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Criação - Branding

Mais objetividade para sites de automóveis

05 de maio de 2007, 8:11

Publicitários e agências perdem tempo com um lado estético que não funciona e até atrapalha a vida do consumidor que deseja comprar um veículo. Vamos ter mais foco e menos frufru.

Por Marcelo Tripoli Morais

Tem algum tempo que as montadoras descobriram a importância da internet na estratégia de venda. O motivo é simples: pesquisas apontam que mais de 70% dos consumidores pesquisam na internet antes de tomar a decisão de qual veículo irá para a garagem.

Agora, a má notícia. Poucos sites de automóveis cumprem seu papel e entregam o que o consumidor realmente deseja: conhecer e experimentar virtualmente o automóvel. A moda é construir sites conceituais, totalmente focados em apoiar a “idéia criativa” desenvolvida normalmente pela agência de offline. Mostrar o produto fica em segundo plano.

Concordo que existe um grande fator emocional na decisão de compra de um carro e que um site não precisa ser simplesmente um catálogo digital com fotos e dados técnicos, porém, algumas agências estão exagerando, criam sites pesadíssimos, cheios de animações, sons, joginhos, vídeos do filme, mas… e o carro, cadê?

Os publicitários precisam entender que a expectativa do consumidor na internet não é a mesma de quando ele está diante da TV ou de uma revista. Na rede ele busca profundidade, legitimidade e alto envolvimento. Para mim o melhor exemplo de tudo que o site de um carro deve ser é o miniusa.com

O site do maravilhoso Mini concilia perfeitamente emoção e razão, funcionalidade e visual. O layout é clean, a linguagem é descontraída, a navegação é simples e eficiente. As animações e efeitos visuais estão bem colocadas e servem a um propósito, nada de estrelismo criativo.

Para envolver emocionalmente o consumidor, a Mini criou uma série Hammer & Coop na qual o Mini é protagonista de uma série de aventuras. Quem deseja conhecer o carro, experimentar e customizar online não precisa passar pelo site “lúdico”. Toda a estratégia de comunicação do Mini foi criada pela badalada Crispin Porter + Bogusky, considerada uma das agências mais criativas do mundo.

Entendo que algumas vezes os publicitários tem que tirar leite de pedra, pois como Seth Godin já comentou várias vezes: em um mundo cada vez mais conectado e composto de consumidores bem informados, nenhuma propaganda salva um produto ruim. Porém, mesmo não tendo um Mini para trabalhar, será que dá para ser mais focado e parar com todos os frufrus, não? [Webinsider]

Sobre o autor

Marcelo Tripoli Morais (marcelo.tripoli@ithink.com.br) é presidente da agência de marketing digital iThink e mantém o blog iFound.

Apoio:

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Palavras-chave relacionadas a este texto: [ produtos ] [ Vendas ]

Comentários

14 pessoas comentaram o artigo "Mais objetividade para sites de automóveis"

Juliano Data: 05/05/2007 às 12:48 pm

Atividade: Empresário

Cidade: Passo Fundo

O site que ele coloca como bom é pesado e quem ta procurando um carro ali não ira encontrar,um site legal para venda de carro tem que ter interatividade bem como fotos,videos e por que não fazer uma vitrine da promoção do dia com o carro em amostra ao vivo direto da loja…
Enfim claro um site bem feito estudado combinando e tudo mais …

Manuel Lemos Data: 05/05/2007 às 6:24 pm

Atividade:

Cidade:

Agora você falou tudo. Parece que muitos publicitários que decidem como os sites para vender produtos são feitos, realmente nunca tentaram usar os sites que constroem, senão veriam como os sites não conseguem dar de forma fácil a informação que os potenciais clientes precisam para se decidir pela compra.

A ideia que muitos desses sites me dão é que foram feitos para impressionar visualmente os juris de concursos de publicidade, e o objetivo de vender o produto do cliente ficou para um plano secundário. Parece que o que mais atrapalha é o ego do publicitário.

Os sites de carros são um bom exemplo. Já tentei ir ao site da Ford saber uma coisa simples: quais os modelos que têem cambio automatico, quanto custam, e que outros detalhes opcionais relevantes fazem a diferença e influenciam o custo para eu saber se algum dia vai caber no meu bolso? Não consegui saber.

