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Mídia interativa - Planejamento

Mídia social não é mais uma simples tendência

05 de junho de 2007, 9:47

Empresas se perdem com o poder das pessoas comuns na internet. É preciso aprender e identificar quais os caminhos a trilhar na hora de interagir, comunicar e trabalhar sua marca ou produto.

Por Rafael Kiso

É importante, antes de seguir em frente, definir o termo “mídia social”. Do Wikipedia, em tradução livre, “mídia social descreve as tecnologias e práticas online, usada por pessoas para compartilhar opiniões, idéias, experiências e perspectivas. Pode tomar diversas formas, incluindo textos, imagens, áudio, e vídeo. São sites que tipicamente usam tecnologias como blogs, quadro de mensagens, podcasts, wikis e vlogs para permitir a interação entre usuários.”

E disseminarem conteúdo, eu completaria.

A chave aqui é que as pessoas são as que usam e controlam essas ferramentas e plataformas, em vez de empresas e grandes marcas. Além disso, é importante deixar claro que essa plataforma de mídia social só funciona em ambientes de rede.

O motivo pelo qual é preciso destacar isso é que o aspecto de rede é primariamente uma força democrática de baixo custo. Qualquer um pode entrar na conversa com um pequeno investimento de seu tempo pessoal e acesso à rede.

E a partir da premissa de que a comunicação é essencialmente livre sobre a web, combinado a uma arquitetura de participação gerida pelo efeito de rede, certamente torna as plataformas de mídias sociais a mais poderosa forma de mídia até hoje criada.

Hoje em dia, todos estão postando algo em um simples blog, mas que automaticamente alcançam mais de um bilhão de usuários na web. E com o RSS, o conteúdo de mídia social é espalhado através de feeds e pode ser encontrado por qualquer um que esteja procurando informações pelo Technorati, Google Blog Search, TechMeme ou dezenas de outros mecanismos inovadores.

Mas, o quão significante realmente isso é? Quais são os pontos fortes que determinam que a mídia social está mudando o panorama da comunicação, colaboração e interação pessoal? Como podemos considerar uma ferramenta ou um site um mecanismo de mídia social? Para entender melhor isso, eu criei uma lista do que devemos considerar para estabelecer algo como mídia social.

Comunicação na forma de conversação, não monólogo – A mídia social precisa facilitar a discussão bidirecional e debater com pouca ou nenhuma moderação ou censura. Em outras palavras, os comentários em blogs ou testemunhos em sites de comércio eletrônico não devem ser controlados no aspecto positivo ou negativo, mas sim somente no aspecto pejorativo.

Os protagonistas são pessoas, não empresas, não marcas – O perfil do consumidor mudou e hoje ele controla a interação com as marcas. Portanto, para que a marca tenha credibilidade no mercado, as pessoas têm que falar positivamente dela para outras pessoas, e não a marca para as pessoas. Lembre-se a comunicação nunca deve ser unidirecional.

Honestidade e transparência são os principais valores – Tentar controlar, manipular ou mesmo empurrar conteúdo é o pecado mortal da nova geração da web. As marcas precisam ser transparentes para que as pessoas se disponham a consumir seu conteúdo. É deixar as pessoas escolherem e criarem seu conteúdo e relacionamentos, ao invés de ser forçado a isso. Entender esse conceito é uma das principais técnicas da mídia social.

Distribuição em vez de centralização – Um dos aspectos frequentemente negligenciado é o fato dos interlocutores serem muitos e variados. É quase que inevitável o poder de poucas organizações terem o controle da criação e distribuição da informação. A mídia social é altamente distribuída e constituída de dezenas de milhares de vozes tornando a informação muito mais textualizada, rica e heterogênica.

A ascensão das plataformas de mídias sociais, dentro dos negócios, irá colocar um desafio significante nas empresas enquanto elas tentam se adaptar às considerações citadas acima.

Não segui-las tende a reduzir as chances de sucesso dentro da nova geração da internet. Veja o movimento do YouTube para pagar seus usuários pelas contribuições de vídeos, pois de alguma forma eles os limitam com algumas restrições de conteúdo. Eis uma tendência que já é mais que tendência. [Webinsider]

Sobre o autor

Rafael Kiso (rafael.kiso@focusnetworks.com.br) é sócio-fundador e diretor de tecnologia da Focusnetworks

Apoio:

  • LayerDev Serviços de Webhosting Profissional

Palavras-chave relacionadas a este texto: [ comunidades ] [ conteúdo colaborativo ] [ formação profissional ] [ viral ]

Comentários

3 pessoas comentaram o artigo "Mídia social não é mais uma simples tendência"

tais vinha Data: 06/06/2007 às 9:01 am

Atividade: professora publicidade

Cidade: sao jose dos campos

Excelente artigo e um alerta para quem ainda não acordou para esta nova geração que já está conectada e que não aceita mais ser simples espectadora. As pessoas agora são protagonistas. Isso redefine completamente a forma de comunicação que fizemos até hoje.

Ceila santos Data: 13/07/2007 às 1:11 am

Atividade: jornalista

Cidade: sampa

Oi rafael, gostei muito do seu artigo porque me faz pensar nos meus próprios desafios como uma rede social e naquilo que “imagino” como dinâmica, ou cenário, de quem tem capacidade de investir em mídia. não me refiro aos novos anunciantes que investem em links patrocinados, ou tentam montar seus sites agora que descobriram a internet. Falo do cenário de quem banca a publicidade no brasil. imagino que esses caras com seus bilhões poderia dizer coloca uns mil “real” pq é tão pouco diante do orçamento previsto que merece um singular…mas a cultura do conservadorismo exige referências, grifes, buscam aqueles nominhos citados entre mil dos mil artigos escritos sobre o tema e aí talvez a bola da vez seja o second life…não é à toa que recebo convite de festa para uma vida que não pretendo tão cedo ter…os caras não perceberam que não tenho registro de nascimento lá…pô, será que não existe análise de mercado!? como assim, eles os PODEROSOS, não fazem o dever de casa. acho estranho o salto das redes sociais que sempre fica acima da casa dos 100%, ou será mil por cento de crescimento e só existe quatro ou dez nomes de quem faz rede social, comunidade, enfim, cadê a dispersão de milhares, milhões de blogs que nascem por dia. só ouço falar de cinco ou dez deles…deveria ter mil, onde eles estão? pô mas comunidade é só orkut, google, yahoo, microsoft…nossa pensei que tinha dezenas, centenas…estranho, inovadores nunca se renovam, né! são sempre os mesmos, as referências nunca mudam…porque será?

demetrius cotta Data: 10/10/2008 às 11:51 am

Atividade: publicitário

Cidade: Sete Lagoas,MG,

COm certeza que as coisas tendem a evoluir. E é bom que isso aconteça com a WEB pelo simples fato de ser um canal democrático. Desde quando ouví falar em mídia social, ví que não era tendência passageira. Isso porque em seu bojo trazia o signo da participatividade e colaboração. Era óbvio que não seria “volátil”!
O artigo do Rafael contribui para que inclusive possamos refletir mais em como devemos deixar de lado nosso egocentrismo e partir para o alter ego onde a convergência seria distributiva e solidaria com a rede.

Gostaria de convidar a todos os leitores do Webinsider a visitar nossa rede de distribuição de conteúdo cultural e artístico e a interagir alí com suas bagagens , postando e nos brindando com conteúdos mais abrangentes.

Abços ao Rafael e toda a Webinsider… e meu fica meu convite para conhecer a Rede aan! ( www.redeaan.blogspot.com)

Att.:
Demétrius COtta

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