Análises preliminares do Blu-ray da Panasonic
10 de agosto de 2007, 11:05Nosso amigo mostra sua experiência com o BD-10A para reproduzir DVDs e discos da nova geração, usando as saídas HDMI e vídeo componente. Compatibilidade com outros aparelhos e mídias é boa, qualidade do vídeo impressiona.
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Panasonic, LG e Samsung são as primeiras fabricantes a lançar aparelhos Blu-ray no Brasil, mas devem ser seguidas por Philips e Sony em breve. Finalmente, conseguimos colocar aos mãos em um desses produtos.
O Panasonic Blu-Ray Disc Player, modelo DMP-BD10A é a segunda geração do seu congênere, o BD10, lançado ano passado. Ambos estão entre aqueles capazes de dar pleno suporte à plataforma Java. Ao contrário do HD-DVD, que se ancora no Windows Embedded CE 6.0, os leitores Blu-ray se apóiam em programação Java ME (Micro Edition), resultando numa plataforma de interatividade bastante sofisticada, batizada de Java-BD.
Muitos enxergam, com razão, uma enorme vantagem para os leitores Blu-Ray nesta particularidade do Java . Talvez não seja mera coincidência o fato de o Panasonic BD10A não ser baseado na estrutura de um computador tipo PC. É um aparelho com autonomia própria, tal qual um leitor de DVD. A partida é mais rápida, o carregamento e reprodução dos discos, idem.
O ponto forte para o usuário final é a capacidade do disco Blu-Ray (BD-Video) de armazenar praticamente todos os formatos de vídeo, em resoluções diferentes, e permitindo que a reprodução siga critérios estabelecidos pelo fabricante.
No caso da Panasonic, a saída padrão, na conexão HDMI, é de 1080p (1080 linhas, com varredura progressiva), e qualquer outro material de vídeo, até mesmo de um DVD, que esteja abaixo desta resolução, é submetido ao algoritmo proprietário, chamado de P4HD, ou Pixel Precision Progressive Processing, que executa um upscaling para o máximo da reprodução suportada na saída. Isto quer dizer que se o display usado tiver capacidade para 1080p, é para esta resolução que a interpolação de pixels será executada e reproduzida.
Os resultados, desnecessário dizer, são bastante visíveis: o BD10A trata discos Blu-Ray e DVDs com grande cuidado. Infelizmente, é recomendável usar apenas cabo de conexão HDMI, porque a saída de vídeo componente está limitada a 1080i (para discos Blu-Ray) e 480p (para DVD). A reprodução de um BD por vídeo componente ainda assim é excelente, perdendo pouco para o sinal em HDMI.
Porém, a de DVDs é bastante superior quando tratada por upscaling a 1080p, portanto não há outro jeito a não se usar HDMI. Por sorte, a saída de HDMI é notavelmente estável, ao contrário até mesmo do Samsung BP-1200. Não obstante, é altamente recomendável usar um cabo HDMI curto e de boa qualidade. O BD10A não vem com cabo HDMI incluído, por incrível que pareça, frente ao alto preço praticado de venda, e assim o usuário tem que recorrer às casas especializadas.
O formato Blu-Ray prevê sinais de vídeo em 4:3 também, por exemplo, de documentários incluídos no disco ou de filmes fotografados na relação de aspecto da academia americana (1.33:1). Não há, entretanto, necessidade de se converter nada, porque a imagem 4:3 é apresentada no formato “pillarbox”, que são barras pretas laterais, adicionadas automaticamente pelo reprodutor.
O BD10A, entretanto, vai além disso: ele dá a opção de fazer zoom na imagem 4:3 em certos discos. Este recurso pode ser acionado automaticamente, no caso de alguns DVDs, que contém uma flag para permitir o BD10A esticar a imagem lateralmente, o que é útil em discos com 4:3 letterbox. Infelizmente, as legendas são também ampliadas, ao invés de reposicionadas, como é feito pelos leitores da Samsung (EZ-View). Assim, se a legenda estiver fora da área da imagem, ela é parcial ou totalmente perdida, o que é uma pena.
