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Software Livre - Pequenas empresas

Software livre é bom começo para empreendedores

01 de junho de 2007, 9:48

Economize na aquisição de licenças, compartilhe o código fonte, esteja sempre atualizado e use os aplicativos até mesmo para fins comerciais, ganhando dinheiro pelos serviços prestados.

Por Marcelo Tsuguio Okano

O setor de Tecnologia da Informação (TI) oferece várias opções para quem quer abrir o próprio negócio, seja como prestador de serviços ou empresário.

Em alguns casos, sobra competência técnica e espírito empreendedor para os candidatos, mas falta o capital ($$$) para dar início à empreitada, principalmente no caso dos mais jovens. Para começar um negócio em informática, por exemplo, é preciso adquirir instrumentos técnicos, peças de reposição e, logicamente, computadores.

O software livre pode ser uma boa opção para jovens empreendedores, pois, devido ao seu esquema de licenciamento de uso, pode ser distribuído sem custos. Um software é considerado livre quando atende aos quatro tipos de liberdade para os usuários, conforme definidos pela Free Software Foundation (FSF):

    1) A liberdade de executar o programa, para qualquer propósito;

    2) A liberdade de estudar como o programa funciona e adaptá-lo para as suas necessidades. Acesso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade;

    3) A liberdade de redistribuir cópias de modo que você possa ajudar ao próximo

    4) A liberdade de aperfeiçoar o programa e liberar os seus aperfeiçoamentos, de modo que toda a comunidade se beneficie. O acesso ao código-fonte do programa é um pré-requisito para esse item. Para saber mais, acesse o site da FSF.

A liberdade de executar o programa significa que qualquer pessoa ― física ou jurídica ― pode utilizar o software em qualquer tipo de sistema computacional, para qualquer tipo de trabalho ou atividade, sem que seja necessário atender a quaisquer restrições impostas pelo fornecedor.

Para que seja possível estudar ou modificar o software (para uso particular ou para distribuição) é necessário ter acesso ao código-fonte. Por isso, a disponibilidade desses arquivos é pré-requisito para a liberdade do software.

Cada licença determina como será feito o fornecimento do código-fonte para distribuições típicas, como é o caso de distribuições em mídia portátil somente com os códigos binários já finalizados.

No caso da licença GPL (General Public License), o código-fonte deve ser disponibilizado em local de onde possa ser acessado, ou deve ser entregue ao usuário, se solicitado, sem custos adicionais (exceto transporte e mídia). Para outras informações, acesse a seção da GPL.

Essas liberdades que o software livre permite, associadas à licença GPL, tornam-se interessantes para os empreendedores porque não há custos. Em outras palavras, o prestador de serviços e o cliente não precisarão desembolsar dinheiro para licença ou compra do produto.

E mesmo assim, o prestador de serviços poderá cobrar pelos serviços prestados, tais como treinamento, suporte, instalação e customização de software livre, instalação de servidores e vários outros serviços. [Webinsider]

Sobre o autor

Marcelo Tsuguio Okano é coordenador dos cursos superiores em Tecnologia de Banco de Dados e Tecnologia em Redes de Computadores da Faculdade Módulo e professor de pós-graduação do curso de Gestão de Redes da FIAP. Graduado em matemática com especialização em Engenharia de Software e Mestre em Administração, possui várias certificações técnicas, como LPI, Conectiva Instructor e IBM-AIX.

Apoio:

  • LayerDev Serviços de Webhosting Profissional

Palavras-chave relacionadas a este texto: [ produtos ] [ windows ] [ linux ] [ microsoft ] [ contratos ]

Comentários

9 pessoas comentaram o artigo "Software livre é bom começo para empreendedores"

Henrique Data: 01/06/2007 às 10:58 am

Atividade:

Cidade: Brasilia

Esta tendência já está muito forte nos EUA, enquanto aqui as pessoas ainda estão esperando para ver como é.

Henrique Data: 01/06/2007 às 2:50 pm

Atividade:

Cidade:

Interessante ler essa matéria aqui, quase num tom de “Acorde! Você já viu isso?”

Como foi dito no comentário acima, o brasileiro anda muito mole para abraçar essa tendência que se encaixa muito bem no nosso mercado.