Os sites de publicidade deveriam ser pensados para suprir a ausência do vendedor que não vai estar ali para responder a dúvidas interativamente, como acontece nas lojas físicas.

Para além disso, a verdade é que a Internet permite ao anunciante saber quando uma campanha foi um fracasso logo logo. Na televisão, rádio, jornal, não tem como saber quantos vieram ver e quantos clicaram como você pode saber logo na Internet.

Assim, os anunciantes têem um recurso a mais para cobrar dos publicitários maior eficiência, e eventualmente menos “frescura” visual que só dá canseira ao usuário que espera (ou desiste) enquanto carregam graficos e animações pesadas.

Gabriel Badan Data: 07/05/2007 às 8:00 am

Atividade: Analista de Sistemas

Cidade: São Paulo

A matéria é bem interessante, porém, concordando com o Juliano, também não gostei do site mencionado (miniusa.com).
Acredito que não se deva usar o Flash para fazer sites deste tipo, fica muito pesado… já foi se o tempo.

[]’s

Elton Data: 07/05/2007 às 10:07 am

Atividade:

Cidade:

O miniusa.com não ficou nem um pouco pesado por aqui, mas não são só sites de carros que existem com exageros de frufrus não…

Marcelo Tripoli Data: 07/05/2007 às 11:40 am

Atividade:

Cidade:

Sobre a questão do peso do site miniusa.com é importante analisar os seguintes fatos:
- Não é razoável pensar em 2007 que um site utilizando apenas recursos de imagens estáticas e HTML seja capaz de envolver e mostrar diferenciais de um produto
- Mais de 50% dos usuários brasileiros já acessam a Internet por banda larga então não faz sentido focar o desenvolvimento do site para usuários de linha discada. Principalmente se o produto em questão for voltado para classes A/B
- No meu artigo eu demostrei que sou contra o uso da tecnologia apenas pela tecnologia porém sou a favor do uso de flashs, vídeos e animações se as mesmas forem bem aplicadas e servirem a um propósito.
Para avaliar se um site é pesado ou não é necessário entender o contexto: publico, produto, momento…. Não dá para querer que todos os sites tenham o peso do google.com O que deve valer é o bom senso, nem 8, nem 80

Felipe Zurita Quadros Data: 07/05/2007 às 11:58 pm

Atividade: Empresário

Cidade: Fpolis

Concordo com a matéria do Marcelo.

Sou empresário exatamente dessa área. Comércio de veículos na internet, desde 1999.

Quanto a questão do site ser pesado, aí vai uma análise básica. Quem é meu público alvo? Quem deseja adquirir um Mini Coper tem perfil de quem tem conexão banda larga?

A questão chave sobre a importância da venda de carros na internet pode ser resumida em uma análise simples: quase 50% do e-commerce brasileiro é formado pela comercialização de veículos. Não vemos até então com as iniciativas feitas pelas montadoras, e mais recentemente, pelo bancos, uma tendência criativa que possa nos tirar deste marasmo. Talvez a revolução nesta área esteja na área que mais cresce na web. A busca. Porém, para se trabalhar com busca, é necessário não ter margens a proteger. Se utilizar da máxima do google por exemplo, que tem como lema “não seja mau”. Algo por demais complexo para ser compreendido pelas empresas que até então estão capitaneando esta área. A mensagem já foi dada, e é clara. O consumidor está cansado de perder seu tempo.

Marcio Kogut Data: 08/05/2007 às 8:46 am

Atividade: Diretor de Projetos

Cidade: São Paulo

Concordo em alguns pontos com o autor, e ainda acho o site da miniusa.com um referencial em interatividade e experiência para o usuário mesmo tendo sido lancado a mais de 3 anos quando surgiu a tecnologia (Ria - Rith Internet Aplications).

