Acessibilidade ainda é um sonho distante
25 de maio de 2007, 10:00Estudo das Nações Unidas com sites no mundo inteiro e em várias categorias reprova 97% dos exemplos, que não cumprem sequer os requisitos mínimos para pessoas com algum tipo de deficiência.
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A acessibilidade é fundamental por uma série de fatores. Além de permitir o acesso de pessoas com algum tipo de deficiência aos inúmeros recursos da internet, permite que possamos acessar os sites através de dispositivos e navegadores alternativos.
Recentemente, a ONU encomendou um estudo da acessibilidade em nível mundial. Os resultados revelaram uma situação catastrófica: a grande maioria dos sites avaliados não cumpre sequer os requisitos mínimos.
Foram escolhidos 20 países com um nível considerável de desenvolvimento na infraestrutura relacionada à internet. Buscou-se também escolher de quase todos os continentes.
A partir da Convenção dos Direitos das Pessoas com Deficiência, definida em dezembro de 2006, foram escolhidos sites de cinco setores, considerados áreas importantes na interação de pessoas com a internet: viagens (companhias aéreas), finanças (bancos), mídia (jornais), política (sites governamentais) e vendas (e-commerce).
Em cada um dos países foi escolhido um exemplo por setor, num universo total de 100 sites. Foi assim realizada uma avaliação de conformidade das páginas em relação ao documento que é a referência em termos de acessibilidade, o Web Content Accessibility Guidelines (WCAG), atualmente na versão 1.0.
O documento consiste em 65 pontos de verificação que são divididos em três níveis de prioridade. Cumprir apenas os requisitos de Prioridade 1 designa um site como Single-A. Satisfazer aos pontos de Prioridade 1 e 2 define um site como Double-A. Atender a todos os requisitos, nos três níveis de prioridade, significa Triple-A.
No estudo, foram considerados todos os pontos de verificação e utilizou-se uma combinação de avaliação manual com o uso de ferramentas de validação automática.
Os resultados são realmente alarmantes. Dentre os sites pesquisados, 97% não cumprem sequer requisitos básicos de acessibilidade segundo o W3C, os pontos de verificação de Prioridade 1 do WCAG.
Entre os erros mais corriqueiros encontrados, estão a falta de textos alternativos adequados, informações só acessíveis através de Javascript e contraste insuficiente entre texto e fundo, entre outros. Os resultados podem ser verificados no Sumário Executivo do estudo.
Percebe-se através do estudo que muito ainda há a ser feito para se tornar a web um espaço verdadeiramente inclusivo. Contudo, temos a nosso favor o fato de que a internet é a mídia com maior capacidade de transformação. Cabe a nós promovermos a mudança de perspectiva em direção a uma sociedade de informação para todos. [Webinsider]

1° Marcelo Sant'Iago Data: 25/05/2007 às 12:56 pm
Atividade:
Cidade: SP
Tema muito importante, que é relegado a décimo plano no Brasil.
Parabéns pela abordagem.
Pouca gente por aqui sabe, mas a Adobe tem em seu site um conteúdo rico sobre acessibilidade, que inclui dicas, modelos, links, estudos de casos, etc:
http://www.adobe.com/macromedia/accessibility/gettingstarted/accessibility.html