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Paulo Roberto Elias
Áudio e vídeo

Blu-ray no Brasil

19 de dezembro de 2007, 16:51

Formato Blu-Ray é superior, mas falta os discos serem prensados no Brasil, o maior mercado de home vídeo da América Latina.

Por Paulo Roberto Elias

Custou, mas chegaram: os discos de alta definição, no formato Blu-Ray, começam a ser oficialmente embalados e vendidos em território brasileiro. Para variar, os preços são abusivos, frente ao mercado norte-americano, mas a gente até já está acostumado.

A contracapa dos discos, porém, nos dá uma pista do porquê do alto preço: não existe prensagem de discos Blu-Ray no Brasil! O que a gente recebe quando compra um deles é um molde injetado no país, com a grossura próxima de uma embalagem convencional de DVD, o encarte interno em português, e, como era de se esperar, um disco importado.

No caso da Disney, um disco importado do Japão, porque lá, por incrível que pareça, a força do formato incorporou trilhas sonoras em português, provavelmente oriundas daqui mesmo. Um tempo atrás, eu visitei a Double Sound, aqui do Rio de Janeiro, de padrão internacional, com certificado THX, e que fazia trilhas para os estúdios Disney. São essas trilhas que vão parar nos discos japoneses, ou seja, eles fazem por lá o que nós devíamos estar fazendo aqui!

Mas, diria o leitor, não se pode comparar a economia do Japão com a economia brasileira! Pode sim, se alguém considerar que o Brasil é o maior mercado de home vídeo da América Latina! Na contracapa do disco “brasileiro”, está lá a informação que o disco vem da Videolar. Trata-se de uma empresa de porte, mas indecisa quanto ao futuro do Blu-Ray. Esta indecisão está refletida em um documento divulgado pela própria empresa. São noções que indicam a falta de convicção num formato, que eu pessoalmente, considero vencedor, por um monte de motivos técnicos e outros tantos, mercadológicos.

Quando os primeiros reprodutores Blu-Ray saíram no Brasil, eu não tive dúvidas e comprei um. Um amigo meu de longa data, o Fernando Blanco, super expert em música, e eminente hobbyista em eletrônica de áudio, me confessa, tempo atrás, que não estava muito entusiasmado com os discos de alta definição, por vários motivos. O fato é que, com a introdução de reprodutores de DVD com recursos de upscaling até 1080i teriam mostrado o potencial ainda não descoberto daquela mídia, mas no meu espírito eu nunca deixei de ter certeza de que a equivalência neste nível era pura fantasia. E fiz, muito tempo antes do Blu-Ray sair no mercado americano, várias experiências com 720p e 1080i, com o meu computador pessoal e com as telas HDTV que eu tinha. Depois, eu vi um material profissional da Sony, com o uso de discos óticos de alta definição.

O Blu-Ray é apenas uma conseqüência disso, na realidade uma joint-venture Sony-Philips e um monte de gigantes da eletrônica; quer dizer, não tinha como dar errado.

Mesmo num momento inicial, onde a Toshiba se lançou de forma aventureira, para forçar a adoção do HD-DVD neste mercado, e com as críticas severas e injustas das primeiras edições Blu-Ray com vídeo em MPEG-2, a minha certeza não se abalou. E confesso que fui eu o culpado de ter convencido o meu amigo Fernando de que o Blu-Ray era o formato que ia dar certo. Ele e eu investimos no formato, e montamos o aparato necessário para fazer justiça à esta mídia: tela LCD “Full HD” e receivers com capacidade para processamento de áudio compatível com o conteúdo. Fizemos, eu e ele, testes juntos e separados e trocamos experiências com os resultados. No final do ano, este meu amigo me transparece uma única preocupação, dizendo: “o HD-DVD já está morto, mas o que resta saber é se o Blu-Ray vem para ficar!”

Eu acho que vem! E o meu filho, que me diz, não sei se na base da gozação, que eu sou portador de intuições “bruxísticas”, um dia me afirmou que eu nunca explorei o potencial deste meu lado místico e devia fazê-lo. Pois bem, então vamos lá:

Anos atrás eu freqüentava o Home Theater Talk e naquela época havia uma polêmica danada sobre o que seria a TV do futuro. E como abundavam queixas sobre plasma e retro projetores, um belo dia eu disse a todos para esquecer tudo aquilo, o futuro era a tela de LCD. E a turma se divertiu com os meus comentários. Mas, eu mesmo pisei na bola: comprei um painel de plasma e, por coincidência, me dei mal. E como eu sempre tirei conclusões de todas as minhas experiências (ato compulsório, por força da maldita profissão), eu me redimi e investi naquilo que eu acreditava: LCD. Depois, eu ainda cheguei a ver empresas do porte da Sony, Philips, e no caso do Brasil, Gradiente e outras, abandonarem o painel de plasma, por um monte de motivos. As telas de LCD cresceram e se multiplicaram. O tempo de resposta caiu e o contraste aumentou, os painéis frontais sofreram modificações significativas, e tudo isso levou o painel LCD chegar à posição de desbancar de vez a TV de plasma do mercado.

Contra fatos, amigos leitores, não há argumentos, e agora a pouco, eu me deliciei lendo um e-mail de um fornecedor, vendendo telas Panasonic… LCD! A Panasonic, Deus que a perdoe, andou publicando no site as “vantagens” das telas de plasma, com relação às de LCD”. Mas agora, sejam bem vindos ao mundo das Panasonic LCD Viera! É como dizem os ingleses “so much for plasma supremacy!”

Virtudes do formato Blu-ray

E eu não preciso lançar mão das minhas alegadas “intuições bruxísticas”, ao diagnosticar sobre as reais virtudes do formato Blu-Ray. Se eu errar, eu prometo que peço desculpas. Mas, se não, vejamos:

Falou-se muito, em passado recente, sobre a capacidade de memória de um disco Blu-Ray. Mas isto não é tudo: o formato prevê uma taxa alta de transmissão de dados, com boa estabilidade. Na verdade, tão boa que desafia as deficiências óbvias das transmissões HDMI. Mesmo os apologistas da mídia física, isto é, não rotativa, irão concordar que taxas desta magnitude, aliadas aos formatos de altíssima definição, áudio e vídeo, não são fáceis de serem obtidas.

E não pára por aí: nem mesmo o tão desprestigiado MPEG-2 HD nos mostra uma qualidade irreprochável. Hoje se sabe que os primeiros discos não saíram a contento, por falta de experiência com o formato, coisa que, aliás, é normal para uma mídia tão nova.

Certamente o formato não teve tantos “bugs” quanto o HD-DVD no seu início, coisa que também é perfeitamente normal! E se o MPEG-2 é possível, em toda a sua plenitude, o é pelas virtudes de armazenamento e transmissão que o Blu-Ray oferece. No caso do áudio, eu estaria sendo até repetitivo, se dissesse o mesmo, porque não são poucos os discos dotados de LPCM puríssimo, a 48 kHz/24 bits, em 5.1 canais, e nós somos informados que o LPCM é tão demandante e gastador de memória quanto o MPEG-2, mas não existe qualquer problema de reprodução.

Certamente, nada na vida é perfeito. O Blu-Ray ainda guarda resquícios da ditadura dos códigos de região (minimizado pelo fato de o Brasil estar na mesma área de Estados Unidos e Japão e pelo fato de que muitos dos discos europeus não têm código), e alguns discos ainda apresentam rotinas de software que podem não tocar num reprodutor com firmware desatualizado. Mas, por outro lado, os discos carregam relativamente rápidos e os leitores de mesa todos têm um processamento Java, sem os mesmos problemas da versão manca do Windows usado pelo HD-DVD. E em última análise, os codecs de áudio mais avançados passam nas suas contrapartidas em LPCM multicanal, habilitando assim um monte de processadores e com a mesma pureza da fonte.

Por tudo isso, creio que o futuro de 2008 é azul! O oba-ôba da DTV tupiniquim vai se desgastar rápido, assim como o preço dos conversores desgastou os seus potenciais compradores. O espectador brasileiro, uma vez banalizada a novidade do telejornal em HDTV, vai acabar mesmo é procurando alguma coisa interessante para usar na sua tela preparada para alta definição, sem problemas de recepção por falta de repetidoras, conversores caros e programação ruim.

