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Tecnologia

Paulo Roberto Elias
Áudio e vídeo

Monitores CRT, plasma e LCD: os detalhes técnicos

22 de janeiro de 2007, 22:55

Temos três modelos disponíveis hoje para a TV: com painés de tubo (CRT), de cristal líquido (LCD) e os de plasma. Entenda as tecnologias. LCD em vantagem.

Por Paulo Roberto Elias

Não há dúvida de que, ao longo dos últimos anos, a tecnologia de monitores e televisores tomou um impulso nunca antes visto e, a cada dia, mais novidades tendem a sair dos laboratórios em direção às lojas.

Alguns conceitos, relativos às tecnologias propriamente ditas, continuam sem nenhuma modificação. Há pouco futuro nas telas de plasma, por causa das limitações de uso com imagens estáticas e outra série de motivos técnicos, até complexos, que descreveremos mais adiante.

Se os novos painéis de plasma, que ainda se baseiam na excitação de fósforo para criar imagens, não derem certo, é bastante provável que esse uso de substâncias à base de fotoluminescência no plasma seja descartado por completo ao longo dos anos.

E neste caso, os processadores de imagens à base de transmissão de luz (usados no LCD, por exemplo) se tornarão prevalentes na fabricação e no consumo. As fontes de luz estão sofrendo, e deverão sofrer mais ainda, modificações no sentido da economia e durabilidade.

O formato de tela 4:3, aquele quadrado que passamos a vida inteira assistindo na televisão, também não tem futuro algum. Na realidade, a imagem 1,33:1 em 4:3 sofre, via de regra, da omissão da reprodução de parte do fotograma, em virtude do “overscanning” (linhas da varredura nos tubos de imagem que ficam para fora da visão do usuário).

A tela 16:9 ou 16:10 (widescreen), entretanto, pode reproduzir 4:3 sem nenhum overscanning, e assim, ironicamente, é a melhor opção até mesmo para a imagem padrão de 4:3. O problema é que, ao usar 4:3 em um monitor de plasma, devemos ter aquela série de cuidados para não manchar a tela (leia matérias ao lado).

Alta definição sem rumo no Brasil

Não há, até agora, nenhuma evidência concreta de que as transmissões digitais locais (canais abertos) cheguem a algum lugar. E mesmo se houvesse, seria para ver exatamente o quê? O público que normalmente se pendura em novelas, telejornais e seriados por acaso sabe, tem interesse, ou pretende investir uma nota preta em alta definição?

O recente imbróglio causado pela devolução das TVs de plasma mostra claramente o despreparo: nem mesmo aqueles que estão envolvidos, por hobby ou por lazer, com assuntos de home theater, aqui e lá fora, tinham idéia de como iria ser a reação do consumo de massa com o investimento neste tipo de tecnologia. Vamos analisar os três modelos disponíveis hoje: CRT (tubo), LCD e plasma.

CRT

O tubo de raios catódicos (em inglês, Cathode Ray Tube ou CRT) é a base da TV que todo mundo conhece. Há anos que o CRT está com os dias contados, mas houve uma época gloriosa para o uso do tubo em projetores frontais e retro-projetores. As TVs de tubo, apesar de populares e mais baratas, trazem alguns inconvenientes sérios, entre eles o do efeito de centelhamento (“flicker”) que é resultado da varredura do canhão de elétrons, bombardeando a camada de fósforo contido na superfície do tubo.

O centelhamento diminui muito nos tubos de alta definição, mas nos tubos convencionais ele castiga a visão do usuário de maneira significativa. O problema é que a gente já se acostumou e não sente mais. E se o conteúdo transmitido não estiver em alta definição (toda nossa programação da TV aberta, por exemplo), o centelhamento é percebido menos.

Além disso, a maioria dos tubos não tem uma imagem plana, nem mesmo aqueles vendidos como tal e, em decorrência disso, é muito comum se observar erros como o de convergência (caso em que o feixe de elétrons erra o alvo e excita a molécula de fósforo errada, mostrando uma sombra colorida na imagem), e o de geometria, onde as linhas retas nos cantos aparecem distorcidas.

Finalmente, existe um problema grande de foco na imagem, e, neste ponto, quanto mais barato for o tubo, menos resposta para foco ele tem, motivo pelo qual muita gente que compra um leitor de DVD nunca consegue uma imagem decente, mesmo depois dos dois equipamentos regulados.

Os painés de plasma

O painel de plasma foi inventado tendo como um dos objetivos a eliminação do centelhamento, acima mencionado, e da correção geométrica e de foco da imagem, o que é conseguido pela excitação individual das camadas de fósforo na tela.

A imagem é composta por milhões de pequenas células, que contém um gás inerte, que emite luz ultra-violeta (UV) sob a passagem de corrente elétrica. A luz UV excita o fósforo, que produz assim a imagem.

Os painéis de plasma impressionam muita gente por causa do nível de contraste que se consegue para imagens de cinema. Em contrapartida, são altamente suscetíveis a marcas ou manchas. Quando temporárias, essas manchas podem ser removidas pela repolarização das moléculas de gás dentro das câmeras. Mas, outro efeito, pior e praticamente impossível de corrigir, é a queima desigual das partículas de fósforo, chamado genericamente de efeito de “burn-in”.

Ninguém até hoje conseguiu explicar didaticamente por que os painéis de plasma são mais suscetíveis ao burn-in do que as telas CRT. Uma explicação possível se refere ao fato de que a descarga de luz UV pode perfeitamente afetar permanentemente a estrutura química das moléculas de fósforo do painel.

Normalmente, a incidência de energia luminosa excita os elétrons da substância desta camada, que pulam para um orbital de maior energia. Cessada a excitação, os elétrons voltam aos seus orbitais nativos, mas ao fazer isso, emitem luz, fenômeno chamado de fotoluminescência.

Os painés LCD

Define-se “cristal líquido” como uma substância cujo estado físico está entre as fases sólida e líquida. Para construir um painel de cristal líquido, é preciso ter três elementos básicos: uma fonte de luz (geralmente do tipo fluorescente, na região de emissão da luz visível), dois painéis de polarização, sendo que um deles fica disposto a 45º do outro, e finalmente, uma camada de cristais líquidos nemáticos.

