Tecnologia corporativa só funciona com investimento
26 de junho de 2007, 13:27As empresas ainda não conseguem ter uma estratégia eficiente de TI, grande parte porque ainda não têm maturidade para mensurar o retorno sobre investimento da tecnologia em seus processos. Profissionais também ficam insatisfeitos.
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As empresas sempre procuram aumentar faturamento, diminuir despesas e melhorar sua lucratividade pelo aumento da eficácia de seus processos de negócio.
Ao efetuarmos uma análise do papel e posicionamento atual dos profissionais de Tecnologia da Informação (TI) dentro das corporações, concluímos que atualmente esses profissionais não ocupam uma posição de destaque, devido à falta da definição clara do papel da TI na estratégia competitiva.
Por outro aspecto, temos que considerar a falta de maturidade, na maioria das empresas, para um processo de mensuração efetivo que garanta que os investimentos em TI atinjam o ROI (Retorno sobre Investimento) prometido, a confiabilidade e disponibilidade das informações, que tanto impactam os negócios.
Neste âmbito, verificamos que o nível de maturidade que existe hoje está baseado em sentimentos, solicitações e reclamações desestruturadas no que se refere ao suporte de informações de gestão.
Devido à constante dinâmica de operação das organizações, novos requisitos de negócios são percebidos freqüentemente. Para atender a dinâmica dos negócios, algumas empresas tomam a iniciativa de instalar um BI corporativo, mas isso se torna uma coleção de soluções desconexas usando uma combinação de aplicações comerciais caras, fechadas e de difícil manutenção.
Dentro desta perspectiva, constatamos que cada conjunto de ferramentas é projetado e adaptado para operar em uma tarefa muito específica. Não existe uma plataforma responsável pela “visão de topo”, verificação e coordenação destas informações, muito menos que dêem sustentação ao processo de suporte de informações de gestão.
Quando pensamos em um BI para sustentar o processo de governabilidade do negócio e da área de TI, isso se torna uma visão utópica para a maioria das empresas.
Algumas empresas têm partido para soluções integradas através do uso de plataformas de software livre, como por exemplo, o Pentaho. Mas entendemos que a escolha e implementação de uma plataforma tecnológica devem ocorrer em uma fase mais avançada, sendo necessário, antes de tudo, que, com base em uma visão estratégica organizacional, seja realizada a modelagem das informações, bem como a definição dos requisitos funcionais e não funcionais do sistema de informações que irá atender às necessidades de governabilidade do negócio.
Essa abordagem pode ser adotada pelas organizações em maior ou menor escala, corporativamente ou de forma segmentada, dependendo da complexidade do negócio.
Mas para isso, conforme comentado no início deste artigo, é necessário que haja a definição clara do papel do segmento. Neste caso, o de TI, e este deve estar inserido e alinhado à visão do todo, ou seja, na estratégia competitiva das corporações.
Devemos ainda atentar para o ponto de equilíbrio da máxima: “quanto mais complexo o negócio, mais formal devem ser a implementação dos processos e seu controle”, objetivando obter a agilidade necessária ao negócio e lembrando que todo o acervo, fruto da formalização, deve sempre ser mantido atualizado. Para isso algumas ferramentas de BPM vêm sendo utilizadas.
Com o exposto acima, constatamos que a área de TI possui todos as características técnicas necessárias para implementar este sistema de informações, uma vez que tecnologia da informação não está restrita somente a hardware e software.
Surgem as seguintes questões: como justificar um investimento desses? Como calcular o retorno de um investimento como esse?
Um outro detalhe relevante é que para a TI de uma empresa conseguir desenvolver e operar “novas tecnologias”, é necessário um batalhão de especialistas, um contínuo aperfeiçoamento da equipe e um controle absoluto dos processos e do orçamento.
Muito se tem falado de “commodities”, e muitos profissionais de TI fogem desta realidade, mas talvez o caminho seja se adequar ao longo do percurso, pois, em uma visão apurada e diligente, não podemos encarar TI como sendo simplesmente mais um “commodities”, ou podemos? Cabe aos profissionais da área o “ônus da prova”. [Webinsider]

1° Ivan Luizio Magalhães Data: 14/07/2007 às 7:05 pm
Atividade: Professor, palestrantee pesquisador
Cidade: São Paulo
Jorge,
Você levanta o ponto central da discussão em torno do valor da Tecnologia da Informação, ou seja, como demonstrar a sua colaboração para a execução da estratégia de negócio da organização.
É importante destacar o valor produzido pela incorporação da Tecnologia da Informação na linguagem em que o negócio descreve seus objetivos, portanto, três conceitos devem ser integrados e aplicados de modo a propiciar à área de TI uma atuação como parceira do negócio ou, em casos extremos, de agente transformador do negócio, deixando de ser encarada como uma “commodity”:
Arquitetura Empresarial
Gerenciamento de Portfólio de Projetos de TI
Governança de TI
Parabéns pelo trabalho.