Slipk Data: 04/06/2007 às 8:31 am

Atividade: Administrador de rede

Cidade: Itatiba

Finalmente uma matéria sem fins lucrativos e comerciais, vindo da UOL, aleluia, aleluia !!

Precisamos de mais matérias deste tipo na mídia, não do tipo que vi na folha outro dia falando do Ubuntu compatível com o Vista, é piada, 3D já temos há anos no mundo livre !!

GNUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU

Jack Ripoff Data: 04/06/2007 às 6:14 pm

Atividade:

Cidade: São Paulo

Na verdade nos EUA há uma grande rejeição ao software livre em geral. Na Europa sim essa tendência está deslanchando. No Brasil estamos atrasados dez anos: ainda tem tanta empresa usando Windows 95 e até DOS!

Bruno Lima Data: 06/06/2007 às 10:31 am

Atividade: Adm.

Cidade: Uberaba

ótimo tópico…como já falado é um tendência fora do país e muito pouco explorado por aqui…
nos atinamos para isso aqui na empresa a pouco tempo e já estamos trabalhando para colocar isto em prática..quem esperar vai ficar para trás

Jairo Data: 06/06/2007 às 1:58 pm

Atividade: empresário

Cidade: Mogi das Cruzes

Ótimo artigo.

No Brasil a cultura de pirataria acaba prejudicando o capilarização do software livre.

Ao invés de conhecê-lo, a massa popular acaba instalando o Windows porque o “vizinho” instala de graça, ou seja, o Windows também é visto como grátis em muitos casos. Ouvi esta história da faxineira que trabalha em casa.

Portanto, com um concorrente como o Linux no mercado, a pirataria acaba beneficiando a Microsoft.

Que paradoxo!

Júlio Santos Monteiro Data: 19/06/2007 às 9:59 pm

Atividade: Desenvolvedor Ruby on Rails

Cidade: Joinville/SC

Não tenho conhecimentos quanto a outros locais do país, mas aqui no sul (Santa Catarina) já faz pelo menos uns 4 anos que não vejo um Windows 95, e uns 2 anos que não vejo um Windows 98.

A utilização de Linux aqui é massiva. Empresas usam, escolas municipais usam, escolas particulares usam. Linux, aqui, é uma palavra bem conhecida na área de TI. E é elevado o número de empresas que utilizam e se apoiam em soluções livres, independente do nível de operação.

Nos EUA, software livre é um tanto quanto rejeitado. Já na UE é muito mais bem visto. Olhe por exemplo a França, que já utiliza soluções livres em massa.

Abraços,
Júlio Santos Monteiro
http://monteiro.eti.br: Ruby on Rails, Ubuntu e outros contos.

Alexandre Catos Data: 13/11/2007 às 8:26 pm

Atividade: Estudante

Cidade: Natal/RN

O tema é bastante atual,estou realizando uma pesquisa para monografia sobre ele. Gostaria de contar com ajuda de vcs para indicação de sites que tenham mais sobre o tema.
“Utilização de software livre nas empresas brasileiras”
Bem como as questões da cultura brasileira e a legalidade.
Valeu

Moises de Abreu Data: 15/05/2009 às 11:13 pm

Atividade: Estudante

Cidade: São Vicente / SP

Na minha opinião, devemos fazer um adendo a este assunto… O texto diz “software livre” e automaticamente todos se referiram a sistemas operacionais, Linux, por exemplo.
Pela sua finalidade, o sistema operacional pode e deve ser incentivado e desenvolvido pela comunidade de analistas e programadores (mesmo porque serão a plataforma sobre a qual sistemas aplicativos não gratuitos serão desenvolvidos). Acontece que a palavra software refere-se não somente a sistemas operacionais, mas aos aplicativos também, e é nesse ponto que o assunto se torna mais complexo.
A indústria de softwares, assim como outros setores, precisa ter incentivo e apoio. Não se pode esperar que este nicho da indústria pague sozinha o peso do desenvolvimento, trabalhando de graça.
Como então apoiar e desenvolver uma indústria de que tanto precisamos, se esperamos que ela o faça gratuitamente?
Falo como técnico em programação, especialista em sistemas de grande porte e estudante de processamento de dados, o futuro está nos sistemas operacionais livres, e não no “Software livre”.

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