O Blu-Ray oferece uma qualidade que nenhuma outra mídia em vídeo oferece. Falta agora os discos serem prensados aqui, ao invés de importar e colocar num estojo traduzido. Mas isto, vai depender da visão daqueles que detém o poder financeiro e os meios para resolver isso! [Webinsider].

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Sobre o autor

Paulo Roberto EliasPaulo Roberto Elias é professor aposentado da Faculdade de Medicina da UFRJ, hobbyista em áudio e vídeo, Mestre em Ciências (M.Sc.) e Ph.D. em Bioquímica. Manteve, até recentemente, o site Miragem, cujos artigos podem ser lidos aqui.

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Palavras-chave relacionadas a este texto: [ usuário final ] [ TV, vídeo ] [ música ]

Comentários

58 pessoas comentaram o artigo "Blu-ray no Brasil"

josias Data: 19/12/2007 às 7:04 pm

Atividade:

Cidade: goiânia

Falta frisar que o HD-DVD foi feito pela DVD Consortium que é o orgão responsavel pelo formato DVD e que nasceu em 1995. E que também o formato triple layer do HD-DVD foi aprovado agora em novembro aumentado a capacidade para 51GB por disco. Talvez a questão esteja dando “pano pra manga” porquê o responsavel pelo HD-DVD é o orgão que é responsavel pelo DVD aplamente adotado nas residencias e dai a resistência tão longa da guerra.Creio que só no final de 2009 é que se terá a resposta definitiva (até porque novos padrões de layers serão aprovados por parte dos dois consorcios e isso não inclui compatibilidade com os players de hoje). Abraços, otima materia.

Paulo Roberto Elias Data: 20/12/2007 às 6:43 am

Atividade:

Cidade:

Josias,

Obrigado pela leitura e pelo elogio. Seu comentário está perfeito de um lado, mas impreciso no outro. A Toshiba, como já comentei anteriormente, é quem deu uma de “joão sem braço”, para não se dobrar ao estabelecimento do padrão da concorrente, atitude esta, aliás, injusta, porque Sony e Philips apoiaram o DVD, apesar de formato equivalente estar nos seus laboratórios. E nesta empreitada, foi a Toshiba que ficou falando sozinha no mercado. Ou seja, a Toshiba é hoje a Sony do Betamax de ontem.

Nem com 200 Mbytes de memória o HD-DVD vai resolver alguns dos seus atuais problemas. E mesmo se resolvesse, resta a questão dos estúdios, porque, amigo, sem software não há formato que resista.

A proporção de vendas em Blu-Ray, relatadas por sites independentes, passou de 2:1 para 3:1 e alguns afirmam que chegou recentemente a 4:1 na Europa. Na medida em que títulos “blockbuster” estão saindo, nem “Transformers” exclusivo em HD-DVD conseguiu dar jeito. E, convenhamos, a qualidade dos Blu-Ray da Disney, até agora, é suficiente para derrubar qualquer argumento da turma do contra.

Edilson M. Radael Data: 20/12/2007 às 11:40 am

Atividade: Analista de Sistemas

Cidade: São Paulo

Acredito que com a adoção do Blu-ray no Playstation 3, a chance de vitória do formato aumentou ainda mais. No mundo já temos por volta de 5 milhões de PS3 ou mais, sendo assim, esses usuário já aderiram ao Blu-ray mesmo sem ser o foco inicial.

Abs e ótima materia.

Marcelo Data: 20/12/2007 às 9:10 pm

Atividade: Advogado

Cidade: Florianópolis

Ótima matéria, no entanto, se me permite, gostaria de tirar algumas dúvidas. Os televisores de Plasma, ao meu gosto, ainda apresentam uma imagem melhor, mais “suave”. E as pessoas que compraram dvd com upscale com mídias em alta definição ou são cegas ou nunca viram um vídeo em HD. Parabéns pela matéria!

Paulo Roberto Elias Data: 21/12/2007 às 12:31 pm

Atividade:

Cidade:

Marcelo,

Por favor, me perdoe, mas no seu texto de comentário não entendi quais são as dúvidas.

Lía Data: 21/12/2007 às 2:48 pm

Atividade:

Cidade:

Eu gostaria que vcs colocassem fotos em seus artigos.

Susana Data: 21/12/2007 às 3:46 pm

Atividade:

Cidade:

Caro Paulo Roberto,

Li seu depoimento no site webinsider sobre Mídias de Alta definição no Brasil, represento a New Medium Enterprises na América Latina e gostaria de fazer uma ressalva em seu artigo, apresentando uma terceira alternativa em meio a guerra entre dois formatos que vem fazendo o mercado de espectador já há algum tempo. Oferecemos uma alternativa mais viável para industria pois é baseada em Laser Vermelho, requerendo apenas adaptações nas linhas de replicação do DVD9, mais viável também para distribuidoras de títulos e por conseguinte: acessível ao consumidor final, sendo compatível tanto com DVD, CD, CD-Rom, VCD etc quanto com o uso de laser azul no futuro. Trata-se do HD VMD - High Definition Versatile Multilayer Disc -

Patenteamos em 2007 a primeira linha de replicação de discos de multi-camadas no mundo, com 3 e quatro camadas já em funcionamento comercial, discos capazes de portar até 8 camadas em um só lado, cada uma com 6GB de informação. Taxa de transferência de 40 Mbs, 1080p nativos de definição, fazendo o upscaling de DVD.

E antes que eu me esqueça: mídia sem bloqueio de códigos regionais.

Mais info em: www.nmeinc.com & www.nmestore.com

Susana Martins
Representante NME
América Latina

Paulo Roberto Elias Data: 22/12/2007 às 10:02 am

Atividade:

Cidade:

Querida Susana,

Em primeiro lugar, não é preciso fazer qualquer ressalva nos meus textos, porque eu sou super aberto a novas tecnologias, idéias e conceitos, desde que sejam acompanhadas pelo necessário bom senso.

Como você já deve ter notado, eu sou um “wannabe reviewer”, sem recursos para publicar qualquer coisa que não tenha saído do meu próprio bolso, da ajuda de amigos, ou da minha experiência pessoal neste hobby.

Isto, entretanto, não me impede de fazer alguns comentários, que espero se apliquem também ao seu produto:

Alternativas em mídias de alta definição, pelo menos para mim, não são novidade, mas nenhuma, que eu saiba, vingou. Eu me lembro da antiga Neodigits (atual Helios Lab) lançar um reprodutor anos atrás oferendo discos a 720p, cuja sigla eu nem me lembro mais. Os títulos eram escassos, e segundo alguns usuários finais, a qualidade inconsistente. Se alguém entrar no site da Helios Lab hoje, nem lê qualquer menção sobre isso.

A gente sabe que muitos formatos interessantes somem do mercado, por motivos diversos. Acho, que no caso do seu produto, é provável que ele enfrente alguns problemas de peso, como por exemplo:

1 - Está chegando com atraso considerável no mercado, e em meio a uma briga de formatos, cercada de baixarias financeiras;

2 - vai ter que enfrentar uma briga com gigantes industriais, para ocupar espaço no mercado;

3 - vai ter que convencer os estúdios que são viciados em DRM, que o formato não apresenta riscos (eu sei, a questão é idiota, mas tem um peso danado na hora de repassar conteúdo);

4 - o HD VMD ainda não chegou nas mãos dos reviewers, pelo que eu percebo, e acredito que nem na do consumidor final, a ponto de mostrar virtudes ou deficiências.

Como hobbyista e consumidor final, eu ficaria encantado em vê-lo funcionando na minha frente. Como cientista, eu preferiria adotar uma certa cautela, na hora de emitir a minha opinião pessoal (mesmo vinda de um “wannabe”). Como costuma dizer um amigo meu, especificações muitas vezes não traduzem nada, e é aconselhável ver o equipamento funcionando, antes de concluir alguma coisa.

