostrassem hReviews, hCards, hCalendars e hEtc sobre todas os estabelecimentos do gênero na região.