O tempo gasto em qualquer estágio da operação no LCD é chamado de “tempo de resposta” e determina, em última análise, a velocidade na qual o painel de LCD reage às variações de corrente elétrica que o alimenta.

Na prática, quanto mais rápida for esta resposta, mais precisa será a reprodução de imagens em movimento. Valores típicos para painéis rápidos estão na faixa de 12 ms ou menos, geralmente entre 10 ms e 8 ms. Painéis mais recentes exibem tempo de resposta em torno de 6 ms até 2 ms, quando então a mudança de quadros se torna virtualmente imperceptível ao olho humano.

Por outro lado, o brilho da imagem que chega à superfície do painel é determinado pela amplitude da intensidade da luz na fonte, o que é conseguido variando-se a corrente em cima da lâmpada que alimenta o painel. A expectativa de duração de uma lâmpada usada em painéis LCD, em condições normais de uso, é de cerca de 60 mil horas. Em princípio, seria possível substituir esta lâmpada, o que daria vida ilimitada aos painéis.

O grande trunfo das telas LCD é que não existe excitação de qualquer substância para se conseguir contraste, tal como acontece nas telas à base de fósforo (plasma). Por causa disso, não é possível haver queima do painel como ocorre no plasma ou CRT.

Por outro lado, existe a chance de que os cristais líquidos não respondam aos estímulos elétricos aplicados, e isso os torna “permanentemente acesos”. Se, ao contrário, a alimentação elétrica impede o seu relaxamento, eles ficam “permanentemente apagados”. Um pixel com este tipo de problema não é necessariamente resultado de alteração dos cristais líquidos.

Os painéis LCD em uso nas instalações de home theater são do tipo “matriz ativa”, com uma alimentação feita por um transistor muito fino (TFT, ou Thin Film Transistor). Se o transistor estiver em curto, o pixel respectivo apresentará “defeito”, e neste caso, nada mais se poderá fazer.

A maior crítica sobre o LCD é a ausência do chamado “preto absoluto”. Embora não seja possível garantir que o preto neste nível possa existir, é bastante provável que ele não atrapalhe a exibição de material de cinema, da maneira como os seus críticos alegam. Além disso, é muito mais fácil se conseguir alta resolução plena (1980 x 1080 pixels) num painel de LCD, do que, por exemplo, num painel de plasma. E o aumento do contraste, que pode ser uma imensa dor de cabeça com outros painéis, tem fácil controle nos painéis LCD, sem prejuízo algum ao aparelho.

Os painéis LCD mais recentes no mercado têm uma relação de contraste (diferença entre os níveis máximos de partes claras e escuras da tela) em torno de 800:1 e acima, o que é suficiente, por exemplo, para dar uma aparência de filme de cinema na imagem obtida.

Painéis de LCD em tamanho grande têm aparecido mais recentemente, nas faixas de 70 a 100 polegadas. Estas telas são, em geral, fruto das parcerias entre os fabricantes Philips e LG, e Sony e Samsung.

O mercado de telas em cristal líquido tomou grande impulso com o seu uso como monitores de computadores, mas alcança rapidamente o espaço deixado pelos televisores de painel e projetores, principalmente após a recente queda de preço do produto final. É bom ficar de olho. [Webinsider]

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Sobre o autor

Paulo Roberto EliasPaulo Roberto Elias (miragem.prpelias @yahoo.com) é professor aposentado da Faculdade de Medicina da UFRJ, Departamento de Patologia, M SC pelo Departamento de Bioquímica do Instituto de Química da UFRJ e PhD em Bioquímica pela Cardiff University no Reino Unido e mantém o site Miragem

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Comentários

79 pessoas comentaram o artigo "Monitores CRT, plasma e LCD: os detalhes técnicos"

Daniel Data: 23/01/2007 às 12:43 am

Atividade:

Cidade: Aracaju

Muito bom este seu artigo, Paulo.
Eu já sabia que o LCD levava vantagem sobre o Plasma, mas não com um comparativo tão preciso e detalhista. Parabéns.

Rael Data: 23/01/2007 às 7:13 am

Atividade:

Cidade:

ótima matéria… :)

Adriano Data: 23/01/2007 às 8:14 am

Atividade:

Cidade:

A matéria tem pontos bons, mas parece tendenciosa ao LCD, pois demonstra muito mais características virtuosas das telas LCD. Tanto no plasma quanto no CRT, a matéria se concentrou mais nos defeitos que nas virtudes. Poderia ter sido incluída uma tabela para comparativo de dados técnicos, para que as pessoas pudessem ver as diferenças entre as caracterísitcas.

Sergio Data: 23/01/2007 às 9:18 am

Atividade:

Cidade:

Faltou falar dos tipos DLP e 3 LCD que não apresentam os problemas do plasma, são mais baratos, tem full hd fora do Brasil, porém falam que cansa mais a visão (não sei se é verdade)

Paulo Roberto Elias Data: 23/01/2007 às 10:21 am

Atividade:

Cidade:

Inicialmente, eu gostaria de pedir desculpas aos leitores, se o tom do meu texto pareceu indicar uma tendenciosidade pelos painéis de LCD, em detrimento dos de plasma. Infelizmente, eu tive os três tipos de display, e a minha experiência com o de plasma (Philips 9630/78, 42″, Ambilight) foi desastrosa. E as minhas queixas se somaram a de muitos outros. E eu procuro sempre pesar os pós e contras, antes de formar uma opinião prória. Não obstante, eu gostaria de deixar bem claro que eu encorajo a todos a formarem a sua própria opinião, ao invés de simplesmente acreditar na minha!

Infelizmente, o meu texto original cobre muito mais do que foi possível editar no Webinsider. Por causa disso, eu solicitei aos editores que fizessem uma referência à minha página pessoal, onde outras tecnologias são descritas, neste mesmo tópico, na seção de Home Theater (o link é: http://www.miragem.bravehost.com/home%20theater/O%20futuro.htm, para quem tiver interesse na releitura).

Por outro lado, o texto reeditado no Webinsider talvez seja de mais fácil leitura que o do meu site. E eu estou aguardando que as partes restantes sejam revistas e aparecem em breve por aqui. Obrigado a todos pelos elogios.

William Data: 23/01/2007 às 11:52 am

Atividade: Contador

Cidade: Campinas

Paulo,

Sua materia não é tendenciosa, ela é assertiva em dizer que o plasma é péssimo negocio e ultrapassado e o LCD é a grande inovação.