E finalmente, eu acho o seguinte: fora preço, o seu produto não chega para oferecer nada de diferente aos formatos que no momento estão em litígio. Começar mais uma coleção de discos, nessa altura do campeonato, só mesmo com um poder de convencimento além da mera questão financeira. Se o seu produto não tiver, por exemplo, o apoio de estúdios necessário, não vai ter preço de mídia que o segure no mercado de massa. E seu estiver errado lhe dizendo isso, pode me cobrar depois.

De qualquer forma, e esperando ter feito comentários construtivos, eu desejo a você e à sua empresa boa sorte. Peço-lhe desculpas antecipadamente, se em algum momento fui indelicado com a sua contribuição.

Paulo Roberto Elias Data: 22/12/2007 às 10:08 am

Atividade:

Cidade:

Ah, sim, acabei de lembrar, e espero que a memória não me traia: o disco HD vendido anos atrás pela Neodigits era um formato chinês de nome “HVD” (ver em http://en.wikipedia.org/wiki/High-Definition_Versatile_Disc). No passado ainda mais remoto, o EVD (http://en.wikipedia.org/wiki/Enhanced_Versatile_Disc) tentou desbancar o DVD e não deu certo.

10° Victor Data: 23/12/2007 às 3:59 pm

Atividade:

Cidade:

Ia perguntar exatamente sobre o HD VMD. Acho que pelo baixo custo tem grande chance de triunfar sim, se conseguir romper a barreira dos lobbies dos grandes conglomerados.
Se não me engano China e Índia adotaram o formato HD VMD.

11° Paulo Roberto Elias Data: 24/12/2007 às 7:19 am

Atividade:

Cidade:

Eu não sei se entendi ou li direito, mas parece que o HD VMD não faz uso de codecs de áudio “lossless” (sem compressão), do tipo Dolby TrueHD ou DTS HD. Seria interessante que a Susana voltasse à lista de comentários, se fosse possível, para refutar e/ou esclarecer isso.

12° Jorge Henrique Von Lester Data: 24/12/2007 às 4:09 pm

Atividade: Médico

Cidade: Florianópolis

Paulo, parabéns pelo artigo, excelente. Venho aqui para tirar uma dúvida, estou propenso a comprar um display fullHD, para desfrutar da totalidade dos filmes em Blu-ray e os jogos do PS3. No entanto, lendo artigos na CNET e outros sites, todos afirmam, alguns até com certa veemência, que em displays de até 50 polegadas, não é perceptível a diferença entre 720p e 1080p, então, gostaria que o senhor desse algum parecer frente a essa afirmação. Confesso que assistindo aos filmes em um display fullhd, não senti um ganho de nitidez nas imagens, mas sim, de contraste, saturação nas cores. Acredito que isso deve-se ao melhor processador de vídeo dos displays Full. Perdoe-me pelo longo comentário. Aproveitando lhe desejo um Feliz Natal.

13° Paulo Roberto Elias Data: 25/12/2007 às 10:39 am

Atividade:

Cidade:

Caro Jorge Henrique,

Este comentário da CNET procede. Em telas abaixo de 50″ fica difícil separar virtudes de definição entre 720 e 1080 linhas, mas, a bem da verdade, esta constatação não pode ser tomada de forma literal, porque entram em jogo variáveis, como a qualidade do sinal da fonte ou do processador interno, coisa que você mesmo já percebeu.

Outra coisa que também é passível de debate, até por alguns dos mesmíssimos motivos, é a diferença de qualidade de imagem entre 1080i e 1080p, mais especificamente na discussão entre os méritos da influência da varredura entrelaçada e da progressiva. Aqui ninguém poderá ter dúvida de que a varredura progressiva é mais vantajosa, mas por outro lado, qualquer sinal de 1080i, uma vez entrando em um painel digital (LCD, plasma, etc.) terá que ser necessariamente convertido a 1080p, e tornando assim este debate muitas vezes um exercício de futilidade!

Na avaliação e escolha de fontes de vídeo de alta definição, a regra de ouro é “quantos mais pixels melhor”. A base, entretanto, para um julgamento equilibrado, está em alguns desses fatores:

1 - a qualidade do sinal da fonte: isto implica na natureza (codec) da compressão de vídeo e, em última análise do software usado para a sua implementação; após o que, a capacidade da mídia de transporte (disco, por exemplo) de garantir que este sinal chegue ao destino sem qualquer tipo de degradação;

2 - a qualidade do processamento interno (conversores em geral) do display;

3 - a capacidade do espectador de se dar conta das diferenças de definição: para muitas pessoas, até a imagem de um DVD tipo Superbit, reproduzido com upscaling (1080i/p) pode ser satisfatório. Entretanto, para quem já é capaz de notar pequenas diferenças, a recíproca é verdadeira.

Se alguém me perguntasse se investir numa tela de 1080 linhas é radicalmente necessário, eu teria que dizer que não, mas se alguém me perguntasse se investir numa tela a 1080p seria jogar dinheiro fora, a resposta seria definitivamente não também! E a razão é simples: quanto mais próxima a fonte e o display da alta resolução plena, menor será a necessidade de processamento interno, para se obter uma qualidade de imagem final satisfatória. O resto, é claro, fica por conta da qualidade da fonte (filme, vídeo, etc.), como já mencionei.

Espero lhe ter ajudado, e bom Natal e Ano Novo para você e todos os leitores também!

14° Fabio Queiroz Data: 26/12/2007 às 7:51 pm

Atividade: contador

Cidade: Carapicuiba

Prezado Paulo,
Parabéns pelos comentários.
Gostaria de tirar uma dúvida contigo:
A qualidade de reprodução do blue ray no playstaton 3 é a mesma de um reprodutor exclusivo de blue ray?
Estou em dúvida em comprar um PS3 ou somente o reprodutor (que é mais caro que o PS3).
Obrigado,

15° Paulo Roberto Elias Data: 27/12/2007 às 6:33 am

Atividade:

Cidade:

Caro Fabio,

Eu não uso PS3 para te dar uma opinião 100% segura. No entanto, eu posso dizer o seguinte:

O PS3 goza de excelente reputação, como reprodutor de discos Blu-Ray. Na época em que eu fui escolher o meu, se dizia que o PS3 batia a concorrência em qualidade de vídeo. Sinceramente, eu não tomaria estas análises de forma radical. Um amigo meu, por exemplo, investiu no Samsung BP-1200, que tinha reputação semelhante, por causa do chipset Realta, e não é tão melhor do que eu uso aqui em casa.

O PS3, segundo me informou o Marcello Povoa, eminente colunista aqui do Websinsider, não tem remoto próprio, ele usa o joystick em seu lugar. Aí, o usuário que não gosta de games vai acabar investindo num remoto por fora. Mas, em contrapartida, o PS3 já tem firmware disponível para o chamado “profile 1.1″ (http://www.blu-ray.com/news/?id=762), que habilita funções de reprodução que a concorrência não tem, a não ser em alguns dos novos modelos.

Eu, se fosse você, não esperaria, em termos de imagem, nada melhor ou pior, e verificaria se os outros recursos satisfazem o que você quer na sua instalação. Não se esqueça que você vive no Brasil, portanto todo cuidado é pouco, na hora de garantir suporte para o seu produto.

16° Rodrigo Fontoura Data: 30/12/2007 às 1:39 pm

Atividade:

Cidade:

Paulo, gostaria de tirar uma dúvida a respeito da resolução 1080p. A resolução 1920×1080 é num aspecto 16:9, certo? No entanto, são raríssimos os filmes que estão nessa proporção, a maioria esmagadora dos filmes estão em 2.35 e 2.40. Pra onde vai a resolução 1080p quando os filmes estão nessa proporção? Uma vez que o display não é totalmente utilizado. Obrigado.

