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Mídia interativa

Marcelo Sant'Iago
Poucas&Boas

2007, o ano em que a internet saiu do computador

07 de dezembro de 2007, 12:13

A consolidação da internet fora do computador - no celular, no painel eletrônico dos elevadores, no cinema e, claro, na TV.

Por Marcelo Sant'Iago

O Pedro Cabral, que dispensa apresentações, desde 2005 fala dos “teleinterativos”, os novos consumidores que passam boa parte do seu dia (e da vida) em frente a uma tela – do computador, do celular, do iPod, do painel eletrônico… e agora, desde o último final de semana, podemos finalmente incluir a TV digital, que um dia também poderá se interativa.

Está certo que, como atualmente não temos nenhum Assis Chateaubriand para comprar set-up boxes e distribuir por aí e por não haver conteúdo relevante e interativo disponível, muito pouca gente já vai sentir o gostinho da mudança. Mas o caminho está aberto. Aliás, foi aberto pela Sky, ao lançar o Sky+ há algum tempo.

Meu ponto é que 2007 foi o ano da consolidação da internet fora do computador - no celular, no painel eletrônico dos elevadores, no cinema e, claro, na TV.

Veja o caso do celular: apesar de não oficialmente lançado por aqui, com a chegada do iPhone parece que os serviços (e campanhas) móveis realmente vieram para ficar. Mesmo no Brasil estamos vendo uma popularização dos chamados smartphones, que agora são anunciados na TV no horário nobre.

Para o profissional de comunicação o cenário é muito positivo e acredito que finalmente veremos iniciativas muito além de “joguinhos” e votação através de “torpedos” em 2008, com idéias mais agressivas e inovadoras. Prova disso foi a campanha vencedora do prêmio Yahoo Big Chair para idéias inovadoras, totalmente calcada em ações móveis.

Além disso, Google e Yahoo lançaram produtos específicos para celular, inclusive no Brasil, que com certeza irão fazer parte do dia-a-dia dos teleinterativos. Mas, na minha opinião, publicidade “tradicional” (anúncios, patrocínios) no celular será algo inviável e o caminho sem dúvida está em serviços e ações de conveniência.

Ainda sobre o celular, um parênteses rápido para os marketeiros modernos: a pronúncia correta é “môbou marketing” e não “mobáiou marketing”.

E os elevadores? Eles também já têm suas telas com internet, o que falta ali ainda é interatividade. Com tanto celular por aí, já era hora de termos algumas ações envolvendo Bluetooth: entre um andar e outro, você interage com a tela e baixa a cotação do dólar, notícias atualizadas ou horários de cinema.

O mesmo poderia acontecer no cinema, mas aí com ações promocionais mais amplas. Por exemplo: você conecta via Bluetooth e baixa código promocional para comer um lanche no shopping depois da sessão. São apenas idéias, que com certeza já já estarão acontecendo.

Uma nova tela que chegou recentemente à nossa vida é o Kindle, um leitor eletrônico de livros digitais lançado pela Amazon que se esgotou em questão de horas. Com conexão sem fio, ele oferece mais de 90 mil títulos para download (inclusive 100 dos 112 best sellers do New York Times), mais de 250 blogs para leitura e sem necessidade pagar pela conectividade. UAU!

Resta agora saber se as pessoas vão finalmente sentir-se confortáveis em ler através de uma tela, pois até então nenhum dos outros leitores de livros eletrônicos já lançados fez grande sucesso. Mas sem dúvida há grande expectativa de que o Kindle possa ser para indústria de livros o que o iPod foi para a música (e o iPod, para fazer uma piada manjada, agora só falta falar. Mas aí ele vira iPhone).

Aonde mais falta tela? Nos carros…uhmm, não em New York, onde agora é mandatório todos os táxis terem uma tela com acesso à web, que mostra, além da rota da sua corrida através de GPS, mapas, endereços e permite pagamento através de cartão de crédito.

Tive a oportunidade de andar em um desses novos carros em setembro e realmente é um recurso bacana, mas que ainda levanta discussões acaloradas sobre privacidade, devido ao GPS.

Até o dinheiro agora tem tela: você já pode usar seu celular para pagar contas, no lugar de seu cartão de crédito, graças a leitoras inteligentes. Junto com o dinheiro, chegaram as etiquetas eletrônicas ou RFID no jargão técnico. Como bem explica Ricardo Cavallini,

“não é exatamente uma novidade, já que foi usado para identificar aviões inimigos na Segunda Guerra Mundial. Mas com amadurecimento da tecnologia, ela voltou com força depois que o Wal-Mart resolveu obrigar seus 100 maiores fornecedores a implantar RFID em seus produtos”.

Cavallini, aliás, é autor do ótimo livro “O Marketing Depois de Amanhã”, leitura obrigatória para entender como a tecnologia influencia o marketing.

Por essas e outras, acredito que 2007 será no futuro considerado um ano emblemático para a comunicação interativa além do computador. Claro, muitas idéias serão apenas isso – idéias. Mas muita coisa chegou para ficar. Quem assistiu Minority Report sabe do que estou falando. [Webinsider]

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Sobre o autor

Marcelo Sant'IagoMarcelo Sant'Iago (mbreak@gmail.com) gerente geral da iProspect Brasil e mantém o blog Poucas e Boas.

Apoio:

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Palavras-chave relacionadas a este texto: [ Banda Larga ] [ produtos ] [ mobile ] [ TV, vídeo ] [ Vendas ] [ celular ] [ publicidade ]

Comentários

2 pessoas comentaram o artigo "2007, o ano em que a internet saiu do computador"

Paulo Rodrigo Teixeira Data: 10/12/2007 às 8:34 am

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E que venha 2008!

Um grande abraço,

Fernanda Data: 25/02/2008 às 3:21 pm

Atividade:

Cidade:

Eu adorei

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