Webinsider

Comércio

Comércio eletrônico superou expectativas neste Natal

27 de dezembro de 2007, 17:05

Segundo a pesquisa e-bit, as lojas virtuais apresentaram crescimento de 55% em relação às vendas efetuadas no ano passado. Produtos eletrônicos são os mais vendidos. Preço ajuda bastante.

Por Redação Webinsider

Assim como no varejo tradicional e nos shoppings, os adeptos às compras pela internet não decepcionaram os comerciantes neste Natal e as expectativas de crescimento com relação a 2006, mais uma vez, se confirmaram.

A e-bit acaba de divulgar o seu balanço das vendas do período e esperava que as lojas virtuais atingissem no período de 15 de novembro a 23 de dezembro um faturamento de aproximadamente R$ 1 bilhão. Entretanto esse valor foi superado e o comércio eletrônico alcançou R$ 1,081 bilhão.

Dessa maneira, enquanto as lojas de rua e os shoppings cresceram, segundo o Índice Serasa e a Alshop, 9,9% e 12% respectivamente, o e-commerce elevou suas vendas em 55% se comparado ao mesmo período do ano passado.

Entre as categorias de produtos mais vendidas, itens de alto valor agregado como eletrônicos, artigos de informática e telefonia celular, que foram as grandes apostas de vendas para a data, tiveram 17%, 13% e 11% de participação em volume de pedidos, ocupando o 1°, 3° e 4° lugar no ranking respectivamente.

No Natal de 2006, essas mesmas categorias ocupavam o 2°, 5° e 4° lugar na tabela com participações de 15%, 8% e 9% respectivamente.

A principal mudança no ranking ocorreu com a categoria de títulos de CD, DVD e vídeo que ocupou durante muitos anos a 1ª colocação, passando agora ao 5° lugar com 11% das vendas.

O aumento da participação de televisores, computadores, celulares, notebooks e tocadores de MP3 no carrinho de compras do consumidor virtual sobre o total de pedidos efetuados durante o período, elevou o tíquete médio de R$ 304 para R$ 308.

Os motivos apontados pelo diretor-geral da e-bit, Pedro Guasti, para esse recorde de vendas são as facilidades oferecidas pelo canal, o constante aprimoramento da logística de entrega e a comodidade para o consumidor.

“Produtos importados como eletrônicos geralmente são mais baratos pela internet; as políticas de parcelamento e entrega no prazo também são motivadores para que os consumidores procurem, com cada vez mais freqüência, esse canal de compra”.

De acordo com o Índice e-bit/Pwc, calculado pela e-bit durante o período em que as compras natalinas foram efetuadas, a satisfação do consumidor se manteve próxima a 86%, sendo que o percentual de pedidos que teve todos os produtos entregues dentro do prazo prometido pelas lojas chegou a 77%.

Histórico do Natal

  • 2006 (de 15/11/06 a 23/12/06) - Tíquete médio: R$ 304 - Faturamento R$ 693 milhões
  • 2007 (15/11/07 a 23/12/07) - Tíquete médio: R$ 308 - Faturamento: R$ 1,081 bilhão

Produtos mais vendidos

Ranking dos produtos mais vendidos no Natal em 2007 (em volume de pedidos):

  • 1° lugar: Eletrônicos, com 17%
  • 2° lugar: Livros, Revistas e Jornais, com 16%
  • 3° lugar: Informática, com 13%
  • 4° lugar: Telefonia Celular, com 11%
  • 5° lugar: Títulos de CD, DVD e Vídeo, com 11%

Fonte: e-bit Informação (www.ebitempresa.com.br)

Metodologia

Os consumidores são convidados a responder uma pesquisa de satisfação após realizarem uma compra em lojas virtuais conveniadas a e-bit. Para garantir a credibilidade e integridade dos dados, o sistema assegura que somente compradores efetivos preencham as pesquisas.

A satisfação geral é avaliada levando-se em conta 10 quesitos: Facilidade de Comprar, Seleção de Produtos, Informação sobre os Produtos, Preços, Navegação, Entrega no Prazo, Qualidade dos Produtos, Qualidade do Atendimento a Clientes, Política de Privacidade e Manuseio e Envio dos Produtos. A e-bit tem atualmente mais de 1.000 lojas conveniadas. [Webinsider]

.

Sobre o autor

Vicente Tardin (vtardin@webinsider.com.br) é o editor do Webinsider.

Apoio:

  • LayerDev Serviços de Webhosting Profissional

Palavras-chave relacionadas a este texto: [ mobile ] [ TV, vídeo ] [ Vendas ] [ música ] [ celular ]

Comentários

2 pessoas comentaram o artigo "Comércio eletrônico superou expectativas neste Natal"

Rogério Mascia Silveira Data: 02/01/2008 às 1:37 pm

Atividade: SP

Cidade: São Paulo

Prezados leitores do Webinsider,

Embora trabalhe há dez anos com Internet, poucas vezes fiz compras on-line. Como consumidor tenho perfil conservador, porém minha mente é aberta. Aceito mudanças e acho que o e-commerce veio mesmo para ficar, conforme confirma este texto do Vicente Tardin.

