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Serviços no celular dependem da evolução das redes

25 de janeiro de 2007, 11:52

Serviços previstos para a terceira geração de celulares podem ser oferecidos, com limitações, em sistemas de segunda geração, através de melhorias nas redes celulares existentes.

Por Márcio Lima

A Hands, parceira do Webinsider para a distribuição de conteúdo para celulares e PDAs, tem agora um novo serviço em conjunto com o site Buscapé, o Buscapé Mobile (wap.buscape.com.br), onde celulares com acesso à internet podem fazer pesquisas de preço pelo telefone e até mesmo efetuar compras.

O usuário acessa o endereço via browser no celular, compara preços e conta com funções especiais para a aquisição do produto. Se quiser, entra em contato com o vendedor que oferece a melhor oferta e pode até mostrar a ele a lista de valores oferecidos pela concorrência na hora de negociar um bom desconto.

É uma interessante aplicação no celular de um serviço muito conhecido na internet. Mas, apesar de lançamentos como este, o Brasil está em desvantagem em relação ao panorama mundial no que diz respeito à prestação de serviços para telefonia móvel. Tudo indica que o brasileiro ainda segue em ritmo lento rumo ao futuro, segundo especialistas no setor de telecomunicações.

Se os fabricantes de telefones celulares estão se esmerando em oferecer os aparelhos mais modernos e com o maior número de funções, os serviços parecem ainda não explorar todo o potencial desses fantásticos aparelhos. Conversamos com Antonio Fischer, especialista em telecomunicações e professor do Departamento de Engenharia de Telecomunicações da Escola Politécnica da USP, sobre a realidade da telefonia celular no Brasil.

- Professor, são introduzidos no mercado brasileiro anualmente equipamentos modernos, capazes de oferecer aos usuários uma infinidade de serviços como acesso à internet, localização por satélite e até mesmo a possibilidade de assistir programas de TV. O mercado de serviços via telefone celular aqui no Brasil acompanha essa demanda e explora o potencial desses aparelhos?

- Não acompanha. Normalmente existe um atraso de alguns anos (até, aproximadamente, 10 anos) para atualização das redes instaladas, isto é, para introdução de uma nova geração. Nos países mais desenvolvidos, já se encontram em fase de instalação e operação redes celulares de terceira geração.

No entanto, alguns serviços previstos para a terceira geração podem ser oferecidos, com limitações, em sistemas de segunda geração introduzindo melhorias nas redes celulares existentes. Operadoras como TIM, Claro (redes GSM), e VIVO (rede CDMA) oferecem serviços com características daqueles previstos para a terceira geração plena.

Mais adiante, a integração pela internet

- Em breve os brasileiros poderão acessar mais a internet via telefone celular do que pelo computador, como já fazem os japoneses?

- Isso dependerá da capacidade de investimento das atuais operadoras e daquelas que vierem a ser licenciadas pela Anatel para exploração da terceira geração de telefonia celular. No entanto, cabe aqui ressaltar que a evolução mais dramática que se vislumbra é a integração crescente dos diferentes tipos de serviços de telecomunicação. Ou seja, antigos terminais ou telefones analógicos, telefones sem fio, PBXs, terminais via satélite, terminais VoIP, redes LAN, WIFI, WiMAX, radiodifusão de vídeo digital, GPS, etc., estarão interligados numa infra-estrutura multimídia global, tendo a internet com elemento comum e por onde deverá trafegar toda e qualquer forma de informação.

Nestas condições, o usuário poderá, eventualmente, utilizar um terminal único, ou não, para acessar as diferentes modalidades de serviço, de acordo com sua conveniência, custos praticados etc. E, esse eventual terminal único, seguramente, não é o terminal celular de hoje, qualquer que seja a rede em que opere.

Portanto, como pode ser observado, o problema é um pouco mais complexo do que simplesmente passar mais ou menos e-mails pelo celular.

- Com a introdução de novos recursos como câmera digital, captação de imagem e recursos de entretenimento como música e vídeo, o celular voltou a ser um símbolo de status como era na época em que foi lançado?

- Não acredito. Diferentemente dos tempos no início de implantação da primeira geração de celulares, poucos usuários estão dispostos, atualmente, a arcar com custos altos de aquisição de equipamentos, ou pagar contas altas pela utilização de serviços.

É bom lembrar que 70% de usuários no mundo utilizam o terminal pré-pago, com o único objetivo de controlar seus gastos (no Brasil essa porcentagem chega a ser ainda maior). E mais, esse serviço só se viabiliza economicamente quando implantado em larga escala. [Webinsider]

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Sobre o autor

Márcio Lima (marcio425@uol.com.br) é estudante de jornalismo e colaborador do Superdownloads

Apoio:

  • LayerDev Serviços de Webhosting Profissional

Palavras-chave relacionadas a este texto: [ mobile ] [ Vendas ] [ celular ]

Comentários

3 pessoas comentaram o artigo "Serviços no celular dependem da evolução das redes"

edo Data: 25/01/2007 às 4:07 pm

Atividade: designer

Cidade:

enquanto as companias telefônicas não baixarem suas taxas e enquanto o uso de toda essa parafernalha eletrônica não for oferecida claramente aos usuários, esses bonitos aparelhos continuarão sendo usados como mp3 players e máquinas fotográficas de baixa qualidade.
humpf para esses caras |oO|!!

Camilo Data: 26/01/2007 às 9:01 am

Atividade: Webdesigner

Cidade: São Paulo

Acho que se os minutos fossem mais baratos ia impulsionar um maior consumo.

Estou cansado de receber aquelas ligações do tipo “Me liga de volta”.

Eu uso celular pré-pago mas consumo cerca de R$ 50 todo mês (incluindo créditos e promoções) e uso a Internet quando é necessário, como mandar um e-mail sem computador, faço diversas ligações, enfim, tenho o celular como um aliado.

Pra mim não é tão pesado assim colocar R$ 25.

Pra outras pessoas não compensa colocar crédito pra falar um pouquinho, quanto mais pagar uma conta de um pós-pago.

Se fosse mais barato, mais pessoas usariam, o crédito ‘duraria’ um pouco mais e os serviços seriam implantados com mais velocidade, pelo maior uso. Acho que seria benefício tanto para as operadoras (que teriam mais pessoas consumindo) quanto para nós usuários (que usaríamos mais os serviços - pois seriam mais barato - e aquele pouquinho a mais que às vezes não temos coragem de usar ficaria mais acessível.

[ ]´s

Michael Data: 28/01/2007 às 11:12 am

Atividade: tecnico

Cidade: floripa

“Tudo indica que o brasileiro ainda segue em ritmo lento rumo ao futuro, segundo especialistas no setor de telecomunicações”…e o futuro é comprar uma escova de dente elétrica via celular??
ai esses especialistas…estão lendo muita Veja, newsletter da Intel, Sansung…

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