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Marcos Nähr
Design

O que é preciso para ser um bom designer?

13 de março de 2007, 22:07

Quando uma idéia é rejeitada, muitas vezes é a apresentação que está sendo rejeitada e não a idéia em si.

Por Marcos Nähr

Uma das melhores definições de design gráfico que já ouvi é esta da designer Jessica Helfand: “Design gráfico é uma linguagem visual que une harmonia e equilíbrio, cor e luz, escala e tensão, forma e conteúdo. Mas é também uma linguagem idiomática, uma linguagem de símbolos e alusões, de referências culturais e inferências perceptuais que desafiam tanto o intelecto quanto o olhar”.

Gosto muito desta definição. A primeira parte é um sumário convencional do design gráfico, com o qual todos concordamos. Mas a segunda parte nos leva para uma área mais densa: ela trata o design como uma força expressiva. Essa segunda afirmação deixa claro que a consciência cultural é tão importante para um designer quanto suas habilidades técnicas e suas qualificações acadêmicas.

Ao ser perguntado se fazia pesquisas específicas para escrever cada um de seus livros, o escritor inglês Iain Sinclair respondeu que toda a sua vida era na verdade uma grande pesquisa. Não consigo imaginar nada mais apropriado para um designer gráfico. Se você não estiver constantemente absorvendo o que existe ao seu redor, criando algo como uma “inteligência visual”, você nunca será um designer gráfico.

Dizem que os arrombadores de cofre esfregam a ponta dos dedos com lixas para aumentar a sensibilidade táctil. Eles deixam a ponta dos dedos muito sensíveis e faz com que consigam sentir todas as nuances do mecanismo que abre o cofre. O mesmo vale para o design gráfico: quanto mais sensível você se tornar em relação ao mundo ao seu redor, melhor será a sua resposta (criativa) em relação a este mundo. Isto significa estudar o design em todas as suas manifestações contemporâneas e também a história do design e das artes visuais em geral, mas também quer dizer conhecer o mundo além do design gráfico.

As vezes os designers, como outros profissionais por aí, imaginam que o mundo gira ao redor do seu umbigo, do design gráfico. Isto acontece especialmente quando se trabalha com design mais de 14 horas por dia. Mas aí vai uma dica. O mundo não gira ao redor do design! Os bons designers, em sua maioria, tem interesses pessoais que vão muito além do design gráfico. O design pode até ser a sua preocupação maior, mas ele não deixa de ter outros interesses.

OK, mas afinal, como isto me ajuda a ser um bom designer gráfico?

A coisa mais importante quando você estiver discutindo um trabalho com um novo e potencial cliente é demonstrar conhecimento, abertura e receptividade. O designer que demonstra apenas sinais de soberba e restrição de foco de atuação não vai inspirar o seu cliente. Isto parece óbvio, mas é surpreendente a quantidade de designers que usam as reuniões com clientes para falar sobre si mesmos e seu trabalho. Esses são os mesmos designers que reclamam mais tarde que o seu trabalho é frequentemente rejeitado ou que eles nunca podem fazer o que eles querem. Estes designer são culpados do pior crime que um designer gráfico pode cometer: auto-suficiência e visão estreita da realidade. Para o designer com ambições, essas duas coisas são fatais!

Se você puder demonstrar algum conhecimento sobre o campo de atuação do seu cliente, se você conseguir falar sobre o projeto com tranqüilidade e se você ouvir mais ao invés de só falar sobre si mesmo, você vai se impressionar com a receptividade do seu novo cliente sobre suas idéias. Parece um paradoxo, mas quanto menos você embasar o relacionamento cliente/designer sobre você próprio, mais sucesso você terá.

Além de possuir referências culturais e ter conhecimento do mundo além do design gráfico, um bom designer também precisa se comunicar bem. Isto não é o mesmo que saber fazer discursos eloqüentes, mas se refere à habilidade de saber falar sobre o seu trabalho, especialmente com clientes e com quem não é designer, de maneira coerente, convincente e objetiva, sem se utilizar da mesma linguagem que você costuma usar com outros designers. E como a comunicação é uma via dupla, isto significa também saber ouvir. O design gráfico precisa comunicar uma idéia sem o uso de comentários (escritos ou falados) que descrevam suas intenções: você não pode ficar ao lado de um web site, por exemplo, chamando a atenção das pessoas que que entrem no site e explicando para cada usuário como você utilizou os grids para criar uma noção de conjunto, pode? Apesar disso, os designers precisam das palavras, especialmente quando estão apresentando um novo projeto.

Convencer o seu cliente de que suas idéias são corretas e de que o dinheiro dele está sendo bem gasto requer argumentos muito bem formulados.

Uma boa técnica para desenvolver a habilidade verbal é descrever o que você criou sem mostrar o trabalho. Tente descrever com a maior quantidade de detalhes possível, de tal modo que não seja necessário ver o trabalho para entender o que você projetou.