17° Paulo Roberto Elias Data: 31/12/2007 às 6:50 am

Atividade:

Cidade:

Rodrigo,

A resolução de 1080i/p é sinônimo de 1080 linhas de resolução vertical. Num tubo CRT HDTV, a varredura vai tipicamente a cerca de 980 a 1000 linhas de resolução (chamada de resolução máxima), mas nos painéis construídos com matrizes de pixels, é possível usar um número fixo de linhas, e isto é chamado de “resolução nativa”. Todo e qualquer sinal que entra num painel desse tipo tem que ser ajustado à sua resolução nativa. Isso é conseguido por um processador interno, chamado de “scaler”.

O

18° Paulo Roberto Elias Data: 31/12/2007 às 7:20 am

Atividade:

Cidade:

Continuando…

O que o scaler faz é remapear o sinal de entrada, de maneira a que ele se ajuste à resolução nativa do display, portanto o que você está vendo é o máximo de resolução possível, dentro das limitações da fonte. O sinal da fonte, por seu turno, também tem um número máximo de linhas de resolução, como por exemplo, 480 linhas no caso de um DVD.

Os telecines digitais para alta definição estão usando cerca de 2000 a 4000 linhas de varredura, portanto mais do que o dobro necessário para produzir uma imagem a 1080p sem qualquer perda, a não ser, obviamente, aquela derivada do codec de compressão usado na autoração.

Neste tipo de telecinagem, é possível escanear e gravar fotogramas de 35 mm ou 70 mm integralmente, em 1080p, irrespectivo da relação de aspecto. O número de linhas do fotograma original é mantido intacto, usando o método anamórfico. O assunto está melhor explicado num artigo que eu postei lá no meu site pessoal, que eu lhe sugeriria dar uma lida, se possível (http://www.miragem.bravehost.com/hometheater/formatos%20de%20tela.htm).

Para que imagens anamórficas sejam totalmente aproveitadas, é preciso que o display tenha uma relação de aspecto a 1.77:1, que é o caso das telas 16:9. Uma imagem anamórfica, reproduzida numa tela 4:3, terá necessariamente uma perda de resolução em torno de 33%.

Por este motivo, os discos Blu-Ray são telecinados e transcritos a 1080p, no caso a 24 qps, e otimizados para telas 16:9. Mesmo quando o sinal de fonte no telecine for 4:3 (por exemplo, vídeo ou filme a 1.33:1) a imagem no disco é mantida em formato anamórfico, para não haver alteração de resolução. Esta técnica já havia sido usada em DVD’s realçados para tela 16:9, embora raramente.

Toda e qualquer imagem 1080p, reproduzida num display com resolução nativa a 1080p, será transcrita 1:1, ou seja, praticamente sem nenhum processamento que altere a resolução original.

Espero ter ajudado, e desculpe pela interrupção da mensagem.

19° luciano Data: 04/01/2008 às 2:18 am

Atividade: comercio

Cidade: rio de janeiro

Caro Paulo,bela matéria, dúvida única: qual aparelho de LCD 42″ full vc compraria hoje?Independente de marca e preço.

20° luciano Data: 04/01/2008 às 2:38 am

Atividade:

Cidade:

Olá Paulo, concluindo o que vc acha da LG 42LY3RF?
desde já agradeço qualquer instrução.

21° Paulo Roberto Elias Data: 07/01/2008 às 11:47 am

Atividade:

Cidade:

Luciano,

Desculpe a demora na resposta, mas o provedor do Webinsider estava com problemas, e não me deu acesso ao campo para o comentário.

Eu adquiri a minha Full HD LCD logo que ela saiu. Trata-se do modelo LN52M81B, da série Tulip da Samsung. Foi o primeiro modelo que saiu, e eu não tive dúvidas sobre a performance do display, por uma série de motivos, inclusive o fato de que a TV usa uma máscara bem melhor na tela.

Mas, de lá para cá, os concorrentes correram atrás, eu embora esteja afastado da lojas, eu entendo que a maioria das telas 1080p no momento apresentam processadores que farão justiça ao sinal da fonte. E aí, neste caso, daria uma olhada primeiro, antes de fazer a minha compra. Em princípio, eu posso lhe dizer que a minha Samsung não me deixou na mão, em termos de uma expectativa de boa performance, mas eu também acho que todos os fabricantes, sem exceção, deveriam estar colocando portas de serviço USB, para atualizar os seus processadores. Em não o fazendo, a gente tem que recorrer às temíveis assistências técnicas. Dependendo do erro de processamento, eu sinceramente prefiro não chamar ninguém!

Se você tem dúvida em relação à performance da LG que você está pretendendo comprar, porque não visitar uma loja que faça demonstrações? Aqui no Rio tem várias que inclusive mantém um promotor de plantão, e geralmente com um disco Blu-Ray a tiracolo, que é, sem dúvida, a melhor maneira de você avaliar o desempenho de uma tela dessas.

De qualquer forma, embora eu não tenha meios de testar tela alguma, a não ser as que eu compro, eu posso me arriscar a te dizer o seguinte: acho pouco provável que qualquer tela 1080p neste momento vá deixar você com algum tipo de desapontamento! Procure por contraste e qualidade de cor, para início de conversa. Caso você leve um DVD de confiança, veja como a TV trata sinais com resolução reduzida.

Acho também, por outro lado, que você deve levar em consideração que modelos mais recentes já vêm equipados com um sintonizador de DTV, e isso talvez possa pesar na sua decisão, na hora da compra. Se não, então é bom e aconselhável procurar pela conectividade na parte traseira do aparelho, particularmente HDMI e vídeo componente: quantos mais entradas, melhor!

E boa sorte!

22° Paulo Roberto Elias Data: 07/01/2008 às 12:07 pm

Atividade:

Cidade:

No hiato dos problemas de servidor deste site, eu recebo uma mensagem do nosso sub-editor Paulo Rebêlo, me chamando a atenção para o anúncio, dias atrás, da Warner Bros, que no meio de 2008 não estará mais fabricando discos HD-DVD, e sim Blu-Ray exclusivamente!

E eu, que andava super ocupado, dando atenção a uma defesa de tese de mestrado de uma ex-aluna, fui compelido a dar uma pausa e fazer um levantamento dos últimos acontecimentos:

De fato, a Warner picou a mula, e pulou fora. Os argumentos foram até, de certa forma, surpreendentes: o estúdio quer acabar com a confusão criada pela presença de dois formatos, e resolveu apostar as suas fichas no formato de melhor potencial técnico e suporte para o consumidor. Estes, por outro lado, esperam que o estúdio venha agora com lançamentos que explorem melhor os recursos da mídia que ainda estão apenas nas especificações do formato. E neste ponto, vai ter que correr atrás de Panasonic e Disney, que estão dando um banho de cuida na concorrência, com a qualidade do que já foi editado, e certamente com as promessas do ainda vem por aí.

Mas, não fica nisso: atrás da Warner vêm também a New Line e a HBO. Quer dizer: “Senhor dos Anéis”, só em versão Blu-Ray!

Se isto significa o fim do HD-DVD e desta guerra inútil, só o tempo para dizer. Mas eu me arriscaria a prognosticar o seguinte: se os estúdios Universal ficarem neutros, como se especula faz algum tempo, então não tem saída. E isso ainda é muito possível, por causa da disparidade das vendas de discos entre os dois formatos.

De qualquer forma, a saída da Warner trará um tremendo impacto perante o público e perante o mercado. Os sintomas deste fenômeno já começaram a se manifestar: estava prevista uma palestra da Toshiba, na CES, e ela foi adiada, sem previsão de que vá acontecer em algum dia do futuro próximo. É bem provável que a empresa não tenha explicações para dar sobre qualquer coisa neste momento.

23° luciano Data: 07/01/2008 às 9:02 pm

Atividade:

Cidade:

Paulo, obrigado pelo retorno e pela notória concisão nos assuntos,já vi vários modelos de tv e essa lg achei muito boa. O que me faz relutar é entre assistência. quanto ao sintonizador DTV será que vale a pena comprar incluso? já que a NET aqui do Rio ( que uso) lançará a R$ 800,00?
além que,quero a full, apostando no futuro.Posso ir sem medo?
Agradeço ao apoio e parabéns!
Luciano SF.

