O prazer em conhecer o iPhone de verdade
02 de julho de 2007, 19:06Nosso amigo que lida com interfaces e usabilidade já usou o iPhone e aprovou com entusiasmo o primeiro grande aparelho do século 21, que só possui um botão (home) - o resto é só clicar e arrastar.
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Aproveitando a coincidência de estar em Nova York na semana de lançamento do iPhone, não perdi a chance de subir a 5ª Avenida e conferir de perto o aparelho que promete mudar o mercado da comunicação digital.
Porém acalmem-se. Não vou tratar das características técnicas, do design ou dos serviços do aparelho porque isso todo mundo já fez, e com grande antecedência. Meu objetivo é outro: gostaria de falar particularmente das questões referentes à interface e usabilidade.
O primeiro grande gadget do século 21
Minha sensação imediata ao manusear o aparelho foi de alívio. Alívio porque, quando ouvi falar pela primeira vez a respeito, tive a impressão de que a Apple estava fazendo muito barulho por um aparelho que na verdade seria só mais engraçadinho que os smart phones já existentes. Ledo e grato engano!
O iPhone é bonito, leve, cheio de recursos e muito fácil de usar. A primeira grande central multimídia móvel da história. Desde o básico serviço de voz, que nos EUA é provido pela gigante AT&T, até os recursos de navegação pela web, vídeos, iPod e mapas, tudo é acessado de maneira intuitiva e com pouquíssimos cliques. Além disso, a tela relativamente grande, com excelente qualidade de resolução e luminosidade, (uma constante nos produtos Apple) faz a interação ainda mais prazerosa.
Navegação fácil e intuitiva
A tela inicial do iPhone está dividida em duas partes. Na inferior temos quatro ícones que dão acesso aos macro serviços oferecidos: telefone, internet, e-mail e iPod. Basta clicar e acessar diretamente o que você precisa.
Da parte superior ao centro estão mais 12 ícones (do mesmo tamanho dos anteriores) que funcionam como atalhos às tarefas mais corriqueiras de recursos do aparelho, como agenda, relógio, calculadora, settings, etc.
Como é sabido, o iPhone quase não tem botões convencionais. O único botão está na parte inferior, abaixo da tela, e é utilizado para voltar à “home” de qualquer área que você esteja, e só. Todas as demais interações são realizadas por uma tela sensível à cliques e drags. Neste ponto, começa o envolvimento real entre usuário e sistema.
Tudo em 2 cliques e 1 drag
Após teclar uma vez sobre um dos ícones da “home” para o serviço desejado, todas as demais interações passam a ser geridas por dois cliques na área de exposição da tela ou por um clique simples nos menus de funções que ficam acima e abaixo na tela, como em aparelhos celulares mais modernos.
Simplificando: se você está vendo uma foto, basta teclar rapidamente duas vezes sobre ela para obter um zoom (ou vá ao menu e clique uma vez em “zoom”). Depois deslize o dedo pela tela para obter o efeito drag e arraste a foto para qualquer direção e veja seus detalhes. Para voltar ao tamanho normal, clique novamente duas vezes sobre qualquer ponto da imagem. E sim, isso funciona para todas as funções do aparelho.
Teclado precisa de pequenos ajustes
Mas nem tudo é perfeito. Quando selecionamos o teclado QWERTY para digitar alguma url ou e-mail, uma pessoa de dedos grandes, ou gordinhos, passa certo aperto. Apesar de um pequeno zoom nas teclas que auxilia a visualizar o ponto certo a se clicar, temos a tendência de digitar rapidamente. Neste caso caimos muitas vezes sobre as teclas erradas. Parece-me um dos pontos claros a serem revisados para as próximas versões.
Outras pequenas necessidades de ajustes provavelmente vão começar a aparecer, já que os consumidores estão começando sua experiência com o aparelho. Porém no quesito usabilidade, está quase tudo bem resolvido.
iPod e vídeos
Outro grande recurso, neste caso uma evolução, são as interfaces gráficas da função iPod, que traz praticamente o iTunes para o aparelho, quase em sua totalidade. Não há dúvidas que navegar pelas capas dos CDs é bem mais agradável do que as velhas listas de faixas - que, diga-se de passagem, continuam lá à disposição dos conservadores.
O problema neste caso é outro. Por mais que tenhamos uma interface gráfica incomparavelmente melhor que a dos melhores iPods vídeos, a capacidade de armazenamento deixa muito a desejar. Na verdade, quase compromete o aparelho. Mesmo a versão com 8Gb não chega nem perto dos melhores iPods de 60Gb e 80GB. A Apple terá que rever isso. Do jeito que está não dá.
No fim, bem mais que uma promessa
Depois de pesar prós e contras, estressar o aparelho em todas as suas possibilidades de interação e calcular o custo de aquisição e mensalidade pagos à operadora, o iPhone vale a pena sim.
Não bastasse a comodidade de unificar voz, internet e iPod (só está faltando a câmera), o iPhone vale a pena principalmente por ser um divisor, um marco na produção de players para entretenimento individual.
A Apple deu o passo inicial há sete anos quando lançou o iPod e, principalmente, o iTunes. Agora, nem foi necessário lançar o software. O iPhone se alimenta e se justifica por uma necessidade que era latente e estava espalhada por pontos de acessos diferentes e isolados. Agora passa a ser um nicho de negócios bilionários: entretenimento e mobilidade em um aparelho prático, bonito e inovador. Novamente, resta aos concorrentes correr atrás e tentar copiar. [Webinsider]
Para mais informações, o site do iPhone da Apple.



1° Fabiano Marrocos de Oliveira Data: 02/07/2007 às 7:53 pm
Atividade:
Cidade: Manaus
Achei perfeita o seu review sobre o aparelho. Eu só tenho um parenteses a colocar, é que o problema de espaço(no máximo de 8Gb) não foi culpa da Apple, pois na época os SSD(a melhor escolha de HD para devices) eram de 8Gb. Para confirmar isso, a Samsung (que também é uma das fornecedoras de SSD para ipod e iphone) lançou o de SSD 64 GB. Provavelmente eles deverão atualizar o iphone para o mercado mercado Asiático, pois o preço já estará mais em conta. Um abraço.