Alias, desculpe-me, não quero ser desagradavel com minha opinião… mas vi que escreveu mais duas materias:

“TV de Plasma deixa consumidores frustrados” e “TV de Plasma, cuidado com o burn-in”.

Então é dificil não pensar qu há uma propaganda em relação a tecnologia LCD. Como voce disse, isso reflete a sua opinião e estudo, mas não posso concordar que uma TV Ambilight da Philips (premiada mundialmente e sucesso de vendas) seja “desastrosa”, ainda que sua experiencia tenha sido.

Eu tambem procuro o melhor, mas postei em outro topico seu (Plasma x LCD) que estudos ha 16 meses realizados pelo IDC ja mostravam siguinificativas melhoras em ambas as tecnologias. Não acredito que alguem deixaria uma imagem estatica em sua TV por mais de 24h, se o fizer deve ter muita falta de senso em relação a economia domestica ou gosto duvidoso. Tambem não conheço testemunhos de pessoas que sofreram burn-in, nem neste site, nem em foruns como o HT ou comunidades do Orkut.

Outro dado importante é dizer que a TV de Plasma é a tela mais vendida no mundo atualmente, e que esta recebendo investimentos maciços como o do grupo Matsushita (Panasonic). E resolução FULL HD (1920×1080) em 103 polegadas já é uma realidade.

Sim, o LCD cresce e recebe investimentos, mas ainda não siguinifica metade das vendas de telas finas no EUA, segundo o site “Display Search”.

E tem mais, o nivel de contrastes e tempo de resposta influencia sim no desempenho e resultado final. O olho humano não pode ser totalmente enganado e não perceber as sutis diferenças. E é bem provavel que ele perceba alguma diferença…

Assim como são os Cd’s que para economizar espaço, cortam frequencias que o ser humano não escutaria, mas sabe-se que mesmo inaudivel este som deixa a qualidade do audivel deteriorada, assim é com o LCD que ao não atingir o “preto absoluto” deve em filmes com cenas escuras.

É claro que para saber isso precisa-se comparar, lado a lado, usar fontes iguais e de excelente definição. Coisa que os brasileiros comuns (99%) geralmente não tem. Canais abertos de pessima qualidade, TV paga com serviços ruins, fontes que atingem no maximo 480p, etc…

Então, registro aos que interesam, estudem bem o assunto… não há tecnologia definitiva.

Vinícius Cordeiro Data: 23/01/2007 às 12:15 pm

Atividade:

Cidade:

A questão do preto absoluto ocorre pelo seguinte fato: lâmpadas fluorescentes não podem ser apagadas e acesas de maneira rápida. Por isso que, numa imagem muita escura, pode-se ver uma iluminação residual, principalmente no topo e no fundo do monitor (locais onde as lâmpadas são colocadas em geral).

Entretanto, já existe solução para este problema: utilizar LEDs no lugar das lâmpadas. LED, acrônimo de Light Emitting Diode (Diodo Emissor de Luz), são componentes eletrônicos muito antigos e conhecidos (a luzinha que indica que seu PC está ligado é um LED, por exemplo). Com o avanço tecnológico das últimas décadas, é possível criar LEDs de cor branca com um nível de luminosidade bastante alto.

Some-se o fato de que LEDs são alimentados com tensões baixas (ao contrário dos milhares de volts necessários pelas lâmpadas fluorescentes) e a possibilidade de ligar e desligar o dispositivo com rapidez, e você terá a nova tendência na construção de monitores LCD.

Esta tecnologia já usada em monitores de alguns modelos de notebooks da linha Vayo, da Sony. Entretanto, eles ainda são bastante caros, mas isso é algo que será resolvido com o tempo.

Você tem menor consumo, maior luminosidade e o tão discutido preto absoluto. É só esperar monitores para desktop usando LEDs serem lançados agora.

Paulo Roberto Elias Data: 23/01/2007 às 1:10 pm

Atividade:

Cidade:

William,

As matérias que você citou são do jornalista Paulo Rebêlo, com que me comuniquei à época do meu entrevero com a Philips, cujo suporte simplesmente não queria reconhecer que a minha TV tinha tela queimada. Depois do Procon, eles me ofereceram o modelo de 50″, vinte e dois mil reais naquela época (hoje não chega a 10 mil). Quer dizer, dupla decepção com a empresa, que eu antes reputava uma das mais sérias do mercado.

Não obstante, eu acho que o consumidor deve pesquisar, nem que seja por conta da relação custo/benefício, e escolher aquela TV que ele achar melhor. Na minha opinião, a TV LCD atual tem nível de preto compatível com o filme 35mm, e não borra com contraste alto, nem tem tempo de resposta de pixels que comprometa a qualidade final da imagem. Só recomendaria muito cuidado a quem vai comprar uma LCD montada aqui, porque alguns modelos ainda estão notoriamente defasados do resto do mundo civilizado.

Se você me permite um comentário, sobre CD’s cortando freqüência não audível, mas que tiram a qualidade do áudio, eu lhe diria que isso não é verdade. O sinal de fonte do CD tem resolução suficiente para evitar isso. Durante muitos anos, os integradores dos circuitos de saída dos CD players foi construído com componentes baratos, com comprometimento na obtenção do potencial de gravação usado no CD. Há algumas semanas atrás, um amigo meu, que pesquisa áudio há muitos anos, construiu, e me chamou para ouvir, uma montagem que eu não posso explicar agora com detalhes, mas que no final ele consegue fazer um “upsampling”, até chegar a 96 KHz de resolução. Com a amplificação adequada, o sistema dele deixa para trás toda esta parafernália de SACD e DVD-Audio. Note que tanto ele quanto eu temos nas nossas respectivas coleções, CD’s comprados em 1983, e nunca se soube que o padrão do LPCM do CD tenha mudado, apenas a masterização melhorou muito (XRCD, por exemplo).

Agora, como áudio é uma dessas coisas onde mais subjetivo impossível, como é que a gente fica, quando vê a garotada curtir MP3 e assemelhados, a 128 kbps de compressão, e adoram o som obtido? Um outro amigo, que trabalha em estúdio, levou um MP3 player de 100 pratas para lá, ligou na mesa, e absolutamente ninguém acreditou o som que saiu daquilo ali!

