O usuário entra por onde bem entende
16 de agosto de 2007, 0:37Muitos sites precisam rever seus conceitos e arrumar os porões e as portas dos fundos.
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Com o avanço de novas tecnologias e o crescimento da busca, alguns especialistas chegam a pregar a morte da “homepage”, considerando que o usuário entra nos sites por qualquer parte, por onde desejar.
Há alguns anos, nos primórdios da internet, muitas empresas chamavam seus sites de “homepages”. Era muito comum a clássica frase “coloquei a homepage da minha empresa na internet”. O conceito de página principal ficou tão forte, que se tornou um sinônimo de site.
Até mesmo nos dias atuais, em grandes empresas, a preocupação com a página principal é tão grande que as outras partes ficam esquecidas. É muito comum encontrar páginas internas que não cumprem seus objetivos, pois muitas vezes não são encaradas como potenciais portas de entrada.
Alguns dos maiores sites de mídia americana têm mais de 50% de tráfego direcionado para outras páginas de entrada (vindos de sites de busca, blogs, etc). Há poucos anos, a home era responsável por cerca de 80% das entradas.
No caso do Webinsider, a home representa 20% dos acessos (que pode ser entendido como o público mais fiel ao site, que entra pelos Favoritos ou digita diretamente o endereço no browser).
A estratégia de fazer uma capa ainda vem de uma associação com jornais ou revistas. A idéia de que existe um início de tudo, com destaque para todos os caminhos possíveis nem sempre é verdade. Muitos se esquecem que um ambiente interativo envolve a escolha do usuário, inclusive por onde ele deseja entrar.
Para mudar esse conceito, é preciso analisar cada parte como um potencial de direcionar o usuário para aprofundar seu interesse. É preciso entender o conceito do site a partir de qualquer lugar, através de destaques e informações cruzadas que levem aos objetivos. O ambiente nunca pode ser encarado de forma seqüencial. O usuário pode vir de qualquer lugar, chegar onde quiser e sair, ou continuar seu caminho.
Através de RSS, não é mais preciso passar pela home para ver as novidades. Com a busca, cada um procura o que quer e cai em qualquer parte. Raramente a home tem mais relevância no assunto que áreas internas especializadas, com espaço para aprofundar.
No caso de ações de e-mail marketing e campanhas, há maior controle em relação à porta de entrada, que também tem um foco específico, fugindo do generalismo da home. Em muitos outros casos, há grandes surpresas ao analisar estatísticas de páginas de entrada.
Pode-se ir até mais profundamente na discussão. Na verdade, não só a primazia da home está em cheque, mas também o próprio conceito de página.
Com tecnologias como Ajax, toda a experiência pode acontecer em um único local, sem sair do lugar. Dessa forma, a chave não é mais a página em si, mas sim a interação. O próprio conceito de site deve ser visto a partir do lado de fora, e não a partir de si mesmo. Dessa forma, pensar que existe um único ponto de partida pode ser um grande equívoco. [Webinsider]



1° Rochester Data: 16/08/2007 às 2:39 am
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Ajax nunca será tão difundindo quanto o flash chegou a ser. HTML estático ainda é a fonte mais acessível. A home é importantíssima sim, é ela que apresenta o site ao usuário, diz a que veio. Se o usuário entra poroutra página essa deve cumprir a função de apresentar, mas a home sempre é o porto seguro.
Uma das máximas da usabilidade é “A home é o melhor lugar”.
Mas as páginas internas estão passando a tomar sua devida importância.
OBS: Esse título pegou mal ou é só minha mente poluída?