O grampeador que “grampeia” você também
05 de março de 2007, 20:45RFID é um sistema identificador de mercadorias que vai substituir o código de barras. O problema é que seu uso pode ser uma mais uma ameaça à privacidade.
Por

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Se isso aparecesse no último filme do 007, muita gente diria que o roteirista tinha exagerado. Embutir um transmissor em um grampo de papel?! Mas isso logo vai estar à venda nas melhores casas do ramo…
RFID é um aparelhinho montado usando um chip e uma micro-antena. Ele funciona sem baterias porque é ativado pela energia da transmissão eletromagnética. Ou seja, um transmissor emite um sinal, a antena do aparelho capta e essa energia faz o chip processar a informação e emitir uma mensagem de resposta.
Aqui no Brasil eles já funcionam, por exemplo, no sistema chamado Sem parar, utilizado em alguns pedágios. O equipamento é ativado via rádio quando o carro se aproxima da cancela.
É a tecnologia que deve substituir o código de barras. Os mais baratos custam centavos de dólar. Além de dispensar eletricidade - e, por isso, ter vida útil infinita - o RFID pode armazenar muito mais dados. Com ele, cada produto poderá ter um número de identificação único. Cada caneta Bic, por exemplo. Controlar estoque vai ser muito mais fácil e eficiente. Mas o bichinho tem contra-indicações…
Se voce comprar uma peça de roupa íntima e não tirar a etiqueta, ela vai continuar funcionando. Se você tiver um amante e for com ele/ela a um motel, a informação do produto poderá ficar registrada; a partir daí, é só verificar quem comprou o tal produto para você ser pego.
Enfim, tudo isso para falar da novidade. RFID embutido em um grampo de papel. OK, a idéia é que ele seja usado para você marcar, por exemplo, documentos importantes. Assim vai poder encontrá-los mais facilmente. Mas esse produto, pelo tamanho, lembra muito aqueles transmissores usados por espiões. É só colocar um desses no bolso de alguém para poder seguir essa pessoa sem que ela saiba.
Assustador… [Webinsider]
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1° Alexandre Mello Data: 06/03/2007 às 11:00 am
Atividade: Consultoria e Projetos Web
Cidade: Brasília
Oi Juliano
Compartilho essas preocupações. RFID, GPS e congêneres tem tudo para se tornar a paranóia digital do século, sobretudo quando se vincula a ansiedade do controle informacional crescente ao igualmente crescente consumismo desenfreado. Ora, “soluções” muito seguras são necessariamente as que menos tem a oferecer em privacidade…
Esses dias mesmo meu pai, bom carioca que é, e internauta novato, tendo ouvido o galo cantar sem saber onde, veio me sugerir se seria possível “inventar” alguma tecnologia para combater os sequestros relâmpagos. Daí disse a ele que só mesmo implantando um chip na testa. Huahuahua
Dia desses escrevi um post com uma visão humorada sobre a privacidade (ou falta dela). Confere lá o Teste da Privacidade Digital
Abç
Alexandre