Entretanto, tive uma péssima experiência neste final de ano com a loja virtual Submarino. Comprei um filtro de água dia 15/12/2007 e dez dias depois o filtro ainda não tinha chegado. Revoltado, cancelei o pedido e solicitei o estorno na minha conta corrente dos R$ 179 debitados do meu cartão de crédito.

Hoje, dia 02/01/2008, 18 dias depois da compra e 10 dias depois do pedido de estorno, ainda não recebi o dinheiro de volta. Tiveram ainda a coragem de me pedir mais dez dias úteis para devolver o dinheiro (algo que pode ser feito com um simples telefonema ou e-mail).

Indignado, reproduzi no meu blog, toda a via-crúcis que passei, com o atendimento pelo chat do Submarino:

http://rogeriomasciasilveira.blogspot.com/

Deixo claro que nada tenho contra o Submarino. Somente expressei minha indignação como consumidor e cidadão brasileiro que não aceita ser destratado.

Abraços em todos,

Rogério Mascia Silveira - Jornalista e Webdesigner
www.rogeriosilveira.jor.br - cel. (11) 9845-9197

Skype - rogeriomascia
GoogleTalk - rogeriomascia@gmail.com
MSN - rogeriomascia@hotmail.com

Bruno Lima Data: 04/01/2008 às 7:57 am

Atividade: Administrador

Cidade: Uberaba

Idem ao Rogério.
Acredito que uns 2 meses antes do natal me programei solicitando um cartão do submarino, com interesse de realizar compras no mesmo para maior facilidade.

Fiz meu cadastro completo e até hoje, dois meses depois nem um e-mail eu recebi de qualquer retorno do Submarino, eles oferecem um serviço, mas o mesmo é totalmente falho e sem nenhum controle.

Acredito totalmente no e-commerce, compro bastante pela internet, e compro sempre no submarino, mas algumas empresas que são o exemplo acabam deixando muito a desejar com erros de empresas porte muito menor. Isso mostra que o nosso país ainda pecisa melhorar no quesito atendimento ao cliente, que é sempre muito precário.

Bruno Lima.

Avisos
Os ítens com asterisco ( * ) são campos de preenchimento obrigatório.
Todos os links inseridos nos comentários possuem o atributo rel="nofollow" para impedir com que user agents (como os mecanismos de busca) sigam os links inseridos para desestimular spammers.
Todos devem se identificar através de e-mail válido.
Os e-mails dos usuários não serão divulgados no site.
Comentários:

Preencha os dados abaixo e clique em enviar

Outrolado.com.br

Leia

Paulo Roberto Elias

Blu-ray no BrasilFormato Blu-Ray é superior, mas falta os discos serem prensados no Brasil, o maior mercado de home vídeo da América Latina. Por Paulo Roberto Elias

A internet e publicidade: transição para a integraçãoAtravessamos um momento de aprendizado, quando as agências de publicidade devem promover uma aproximação que pode converter-se na garantia de sucesso em um cenário que se avizinha.
Por Fabiana Iglesias

Comércio eletrônico vai além da simples vendaExplique para o seu cliente: na maioria dos casos, o papel principal de um site não é o de vender online, mas sim o de ajudar a vender no mundo real. Por Sidney Benetti

HP não dá o cabo; Submarino não dá a menor bolaEle comprou uma impressora que vem de fábrica sem o cabo USB especial. Discorda da política do fabricante e lamenta que a loja online não avise mais fortemente e censure as observações de compradores sobre a falta do cabo. Quem está certo? Por Carlos Nepomuceno

Por que você não está vendendo nada na internet?Calma, não é spam. Mas se você tem um negócio e não consegue fazê-lo lucrativo na internet, então algo está errado. Por Renato Fridschtein

Quem chegou tarde pode ficar fora da internet?A estratégia para o pequeno empreendedor é pesquisar o mercado, encontrar segmentos ainda pouco explorados e lutar para ser reconhecido. Por Dailton Felipini

O site de comércio que vende um produto sóWoot, site de comércio nos Estados Unidos, inova: vende apenas um produto por dia. E dá certo. Moral da história: procure diferenciais a serem explorados e desenvolva seu plano de negócios.
Por Luigui Moterani

Marcelo Sant'Iago

O dilema do anuncianteA quem entregar a sua conta? Agência ou produtora? Por Marcelo Sant’Iago

O crescimento da internet e o dos negóciosA internet cresce mais do que o PIB em parte pela passagem do comércio tradicional para o digital. Os negócios estão migrando para a rede mais rápido do que o crescimento do mercado. Por Renato Fridschtein

Webinsider