Paulo Rogerio Data: 23/01/2007 às 3:21 pm

Atividade: Pesquisador

Cidade: SP

Prezado Professor mestre Paulo, Parabens !!!

Nao posso dizer mais nada, entendi a explanacao perfeitamente como equilibrada e muito esclarecedora. Ate que enfim, um texto capaz de explicar corretamente este embrolio de tecnologias. Pois via de regra, quase todo mundo “pitaca textos” por aqui de uma pobreza sem tamanho (e nao apenas sobre este assunto). Quero aproveitar e registrar como critica para os editores do Webinsider, que costumam colocar ou permitir que “articulistas” de baixa categoria escreverem um monte de bobagens; lamentavelmente sao apenas aprendizes ou gente querendo se promover como profissional ou com seus produtos de suas respectivas empresas, por isso, ate deixei de ler este site, mas por curiosidade (como o tema ainda me desperta atencao) e como meu leitor RSS ainda aponta links de chamada para artigos daqui, fui conferir e me surpreendi. Se o professor costuma escrever mande mais, terei o prazer de le-lo.

Obs.: A critica serve para melhorar o teor de conteudo deste site, encarem dessa forma senhores editores.

Obs.2: Eu tambem um dia fui um pretenso articulista que sei das minhas limitacoes e hoje so me proponho com muito suor escrever algo de vez em quando e com muito cuidado.

PS: Texto escrito sem acentos de proposito.

10° Arthur Data: 23/01/2007 às 4:13 pm

Atividade:

Cidade:

E o OLED? Tem futuro ou não?

11° Paulo Roberto Elias Data: 24/01/2007 às 7:05 am

Atividade:

Cidade:

Alguns esclarecimentos:

Vinicius,

As lâmpadas fluorescentes, do “backlight” das telas LCD, ficam permanentemente acesas, e só poderão ser momentaneamente apagadas, se houver um comando na controladora de vídeo, para este efeito. Quando apagadas, não há imagem!

Talvez o texto não tenha sido claro neste particular, mas o display LCD trabalha por meio de transmissão de luz, da fonte fluorescente, passando pelos cristais e chegando à tela, tal qual uma TV de retroprojeção. A modulação da quantidade de luz que chega na tela é feita pela excitação elétrica da camada de cristais.

O uso de LED’s, no momento, está restrito aos retroprojetores propriamente ditos, mas esta parte do meu artigo ainda não foi editada no Websinsider. Note que, mesmo neste caso, quem faz o apagamento da imagem é o cristal, e não a lâmpada.

Arthur,

Toda tecnologia nova, para ter futuro, precisa se munir de uma série de fatores, incluindo principalmente a aceitação popular (venda para a massa). Pessoalmente, eu acho um pouco cedo para se fazer uma previsão sobre isso, no caso do OLED, por conta da natureza do material usado. Eu posso estar enganado, mas me parece que uma parte dessa tecnologia já está atualmente em uso, em alguns displays LCD.

Esta coisa de mercado é muito complicada, para o meu gosto. Note que a aceitação das TV’s de plasma e de LCD só aumentaram, depois que os respectivos preços começaram a cair. Além do mais, existe um particular atrativo no aspecto estético desses painéis, o que, convenhamos, não tem nenhuma relação com os méritos tecnológicos dos mesmos.

Paulo Rogério,

Os seus elogios são para lá de generosos, mas eu os aceito, é claro, de bom grado. Note que existem, por questões internas, políticas editoriais, em qualquer site do tipo do Webinsider, e eu as aceitei sem problemas. Se você visitar a minha página, que é gratuita, notará que não existe política editorial nenhuma (ou seja, a estrutura dos textos é livre), e nem poderia ter, porque, primeiro, eu não sou jornalista, e segundo, porque a minha intenção era aproveitar o meu tempo vago, de professor aposentado, para fazer uma coisa que eu gosto muito, que é sentar e escrever meus textos, e agora com a vantagem de que eu só tenho compromisso com os meus amigos e comigo mesmo.

Eu tenho certeza da capacidade das pessoas aqui do Webinsider, mas reconheço que não é possível agradar a todo mundo. Quanto a mim, eu me sinto gratificado, se o meu esforço para ser didático é recompensado pela opinião de uma pessoa como você, e portanto só me resta lhe dizer muito obrigado!

12° William Data: 24/01/2007 às 10:23 am

Atividade:

Cidade: Campinas

Paulo Roberto Elias,

Primeiro peço desculpas pelo engano ao dar creditos ao senhor como o responsavel por duas materias que na verdade são de Paulo Rebelo.

E em segundo lugar agradecer pela resposta em ambito tecnico e sem vaidades.

Infelizmente, algumas pessoas não tem a sensibilidade de separar um amante e pesquisador de tecnologia, e acima de tudo consumidor quando o mesmo expôe seus pontos de vista, com um minimo de embasamento.

O senhor deve ter percebido no meu primeiro comentario (6), que coloquei varios aspectos e suas fontes de informação e a defesa que faço, não é apenas de uma tecnologia, mas sim de ater-se aos fatos de pros e contras das tecnologias existentes. Faço a defesa de que não ainda não há tecnologia definitiva, e é cedo para apostar no LCD, como exemplo.

13° William Data: 24/01/2007 às 10:47 am

Atividade:

Cidade: Campinas

OFF - Comentarios do Som

Paulo,

Apesar de este não ser o espaço apropriado, gostaria de acrescentar algumas experiencias nesta area.

Antes do DVD-A e SACD, formatos codificados que buscavam resgatar uma qualidade de audio que o CD não atendia (caimos novamente na minha observação - CD reproduz apenas o espectro 20Hz - 20Khz ou o que o ouvido humano pode distinguir), principalmente a um publico mais exigente, houve uma tentativa com um formato chamado DAD (96/24Khz) e HDAD (192/24Khz).

Estes dois formatos podem ser reproduzidos em aparelhos de DVD com o DAC compativel. Consegui na FNAC um DAD 96/24Khz e reproduzo-o em estereo, não há nenhum tipo de compressão ou corte no espectro de som nesta tecnologia.

O DAD que tenho é de Louis Armstrong e Duke Ellington. Eu posso jurar para voce que determinadas musicas é possivel ouvir os dedos roçarem nas teclas do piano ou ainda ouvir o som do pano no rosto do Louis Armstrong. Detalhe, masterizado de Vinil 78 rotações.

