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Redes sociais

Para fazer social media tem que abrir as portas

29 de julho de 2007, 12:53

Ao abrir espaço para o leitor, o público e o cliente opinarem, muitas instituições e empresas não aguentam o tranco e fecham as portas. Não tem futuro essa abordagem. Há outra melhor.

Por Carlos Nepomuceno

Há uma crise no ar, além da aérea. Muitas instituições abriram espaço, de diferentes maneiras, para a colaboração dos usuários pela internet. Tiveram a intuição de que a web caminhava para esse lado interativo. Não estavam errados.

Mas a participação cresceu, o gargalo veio e o que fazer agora?

É o que se pergunta a Submarino, que está ainda no meio barro, meio tijolo da Web 1,5. Veja a extensa discussão sobre o assunto aqui no Webinsider.

Aceitam comentários sobre produtos, mas não liberam livremente a contribuição dos consumidores, ora aceitam, ora não. (Geralmente rejeitam as críticas negativas, criando um clima de desconfiança entre os usuários.) É algo que fica cada vez mais inadministrável, pois o volume das colaborações cresce a cada dia. O mesmo ocorre em jornais, sites, por todos os lados.

O remédio para a crise está dado: Web 2.0. A nova filosofia? Simples e direto: entrega a Deus! Ao Deus comunidade. E ao Deus Robô. Ambos vieram para separar o joio (lixo) do trigo (qualidade da informação) de diferentes maneiras.

De forma voluntária: usuários denunciando abusos, comentando, criticando, dando notas, classificando, tagueando.

De forma automática: robôs ordenando por relevância, impedindo palavras hostis, relacionando e buscando. “Não interessa mais o que faz cada abelha, mas como anda toda a colméia”, disse-me um cliente pós-web 2.0.

E eu complementaria: temos que criar canais reais (e não artificiais) para nos envolver, aprender e mudar junto com as colméias, se quisermos estar no ritmo do mundo atual. Qualquer ação diferente dessa tende, a curto e médio prazo, ao fracasso.

Enfrentar, enfim, de frente e sem medo o choque cultural que bate à porta. Aprender a enterrar a cada clique o controle da era pré-web. Não é questão de querer, mas de ter que e pronto. Sim, mais do que tecnologia, a Web 2 veio primeiro mudar cabeças e depois, toda a sociedade.

Resta saber: quem está realmente preparado? [Webinsider]

Sobre o autor

Carlos Nepomuceno (nepomuceno@pontonet.com.br) é professor, pesquisador e co-autor do livro Conhecimento em Rede (Editora Campus), coordenador do ICO, Instituto de Inteligência Coletiva e diretor da Pontonet. Mais dele no blog CNepomuceno e no Twitter.

Apoio:

  • LayerDev Serviços de Webhosting Profissional

Palavras-chave relacionadas a este texto: [ comunidades ] [ conteúdo colaborativo ] [ Vendas ]

Comentários

3 pessoas comentaram o artigo "Para fazer social media tem que abrir as portas"

Celso Bessa Data: 29/07/2007 às 9:36 pm

Atividade: Designer/Desenvolvedor e futuro comunicólogo

Cidade: São Paulo

Carlos, há muito leio seus artigos e é impossível não deixar de notar a ligação com as propostas de Pierre Lévy. Aliás, cito Lévy e você neste artigo:

No meu blog, já fiz “SEO Combat” com a dobradinha Americanas.com/Submarino ( http://celsobessa.wordpress.com/tag/americanascom/ ) e recentemente com Citroën (http://celsobessa.wordpress.com/tag/citroen/ ). No primeiro caso, cheguei a ter os 5 primeiros resultados nos Googles brasileiro, americano e francês por algumas semanas e agreguei bastante consumidores descontentes com várias emporesas. Isso compartilhando tempo de trabalho oficial, frilas e faculdade.

O poder desse tipo de ação, caso executada por meia dúzia de usuários que se dediquem a escrever, fazer otimização para buscadores, networking, et cetera é incrível. Socialmente, economicamente, politicamente.

A tecnologia já permite esse poder aos usuários “atiradores de pedra”, que estão acordando para esse poder num ritmo muito maior que as “empresas-vidraças”, como bem mostrado na discussão sobre o Submarino e o cabo de R$ 6.

Infelizmente (ou felizmente :-) ), a maior parte das empresas têm telhados de vidro planos. Quando as pedras caem força, quebram um pedaço do telhado, que é remendado - e não modificado, rescontruído e aperfeiçoado. Mas as pedras menores e as que caem com menos força vão acumulando, e uma hora, o telhado todo vem abaixo, e não há como
salvá-lo. Só espero que não demore muito. :-)

‘braços

Celso Bessa

Fernando Data: 31/07/2007 às 10:29 am

Atividade: Rastreamento de Laptops

Cidade:

Perfeito seu artigo Carlos. Simples, direto e real!

Este novo comportamento do consumidor dá uma enorme vantagem àquelas empresas dispostas a “arriscar” o mergulho de cabeça neste novo paradigma que é a colaboração on-line.

O poder mudou de lado e é difícil fazer com que as empresas que estavam acostumadas a controlar a relação de venda aceitem isso (caso do Submarino, por exemplo).

Blog oficial da Lapfinder Data: 31/07/2007 às 1:50 pm

Atividade:

Cidade:

O poder do consumidor

Algumas empresas já perceberam isso, outras ainda não. Mas isso é fato: o consumidor se tornou muito poderoso após o advento da internet e em especial nos últimos 3 ou 4 anos. E isso é bom ou ruim para as empresas?
Depende de como você encara a …

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