A reprodução de discos Blu-Ray, em termos de vídeo, é a grande e justificada atração para um aparelho desta classe. Tive chance de fazer uma comparação sumária com o Samsung BP-1200, que traz consigo o renomado chipset Realta, da Silicon Optix, e não consegui ver nenhuma diferença aparente.
O B10A usa, para a mesma finalidade, um chipset da Sigma Designs, modelo SMP-8634. Os outros processadores são os da própria Matsushita. A comparação foi feita com os dois aparelhos conectados, por HDMI, a um display Samsung, modelo LN52M81BX, a 1080p.
Os discos Blu-Ray são codificados com 1080p24 (telecinagem digital) e 1080p30, no caso de vídeo sem filme. A imagem final do BD10A, entretanto, é convertida a 1080p60 (1920 x 1080 pixels a 60 Hz), antes da saída, o que torna o sinal compatível com qualquer HDTV mais moderna. No caso de displays com resolução abaixo de 1080p, a resolução é negociada, se a conexão for HDMI, ou no caso de vídeo componente, setada pelo usuário no menu de configuração do aparelho, para a resolução desejada (480i, 480p, 720p, e 1080i).
Se for escolhido 1080i ou 720p para DVD, a reprodução é ajustada para 480p, independente da vontade do usuário. Isto é coerente com o acordo sem cabimento dos estúdios com os fabricantes para impor o HDCP, em vigência na saída HDMI. E eu digo sem cabimento, porque se o usuário quiser copiar um DVD, ele vai usar um microcomputador, dificilmente usaria a saída de vídeo componente para este fim.
O BD10A tem saída de vídeo padrão em NTSC, mas isto não impede o usuário de tocar vídeo em PAL. Eu testei isso com um VCD asiático, que por acaso eu tinha à mão. No caso, é preciso se usar a saída de vídeo componente ou HDMI. O teste foi feito com este último. Em princípio, BD ou DVD em PAL podem ser reproduzidos, desde que não haja impedimento dos respectivos códigos de região.
Aplicações extras –
O BD10A usa uma conexão HDMI proprietária, chamada de “HDAVI control”, que é baseada no padrão HDMI-CEC, que a Samsung usa. Embora o manual alerte sobre a incompatibilidade de operações com este último, eu não vi nenhum problema entre o BD10A e a Samsung LN52M81BX.
O controle é interessante para acessar um aparelho pelo outro, mas pode se tornar inconveniente no momento em que o usuário liga o BD10A para uma finalidade que não seja a de ver um vídeo (por exemplo, escutar um CD) e a TV liga automaticamente. Felizmente, o recurso é desligável em ambos os aparelhos.
O BD10A ainda apresenta vários controles da saída de vídeo, tais como contraste, brilho, gama, redutor de ruídos, etc., mas nenhum deles é necessário num display de boa qualidade. Os ajustes podem facilmente voltar aos de fábrica, caso o usuário fique insatisfeito ou se perder nos mesmos. E acho recomendável se ajustar o display primeiro, em qualquer hipótese, e deixar o BD10A como vem de fábrica, até segunda ordem.
Finalmente, depois de todos os controles ajustados ao gosto de cada um, e de se poder deslumbrar com a qualidade do vídeo dos discos Blu-Ray e de DVDs bem autorados, o usuário percebe que uma das maiores virtudes do Panasonic BD10A ainda está por vir: a excelência da saída de áudio, mas este assunto eu deixo para a segunda parte. [Webinsider]

1° Michel Von Tales Data: 11/08/2007 às 11:47 am
Atividade: Publicitário
Cidade: Maringá
Paulo, gostaria de saber se é notória a diferença de qualidade entre uma tv 768p e 1080p nativos, reproduzindos os discos BD. Você vê necessidade de se adquirir um novo televisot 1080p para se tirar todo proveito do aparelho? Desde já muito obrigado e parabéns pelos artigos. Um grande abraço.