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Mídia interativa - Criação

Joost muda modelo de propaganda na TV

17 de maio de 2007, 15:43

Com a abertura deste novo modelo de TV pela web, é possível abolir propagandas. Para profissionais da área, é hora de pensar em novas idéias e conceitos de publicidade televisiva.

Por JC Rodrigues

O que sua antiga televisão não faz, o Joost faz. Criado pelos inventores do Kazaa e do Skype, o Joost é um projeto de TV no computador, sempre online. Mas não só isso, a programação é ‘on-demand’, ou seja, o usuário decide o quê e quando assistir dentre uma lista de opções de programas disponíveis. Recomenda-se 512 Mb de RAM e uma placa de vídeo com recursos 3D, que hoje já se tornaram padrão até nas modelos onboard.

O Joost tem qualidade de vídeo superior ao vídeo tradicional que a gente assiste na web e, ainda por cima, é possível “ligar” o Joost à sua televisão da sala através de uma placa com saída de RTV instalada no computador. E se você gosta mesmo de tecnologia, hoje já existe uma série de acessórios para transmitir áudio e imagem do computador para a televisão, sem uso de fios.

Qual o verdadeiro impacto do Joost na forma como assistimos televisão?

No Joost, não há o conceito de ‘emissoras de TV’; o que o espectador deve procurar são seus programas ou assuntos relacionados que gerem uma lista de programas similares. É possível iniciar e pausar a programação a qualquer momento.

A lista de canais disponíveis para o Brasil ainda é pequena (embora já bastante atraente), mas nos Estados Unidos já é possível assistir aos mesmos programas que são transmitidos em emissoras como Fox ou Sony. Com a já citada vantagem de que quem comanda a exibição dos programas é o usuário, não mais o espectador.

Extrapolando um pouco, o usuário também pode escolher que não quer ver propagandas. Imagine o impacto disto nas agências publicitárias tradicionais; é o marketing de permissão levado ao meio televisivo, em contra-senso ao modelo atual de marketing de interrupção.

A imagem é exibida em tela cheia no monitor, mas com um clique em qualquer local da tela abrem-se as opções de interação: lista de canais, informações sobre o programa, tamanho da tela, controle de tempo (avançar, pausar etc.), volume e outras tantas.

Como toda boa ferramenta web, o Joost possui uma série de aplicativos que rodam sobre a programação e permitem interagir com a ferramenta ou com outros usuários do serviço. Desde um pequeno relógio até uma sala de chat ou um ranking para avaliação dos programas em exibição.

Joost em ação

Como fica a propaganda?

Considerando esta democracia no meio televisivo, os anunciantes mais tradicionais podem imaginar que a saída seria criar filmes publicitários mais impactantes, seja pelo humor, pelo inusitado ou por qualquer outro apelo de comunicação. Isto, entretanto, não é a saída.

Qualquer conteúdo criado sob estes moldes tende a ter uma relevância cada vez menor com a frequência. Ou seja, se um consumidor já foi impactado uma vez por aquele filme publicitário, a força do impacto tende a se dispersar rapidamente na segunda vez, terceira vez… e assim por diante.

Teríamos filmes publicitários feitos para exibição uma única vez e, se entrarem na moda do “viral”, serão repassados para que outras pessoas assistam. Raros são os hits virais que são novamente acessados pela mesma pessoa. O “Manamana” dos Muppets ainda me diverte quando o dia está estressante, mas até quando?

Indo por outra direção, as empresas podem começar a produzir conteúdo para exibir em canais específicos do Joost- um documentário sobre esportes radiciais feito pela Nike, por exemplo? Ainda nesta linha, uma empresa poderia patrocinar um programa e ter a marca exibida durante a veiculação ou trabalhar a questão de merchandising implícito nos acontecimentos de um show. Ou ainda, criar seus próprios widgets que ofereçam alguma funcionalidade, algum benefício adicional na operacionalização do Joost.

É, sem dúvida, uma outra quebra no modelo tradicional de comunicação e que ainda vai dar muito o que assistir. [Webinsider]

Sobre o autor

JC Rodrigues (contato@jcrodrigues.com.br) é publicitário, pós-graduado em Tecnologia Internet, professor na ESPM e gerente de projetos em digital media da The Walt Disney Company. Possui um site.

Apoio:

  • LayerDev Serviços de Webhosting Profissional

Palavras-chave relacionadas a este texto: [ Banda Larga ] [ produtos ] [ TV, vídeo ] [ viral ] [ aplicativos web 2.0 ]

Comentários

8 pessoas comentaram o artigo "Joost muda modelo de propaganda na TV"

Cadu de Castro Alves Data: 17/05/2007 às 5:03 pm

Atividade: Desenvolvedor Web

Cidade: Rio de Janeiro

Realmente o Joost é mais uma grande sacada da equipe que criou o Kazaa e o Skype. Esses caras parecem não ter limites!

Eu consegui um convite dele há algumas semanas e estou curtindo bastante o programa. Ainda não o conectei a minha TV para ver como fica, mas acredito que fique muito bom.

Com relação ao mercado publicitário, eu acho que as empresas vão ter que repensar o modo como fazem publicidade. Por exemplo: aqui no Brasil, já vemos propagandas embutidas em novelas. Acho que é uma boa saída. Isso já acontece há anos em filmes.

Vamos ver como esses profissionais se saem.

Parabéns pelo artigo!

Cléo Nascimento Data: 21/05/2007 às 5:03 pm

Atividade: Eng. Software

Cidade: Recife

Cadu, me manda um convite! Estou há tempos querendo um.

Clovis Data: 22/05/2007 às 12:14 pm

Atividade:

Cidade:

Um exemplo claro deste novo modelo que esta surgindo com o Joost, é a Red Bull…
ela possui um alguns programas de esportes radicais vinculados a marca, ja assisti a alguns… e sempre quando lembro de Motocross, aviões e velocidade, me vem red bull a cabeça… funciona mais do que uma propaganda comum..

:)

Leandro Data: 23/05/2007 às 11:33 am

Atividade:

Cidade:

Muita gente acha o máximo o fato de não vermos comerciais, é uma pena, pois isso pode reduzir muito os custos de novos programas. Veja o que aconteceu com o excelente seriado “ROMA”, foi cortado devido a falta de publicidade.

Infelizmente, se as agências de publicidade não derem um jeito de adequar a esta realidade, duas coisas poderão acontecer:

1) Cobrarem para assistir programas, seriados, novela, tipo “pay-per-vier”

ou
2) reduzirem custos e cair orçamento, assim, seriados como Lostm Heros se extinguirão.

então, temos duas saídas: torceremos para os publicitários darem um jeito e fazerem as emissoras lucrar ou torcermos para esta onda de assistirmos sem comerciais de errado (o que é difícil)

Obs: seria um saco ver um documentário de esporte ou um filme qualquer com o símbolo da nike e uma frase: “clique e compre este produto”

abraços

Augusto Data: 24/05/2007 às 12:34 pm

Atividade:

Cidade:

Se Roma (ou outro seriado/programa/novela qualquer) fosse tão bom, não faltaria patrocínio.

Júnior Data: 24/05/2007 às 2:07 pm

Atividade: Gerente de TI

Cidade: Aracaju

Boa tarde! estou querendo um convite :) a idéia é muito boa :)

Maycon Data: 25/05/2007 às 12:29 am

Atividade:

Cidade:

Olá,
Alguém me manda um convite? por favor..

:)

rafael Data: 04/01/2008 às 4:33 pm

Atividade: só tc por enquanto

Cidade: barretos

é mto bom esse xat

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