24° Paulo Roberto Elias Data: 08/01/2008 às 7:05 am

Atividade:

Cidade:

Caro Luciano,

Boa pergunta: se vale ou não a pena comprar um decodificador DTV incluso na TV! E a resposta só poderá ser dada no momento em que algumas dessas outras perguntas forem respondidas:

Como é que fica a questão da decodificação do áudio, que no caso brasileiro é o AAC? A TV estará equipada para decodificar o codec ou passá-lo adiante, para um outro processador externo? Esta questão é mais complexa do que se imagina, porque, entre outras coisas, nenhuma pessoa interessada em home theater constuma usar os alto-falantes da TV para reproduzir codecs de áudio dedicados, nem mesmo os do DVD.

E quanto às revisões de firmware? Note que a gente já encontra uma resistência nos fabricantes a este respeito (que, aliás, já foi muitíssimo pior no passado não tão distante), e então como é que fica para atualizar firmware? Quem é, em última análise, o responsável pelo procedimento em si, o usuário ou a autorizada?

E se vale a pena investir agora ou depois num decoder externo, isso também merece algumas ponderações, para quem habita o Rio de Janeiro, porque os acidentes geográficos nesta cidade sempre foram um enorme obstáculo para recepção de sinais de TV em VHF, e porque não serão em UHF? No canto onde eu moro, todo mundo tem algum tipo de assinatura, porque, caso contrário, é complicado até para ver o telejornal. E mesmo que a DTV tenha muito menos problema com interferência e ruído, a verdade é que a gente ainda não colocou a mão nisso, para ter noção das dificuldades de implementação, como antena externa, presença ou ausência de relays (repetidoras), etc.

E finalmente, Luciano, invista na LCD que te agrada aos olhos e ao bolso. Problemas de assistência técnica, sinceramente, não tem uma marca que escape!…

25° Paulo Roberto Elias Data: 10/01/2008 às 2:59 pm

Atividade:

Cidade:

Muito bem, meus caros leitores!

Parece que esta semana não termina, sem haver mais uma balançada nesta guerra de formatos entre Blu-Ray e HD-DVD: alguns rumores, que se transformaram, ao longo da semana, em notícias concretas, dão conta de que a nossa briosa Paramount inseriu uma cláusula no seu contrato de exclusividade com a Toshiba, que lhe permitiria pular fora do seu artigo de exclusividade, caso a Warner Bros desistisse de lançar HD-DVD.

E ao que tudo indica, a Paramount estaria para fazer um anúncio, no qual supostamente os títulos Blu-Ray lançados ao mercado antes da rasteira voltam às prateleiras (a turma do E-bay é bom que se apresse!…), mas o anúncio, segundo algumas fontes, estaria marcando o fim da era HD-DVD da Paramount, de tabela. Para mim, está ótimo, porque, conforme já comentei na última coluna, a saída natural dos filmes clássicos em VistaVision é a alta definição, e melhor que seja Blu-Ray.

E se isso não bastasse, chegou o momento que eu esperava faz algum tempo: os estúdios Universal estariam próximos de anunciar a sua entrada no mercado de discos Blu-Ray, até o máximo no início de março. Com a volta da Universal aos lançamentos em alta definição, eu sou um que espero a filmografia de Alfred Hitchcock nas prateleiras, com uma transcrição que faça justiça a todas as restaurações que o estúdio bancou, se possível em 2008!!!

26° Olivia Data: 19/01/2008 às 12:05 pm

Atividade: arquiteta

Cidade: sp

Olá Paulo,

li seu artigo e continuo com uma dúvida. estou a ponto de comprar um sony com o sistema blu ray, acredito mesmo que essa nova tecnologia tem tudo para ir adiante, mas a minha dúvida é, os meus cd gravados no sistema convencional dos computadores pode ser lida por essa nova tecnologia?

obrigada pela ajuda

Olivia

27° Olivia Data: 19/01/2008 às 12:09 pm

Atividade:

Cidade:

ps: ficou faltando…
pode ler e gravar em midia comum?

Olivia

28° Paulo Roberto Elias Data: 20/01/2008 às 7:44 am

Atividade:

Cidade:

Olivia,

Todos os leitores de mesa lêem outras mídias, como CD e DVD, e seguindo as mesmas regras para aquelas gravadas em PC: alguns tipos de mídia podem não reproduzir corretamente, dependendo do tipo de corante que elas usam.

No caso de drives Blu-Ray para PC, a tolerância para mídias graváveis incompatíveis é infinitamente maior. Mas não é incomum o usuário escolher a mídia que melhor se adapta ao seu drive, e aí nem sempre o preço é sinônimo de qualidade!

Os dados abaixo, eu mesmo tirei do site da Sony, sobre o modelo BWU-200S, para montagem em desktops:

“Características: este produto é capaz de ler e gravar as mídias de Blu-ray, DVD e CD. Blu-ray é a tecnologia sucessora do DVD, ideal para a gravação e reprodução de conteúdo em HD (high definition).”

Os processadores dos leitores de mesa são projetados de maneira a reproduzir DVD com upscaling até 1080p, normalmente pela saída HDMI. E alguns modelos têm saída de áudio dedicada, só para reproduzir CD’s, com upsampling elevado (por exemplo, a 192 kHz), dando ao usuário a chance de recuperar com dignidade as suas gravações favoritas, colecionadas ao longo dos anos!

29° Fabio Queiroz Data: 22/01/2008 às 7:07 pm

Atividade: contador

Cidade: Cararapicuiba

Prezado Paulo,
Estou pensando em comprar um notebook da HP nos USA com placa de TV NTCS e ATSC (digital).
Acontece que no Brasil tiveram a brilhante idéia de adotarem o sistema japonês (que nenhum outro país utiliza) para a TV digital.
Você acha que consigo captar o sinal digital aqui no Brasil com esta placa?
Muito obrigado,

30° Paulo Roberto Elias Data: 23/01/2008 às 6:47 am

Atividade:

Cidade:

Oi, Fabio!

Achou muito pouco provável, a não ser que o micro tivesse um programa capaz de gerenciar diferenças de protocolo, o que eu também acho difícil.

Mas, eu não sou especialista nesta área, e neste caso seria interessante você contactar o pessoal que fez parte do grupo que implementou o ISDTV, através do site deles. Ou então, se não der certo, contacte a HP e pode ser que você der sorte de eles te responderem. O ISDTV é muito novo, sendo mais provável que pouca gente por aí conheça qualquer coisa de concreto sobre ele, eu imagino.

31° luciano Data: 23/01/2008 às 11:09 pm

Atividade:

Cidade:

Olá grande Paulo, novamente com uma dúvida.Ainda não comprei minha TV.Estou pesquisando mesmo,pena. porque alguns sites de vendas anunciam tvs full hd ready? elas são full ou ready? Por exemplo o shoptime anuncia uma PHILIPS42PFL5432 como sendo FULL HD READY, o que é isso amigo?
Desde já sempre um parabéns e obrigrado!
Luciano

32° Paulo Roberto Elias Data: 24/01/2008 às 5:32 am

Atividade:

Cidade:

Meu caro Luciano,

Você tem toda a razão de se intrigar e até de se indignar com esta miscelânea de termos que não dizem nada ao consumidor. E a única forma de não ser confundido é ler as especificações do número de pixels na tela, a chamada “resolução nativa”.

A rigor “Full HD” deveria ser 1980 x 1080 pixels, em varredura progressiva (1080p), enquanto que “HDTV ready” qualquer painel que tivesse pelo menos 720 linhas (ou pixels na vertical). E neste último caso, é sempre interessante saber que sinais a TV aceita, e principalmente a qualidade do processador (”scaler”) que adapta o sinal de entrada para a reprodução na tela.

No caso dessas TV’s da Philips, todas elas têm uma rara habilidade de reproduzir todos os sinais PAL, o que é muito interessante para quem guarda em casa vídeos de procedência européia, tipo VHS PAL-G, por exemplo.

