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Comércio - Usabilidade e AI - Métricas

O cliente online elevou o seu nível de exigência

14 de maio de 2007, 19:11

Best Buy, site americano de e-commerce, mostra como procura entender os movimentos do cliente e vender mais ao aplicar nas lojas físicas o que aprendeu na web.

Por Claudia Woods

O Emetrics Summit é um evento sobre web analytics e métricas de marketing online e a versão 2007 foi realizada na semana passada, em São Francisco, nos Estados Unidos. Diversos trabalhos foram apresentados, como a interessante palestra de Lissa Gatz, diretora de experiência do consumidor do site Best Buy, um dos líderes de e-commerce nos EUA.

Gatz trouxe para a discussão a importância de observar o marketing online e as ferramentas disponíveis, globalmente, como parte de um ecossistema, para se obter sucesso nas vendas. Por ecossistema, ela entende o equilíbrio entre as informações, ferramentas e os pontos de contato com o cliente, dentro de um contexto que não pode ser olhado apenas por um lado, sem levar em conta suas outras facetas.

Uma análise localizada dos problemas e pontos-fortes de apenas um desses componentes poderia levar a uma conclusão distorcida e a ações pouco eficientes.

Para atingir esse equilíbrio, o Best Buy foca sua atenção no cliente, que é o centro desse guarda-chuva e o ponto convergente de seus objetivos. Centralizando a atenção na experiência do consumidor, eles basearam seus argumentos no seguinte tripé:

Envolvimento dos funcionários: incentivar iniciativas da equipe, estimulando ações que façam a diferença. Ações que empresas grandes, com muita burocracia, não aceitariam. O envolvimento do funcionário é especialmente importante nas lojas físicas, onde suas iniciativas e visões são fundamentais para atender ao público local;

Consumidores únicos: constitui em identificar os interesses, demandas e nível de satisfação de cada cliente. Ou seja, personalizar ofertas, páginas, conteúdo e propaganda, baseado em informações coletadas nos diversos pontos de contato com o cliente;

Soluções de ponta a ponta: atender o cliente com o mesmo nível de qualidade em todos os contatos, seja no site, na loja, no e-mail, na oferta, no marketing online e no offline.

Segundo Gatz, pesquisas revelaram que o cliente, principalmente o online, elevou seu nível de exigência e quer ser conhecido pela empresa, para que ela forneça informações que o estimule a tomar boas decisões e a fazer boas escolhas, além de oferecer opções customizadas, seja na forma de pagamento ou entrega.

O ecossistema

O tripé usado pela Best Buy foi formulado pensando nessas necessidades dos consumidores modernos.

Mas, para atingir tudo isso e garantir o equilíbrio do ecossistema de informações e pontos de contato com o cliente, a Best Buy utiliza ferramentas de web analytics para colher dados críticos de acesso, conversão, comportamento e usabilidade dos sites.

Também é viabilizado um espaço para opiniões, onde são colhidos dados qualitativos dos clientes que compram e ainda dos clientes que não compraram, para entender porque não compraram.

Além disso, monitoramento e teste de usabilidade são constantemente feitos para garantir que o código da página e a infra-estrutura estejam de acordo com a qualidade esperada para otimizar páginas de entrada e peças publicitárias.

Outro diferencial da Best Buy, segundo Gatz, é o uso de ferramentas de análise da concorrência, o que dá uma visão global do ecossistema, e não apenas de seus próprios problemas e pontos-fortes.

Mas há um grande diferencial conseguido pelas pesquisas qualitativas. Se o objetivo é ver o ecossistema como um todo, a Best Buy vai além e cria pontos de gôndola nas lojas físicas, para agrupar produtos identificados pelos clusters online. Ou seja: o que é identificado pela internet é usado no ponto-de-venda, oferecendo os dois produtos lado a lado nas gôndolas.

Segundo Gatz, esses produtos vendem muito mais, o que mostra que cruzar informações de canais distintos (internet para lojas, por exemplo) funciona.

Gatz também concluiu, pesquisando porque há compras não concretizadas, que o site não é apenas um canal de compra, mas também de pesquisas para o cliente que vai comprar na loja. Portanto, que o segredo está mesmo em cruzar os dados obtidos nos diversos pontos de contato. [Webinsider]

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Sobre o autor

Claudia Woods (cwoods@predicta.com.br) é diretora de estratégia da Predicta e publica no blog NaMedida

Apoio:

  • LayerDev Serviços de Webhosting Profissional

Palavras-chave relacionadas a este texto: [ Vendas ]

Comentários

4 pessoas comentaram o artigo "O cliente online elevou o seu nível de exigência"

Alessandra Mazzariolli Data: 15/05/2007 às 1:28 pm

Atividade: Webwriter

Cidade: Uberlândia

Atendimentos especializados são os que garantem um diferencial com o cliente, ou seja, já que o mercado está tão concorrido, o que faz a diferença é o melhor atendimento.

Seja na venda de um produto, ou conhecimento de um problema que os clientes estão enfretando com um determinado produto ou serviço, o importante é conhecer o problema em questão e trabalhá-lo de forma que o consumidor final seja atendido.

E nada melhor que coletar um grande número de informações e aplicá-las como feed back nos produtos/serviços oferecidos aos clientes.

Bruno Mori Data: 15/05/2007 às 11:12 pm

Atividade: Adnetwork

Cidade: Sao Paulo

Ola Clau,

Vale lembrar que as ferramentas de webanalytics devem estar intregadas diretamenta com a campanha online ou seja estarem conectadas as suas pecas nos veiculos. Com essa integracao, podemos criar solucoes ou novas ideias que muitas vezes podem parecer impossiveis melhorando o desempenho so site o que influencia nos dois ambientes (online/offine).

mariano capote Data: 19/05/2007 às 2:59 pm

Atividade: produtor para moda e publicidade

Cidade: rio de janeiro

Parabéns Cláudia.
O artigo e dinâmico e esclarecedor.

Bianca Cassilha Data: 27/06/2007 às 3:42 pm

Atividade: Empresária

Cidade: Curitiba

Estive em Nova York a menos de 1 mês, e antes de ir pesquisei no site da Best Buy diversas câmeras fotográficas, para comprar uma logo que chegasse à NY.

Imprimi as epsecificações das que me interessaram, e fui até uma loja da Best Buy de Manhattan.
Chegando lá, havia uma meia dúzia de câmeras fotográficas, e uma atendente sem a mínima vontade de me atender. Perdi completamente o tesão de comprar na loja, diferentemente de quando visitei o site.

Pode ter sido um caso isolado, mas a impressão que tive foi que não existe um alinhamento entre a loja virtual e as lojas físicas da Best Buy.

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