Fico imaginando o que seria o DAD 192/24Khz. Eu não acho que a qualidade do som seja subjetivo, mas sim o ouvido humano.

Li uma vez em um site americano (não consegui localiza-lo) as sucessivas perdas de qualidade no Vinil, na proporção de quanto mais se ganhava espaço, pior era a qualidade do som… sendo que a industria fonografica americana teve muita dificuldade com o 33/1/3 perante o 45 rotações.

Enfim, por mais compacto e bom som que um MP3 venha ter, nunca ele podera ser comparado as tecnologias que preservam a onda sonora, não compactandp-a e cortando determinadas frequencias. Pelo menos, nestes anos meu ouvido ficou criterioso com o som.

14° William Data: 24/01/2007 às 10:52 am

Atividade:

Cidade:

De uma olhada neste site…

Veja que ainda Vinil é fabricado e comercializado nos paises de primeiro mundo. Seria ele uma tecnologia tão ruim que perdeu espaço apenas no terceiro mundo?

É essa minha analogia com TVS de plasma, LCD e CRTS, acho que mesmo com uma prevalecendo as pessoas continuariam a comprar determinda tecnologia, pois muitas vezes é a mais antiga que atende a sua necessidade, mesmo que o unico diferenciaçl seja o preço.

Aqui tambem tem o DAD que te falei…

http://store.acousticsounds.com

15° Ricardo Alves Data: 24/01/2007 às 10:53 am

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Ual…que textos e que comentários…..parabens para todos.
Só posso dizer isso: sou um dos sortudos que por motivos diversos tem amabs as tecnologias em casa, Plasma e LCD.
Já tinha lido artigos aqui, em especial ” LCD ou Plasma, o que é melhor para a sua próxima tv?”, aonde deixei vários comentários sobre minhas aventuras e desventuras com a Plasma SAMSUNG.
Não sei nada sorbe “preto absoluto”, mas posso dizer uma coisa: assisti esse fim de semana tres filmes com tons bem escuros, Piratas do Caribe, Abismo do Medo e Maldição.
Todos os tons de preto na LCD foram pretos mesmo, sem manchas verdes ou azuladas ou granuladas (ruidos digitais), mas preto mesmo.
Na Plasma esse preto, apesar de profundo e também preto mesmo, aparecia em determinadas cenas, os ruidos digitais ou artefatos de formaçãod e imagem que um colega do forum acima citado, Mario Ferrari, gosta de nominar.
Assim, apesar de nao ter conseguido o tal preto absoluto, eu consigo um nivel de preto que me agrada muito na LCD, bem mais que na Plasma.
Mas uma coisa acontece sempre com quem pode ter acesso as duas tecnologias: sempre se prefere a LCD, e podem observar isso em qualquer forum de debate sobre o assunto.
Mas tudo se resume em gosto, afinal em casa, a esposa prefere a Plasma e eu a LCD, então é mais uma coisa de gosto a se respeitar.
Agora saber que já existe tempo de resposta de 2 ms, isso sim é coisa a se louvar.
Até a próxima.

16° Paulo Roberto Elias Data: 24/01/2007 às 11:30 am

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William,

Obrigado pelos seus comentários em nível elevado e muito educado. Rapidamente, o seguinte: eu estou preparando um artigo sobre upsampling de áudio. Se não sair aqui, sai lá na minha página pessoal. Eu sei que o assunto é polêmico, um amigo meu até me avisou para as conseqüências de fazer isso, mas eu acho necessário um debate saudável sobre certos mitos no áudio. Eu tenho experiência pessoal em corte de acetato (vinil), que já vai longe no tempo, mas não tenho espaço para discorrer sobre os problemas técnicos do mesmo.

Depois eu respondo aos outros ítens. Abraço a todos.

17° Ricardo Alves Data: 24/01/2007 às 12:26 pm

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Ao professor PAULO ROBERTO ELIAS….

Li a matéria completa no link http://www.miragem.bravehost.com/hometheater/O%20futuro.htm..e parabens, cheia de detalhes e esquemas e diagramas, como outros colegas daqui pediram…deem uma olhada e degustem de um conhecimento descompromissado e fruto de estudo e pesquisa feitos por prazer e nao por interesse.

Mas me tire umas dúvidas:

O Sr. já disse que nao quer saber mais de Plasma depois de sua experiencia com a Phillips…mas me diga, qual sua atual TV? LCD, CTR, QUE MARCA?

Eu tenho a LCD SONY BRAVIA KLV-S40A10T, o Sr. saberia me dizer qual o tempo de resposta dessa Tv, pq já procurei no manual, em site, e ate escrevi pra SONY que disse que tal informação não pode ser revelada, mas eles revelam o tempo de resposta do modelo atual, 8 ms. Diante disso será que podes me responder qual o bendito tempo de resposta dessa minha LCD SONY KLV-S40A10T?

Uma curiosidade: Essa LCD quando eu uso na configuração de fábrica, nao mostra fantasmas nem pontos serrilhados, seja no DVD (com entrada HDMI) ou na SKY (via cabo S-VIDEO), ou na Tv aberta (Globo, SBT, etc..) mas quando coloco na configuração manual com muito contraste, nitidez, brilho e cor e com recurso da propria TV ativados, os fantasmas aparecem….nem sei porque disso.
Agradecido desde já…

18° Paulo Roberto Elias Data: 24/01/2007 às 4:31 pm

Atividade:

Cidade:

William,

É uma pena que a gente não tenha espaço aqui, para discutir um pouco mais sobre áudio. Mas, da minha convivência com audiófilos renitentes, eu aprendi que a maioria deles não sabe ou não quer saber que áudio digital exige, ao contrário do analógico, uma amplificação dedicada. Depois esses caras reclamam que o som é áspero…

No vinil, a velocidade tangencial é constante (por exemplo, 33 1/3 rpm), e por isso, a velocidade linear diminui, à medida em que a agulha se aproxima do centro do disco. Só isso já basta para introduzir distorções absurdas, que são evitadas nos discos de audiófilos, com a redução de gravação para algo em torno de 17 minutos, no máximo.

