Seu cliente pediu um black SEO com marca famosa?
10 de outubro de 2007, 17:32O cliente tem marca desconhecida e pede uma otimização no site para ficar melhor no ranking da busca natural do Google. Cuidado aqui: não use artifícios para enganar o buscador, pois no final a responsabilidade maior será sua.
Por
Muitas empresas brasileiras são vítimas das diferentes formas de pirataria de suas marcas na internet.
Uma delas é o cybersquatting, que consiste no registro de váriações do domínio verdadeiro, ocasionadas por erros de digitação. Por exemplo: www.googel.com.br, quando você queria digitar www.google.com.br.
Os conflitos entre marcas e domínios têm se tornado mais comuns e mais complexos, na medida que as empresas sentem necessidade de manter uma atuação online mais forte.
Não bastasse o cybersquatting e a tradicional briga por domínios, onde um terceiro registra o nome da sua empresa ou produto como um domínio dele, agora muitas empresas estão usando as marcas de terceiros nos códigos de seus sites.
Para isso utilizam técnicas de SEO (de Search Engine Optimization ou otimização de buscadores), para que, quando alguém pesquisar a marca do concorrente, o site que apareça no Google seja o do espertinho!
Por exemplo: se eu fosse uma indústria de tênis popular, saberia que ninguém iria pesquisar no Google pela minha marca. Compradores de tênis normalmente pesquisam por marcas como Nike, Adidas, Rebook etc. Mas seu eu utilizar técnicas SEO condenáveis, chamadas de Black SEO por serem uma otimização do mal, ou sem ética, o meu site pode até ser melhor colocado do que o site original.
Foi o que aconteceu em um exemplo próximo de nós: o usuário entra no Google e digita o nome de seu site de artigos favorito. Aparece no topo dos resultados o nome do site. O usuário o reconhece e clica no nome que desejava encontrar. Mas é levado ao site de uma publicação concorrente… (Ao ser avisado do que estava acontecendo, o site prejudicado entrou em contato com pessoa ligada ao concorrente anti-ético e o truque foi retirado imediatamente, junto com um pedido de desculpas.)
Esse tipo de otimização pode ser considerado uso indevido de marca (crime previsto em lei)?
Só o tempo dirá, enquanto não se tem notícia de um caso questionando esse tipo de “uso indevido de marca”.
Mas fica o alerta para empresas e prestadores de serviços SEO: usar desse expediente traz riscos e co-responsabilidade para quem faz a otimização.
Assim, quando um cliente (de marca fraca, desconhecida) pedir para fazer a otimização do seu site para que fique melhor no ranking da busca natural do Google, não use esse artifício. Afinal, se sua empresa foi contratada para esta finalidade (otimização), a responsabilidade maior será jogada para você.
Em um primeiro momento a empresa que o contratou poderá ser ré em um processo, mas será orientada a transferir para você essa responsabilidade, talvez até de forma integral.
É como contratar uma agência de publicidade para criar um logotipo. Se a agência cria para o cliente uma quase-cópia do logotipo de um concorrente, quem tem a responsabilidade? Fique atento! [Webinsider]
.



1° Fábio Ricotta Data: 10/10/2007 às 7:43 pm
Atividade: Consultor de SEO
Cidade:
Olá Rudinei,
Muito bacana a matéria e bem abordado. Isto que você falou é muito comum. Muitas empresas de SEO que conheço fazem esta técnica e acham um ponto positivo para o website.
Estou contigo e acredito que com uma regularização rígida destes apectos na internet, as empresas que focam o White Hat SEO vão sair ganhando.
Abraços!