E lembre-se: a maneira como um designer apresenta suas idéias é tão ou mais importante que as próprias idéias. Quando uma idéia é rejeitada, muitas vezes é a apresentação que está sendo rejeitada e não a idéia em si. [Webinsider]

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Sobre o autor

Marcos NährMarcos Nähr (Marcos_Nahr@Dell.com) é formado em Design Gráfico, consultor de conteúdo para o Global eCommerce da Dell Computadores e professor do Comunicação Digital da Universidade do Vale do Rio dos Sinos.

Apoio:

  • LayerDev Serviços de Webhosting Profissional

Palavras-chave relacionadas a este texto: [ formação profissional ]

Comentários

27 pessoas comentaram o artigo "O que é preciso para ser um bom designer?"

Fábio Data: 14/03/2007 às 12:53 pm

Atividade:

Cidade:

A primeira coisa pra se ser um bom designer é ser ruim de programação heheheheh…

Flávio Levi Data: 15/03/2007 às 12:04 pm

Atividade:

Cidade:

Muito bom o texto! E aproveitando o comentário do fábio eu digo: sou muito ruim de programação também! rsrsrsrs

Mas a idéia é essa mesmo Nahr, as pessoas tem muita tendência a falar, e ficam exaltadas querendo mostrar seus pontos positivos no momento errado. O ideal é estudar seu cliente antes da reunião e, durante esta, ouvir atentamente tudo o que ele tiver para dizer.

Quanto a apresentação, o bom designer pode aproveitar e guardar uma grana para fazer um curso de apresentação em público ou algo do genero se for muito inibido. Este curso vai facilitar e muito a vida dele!

Ótima matéria!
[]´s
F#Levi

eu msm Data: 15/03/2007 às 3:39 pm

Atividade: web designer

Cidade: rio de janero

Aff..
Odiei a matéria
Bando de gente inútil

raphael monteiro barboza Data: 15/03/2007 às 5:05 pm

Atividade: webdeisgner

Cidade: santos

Muito bom o texto .. faz agente refletir mais sobre nossas criações .. que as vezes com o tempo corrido acabamos não fazendo do jeito que se deve faazer e acabamos muitas vezes com otimas ideias rejeitadas ..sim como disse o texto ..a apresentação não foi vendedora..

quanto aos coments a cima .. te fala q to começando a aprender um pouco de programação ..coisa q não prejudita minha criação ..pelo contrario ..tah ate ajudando ..eheheh .. cada um é cada um ..abraçoss a todos e parabens

Rafael Cordeiro Data: 16/03/2007 às 5:46 am

Atividade: Diretor de Arte

Cidade: Barcelona

Eu achei a matéria bem interessante. A apresentaçao de um produto ou mesmo uma idéia sempre foi primordial nao so no design mas em qualquer seguimento. É o que faz realmente nós “vendermos nosso peixe”. É uma ótimo exercicio para refletirmos.
Como disse o Marcos muitos designer se preocupam em ficar explicando cada detalhe do trabalho sendo que poderiam com algumas palavras despertar a “curiosidade” do cliente sem mesmo mostrar nada (Uma ótima dica por sinal).

Parabens pela matéria.

Um abraço.

Carolina Data: 16/03/2007 às 6:16 am

Atividade: web designer

Cidade: são paulo

Não gostei deste artigo, achei os exemplos citados ruins e particularmente, acredito que a melhor maneira de convencer um cliente sobre suas idéias, não é com argumentos e sim resultados.

E quanto aos comentários dos colegas, na minha humilde opinião, acho que uma coisa não tem nada haver com a outra. Não é uma falta de qualificação ou aptidão em determinada área que te faz ou não, apto a outra. Ridículo estas comparações. São poucos, mas existem designers com noções (disse noções ok!) de programação e vice e versa.

Anderson Data: 20/03/2007 às 9:25 am

Atividade: Webdesigner

Cidade: São Paulo

Gostei da matéria.

Só queria uma opinião, o que fazer quando você deixa o cliente falar falar falar e no final você verifica o que ele quer é o banner que ele viu na Lojas Americanas, com o menu no site da Coca- Cola com as cores do site da Natura?

abraço

Kenny Maicon Data: 20/03/2007 às 10:14 am

Atividade: Design

Cidade:

Ótima materia!

Pedro Mizcci Majeau Data: 20/03/2007 às 10:38 am

Atividade: WEB Marketer

Cidade: São José dos Campos

Olá Marcos,

Tudo Bem?

Você foi além em seu discurso, ampliou a atuação do Designer Gráfico, colocou-o no patamar de um empreendedor de idéias, atividades e negócios!