A propósito, eu sou ouvinte de jazz e bossa nova, desde a adolescência. Louis Armstrong é, até hoje, a referência do maior revolucionário do blues, apesar de todos os movimentos posteriores, que aconteceram no gênero. Aparentemente, você é um cara da minha turma, se me permite a intimidade…

Ricardo,

Quando eu recebi os meus suados 12 mil de volta, eu pensava em investir numa LCD da Sony de 46″, que só saiu agora. Naquela época, a minha outra opção seria a 42LP1R, da LG, mas não tinha em loja nenhuma. Então, eu fiz o seguinte: fui na revenda, coloquei a Bravia e a Samsung, lado a lado. Ambas as TV’s têm tempo de resposta de 8 ms. Depois de muito meditar, e na ausência de uma opção de tela maior (por causa dos filmes), eu fiquei com a Samsung. Achei a cor melhor, e a reprodução de DVD’s idem. Em alta definição, as duas se equivalem. Mas, se ficasse com a Bravia, eu provavelmente gastaria algum tempo calibrando a imagem ao meu gosto.

Além disso, eu me preocupei em implementar uma leitura de DVD com saída com upscale para 1080i, na saída de vídeo componente, e eu consegui isso com o DVD player da Samsung, modelo HD-850. Depois, eu peguei o meu computador, que roda com um cartão de vídeo dedicado, e gerei imagem em alta definição na TV, na resolução nativa da mesma. Neste caso, por causa do HDCP, eu usei a entrada VGA, que é analógica e plug and play. Com isso, foi possível comparar resultados, e eis aí uma coisa que qualquer um, munido de um PC, pode fazer em casa.

Sobre calibração de displays, este é um assunto cheio de controvérsias. Mas eu lhe recomendo de cara o seguinte: é inútil aumentar o nível de resolução (sharpness), numa LCD dessas, para mais de 50%; na realidade, o resultado é uma distorção só. Idem, para contraste, que normalmente vem de fábrica a 100%, para impressionar os clientes nas lojas. O ideal é baixar logo o contraste, para pelo menos uns 80% do valor nominal, no caso de um DVD, e menos ainda, para sinais de TV (cabo, antena, etc). O brilho e a cor, em 50% ou abaixo, dependendo aí da fonte. A sua TV deve ter memória para cada entrada, e assim fica mais fácil fazer ambos os ajustes, mas seja conservador. Use, se possível, imagens de filmes (tela real de cinema) como referência, e esqueça esta cantilena sobre preto absoluto. O que importa é que você goste do que você vê, e ponto final!

19° Ricardo Alves Data: 26/01/2007 às 9:48 am

Atividade: Advogado

Cidade: Belém

Obrigado pela aula professor PAULO ROBERTO ELIAS, entendi tudo e ajudou bastante a compreender o desempenho dessa TV.
Mas me diga: saberias o tempo de resposta desse modelo especifico da SONY BRAVIA: KLV-S40A10T.
OBRIGADO.

20° Paulo Roberto Elias Data: 26/01/2007 às 10:12 am

Atividade:

Cidade:

Ricardo,

O tempo é de 8 ms, segundo especificações que eu colhi com o representante da Sony. Teoricamente, não deve dar arraste nenhum. Se por acaso der, eu lhe sugeriria consultar um representante ou um técnico.

Também acho que cabe mencionar, não só a você como também a todos, o seguinte: a grossa maioria das telas LCD’s vem em forma de OEM, em parcerias do tipo Philips-LG e Sony-Samsung. Portanto, o que muda muito, mesmo dentro da mesma marca, é a implementação, por software, do processamento de vídeo.

Idealmente, a TV deveria permitir que a porta de serviço (USB ou proprietária) fosse utilizada pelo usuário, para atualizar este programa. A minha TV, por exemplo, tem uma porta proprietária na parte traseira do aparelho, mas a Samsung a projetou para as oficinas autorizadas.

Como a gente atualizar este software não é ainda possível, existe a possibilidade de se ter software de versões mais novas, nos modelos mais novos. Em princípio, versões mais novas deveriam tornar a imagem melhor, e com menos erros, como erros de filtragem, etc, mas isso não é necessariamente verdadeiro. Um amigo meu comprou uma Samsung LCD há pouco, e a imagem não difere, que eu tenha percebido, da minha, que é o modelo anterior à mesma. Às vezes, o fabricante aproveita para implementar algum recurso novo, e as inovações param por aí.

21° Ricardo Alves Data: 26/01/2007 às 10:40 pm

Atividade:

Cidade:

Novamente obeigado Professor..

O interessante é que em momento algum, seja no manual, ou site da propria SONY essa informação seja divulgado. Ao contrário, eu tive resposta por e-mail da propria SONY que essa informação nao pode ser divulgada. No entanto eles fazem alertde disso do modelo mais recente da SONY.
Obrigado pelo esclarecimento.
Na minha ~TV não há fantasmas, nem pontos serrilhados, isso desde que eu use a configuração de fábrica no modo Brilhante.
Segui seu conselho e abaixei a tom de nitidez para 10 ( em original ela vem em 40) e realmente a imagem ficou mais nítida na SKY e na TV aberta (globo, sbt, etc…), mas aumentei a cor para 70 e não afetou em nada, aliás deu mais brilho, do jeitinho que eu gosto.
Quando se usa a configuração manual acionando nitidez, brilho, cor, contrate para uma configuração superior em 80 a 100% os “fantasmas” aparecem.
Essa TV tem o recurso CINEMOTION que o manual diz que melhoraria as cenas em movimentos em filmes, mas se acionado, esse recurso gera pontos cerrilhados, principalmente nas legendas, de filmes e séries.
Interessante, pois nesse caso, quanto menos, melhor fica a imagem. Deve ser certamente pelo sinal fraco tanto da Tv´s abetas e da SKY, quanto pelos filmes em DVD´s.
Mas estou mais satisfeito ainda com a minha TV, aida mais com esses 8 ms de tempo de resposta. Pode nao ser nada de mais, apenas que, estou ainda dentro dos recuros mais atuais da TV de LCD, hehehe. Coisa de vaidade, pura vaidade, maldita vaidade, que homens livres e de bons costumes tendem a combater paar se tornar um ser melhor.
Ainda assim, obrigado.

