Por uma gestão profissional e governança de TI
08 de junho de 2007, 8:40A informática mudou nossa vida para melhor e nos fez otimizar tempo, mas apenas o uso de tecnologia não é suficiente. É preciso sensibilidade e comprometimento para liderar mudanças nas empresas.
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Quando iniciei meus estudos em informática, lá se vão alguns anos, cada novidade tecnológica que era lançada no mercado era uma festa. Crescia exponencialmente a capacidade de processamento do hardware e as facilidades disponibilizadas por softwares cada vez mais criativos.
Muitos deverão ter tido a experiência de deixar cair no chão uma caixa de cartões perfurados, de quebrar a cabeça na penosa tarefa de construir um programa em Assembler ou de esperar horas para ver seu programa impresso e descobrir que “faltaram aqueles dois pontos” na linha de codificação.
O ritmo desses acontecimentos foi e continua sendo frenético. O quadro que observamos em todas as áreas da TI é uma imensa gama de opções ao nosso dispor. Ganhamos anos-luz de produtividade, extremamente bem-vinda, tanto para os profissionais quanto para os usuários.
Hoje, a parafernália tecnológica se adequa praticamente a todos os bolsos. É uma questão de custo e benefício. Ou seja, constatada a utilidade e necessidade, podemos comprar na prateleira o hardware e software que precisarmos ou até construir nossas próprias aplicações.
Com a valorização da governança e da gestão de serviços em TI, fica evidenciada a relação entre a utilidade da TI com o fornecimento de serviços para o usuário, algo que represente uma agregação de valor.
Se pensarmos numa organização como sendo este usuário, isso acontece quando a TI consegue se alinhar às metas empresarias de tal maneira que o seu produto represente um diferencial para posicioná-la no mercado e destacá-la de seus competidores.
A governança de TI é facilitada e fortalecida com a gestão adequada da infraestrutura que permite a racionalização de custos e maximiza e torna palpáveis os benefícios.
Criatividade e competência nunca faltaram aos profissionais da área, basta pensar na velocidade dos acontecimentos que citamos no começo deste artigo.
Não poderíamos esperar situação diferente da que temos atualmente, com hardware otimizado e inúmeras ferramentas no mercado voltadas para auxiliar empresas a se inserir neste contexto vencendo, assim, os novos desafios que lhes são impostos.
O que não se encontra na prateleira, no entanto, é a especificidade de cada empresa, com sua cultura, problemas, processos e valores.
O produto não é mais problema. Mas, os processos e as pessoas, outros dois importantes pontos de apoio da gestão de serviços de TI, ainda são os maiores obstáculos a serem superados.
Não é a por caso que toda proposta séria de implementar a gestão de serviços de TI numa organização, seja com uma nova ferramenta ou com a reestruturação das existentes, vem acompanhada de uma análise de seus processos produtivos.
Tais processos procuram identificar o nível de maturidade que empresa se encontra e sua capacidade, condições e possibilidades para absorver mudanças e se adaptar a novas rotinas.
Em uma empresa, a gestão de serviços de TI não é um trabalho isolado; exige a participação de todos.
Do profissional de TI envolvido na disseminação do conhecimento e implantação do novo modus operandi, exige-se maior sensibilidade e comprometimento para que seja possível capitanear uma mudança de paradigma que apresente um futuro promissor, mas que igualmente valorize todo um esforço que foi feito no passado e sem o qual não poderíamos ter avançado.
Ferramentas e tecnologias são importantes e imprescindíveis. Mas, por si só, já não bastam nos dias de hoje. [Webinsider]



1° Marcos Nogueira Data: 08/06/2007 às 3:32 pm
Atividade: Analista de Negócios
Cidade: São Paulo
O texto é muito superficial. Qual a importância da profissionalização da gestão de TI? A governaça é um caminho a ser perseguido pela empresas que almejam a profissionalização dos seus processos de TI?
O que se entende por profissionalização da gestão de TI e como a Governança poderá auxiliar?
Como fazer que os “bonzinhos” adotem a governança?
O que leva uma empresa a encarar a maturidade dos seus processos?