Tecnobrega no Pará opera em modelo open business
31 de março de 2007, 22:37Em Belém o cenário tecnobrega é um negócio que envolve músicos, equipes de som e vendedores nas ruas. As bandas mais populares fazem mais shows e ganham mais.
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O que é isso: um modelo de negócio. Open business. Sistema emergente e descentralizado. Músicos disseminam faixas via rádios e camelôs em Belém do Pará. As mais tocadas rendem apresentações para as bandas.
Perceba: um grupo musical ou DJ grava em estúdio caseiro quatro músicas, sendo que três são agitadas e uma, romântica.
Mandam esse material para as rádios e para ‘aparelhos’, que são grupos que produzem shows. As músicas que ‘pegam’ são compiladas por camelôs e vendidas nas ruas. Um CD custa R$ 4, um DVD, R$ 10.
O camelô indiretamente participa da divulgação da banda. Ele é o termômetro. As bandas que vendem bem são convidadas pelos aparelhos para fazerem apresentações. E daí é que vem o dinheiro para os músicos.
Em matéria da Folha de São Paulo (para assinantes UOL/Folha), no caderno Ilustrada, foi anunciada a conclusão de um estudo sobre open business realizado pela Fundação Getúlio Vargas, do Rio.
O tecnobrega é a música mais ouvida no Pará. Em Belém, esse mercado é formado por 73 bandas; 273 aparelhagens (equipes de som que realizam as festas de tecnobrega); e 259 vendedores (de CDs e DVDs) que trabalham nas ruas da cidade.
O cinema nigeriano e a cena anarcopunk da Colômbia estão entre os analisados pela FGV.
Voltada totalmente para o mercado de DVDs, a Nigéria tornou-se o principal produtor de longas do mundo, com cerca de 1.200 filmes/ano (Hollywood faz a metade disso). Os filmes, que custam entre US$ 30 mil e US$ 100 mil, são vendidos em DVDs nas ruas, por US$ 3. É a segunda fonte de empregos no país, atrás apenas da agricultura.
Leia também uma matéria recente publicada também na Folha com o advogado Ronaldo Lemos, de 28 anos, que fez mestrado em Harvard (EUA) sobre o tema, doutorado na USP, e é o único latino-americano entre os nove integrantes da cúpula do Creative Commons. [Webinsider]
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1° Márcel Abreu Mota Data: 01/04/2007 às 3:03 pm
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Meu caro amigo,
sou de Belém, aqui este ritmo realmente não sai de moda e segue este modelo para dar certo. Faça apenas uma correção em seu texto: onde tem “aparelho” é “aparelhagem”, igual como escrito no texto da Folha.
As aparelhagens são ‘boites ambulantes’, são enormes caixas de som, com dj’s. Porém nada é artesanal, o pessoal usa tecnologia de ponta, com jogos de luz, laser’s, telões, notebooks… Essas boites ambulantes se apresentam em clubes e bailes espalhados pela capital e interior.
[]’s de Belém!
Márcel