22° Paulo Roberto Elias Data: 27/01/2007 às 8:49 am

Atividade:

Cidade:

Ricardo,

Na Sony XBR800, minha primeira TV (CRT) de alta definição, o Cinemotion era desabilitável, e eu acredito que na sua também. Se o usuário injetar um sinal de natureza progressiva (por exemplo, 480p ou 720p), não há necessidade de se usar o Cinemotion ou nenhum outro algoritmo com a mesma finalidade.

Cinemotion (Sony) ou Natural Motion (Philips) são algoritmos adaptativos, implementados para converter corretamente o sinal de vídeo entrelaçado (por exemplo, 480i) para o sinal progressivo (480p), que é o que os monitores de computador e alta definição usam. A teoria por trás disso é complexa, mas está didaticamente explicada nesta página do site do Secrets, e você poderá ler, se tiver o necessário fôlego: http://www.hometheaterhifi.com/volume_7_4/dvd-benchmark-part-5-progressive-10-2000.html.

A conversão de movimento pode (e deve!) ser feita pelas “flags” programadas no bitstream de vídeo, onde são indicadas as várias mudanças de cadência. Quando o sinal de um DVD, por exemplo, entra na TV sem conversão prévia (vídeo entrelaçado), aí então o Cinemotion tem utilidade, para fazer esta conversão, mas somente será bem usado, caso a fonte seja um filme transferido para vídeo.

Muitas vezes, a TV faz um trabalho de convesão melhor do que o seu DVD player, e em outras vezes ninguém nota diferença alguma. É óbvio que entre um DVD player com conversor ruim e uma TV com um conversor ótimo, o usuário deve optar por esta última.

23° fernando conti szulczewski Data: 27/01/2007 às 4:55 pm

Atividade:

Cidade: são leopoldo

Caros senhores sou um simples usuario e curioso, mas achei sensacional os relatos e explicações, estou maravilhado, um abraço a todos e parabens pelo nivel das discuções e comentarios.

24° sandro melo Data: 28/01/2007 às 8:43 am

Atividade:

Cidade: miracema/rj

O debate de opiniões é interessante,é a tecnologia provocando discussões.

25° Elton Alves Data: 29/01/2007 às 2:26 am

Atividade:

Cidade: Boa Vista - RR

Comprei uma TV lcd 32R71 samsung. Bom, sou assinante sky e gotaria de saber se alguem me ajuda quanto a melhor imagem. Sei que tem a conexão s-video…A Sky diz que a imagem é digital mas a conexão s-video é analógia…Como posso entender? Os canais são realmente em wide sceem ou vão ficar aquelas tarjas pretas mesmo sendo minha tv wide? Há diferença entre o cabo s-video que recebi da sky e um cabo monster de ouro e tudo mais ou é apenas firula esse papo de ouro??
Com qual tipo de conexão posso ter a melhor imagem possível pela sky??? Alguem que entenda pode me ajudar com essas perguntas??? Eu tenho uma Ferrari e só posso andar a 20 km/h????? Por favor, algum iluminado me ajude…Ligar em um dvd e assim ligar na tv via Video componente ou HDMI?? Alguem já fez isso com ESSA TV?? Obrigado desde já pela ajuda…

26° Paulo Roberto Elias Data: 29/01/2007 às 7:11 am

Atividade:

Cidade:

Elton,

Eu me proponho a responder a algumas das suas dúvidas, mas eu gostaria de convidar outros leitores para participar das respostas, até porque eu não sou assinante da Sky.

As transmissões de TV por satélite são digitais, mas, para entrar na sua TV, seja por vídeo composto, S-vídeo ou vídeo componente, é necessário converter o sinal para analógico primeiro. A exceção seria a de se implementar uma conexão DVI-D ou HDMI, mas nem todo receptor vem preparado para isso.

Note que existem miríades de variáveis, tanto no processo de transmissão, quanto no de conversão, e por isso é literalmente impossível garantir, a priori, que você vai ter necessariamente uma qualidade de imagem impecável, como prometem as operadoras. Além disso, resta a questão do processamento da sua TV, não importa se plasma ou LCD, como já foi anteriormente explicado.

Em tese, o suporte técnico da sua operadora deveria ser capaz de lhe indicar o melhor receptor e a melhor conexão possível, resguardadas as limitações do sistema.

Sobre as tarjas, se você me permite, eu gostaria de citar um artigo que eu escrevi lá no meu site, que mostra as diferenças de formatos de tela: http://www.miragem.bravehost.com/hometheater/formatos%20de%20tela.htm.

No seu caso em particular, eu duvido e faço pouco, que a Sky esteja transmitindo em 16:9, e se assim o for, então as tarjas são para simular o formato “letterbox”, usado nos video discos de antigamente.

A sua TV tem definição vertical suficiente, para exibir imagens em alta definição corretamente. A qualidade dos cabos é importante sim, mas o que não é verdade é que você precise gastar os tubos, para ter boa qualidade com eles. Num cabo de vídeo, por exemplo, o que é fundamental é ele ter impedância de 75 Ohms e boa blindagem. Isso, as lojas do ramo estão cheias deles, e qualquer pessoa, munida de um ferro de soldar e bons conectores, pode montar um, do tamanho que quiser.

A banhagem a ouro é boa também, para evitar os efeitos da corrosão dos conectores, que deterioram a imagem com o tempo de uso. Mas, como explicado anteriormente, você não precisa ter um conector de ouro, para ter qualidade, e existem muitos cabos bons no comércio, apenas folheados com baixa quantidade de ouro, e que não estragam com o tempo de uso e funcionam bem.

27° Ricardo Alves Data: 29/01/2007 às 10:55 am

Atividade: Advogado

Cidade: Belém

Ao colega Elton Alves.

