Fusão Microsoft e Yahoo seria mesmo uma boa idéia?
11 de maio de 2007, 11:14Diante do crescimento do Google, Microsoft e Yahoo estariam em conversas amigáveis visando uma fusão ou aquisição. Neste cenário não é certo dizer que um mais um é igual a dois.
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Rumores, especulações ou boatos, não é possível garantir se a informação é verdadeira ou apenas mais um buzz do mercado. Não é novidade o flerte entre o Yahoo e a Microsoft; parceiras as empresas já são há anos. Agora todo o mercado está com a mesma dúvida: quanto se tornarão apenas uma empresa? A aquisição do Yahoo pela empresa de Bill Gates é apenas uma questão de tempo e, principalmente, negociação.
No ano passado a Microsoft já havia tentado comprar o Yahoo. Agora as especulações apontam para uma nova aproximação, dessa vez com a incrível oferta de cinqüenta bilhões de dólares, aquisição cujo valor seria um recorde para o mercado da internet.
Caso o negócio seja realizado, ele criaria uma maior competitividade no mercado online? Ou seria um tiro no pé da empresa de Redmond? Para Eric Schmidt, CEO do Google, a aquisição acirraria a concorrência e aceleraria o desenvolvimento do líder do mercado. Segundo ele, a turma do Google aguarda ansiosamente o dia em que a Microsoft assumirá a direção do Yahoo.
Analisando os números percebemos que em termos de participação de mercado a fusão da Microsoft com o Yahoo colocaria a nova empresa com 38% da audiência, enquanto o Google detém 48%, de acordo com os dados da ComScore.
Dessa forma a fusão não daria a liderança à Microsoft, além da dificuldade de competir com a agilidade da Google em desenvolver novas ferramentas e aprimorar as existentes. Por isso, em um curto prazo seria pouco provável que a união das duas empresas – Yahoo e Microsoft – impactasse negativamente a gigante de Moutain View.
Mas a fusão não pode ser ignorada pela Google se de fato se concretizar. Olhando para trás percebemos que a competição entre essas três empresas está cada vez menos acirrada - o Google está muito à frente de seus concorrentes. Contudo o jogo poderia mudar rapidamente se tivesse que encarar um concorrente com uma participação de mercado similar à sua e um caixa bastante recheado de dólares.
Mas existem algumas razões que podem nos levar a pensar na possibilidade da Google ser a maior beneficiada desse negócio. O casamento entre o Yahoo e a Microsoft pode fracassar por alguns motivos, sendo os cinco principais:
Executivos do Yahoo com pouca credibilidade
A liderança turbulenta do CEO Terry Semel não é um ponto de força para as empresas envolvidas; muitos investidores de Wall Street não esperam que Semel permaneça ainda por muito tempo como executivo da empresa, a não ser que os resultados da publicidade online em buscas do Yahoo melhore significativamente nos próximos dois trimestres.
Uma fusão é muito delicada para duas empresas que contam com a confiança dos seus investidores e funcionários – o Yahoo não tem essa confiança em nenhuma das partes. Sempre há muita demanda no Vale do Silício para engenheiros experientes vindos do Yahoo, que não gostariam de permanecer na empresa e ver a Microsoft tomar o poder e mudar as regras internas.
Caso o Yahoo perca pessoal experiente, estará perdendo vantagem competitiva, principalmente se alguns deles forem trabalhar em Mountain View.
A Microsoft não é adepta da cultura do Vale do Silício
Atualmente as maiores empresas de internet alocadas no Vale adotam a cultura de liberdade e colaboração, enquanto a Microsoft representa a velha cultura da tecnologia e é percebida como uma cultura monopolista que prega o lema de: “Forçamos você a fazer as coisas do nosso jeito porque nós temos a chave do sistema operacional”.
A Microsoft tentou ser monopolista ao utilizar o Internet Explorer e o Windows Media para forçar o mundo a se adaptar ao seu formato de vídeo e a sua plataforma web, fracassada graças ao Flash da Adobe e aos formatos de compartilhamento de vídeos pela web.
A empresa de Redmond ficou na contramão da cultura de mashup da Web 2.0. Do outro lado, o sucesso da Yahoo na internet se deve muito ao engajamento da empresa dentro do espírito da Web 2.0.
Prioridades opostas
Microsoft e Yahoo deverão enfrentar problemas em dois aspectos. Primeiro, com os produtos que geram mais receita paras as duas empresas. E segundo, com os produtos que podem crescer rapidamente.
A Microsoft necessita focar primeiramente em suas plataformas e aplicativos – Windows e Office. Já o Yahoo deve re-conquistar sua audiência perdida – aumentando o número de usuários que passem mais tempo navegando no Yahoo! Mail, Groups, Answers, Flickr e demais produtos.
Ambas as empresas enxergam suas plataformas de publicidade online e seus parceiros como o futuro, e ambas concordam à respeito da Google. Contudo, tanto Yahoo! quanto Microsoft estão vislumbrando um casamento baseado em prioridades secundárias, o que raramente funciona. Os dois lados não estão pensando em como andar juntos mantendo o foco em suas prioridades individuais e aumentando seu valor competitivo em ações conjuntas diretamente dirigidas ao maior inimigo, a Google.
Separadas, são mais interessantes aos anunciantes
A competição entre Yahoo e a Microsoft faz com que ambas as empresas desenvolvam serviços melhores e inovadores. As duas empresas estarão enfraquecendo seus portais se os transformarem em um, faturando o mesmo valor em receitas publicitárias que podem faturar separadamente.
O maior valor mensurável que o Yahoo detém é a sua homepage; o segundo maior valor é a homepage da Microsoft (MSN). Unindo esses dois portais estarão desvalorizando o interesse dos anunciantes.
Os anunciantes preferem ter a possibilidade de veicular suas campanhas em quatro diferentes portais com uma alta audiência do que em três. A união das duas empresas reduzirá a possibilidade de diversificação para o anunciante, afinal o público do portal do Yahoo não é o mesmo do portal da MSN.
Os concorrentes serão beneficiados
A fusão entre Yahoo e Microsoft beneficiará os concorrentes de menor porte. Possivelmente os anunciantes utilizarão a mesma verba que utilizavam para anunciar em cada uma das empresas para veicular suas campanhas na nova empresa. Dessa forma a verba restante será investida em uma carteira de portais menores para compor o target desejado.
Não faria sentido para um anunciante direcionar a verba investida nos dois portais para anunciar apenas em um. Por isso será muito difícil que essa estratégia aumente a receita publicitária da Microsoft. [Webinsider]
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1° Alex Piaz Data: 11/05/2007 às 2:27 pm
Atividade:
Cidade: Sao Paulo - SP
Um ponto a ser abordado é como ficará a posição do Yahoo perante a comunidade Open Source. O Yahoo utiliza sotware livre e apóia fortemente a comunidade, como ficará isso com a M$ tomando o controle?
[]’s a todos
Alex