Não quero ver meus textos copiados
21 de setembro de 2007, 18:58Profissionais da cópia usam softwares que trocam palavras por sinônimos e assumem autoria de artigos.
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Ah, fosse uma novidade da mídia digital… Fato é que, há décadas, redatores de mídias variadas convivem com o fantasma da cópia.
Basta publicar aqui para encontrar reproduzido acolá, seja assinado ou anônimo. Nem sempre há má intenção; mas neste caso é folga, mesmo.
Na internet, desde o início convivemos com o buraco negro que é a web, com suas múltiplas possibilidades, por ser um ‘campo livre para a reprodução de idéias’.
Já vi textos meus publicados em colunas várias se multiplicarem mais que coelhos. Que, com prazer, matei com uma cajadada (jurídica) só.
A arma digital do momento, aquela que entrega a informação de mão beijada aos ‘infolarápios’ - em domicílio e embalagem para presente, diga-se de passagem – é o RSS (ele mesmo). Bonito na teoria e na prática, mas com um efeito colateral lamentável.
A grande questão é que o RSS facilita a vida de gente mais que suspeita. Afinal, se você é sinalizado quando o trabalho dos outros fica pronto, porque não aproveitar, não é mesmo?
Não pense que estamos falando de amadores, até porque são profissionais no pior sentido – e até por isso capazes de evoluir em suas técnicas de trabalho.
Veja só: o The New York Times publicou em agosto a (já clássica) matéria ‘Please Don’t Steal This Web Content’, de Elinor Mills. Como implora o título, a idéia é que os internautas sejam gentis e parem de copiar conteúdo.
Na matéria, o que mais me impressionou foi o nível de sofisticação destes ‘gênios do mal’: sabia que há como copiarem seu texto e, com um software muito simples, substituírem várias palavras por sinônimos, tudinho programado?
Para quê tudo isso? Se você for caçar no Google cópias não-autorizadas do seu texto, não vai ser tão fácil assim encontrá-lo. Além disso, igualzinho ao que era antes ele não será mais…
Como o seu (o meu, o nosso) trabalho suado corre o risco de escorrer entre os teclados e pousar nos blogs e sites dos outros, já há americano utilizando ’detetives virtuais’ para fiscalizar por onde andam suas crias queridas.
O site CopyScape possui uma lista de 200.000 clientes; o serviço é de graça, mas pode-se pagar por um servicinho mais ‘alto nível e indolor’. Na web brasileira, ainda não há nada semelhante - mas é sempre bom lembrar que, qualquer problema que apareça, há ótimos advogados especializados em Direito Digital!
Om Malik, editor do blog GigaOM, disse ao The New York Times que não adianta tanta neurose – para ele, conteúdo é como Hidra de Lerna (animal mitológico de sete cabeças, lembra?). Corta-se uma cabeça aqui, nasce outra acolá.
Seria perda de tempo a perseguição ao que é seu, então, ou vale a pena engajar-se e sair atrás de cada um dos ‘pedacinhos’, quando for preciso? [Webinsider]
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1° leandro Data: 21/09/2007 às 7:13 pm
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gostei do texto com um toque de desabafo
é o mesmo caso de copias de layout…
ja cansei de ver copias identicas
se vc for se preocupar tanto com isso é melhor nao publicar nada na internet
se eu achar um site nacional com um texto publicado por mim, ate da pra resolver juducialmente, mas e se o texto for publicado em sites gringos?
imagino que ja fica bem mais complicado
eu mesmo ja tive imagens publicadas em sites dos eua sem minha autorizacao
[]s