Por outro lado, é sempre bom dar uma olhada na performance desses processadores Pixel Plus, porque algumas versões deles produzem uma imagem inacreditavelmente artificial. Defendem alguns que eles erram na conversão de cadência da fonte, mas até agora ninguém provou nada disso. Eu até acho que, com a evolução geral para o vídeo HD, é bem mais provável que a Philips tenha acompanhado as concorrentes, com um processador de bom nível. Em se tratando de 1080p, a quantidade de conversões é siginificativamente menor, e assim a maioria dos painéis tende a reproduzir um sinal de ótima qualidade, quando o usuário reproduz uma fonte em alta definição.

33° Paulo Roberto Moser Data: 31/01/2008 às 5:16 pm

Atividade: Advogado e gamemaníaco

Cidade: Cuiabá, MT.

Prezado Xará:

Estou na iminência de comprar uma TV LCD de 40″, FullHD de determinada marca japonesa. Porém, nas especificações técnicas, o tempo de resposta desta é de 8ms. Existem modelos coreanos que anunciam um tempo de resposta menor, qual seja, de 5ms. Num comparativo, essa diferença é perceptível ?

Obs.: E só prá ressalvar, num dos tópicos acima há informação de que o PlayStation 3 não possui controle remoto específico para o uso do Blu-Ray Player. Contudo essa informação não procede, sendo que esse item existe e é vendido separadamente.

34° Paulo Roberto Elias Data: 01/02/2008 às 6:24 am

Atividade:

Cidade:

Prezado Paulo Roberto,

Não há diferença perceptível entre 8 ms e 5 ou 6 ms. Se é esta a sua preocupação, podes ficar descansado. Esta marca japonesa, por acaso, não seria Sony, seria? É aconselhável dar uma olhada na performance do processador Bravia deles, antes de fazer a sua compra. Eu não posso dar uma opinião sobre os novos modelos, porque eu estou afastado das lojas faz tempo, mas eu acredito que as versões atuais estejam ok. As primeiras não eram, aparentemente, precisas na parte de “scaling”. Se você reproduzisse um DVD com elas, a imagem quase não tinha foco, comparada com as concorrentes!

Quanto ao PS3, o que eu quis dizer era isso mesmo: que se você quisesse um remoto convencional, teria que comprar por fora. Faltou a informação de que esses remotos são desenhados para o PS3. Desculpe pelo mau entendido.

35° Paulo Roberto Moser Data: 02/02/2008 às 8:33 am

Atividade:

Cidade: Cuiabá

A marca é a SONY mesmo, e o modelo que pretendo comprar nos próximos dias é o KLV-40W300A. Só que agora fiquei preocupado com esse fato do processador Bravia. Você poderia me explicar um pouco melhor ? Estou comprando o aparelho porque sou doente por cinema (DVD, Blu-Ray), games, etc., e não gostaria de ter um resultado ruim quando fosse assistir a um filme nele.

Obrigado !

36° Paulo Roberto Elias Data: 03/02/2008 às 9:36 am

Atividade:

Cidade:

Paulo Roberto,

Leve um DVD de sua confiança (qualquer Superbit serve, por exemplo O homem sem sombra, O quinto elemento, etc.) Peça ao lojista para vê-lo na Sony nas mesmas condições que você o veria em casa. Acho recomendável usar recursos de upscaling, via HDMI, por exemplo (acho que a maioria dos DVD players com upscaling está bloqueando a saída de vídeo componente, então não adianta nem tentar). Se não houver upscaling disponível então use 480p com um cabo de vídeo componente decente (sem ruído).

Se a Sony tiver dificuldade em resolver detalhes de um DVD desses, então é provável que o processador Bravia seja deficiente em alguma área (leia a observação abaixo). Mas, você pode dar uma regulada ali na loja mesmo, para ver se resolve, porque em muitos casos a gente tem uma péssima impressão da imagem porque nenhum ajuste do processamento foi feito, e na verdade praticamente todos os aparelhos à venda saem da fábrica configuradas para impressionar os clientes dentro das lojas, e este tipo de ajuste de imagem não te serve!

Todo processador possui os chamados “enhancers”, que são circuitos que melhoram detalhes nas áreas de cor, definição (principalmente nos contornos de objetos), contraste, e vai por aí. Acho recomendável você entrar no site da Sony para ver detalhes da versão atual do processador deles ou até ligar para lá, para falar com o suporte técnico sobre isso. Sinceramente, com esses modelos full HD acho pouco provável que eles tenham pisado na bola, principalmente agora que o Blu-Ray está no topo das vendas, mas em se tratando de um investimento caro, não vale a pena comprar sem olhar primeiro, concordas?

37° Ricardo Data: 08/02/2008 às 1:39 pm

Atividade:

Cidade: São Paulo

Caro Paulo, incríveis esclarecimentos, obrigado. Depois deles encerrei um dilema de uns 2 meses e comprei uma Samsung Full 40″ e receiver e só aguardava uma redução no preço do player de blu-ray. Ocorre que meu sócio acaba de viajar para os EUA e está a postos para trazer o aparelho lá. Preocupa-me justamente a questão das regiões, mas pelo que entendi, posso fazer a compra sem maiores preocupações, procede? Mais uma vez obrigado. Um abraço,

38° WANDERLEY CAMARGO Data: 10/02/2008 às 6:41 pm

Atividade: professor universitário / diretor de TV

Cidade: Santos, SP

Mais um round.
A sony-philips (pai e mãe do blu ray) venceram mais um round na batalha com a Toshiba. A franquia de locadoras de origem americana Blockbuster realizou pesquisa em 250 lojas da rede (pontos de locação de filmes e venda de aparelhos HD DVD e Blu-ray), para “ouvir” os usuários sobre o padrão 1080p de preferência. O fortmato Blu-ray venceu com margem expressiva. Mais de 70% dos pesquisados.
Com a “aliança” formada com a Warner, parece que a batalha está terminando. E com um vencedor. Alívio para os consumidores e principalmente para os produtores de conteúdo, que já se preocupavam em ter que migrar para dois formatos não compatíveis para atender a demanda de mercado.
Salvo engano, parece que entre os grandes estúdios de Hollywood, só a Universal ainda reluta. Um único sopro de resistência no limiar de uma guerra tecnológica.

Abraço!!

39° Paulo Roberto Elias Data: 11/02/2008 às 7:02 am

Atividade:

Cidade:

Ricardo,

O Blu-Ray tem divisão de regiões, nem sempre aplicável nas autorações de muitos discos. Entretanto, com as lições provavelmente aprendidas pelo tráfego de comércio nas Américas e em outras partes do planeta, o Brasil está na mesma região “A” de países como o Japão, Estados Unidos, etc.

Na prática, isto significa que você pode comprar seu player na América sem nenhum problema, para discos Blu-Ray, mas ele só tocará DVD’s da Região 1. Aqui no Brasil, os resultados nesta área são um tanto ou quanto estranhos, porque os aparelhos vendidos aqui vem parcialmente desbloqueados para DVD. O meu, por exemplo, um Panasonic BD10AK, foi desbloqueado pela autorizada, e quando isto foi feito, ele não toca mais disco R1 com RCE. Por causa disso, eu uso um DVD player com upscaling ao lado, que é o que eu lhe recomendo fazer.

Em resumo, você pode comprar seu leitor Blu-Ray por lá, e eu sugiro que você olhe os modelos com previsão para o chamado “Profile 2.0″, que já prevêm recursos novos, que você poderá estar interessado. Caso contrário, as ofertas de vários modelos são bem mais generosas, e eu só prestaria atenção para os decoders internos de áudio, se bem que a maioria dos modelos atuais já reproduz qualquer coisa!

Wanderley,

A adesão da Universal e a volta da Paramount ao Blu-Ray irão acontecer ao longo deste ano, porque nenhuma empresa que detém conteúdo desta magnitude seria imprudente em perder receita, por força de decisões empresariais equivocadas.

Universal e Paramount apostaram suas fichas no HD-DVD, acreditando que existia uma relação custo/benefício no formato. Esses últimos dias mostraram inequivocamente que o público mais esclarecido tem uma percepção diferente: ele prefere pagar um pouco mais, para investir em qualidade e liberdade de escolha, dois itens claudicantes do HD-DVD.