Acredito que o profissional descrito é mais que um bom designer, é um profissional que cuida do clima psicológico que conduz os trabalhos que produzem soluções e resultados para uma equipe ou uma empresa.

E seu último parágrafo resumo o quanto é importante a performance de um Designer Gráfico ou qualquer profissional em saber realizar uma apresentação de suas idéias para viabilizar as condições para o próximo passo.

Parabéns, Parabéns, Parabéns!

Pedro Majeau
WEB Marketer
www.negocios-de-valor.com

10° Beto Nogueira Data: 21/03/2007 às 1:23 am

Atividade: Designer/Programador

Cidade: São Paulo

Muito bom o artigo! Realmente as vezes gente que nem eu, que procura aprender programação apesar de ser formado em Design, peca por querer adaptar o layout a tecnologia adotada, procurando propor algo mais leve e dinâmico, acaba sacrificando o contexto cultural, tanto da empresa como do usuário. Sempre presente está o comentário do Anderson, pois outro dia um cliente me pediu 3 conceitos para um banner, porque queria vê-los e misturar o que mais gostou em cada um, talvez se estivermos mais atentos à percepção de “bom design” do cliente, compreendendo o seu universo, podemos acertar com menos “tacadas”. E o resultado obtido será compatível com a visão desse cliente sobre seu negócio, se for limitada, os resultados estarão dentro desses limites e ser for bem ampla, ele com certeza aceitará uma proposta que pareça mais à frente do ponto onde ele se encontra no momento, aí sim dependerá muito da capacidade do designer de aproveitar os recursos vindos das mais variadas fontes e não apenas do “mundo dos designers”. E pra defender minha raça, conhecimento de programação com certeza será bem vindo para propor soluções que serão concretizadas com maior produtividade ;)
Abraços à todos

11° Daniel Dauber Data: 22/03/2007 às 12:41 pm

Atividade: dsigner

Cidade:

Essa semana tive que apresentar um novo projeto de um portal. com inovaçoes tanto no design quanto no conteudo.
porem, bem antes da reuniao, os clientes tinham o foco no conteudo, deixando de lado a navegaçao e o design .. entaum, como apresentar o dsign e navegaçao, sendo q o cliente sabe o q é, e fixando a atençao apenas no q eh de se conhecimento ?

12° Filipe Data: 27/03/2007 às 9:27 am

Atividade: Programador e designer web

Cidade:

Concordo com o que comentaram a cima, muitas vezes o cliente contrata a solução e não apenas um profissional. Quase todos os clientes focam no conteúdo e deixam à parte gráfica e funcional (sistema) com o desenvolvedor.

Discordo de um outro comentário que para ser um bom designer deve-se ser um ruim programador, isso vai da competência de cada um.

Muito boa à matéria, apenas esqueceu de falar sobre o foco importante no conteúdo e a relevância que ele tem no design.

13° Henrique Luis Data: 30/03/2007 às 10:51 am

Atividade: Designer Gráfico

Cidade: Teresina/PI

Gostei muito do artigo!!!!
Na minha humilde oponião acho que podemos tambem adicionar ao DESIGNER em si mesmo a objetivida e praticidade. Essenciais ao resultado final.

Valeu.

14° Romel Zanini Jr Data: 04/04/2007 às 2:44 pm

Atividade: Marketing

Cidade: São Paulo

Quando o cliente pede o desenvolvimento de um trabalho para atender suas necessidades, ele já tem uma referencia em sua cachola. Algum trabalho que ele viu, gostou e inveja por nao ter partido dele. Então ele procura o profissional, e da maneira dele tenta expor o que ele deseja. É o inicio do processo criativo. Captar qual é essa referencia. Por isso é muito importante estar antenado sobre todas as açoes de sucesso. Após ter aquele feeling sobre o que ele deseja lhe resta ir atraz de referencias para mesclar o que cada ação teve de melhor e eliminar o que nao ficou legal. Criar é fazer amor, faça de tudo para agradar a sua companheira.

15° Juliano Data: 05/05/2007 às 1:02 pm

Atividade: Empresário

Cidade: Passo Fundo

Fraca a matéria mais da para tirar algum proveito

16° Camila Testa Data: 06/05/2007 às 12:08 pm

Atividade: Designer

Cidade:

Adorei o texto! Bom mesmo.
Um conselho para ser um bom designer: Trabalhe com o coração e saiba as necessidades do seu cliente. Se na hora da apresentação você estiver realmente estudado o cliente, lapidado as ideias e feito uma apresentação surpreendente, não tem erro, è BINGO na certa!

17° Júlio César dos Santos Data: 08/05/2007 às 4:36 pm

Atividade: Designer de Web

Cidade: Brásilia

O mais importante é saber ouvir e deixar a soberba de lado como o Marcos falou…

Afinal “Less is More”.

