Webinsider

Mídia interativa - Games

Playstation Home avança na linha do Second Life

22 de abril de 2007, 20:07

A publicidade em games vem crescendo, como novos modelos de negócio e a nova fronteira aberta pelos jogos MMOG, onde milhares de pessoas online participam do mesmo ambiente virtual.

Por André Ursulino

Falar de publicidade dentro de games muitas vezes se confunde com falar de publicidade na internet - as dúvidas são parecidas e as respostas, muitas vezes, também. As pessoas que verão o anúncio são verdadeiramente qualificadas? A segmentação e o direcionamento da mensagem de acordo com o perfil do usuário são uma realidade? As métricas para cálculo de retorno são mesmo mais confiáveis?

Mesmo com quase todas as respostas acima positivas, o grande impulso à publicidade online só foi dado quando alguns veículos assumiram o risco: o anunciante desenvolve o produto; seleciona o meio, os canais e os filtros para a segmentação; desenvolve a criação, redige a mensagem. E o veículo de comunicação - o site - aposta. Só lucra com o uso de seu espaço e de seu acesso a determinado perfil de consumidores se o publicitário convencer o usuário a clicar.

playstation.jpgApesar do sucesso dessa fórmula, a publicidade nos games vem caminhando mais próxima da publicidade tradicional e dos grandes portais da web, que vendem não só o espaço, mas o acesso ao consumidor. O uso que o anunciante vai fazer desse acesso e a eficácia da mensagem, não entram na conta. Difícil afirmar se há um modelo certo e outro errado. Em tempos de caudas cada vez mais longas há espaço para todo tipo de iniciativa no mercado.

Artigo recente publicado no Advertising Age (para cadastrados ou assinantes) aponta os games online como o novo filão da publicidade na internet. Segundo o artigo, foram investidos US$ 150 mi para veiculação de publicidade dentro de jogos online no ano de 2006. Em 2005 esse número chegava a US$ 124 mi.

Com o crescimento, alguns fabricantes de jogos alteraram seu modelo de negócio. Antes, publicavam na web demos jogáveis para gerar interesse na compra do jogo. Agora, publicam o jogo na íntegra buscando aqueles que só querem jogar, não comprar um jogo. Neste modelo de empresa, a viabilidade financeira do negócio vem do dinheiro dos anunciantes.

Outro estudo, esse da Screen Digest, afirma que o mercado ocidental de jogos online atingiu seu primeiro bilhão de dólares em 2006, com quase 60% vindos dos Estados Unidos, 30% da Europa e 10% do resto do mercado ocidental. A pesquisa mostra que 87% do faturamento ainda é proveniente de mensalidade paga pelos gamers, mas que ganhos com publicidade e com a venda de itens virtuais tem mais destaque a cada ano.

O uso da internet como uma grande plataforma para serviços permite à indústria dos jogos eletrônicos oferecer aos seus consumidores e usuários o que era a grande promessa de anos atrás, a realidade virtual. Não é a intenção falar aqui de questões sociais e psicológicas inerentes às experiências em MMOG, mas sim lançar luz sobre as iniciativas da indústria no uso desse formato. MMOG vem de Massive Multiplayer Online Game, onde muitos jogadores (centenas, milhares) podem atuar simultaneamente dentro do mundo criado pelo jogo, no mesmo servidor.

No início de março a Sony mostrou na Game Developers Conferece o Playstation Home, uma espécie de MMOG para PS3. Mais que um simples espaço para encontro e confronto, como já há hoje para quase todos os consoles no mercado, o Playstation Home é uma comunidade virtual que se pretende um grande jogo metalingüístico. Vale uma conferida no vídeo de apresentação para entender melhor do que se trata. É mais que o Second Life.

Integrado ao console da fabricante, tem tudo para ser não só uma plataforma de serviços, mas uma grande plataforma de negócios. Distribuição de conteúdo digital como se fosse uma experiência real. O Playstation Home dependerá da internet como base para seu desenvolvimento, mas venderá acesso ao consumidor como em veículos tradicionais. [Webinsider]

.

Sobre o autor

André Ursulino (aursulino@espm.br) é professor universitário, atua com desenvolvimento de produtos para uma emissora de TV e é colunista do Gamecultura.