Pela vivência de longos anos que eu já tive em forums americanos, eu acredito piamente que a pressão em cima dessas empresas vai ser impiedosa, e neste momento existem fortes evidências de que algumas portas de saídas do HD-DVD já foram abertas!

40° Paulo Roberto Elias Data: 16/02/2008 às 11:12 am

Atividade:

Cidade:

Amigos leitores,

Dias atrás, o Hollywood Reporter alegou ter fontes seguras de que a Toshiba estaria abandonando o formato HD-DVD, e rapidamente os sites de fãs começaram a especular quando isso aconteceria.

O problema maior, creio eu, é que em não acabar com esta guerra, amontoam-se os prejuízos de receita, tanto da Toshiba, quanto dos grandes estúdios que abdicaram do Blu-Ray, neste caso, Universal e Paramount.

Com rumores e especulações de tudo quanto é lado, seria muito engraçado a gente ver a Toshiba retirar o suporte do HD-DVD e deixar a Paramount e a Universal falando sozinhas no mercado.

Eu entendo que nem o mais radical dos fãs do HD-DVD deixaria de ficar incomodado com a possibilidade de ficar restrito a uma pequena oferta de títulos, e sem a perpectiva de comprar outros novos!

A moral dessa estória é que, se de um lado é lamentável que esses usuários tenham vindo a ficar com a conta alta para pagar, e com um prejuízo que não vai ser nunca ressarcido, por outro, quanto mais cedo esta disputa acabar, melhor para o consumidor em geral. Resta saber se com o fim da guerra, os preços do Blu-Ray vão acabar caindo no Brasil!…

41° Michel Soares Data: 18/02/2008 às 4:59 pm

Atividade: Videolocador

Cidade: Pindamonhangaba

Comprei um blue-ray do Quinto Elemento, coloquei no meu play 3, tanto na tv normal quanto na de plasma ou lcd a qualidade da imagem foi perfeita. Se não fosse um detalhe, as imagens parecem envelhecidas, com pontos pretos e brancos como se estivesse assistindo num cinema, com o filme estalando… Alguem entendeu?

Alguém tem esse filme e reconheceu o mesmo problema?

Aguardo

42° Paulo Roberto Elias Data: 19/02/2008 às 6:34 am

Atividade:

Cidade:

Michel,

Verifique se a sua cópia não é da primeira prensagem do filme, que foi retirada do mercado e substituída por outra, sem nenhum problema. Por acaso, um amigo meu tem a segunda prensagem e não constatou problema algum.

O High Def Digest tem a análise das duas versões:

http://bluray.highdefdigest.com/fifthelement.html
http://bluray.highdefdigest.com/fifthelement_remastered.html

O primeiro disco foi substituído para quem já tinha comprado, e seria interessante você verificar isso com a sua revenda.

43° Paulo Roberto Elias Data: 21/02/2008 às 10:40 am

Atividade:

Cidade:

Amigos leitores,

Agora é oficial: 100% dos estúdios de cinema americanos estarão em Blu-Ray. No caso da Universal, que só fazia HD-DVD, a situação já era mais ou menos óbvia, porque tudo indicava que o estúdio iria, no mínimo, ficar neutro, mas a falta de suporte por parte da Toshiba, ocorrida recentemente, precipitou a imediata notificação às revendas de um novo catálogo.

A Paramount soltou agora um press-release, publicado no Hollywood Reporter (http://www.hollywoodreporter.com/hr/content_display/news/e3ic60f3f2e7077b9b8dc969933f25fc601), comunicando a sua volta ao Blu-Ray, de onde, aliás, nunca deveria ter saído.

Há um tempo atrás, eu andei interessado em adquirir a cópia do filme “The Untouchables”, dirigido por Brian de Palma, para substituir meu DVD R1. Com a retirada dos títulos Paramount, a cópia de um disco desses no E-bay foi a preços estratosféricos. Quem se precipitou e comprou, deve estar agora se lamentando profundamente.

Eu me sinto no dever de dizer aos meus leitores de que é preciso tomar muito cuidado nessas coisas, e foi por isso que o meu discurso foi sempre no sentido de que a política de preços dos discos ou leitores Blu-Ray, tanto na América quanto aqui, vai ter que mudar!

No caso dos discos, ainda há muita dificuldade em se conseguir alguns títulos, e tudo o que eu posso sugerir agora a quem interesse nos mesmos é paciência!!!

44° Rafael Slonik Data: 21/02/2008 às 1:49 pm

Atividade: Estudante e Blogueiro

Cidade: Curitiba

Impressionante a qualidade do artigo e dos comentários. Só tenho a te agradecer, Paulo, por elucidar diversos pontos sobre a tv e os novos formatos.

Estou a ponto de comprar uma tv, mas estava realmente dificil decidir entre 768p e 1080p por causa do preço, e 32′’ e 42′’ por causa do tamanho da sala!

Decidi que vou pesquisar mais afundo antes de comprar a nova tv, quem sabe juntar uma grana maior para poder cair de vez em uma 1080p e um Ps3 para curtir os títulos em Bluray.

45° Paulo Roberto Elias Data: 22/02/2008 às 8:31 am

Atividade:

Cidade:

Rafael,

A espera provavelmente compensa! Em alta definição, eu já tive três displays, incluindo tubo (CRT), e agora eu uso uma tela de 52″ a 1080p, que, comparativamente, me dá muito mais satisfação.

Aliás, é preciso às vezes quebrar algumas regras: tem muita gente que advoga uma relação estrita entre tamanho da sala e tamanho da tela. Se eu fosse seguir isso, não teria investido numa tela maior, que me dá muito mais a sensação de cinema, não digo igual, mas parecida com as salas de exibição que eu freqüentei.

Se você levar em conta de que numa tela LCD o tamanho do pixel é quase que microscópico, então esta regra de distância vai mesmo é literalmente para o buraco!

O importante, no caso, é que a resolução entre pontos seja alta. E para garantir que isto seja verdade, é preciso que fonte (Blu-Ray) e display estejam o mais de acordo possível.

46° eduardo marinho Data: 01/03/2008 às 3:20 pm

Atividade: Func Publico Estadual

Cidade: para de minas/MG

Bom dia Paulo,

Comprei TV-LCD-FullHD(1080)-Sony-46″, e está conectado ao meu PC, através cabo S-Video, qual a melhor solução para melhorar a qualidade do video:

Cabo Hdmi x Dvi ou Cabo Hdmi x Hdmi
A placa mãe/placa de video com saída Hdmi/DVI é fundamental para a melhora da qualidade da imagem.

Obs.: Existe alguma placa mãe que possua placa de video incorporada a venda no Brasil.

Grato pela atenção, agradeço.

47° Paulo Roberto Elias Data: 02/03/2008 às 7:48 am

Atividade:

Cidade:

Caro Eduardo,

A ligação PC-HDTV pode ser feita sem nenhum problema através de cabo VGA, o mesmo usado para monitores analógicos. O importante, no caso, é escolher a resolução nativa da TV (1920 x 1080 pixels) no adaptador de vídeo do computador. Isto é feito no painel de controle, usando o applet de displays do mesmo.

O uso de cabo DVI-HDMI implica em que o adaptador de vídeo do computador seja HDCP-compatível, caso contrário não haverá imagem.

Existe um monte de modelos de placa-mãe que incorporam um adaptador de vídeo. Note que, em geral, a performance das mesmas é inferior àquela de um adaptador periférico dedicado, e só seria recomendável para uma montagem econômica de um computador.

Espero ter ajudado.