Mariana Data: 08/05/2007 às 10:30 am

Atividade:

Cidade:

O site do mini é pesado e irritante. Péssimo exemplo. Qual é o consumidor que vai esperar carregar uma animação de 810K para ver as dimensões do carro, e depois mais uma de não sei quantos K para ver o tamanho do porta-malas, mesmo na banda larga? Só na cabeça dos publicitários uma hipótese dessas é viável, porque eles acreditam que o público-alvo, de endinheirados, todos com banda larga, apaixonados pela marca, essa gente topa qualquer negócio, faz qualquer sacrifício para adorar o site da marca com se fosse um deus. Doce ilusão. Isso é coisa de gente que nunca viu um usuário navegando num site, seja qual for, em busca de uma informação. O usuário não quer saber de conciliamento entre a razão e a emoção, animações e efeitos visuais super cool. Ele quer a informação fácil e rápido. O site do mini é só mais um site cheio de frufru.

Renato Makex Data: 08/05/2007 às 11:21 am

Atividade: Web Designer

Cidade: Londrina

Concordo com os pontos colocados pelo autor, porem acho que foi um pouco infeliz no exemplo, o site do Mini Cooper é todo feito em Flash, não estou questionando o “peso” para acessar, isso não importa para o público alvo deles, o que não fica viável é a transparência perante aos mecanismos de busca, não se acha no google todos os links do site.Isso para um site de vendas de carros é primordial.
Abraços.

10° Flávio Data: 08/05/2007 às 4:06 pm

Atividade: Web Designer

Cidade: SP

O Site do Mini em si, é legal, mas a idéia de produzir a série Hammer & Coop é que é sensacional. Uma série muito legal, e muito bem produzida. Como viral, perfeito, tanto que enviei a URL pra alguns.

Quanto a discussão sobre banda Marcelo, você respondeu que aqui no Brasil mais de 50% já usam a Banda larga e tal, mais classe A/B…

Não se esqueçam de que esse site foi feito para o público americano. Há cerca de dois anos, uma amiga minha assinou o plano mais em conta e mais limitado de internet banda larga na Inglaterra (a realidade não deve ser muito diferente $$$ dos EUA) e essa banda era de 720kbps. Velocidade que para muitos aqui no Brasil ainda hoje seria um sonho.

Quanto a questão Flash X HTML, minha opinião é que o Flash deve ser utilizado sim. Mas particularmente, prefiro quando ele está incorporado e não quando o site todo é Flash.

Acho que um site não deve perder sua integração com o navegador.

Não gosto de “ler” em Flash, não acho que barras de rolagem em Flash sejam melhores que as do navegador, e não gosto de perder o History durante a navegação. Sem contar que uso muito o Ctrl+F para procurar palavras na página. Por isso não curto nenhum site feito inteiramente em Flash. Mas isso é opinião pessoal e com certeza eu não sou alvo da Mini.

Um abraço a todos.

11° Luis Data: 09/05/2007 às 1:19 pm

Atividade: Engenheiro

Cidade: São Paulo

Ainda sobre os sites feitos em flash em geral, me parece que não respeitam os princípios de acessibilidade, os programas usados por pessoas com problemas visuais não conseguem ‘ler’ o site.

12° Vagner Conccon Data: 09/05/2007 às 4:43 pm

Atividade: Diretor Comercial

Cidade: Valinhos

Sugiro que acessem o site www.rodao.com.br e avaliem a facilidade de inserção de anúncios (umas das principais qualidades do portal), visualização organizada e esclarecedora, agilidade ao acesso de informações e uma grande quantidade de ofertas para um Portal que está no ar pouco mais de quatro meses, graças ao resultado da satisfação do nossos clientes, anunciantes e compradores.

13° Anderson Data: 11/05/2007 às 2:48 am

Atividade:

Cidade:

Um péssimo exemplo que mostra essa falta de objetividade é o site do novo palio.

Tentei navegar para ver melhor as fotos do carro, mas fiquei tão enojado que desisti. Só cirurgião ou açougueiro consegue ver.

14° Gustavo Data: 05/05/2009 às 12:31 am

Atividade:

Cidade: Brasilia

Falando nisso… tenho costume de acessar esse site: http://www.usadosseminovos.com.br Tem como vc dar uma olhada nele… o unico problema é que ele é meio pesadinho pra abrir… Vc como profissional, o que acha?
obrigado.

Avisos
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