Os primeiros passos do Sebrae no Second Life
10 de dezembro de 2007, 9:34No metaverso do Second Life há oportunidade para trocar informações e construir conhecimentos que possam ser aproveitados no mundo real e desenvolver competências no campo do empreendedorismo.
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“Siga o coelho branco…”
Aprender brincando pode parecer coisa de criança, mas vale para os adultos, principalmente se a brincadeira simula o mundo real. Alice? Neo? Isso não importa no mundo paralelo do Second Life. Lá é permitido ser e fazer muito do que não se faz, do que não se tem coragem ou do que não se consegue fazer na vida real, ou “first life”. No entanto, é possível fazer também quase tudo que se faz na vida real como, por exemplo, negócios, passeios, namoros, cursos, festas e amigos.
O que pode parecer um jogo é bem mais que isso, pois se joga o que se inventa, participa-se do que é agradável, há certa irresponsabilidade, até certa gaiatice que no mundo real seria complicada, mas que nessa segunda vida se torna divertido, dadas as circunstâncias de semelhança com o mundo real e, ao mesmo tempo, com o mundo da fantasia.
O ambiente proporciona facilidade de comunicação e compartilhamento, elemento fundamental em um processo ensino-aprendizagem. Permite realizar simulações, em que o acerto ou o erro podem ajudar no desenvolvimento de novas competências para a vida real. Aproveitar essas possibilidades tem pertinência com a concepção educacional integrada Sebrae, conforme consta nos Referenciais Educacionais:
“… pois o desejo é ir além, isto é, que o ser humano ultrapasse a capacidade de conhecer, transcenda os limites da própria experiência individual e sinta-se parte integrante de um grupo, de uma coletividade, do seu país e do planeta.” (SEBRAE, 2006)
E porque não dos mundos virtuais?
Em 2001 o Sebrae lançou o primeiro curso a distância pela internet - o Iniciando um pequeno grande negócio – IPGN, do qual já participaram mais de 250 mil pessoas. Em 2007 o desafio é conhecer o Second Life e preparar-se para a prática da educação empreendedora no novo ambiente.
O primeiro passo é um ponto de atendimento, com a presença de um avatar que atende das 8 às 20h e explica o que é o Sebrae, mostrando principalmente os serviços disponíveis pela internet, como os cursos a distância, o Desafio Sebrae e o portal. Além disso, camisetas podem ser adquiridas gratuitamente no totem que fica em frente à porta principal do prédio. No térreo há uma caixa postal onde os visitantes podem deixar uma solicitação para o atendente durante a noite e no segundo andar uma sala de vídeo, com acesso por escada rolante.
Em quatro meses de atendimento no Second Life, o avatar Empreendedor Mighty, colaborador do Sebrae, conversou com mais de mil e cem avatares. Em novembro foi criado o Grupo Sebrae, que já integra noventa participantes e foram realizadas duas palestras sobre educação a distância no Second Papo, somando mais de cinqüenta presenças. Dentre visitantes e participantes há curiosos, estudantes, empresários e interessados em abrir negócios no Second Life, originários de várias partes do país e até do exterior, alguns não se incomodando em revelar a verdadeira identidade. Para muitos foi a primeira oportunidade de contato com o Sebrae.
A primeira fase do Sebrae no Second Life é de experimentação e aprendizado, construindo conhecimento para embasar o planejamento de uma operação mais robusta. Está em fase de projeto a construção da Ilha do Empreendedor e em discussão ações educacionais, que devem envolver palestras, mini-cursos e vídeos. Além de opções para capacitação, a Ilha deverá ser um local atraente, oferecendo espaços para encontros, simulações e jogos, sempre com foco no empreendedorismo.
Por considerar o ser humano em todas as suas dimensões, vivendo numa era de incertezas e inserido na sociedade global, enfrentando a evolução tecnológica e um mar de informações, o Sebrae assume que a educação é um processo dinâmico e permanente, e que a capacitação continuada deve ter ênfase na aplicabilidade. Em direção à aplicabilidade, a educação Sebrae ancora a aprendizagem no desenvolvimento de competências, conceituando competência como:
“… a faculdade de mobilizar conhecimentos/ saberes, atitudes e habilidades/procedimentos para um desempenho satisfatório em diferentes situações de vida: pessoais, profissionais ou sociais.” (SEBRAE, 2006)
No metaverso do Second Life há oportunidade para aprender experimentando, para trocar informações e construir conhecimentos que possam ser aproveitados no mundo real, para desenvolver competências no campo do empreendedorismo, da criação e da gestão de empreendimentos, de forma a tornar as atividades reais mais eficazes.
Esse é o rumo da iniciativa do Sebrae, observando a desordem digital e pretendendo inverter a ordem, admitindo a possibilidade de transferir o aprendizado do mundo virtual para o mundo real por meio da inteligência coletiva, do compartilhamento e da colaboração. [Webinsider]
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1° Alê Data: 10/12/2007 às 10:25 am
Atividade:
Cidade: Rio de Janeiro
Não é por nada não mas…
Second Life? Ainda? Quando é que vão virar esse disco???