48° André Silva Data: 09/04/2008 às 3:34 pm

Atividade: Professor

Cidade: Rio de Janeiro

Olá Paulo Roberto, saudações!
Muito boa a sua coluna, estou me tornando, a partir deste momento de primeira leitura, um leitor assíduo.
Tenho uma dúvida, aliás quase certeza, que gostaria de esclarecer aqui.
Acho o preço dos players Blu-ray muito caros aqui no Brasil. Como fazemos parte da mesma região dos USA e do Japão e que a maioria de nossas TVs aceitam o formato americano, seria certo afirmar que um player Blu-ray comprado nos USA funcionaria plenamente no Brasil?
Grato pela sua atenção.
André

49° Paulo Roberto Elias Data: 12/04/2008 às 9:10 am

Atividade:

Cidade:

André,

Todos os leitores de Blu-Ray oficialmente à venda por aqui, até onde eu sei, são da região A (para Blu-Ray) e região 1 (para DVD), indicando portanto leitura de Blu-Ray para as Américas e de DVD somente para a América do Norte. Este é, aliás, o motivo pelo qual é aconselhável se manter um leitor de DVD ao lado, já que a maioria dos leitores à venda aqui são multiregião.

Sem dúvida, os fatores que empacam o progresso do Blu-Ray neste país são os preços, que continuam abusivos. E, por isso, é vantajoso trazer de fora, até porque as versões de lá estão na frente das daqui, em termos de perfis e recursos, por preços bem mais baixos.

O mesmo é válido para os discos: em muitas revendas on-line americanas, é possível se achar discos por até 14 dólares, enquanto que a hesitação de prensagem custa cerca de 70 a 100 reais por unidade.

A Sony, segundo se comenta pela Internet, já teria montado um laboratório de autoração no Brasil. Tudo bem, mas isso não resolve o problema da prensagem. Eu estava na expectativa de ir à DH Expo, para ver se consegui algum contato com fabricantes, mas a exibição foi cancelada. Assim, só resta a gente aguardar, para ver onde vai parar isso.

50° Jobergil Rezende Data: 06/05/2008 às 1:53 pm

Atividade: Advogado

Cidade: São Paulo

Há diferença perceptível entre 60hz e 120hz nas tvs de LCD, em sinais de tv digital (DTV) e Blu-Ray?

51° Robert Einstein Data: 07/05/2008 às 1:26 am

Atividade:

Cidade: João Pessoa

Olá, Paulo! Parabéns pelos comentários elucidadores e claros! Tenho uma LCD de 37″ e fiquei tentado a comprar um Blu-ray player como o Panasonic BD10A cujo review você escreveu. Os preços são proibitivos, entretanto. Daí minha dúvida: a qualidade de reprodução de aúdio de um PS3 ligado a um Home theater seria satisfatória para discos Bd? Ou seria melhor esperar e comprar um player dedicado? Obrigado!

52° Paulo Roberto Elias Data: 07/05/2008 às 10:25 am

Atividade:

Cidade:

Jobergil,

Existe uma vantagem teórica no uso de 120 Hz de varredura, porém a gente tem que ver isso de perto, para ter uma noção concreta se a diferença é significativa ou não. Eu não tenho, e portanto não seria correto de lhe dar uma opinião a este respeito.

Eu uso um display Samsung Full HD, de 52″, com um Panasonic BD10A, para Blu-Ray e DVD, e até onde eu sei, todo este sistema opera a 60 Hz. Não há, até onde eu possa perceber, qualquer problema de cadência, nitidez ou perda de continuidade da imagem, que justificasse a troca do meu equipamento.

Eu entendo que, se a oportunidade de se adquirir um sistema mais moderno aparece na frente do usuário, a bom preço e representando uma evolução que compense o investimento, porque não? Com base no atual, entretanto, eu não vejo motivo para sair correndo para trocar tudo. Mas, esta é a minha opinião. Eu encorajaria qualquer dos meus leitores a avaliar por si próprio se esta empreitada vai valer a pena ou não!

Robert,

A reprodução de áudio plena de um disco Blu-Ray pelo PS3 só pode ser conseguida via HDMI, porque o mesmo não tem saída analógica multicanal. Além disso, se você for investir num PS3, certifique-se que ele está com a última versão de firmware disponível, porque assim você pode garantir a reprodução de codecs avançados, via LPCM multicanal. Depreende-se, no caso, que o seu processador externo (A/V receiver, por exemplo) seja capaz de decodificar LPCM, 5.1 ou até 7.1. Se o processador externo não tem este recurso, mas tem uma entrada analógica multicanal, então o mais aconselhável é usar um leitor com a respectiva saída, 5.1 ou 7.1, de acordo com a entrada disponível.

53° Marcos Cesar Matheus Data: 29/05/2008 às 10:25 pm

Atividade:

Cidade: São Paulo

Bom dia Paulo,
Qual seria o melhor investimento:plasma(panasonic e lg com a linha nova) ou lcd fullhd ?Desde ja agradeço

54° Paulo Roberto Elias Data: 30/05/2008 às 8:47 am

Atividade:

Cidade:

Caro Marcos,

O melhor investimento é, sem dúvida, LCD Full HD (1080p). Procure ver as novas versões dos vários fabricantes, numa loja que se disponha a comparar os modelos com algum teste confiável. Não é nunca recomendável comprar um painel desta classe no escuro.

Abraços,
Paulo Roberto Elias.

55° jkl Data: 04/05/2009 às 9:53 pm

Atividade: professor

Cidade: to

nao entendi nada do que falaram.o que é bluray

56° Paulo Roberto Elias Data: 05/05/2009 às 9:44 am

Atividade:

Cidade:

Blu-Ray é uma mídia de transporte em disco, de vídeo em alta definição (resolução de 1080p) e áudio de estúdio, sem nenhuma perda.

Os discos exigem aparelhos de leitura próprios. Faça uma pesquisa na Internet, para saber mais sobre isso.

57° Paulo Data: 27/07/2009 às 9:56 pm

Atividade:

Cidade: Londrina

caro professor , como o sr ve o blu ray hoje, sera que vai pra frente mesmo?..visto que hoje em dia podemos alugar ou mesmo comprar filmes em definiçao hd pela internet, sera que daqui um tempo os proprios televisores nao poderao se conectar com a rede e puxar on line esses filmes, entao um reprodutor de blu ray ficaria meio sem sentido? não acha? qual sua opiniao.
Obrigado

58° Paulo Roberto Elias Data: 28/07/2009 às 6:48 am

Atividade:

Cidade:

Caro Paulo,

Neste mundo, tudo é possível.

Em primeiro lugar, eu entendo que o Blu-Ray como mídia tem méritos inquestionáveis, talvez um pouco exagerado em recursos semi-inúteis, mas que atendem ao lado comercial dos estúdios.

Eu entendo também que a situação comercial é muitas vezes enganosa, e tudo depende de clareza por parte do consumidor.

Veja a situação da DTV brasileira: volta e meia, a gente consegue assistir alguma coisa interessante, mas a qualidade da imagem em alta definição perde, e muito, para o Blu-Ray.

A mesma coisa acontece com os downloads. E explico: não faz sentido baixar dezenas de gigabytes, para ver um filme em alta definição, principalmente com as condições de conexão da Internet no Brasil, que são abaixo da crítica. Se lá fora isso ainda não deu certo, porque então daria aqui?

Mas, digamos que os downloads sejam factíveis, a médio prazo. Resta ainda a questão da compressão desse material. E é aí justamente que o Blu-Ray é imbatível, tanto em vídeo, quanto principalmente em áudio.

Portanto, a competição entre formatos e recursos, na minha concepção, vai depender muito mais da percepção do consumidor, e da exigência que ele fizer do padrão de qualidade que ele quer. Se o consumidor não separa o joio do trigo, então qualquer coisa com o nome de HDTV serve, concordas?

O Blu-Ray no Brasil já poderia ter dado certo há muito tempo. E se ainda não deu, é porque a política de preços é algo em torno do absurdo. E eu tomo como parâmetro a política de preços lá de fora, com mídia a player infinitamente mais acessíveis, em termos de custo, do que aqui.

Há pouco tempo atrás, eu escrevia nesta coluna que um dos problemas do Blu-Ray no Brasil era a falta de prensagem. Me enganei. Comprei um disco outro dia, feito pela Sony DADC, por 89,90, ou seja, 47 dólares ao câmbio de hoje. Basta você olhar os preços dos discos em qualque revenda on-line americana, e você entende porque a comparação é absurda! E aonde é que vão parar os ditos “incentivos” de Manaus? Se alguém souber a resposta, por favor me avise!

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