18° Wilson Filho Data: 21/05/2007 às 10:40 am

Atividade: Design Gráfico

Cidade: Salvador

Realmente esta última técnica é boa para desenvolver a habilidade verbal, mas me fez lembrar de uma frase célebre de um professor de semiótica: “eu não vejo palavras”. Por melhor que o discurso seja ele é incapaz de substituir o layout.

19° vitor vtm Data: 17/08/2007 às 3:01 am

Atividade:

Cidade:

Creio que o designer, não necessita ser ruim em programação, eu diria ser um pouco, fora do senso comum.Eu por exemplo estou terminando o curso de análise de sistemas, e pretendo me especializar em design. Não que programe mal, mas que tenho idéias fora do contexto da programação em si, tinha muita dúvida em relação a isso, mas ja estou decidido caminhar pelo caminho que gosto.

20° Gustavo Oliveira Data: 03/10/2007 às 11:31 am

Atividade: WebDesigner

Cidade:

Ser ruim em programação é um vantagem evolutiva e financeira!

21° fernanda Data: 15/10/2007 às 10:04 pm

Atividade: designer gráfico

Cidade:

estou fazendo o curso tecnólogo de designer gráfico, no entanto não tenho experiência na área em geral. sendo mulher aos 28 anos é possível entrar no mercado de trabalho…

22° Edmar Data: 14/11/2007 às 5:19 pm

Atividade: Peão kkk

Cidade: Osasco

Então cara texto muito bem elaborado, vc saberia explicar alguns softwares de facil manuseio, para inicianes?
Um abraço

23° leo yama Data: 18/12/2007 às 8:12 am

Atividade:

Cidade:

respondendo à Fernanda: “estou fazendo o curso tecnólogo de designer gráfico, no entanto não tenho experiência na área em geral. sendo mulher aos 28 anos é possível entrar no mercado de trabalho…”

O mercado tá cheio de gente ruim ganhando dinheiro. Sabendo fazer mais ou menos, já dá pra entrar no mercado. Ofereça seu trabalho em gráficas, que costumam fazer layouts prostituídos para clientes. Com isso, vc pega experiência e vai fazendo sua lista de clientes. Faz um curso aqui e ali, se torne cada vez melhor, e vá melhorando seu trabalho, sempre.

Vejo design como um cozinheiro ou cantor: você pode criar novos pratos e músicas, mas é mais fácil agradar cantando o que o cliente já gosta e servindo o arroz com feijão.

Você também pode arranjar cliente para outros designers cobrando uma comissão. Aliás, ganha muito mais dinheiro fazendo isso.

Se quer se realizar artisticamente, faça arte para si. Para ganhar dinheiro, cante a música que o povo gosta.
=D

24° Adriano Silva Data: 19/04/2008 às 2:20 pm

Atividade: Designer Gráfico

Cidade: Cataguases - MG

Bem interessante o texto Marcos Nähr, concordo plenamente, a comunicação é de fundamental importância não só no “mundo” do Design, é com ela que vc consegue convencer clientes de suas propostas e de suas idéias, a falta de comunicação apenas demonstra que o próprio Designer não sabe bem oqeu ele quer mesmo sabendo, se não expressar é o mesmo que não.

25° Igor Da Silva Salmeron Data: 21/04/2008 às 7:59 am

Atividade: Designer

Cidade: Aracaju

Matéria muito boa e me influenciou bastante no meu trabalho;Quando fala que o design é um tipo de expressão cultural eu nunca pensei nessa hipotese de eu poder expressar uma forma de expressão que é uma verdadeira arte,o design.

Abraços,Igor

26° Fernando Data: 13/07/2008 às 11:43 am

Atividade: Estudante

Cidade: São Paulo

Bom, eu tenho apenas 14 anos e já estou pesquisando sobre bons empregos pra mim no futuro,
e o que me chamou mais atenção foi designer gráfico, ele me seduziu…
Então esse texto me ajudou muito e me aprofundou no conhecimento dessa profissão, no ano de 2009 eu começarei a fazer uns cursos de aprendizagem,e acho q vou ficando como um futuro designer gráfico.
O texto é bom mesmo. Mas faltou detalhes como salarios(aproximados)e onde conseguir bons cursos.

Obrigado, atenciosamente:
Fernando De Lima.

27° Fábio Data: 06/01/2009 às 9:24 pm

Atividade: Designer

Cidade: Araras

Olá Nähr me chamo Fábio e acabei de ler sua matéria de como ser um bom designer. Hoje sai a procura do meu primeiro emprego como Designer, espero conseguir logo,através da sua matéria consegui observar um outro lado do designer cujo qual não conhecia, saber dialogar é um passo enorme para qualquer profissão, expressar nossas idéias é a base para uma grande carreira profissional.

Agradeço pela matéria!!!!!!!

Parabéns!!!!!!!

Até mais,

Fábio

Avisos
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