Apoio:

  • LayerDev Serviços de Webhosting Profissional

Palavras-chave relacionadas a este texto: [ Banda Larga ] [ comunidades ]

Comentários

6 pessoas comentaram o artigo "Playstation Home avança na linha do Second Life"

Navexxx Data: 23/04/2007 às 2:36 pm

Atividade:

Cidade: San Paolo

Sensacional o artigo, isso mostra quanto é bom investir nesse mercado.
Estou CRESCENDO nessa área tambem.
http://www.navexxx.com
Novidades em breve.

[]’s

Fabricio Teixeira Data: 24/04/2007 às 10:23 am

Atividade:

Cidade:

Com certeza, a plataforma da Sony é bastante promissora! De repente a idéia de mensalidade pelos jogos consiga reduzir/combater a pirataria.

(Ei, mas não seria “Playstation Home”? Está escrito “House”, no título e no último parágrafo…)

Jogos Data: 26/09/2007 às 6:31 pm

Atividade:

Cidade:

Second life é um game que tem muito oba-oba por trás que pode não ser tudo aquilo que esperamos. Que é uma tendência podemos até achar que sim, é um Orkut 3D, mas que precisa ser ampliado e melhorado, com certeza. Tomara que melhorem tudo isso no Play.

Nyckolas Data: 24/10/2007 às 5:41 pm

Atividade: jogar video game

Cidade: Canoas

vi os trailers desse jogo e é bem melhor do que o second life.Apesar de ter os graficos muitos bons porque éo playstation 3.
second life para mim fica em segundo lugar porque o playstation home tem muitas atividades para fazer.

esse é o meu comentário

vlw!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Mário que come atrás do armário Data: 25/08/2008 às 7:17 pm

Atividade:

Cidade:

Vai ter Armário?

=B

larissa Data: 21/12/2008 às 8:54 am

Atividade: nenhuma

Cidade: rio de janeiro

eu acho que o second life é muito mais legual :B

Avisos
Os ítens com asterisco ( * ) são campos de preenchimento obrigatório.
Todos os links inseridos nos comentários possuem o atributo rel="nofollow" para impedir com que user agents (como os mecanismos de busca) sigam os links inseridos para desestimular spammers.
Todos devem se identificar através de e-mail válido.
Os e-mails dos usuários não serão divulgados no site.
Comentários:

Preencha os dados abaixo e clique em enviar

Outrolado.com.br

Leia

Mecanismo da Last.fm é uma espécie de rádio idealRádios online usam a inteligência coletiva que considera o movimento dos ouvintes para ajudar cada um a ouvir músicas novas que têm a ver com os artistas e estilos que sempre gostou. Por Gilberto Alves Jr.

A geração M, jovens habituados a mídias simultâneasA geração M é multimeios - utiliza vários meios ao mesmo tempo, para se informar e também para se socializar. Empresas de comunicação que têm como foco as crianças e os adolescentes sabem disso. Por Rafael Andaku

Seu filho gosta de games. Você reprova ou aproveita?Os pais criados com videogames começam a perceber que os jogos podem ajudar no desenvolvimento de diversas habilidades para seus filhos e em favor da educação. Por Diego Cox

Podcrer 01: a semana para ouvir em meia horaMarketing no Second Life, a Dell 2.0, o case Borat no Orkut e a venda da Agência Click são assuntos da primeira edição do Podcrer, podcast com Michel Lent e Vicente Tardin. Por Podcrer

Por dentro do Microsoft XNA Challenge BrasilNova competição da Microsoft apresenta tecnologias e idéias inovadoras para o mundo dos games. Nosso amigo participou… e ganhou. Por André Furtado

- Socorro, polícia. Fui roubado no Second Life!É um ambiente que possui câmbio, moeda e economia própria. Até onde o mundo virtual está livre das instituições jurídicas? Veja pelo ponto de vista de um advogado. Por José Antonio Milagre

Projeto leva jogos educacionais à escola públicaPortal Clickidéia, utilizado por escolas de todo o país, desenvolve uma nova área com jogos educacionais interdisciplinares como recurso de motivação e aprendizagem no ensino médio e fundamental. Por Alessandra de Falco

Second Life e a redução do poder do superegoFreud ajuda a explicar o sucesso de games como o Second Life, onde a fantasia é uma forma de dissipação da energia acumulada por desejos não-atendidos. Por Marcelo Marzola

Webinsider