A SKY tem em seu receptor uma opçao em que vc marca como quer receber a transmissao, 16:9 ou 4:3, dependendo de sua TV.
Entre no menu, configurações avançadas, digite a senha, va para configuração da TV e acione o formato 16:9. Se nao ficarem todos os canais normais, é porque a transmissao original é 4:3, mas nos canais de filmes (telecine e HBO) vc vai sentir a diferença.
Outra coisa: de uma lida nos comentarios do tópico:
http://webinsider.uol.com.br/index.php/2006/05/11/lcd-ou-plasma-o-que-e-melhor-para-a-sua-proxima-tv/
cujo atalho pode ser direto aqui mesmo pelo lado, que lá discutiu-se isso de todas as maneiras possíveis, e certamente vc encontrará resposatas para as suas dúvidas.
Mas de forma rápida, vc deve conctar a sua SKY pelo cabo S-VIDEO, e ajustar a sua TV com o mínimo de nitidez, a cor em sua preferencia, temperatura da cor recomendo FRIA, e vc assim como eu, terá imagens perfeitas na SKY.
Só lembrando: alguns canais transmitem um péssimo sinal e assim, em alguns vc terá imagens magnificas, como o WARNER, SONY, FOX, e outros não tão boas assim, como FX, UNIVERSAL, AXN., mas mesmos estes ficam melhor na LCD do que na Plasma, já que artefatos de formação de imagem (ruidos digitais) são mais suavizados na LCD, ou mesmo nem aparecem como no meu caso, enquanto que na Plasma, fica quase impossivel de ver esses canais de forma satisfatório.
Até a próxima.

28° Gilnei José Moreira Pinto Data: 29/01/2007 às 12:39 pm

Atividade: Aposentado

Cidade: Erechim/RS

Amigo professor Paulo Roberto Elias é com muito prazer que me dirijo a Vsa. pessoa, que para dizer a verdade nunca tinha lido seus referendados comentários sobre painéis de tv. Mas na vida um dia temos que experimentar o conhecimento e a sabedoria alheias não é? Professor sou assinante Sky e lendo os comentários de alguns colegas nem sabia de tais recursos que a operadora ofecere tais como o formato da tela.Mas caro professor meu objetivo aqui é outro, pois após ler e reler diversas vezez estas colunas ainda estou em duvida e gostaria da sua opinião mais sincera possivel ou melhor de um conselho uma indicação.O QUE DEVO COMPRAR PLASMA OU LCD?

29° Paulo Roberto Elias Data: 30/01/2007 às 8:10 am

Atividade:

Cidade:

Meu caro Gilnei,

Eu sempre me sinto gratificado, com as palavras generosas e de agradecimento das pessoas que lêm os meus textos. Eu sou um usuário como qualquer outro, apenas já passei por algumas experiências nesta área de home theater, e portanto o meu objetivo é, e será sempre, ajudar a quem não passou. No início dos forums da Internet, lá por volta de 1996, era este o espírito que predominava, e continua sendo o que eu mantenho vivo no meu espírito.

A minha opinião sincera, a respeito de LCD ou plasma é a seguinte: o painel LCD atual leva muito mais vantagem do que os de plasma, em termos de definição (número relativo de pixels na tela), de economia e de durabilidade. Além disso, problemas como tempo de resposta, balanço de cores, etc, tudo isso não representa mais problema.

Eu acho que se uma pessoa quiser ficar pesquisando perfeição neste mercado de monitores e TV’s, não vai achar. Entretanto, alguns ítens como, por exemplo, conectividade, qualidade da imagem, frente à realidade do broadcasting brasileiro, reprodução de DVD’s, etc, estão fartamente disponíveis, e é só ter um pouco de paciência, para pesquisar o modelo que melhor lhe convém. Por outro lado, eu desaconselho veementemente comprar um TV sem ver a imagem antes, porque especificações são sempre atraentes no papel, mas na vida real podem não significar absolutamente nada! Finalmente, que quando mais recente for o modelo pesquisado, maiores as chances de se conseguir um software interno, que contém os diversos processadores de imagem, com menos erros de programação e melhor desempenho.

Aproveitando a resposta, queria acrescentar mais um dado sobre telas 4:3 e 16:9, no setup dos DVD’s e receptores de satélite:

Deve-se tomar cuidado para não se confundir certas coisas. A modificação da saída para 16:9 ou 4:3 refere-se ao formato da tela de destino do sinal de vídeo. Porém, o sinal de fonte pode ser 16:9 ou 4:3. Se for este último, não adianta a imagem ser widescreen, porque se ela for reproduzida numa tela 16:9, ela não só terá as tais barras pretas, como também introduzirá uma distorção de geometria, que só será corrigida caso o monitor ou TV dê acesso ao formato de tela 4:3 por si mesmo. Idealmente, o sinal de fonte deveria se adaptado a qualquer tipo de monitor, mas na verdade isso só funciona quando o monitor é 4:3, quando então entra em cena um filtro de conversão.

30° LUI Data: 09/02/2007 às 8:15 am

Atividade:

Cidade:

Olá, leio diariamente os dois fóruns de discussão sobre as tecnologias de TV’s, gostaria de saber do professor Paulo Roberto e de quem mais possa me ajudar… Qual a melhor forma de se obter a melhor imagem de uma tv por assinatura? Tem mesmo que se comprar um gravador de dvd de R$1500 só por causa de uma entrada de vídeo e do progressive scan? Não teria outra forma mais econômica e satisfatória? No brasil não existe nenhuma tv por assinatura com saida diginal no decodificador? Obrigado.

31° LUI Data: 09/02/2007 às 8:29 am

Atividade:

Cidade:

Outra coisa… Estou para compar minha LCD 32″.. Pelas experiências relatadas aqui e também por experiências próprias (comparações em lojas), pude perceber que a melhor LCD do mercado, atualmente é a Samsung linha Bordeaux… Mas o problema é que a assistencia técnica da Samsung é péssima! Digo isso por experiênia própria! Tinha um celular Samsung (Samsung Slim). Na época ele deu defeito, levei na assistência técnica.. Eles mandaram o celular para a Samsung… Passou lá nada menos que 6 meses!!! Depois disso tudo, recebi o celular de volta.. Uma semana depois o celular voltou a apresentar o mesmo defeito! Resultado, processei a Samsung! Ganehi um novo celular depois de 1 ano e meio de briga judicial!

Então acho que vou acabar esperando mesmo um novolançamento de uma marca mais confiável… Sony.. sei lá… Mas não quero me arriscar comprando uma Samsung… Até porque não to afim de jogar 4 mil reais no lixo.

32° LUI Data: 09/02/2007 às 8:44 am

Atividade:

Cidade:

Só mais uma coisa… Como o fórum é de discussão sobre as novas tecnologias de TVs, sobre a busca da melhor imagem e agora ja está caminhando para o Áudio, seria legal se discutíssemos também sobre Home Theater… Mas Home Theater ao pé da letra! Várias pessoas têm um quarto sobrando em casa… Com uma boa tv, um bom sistema de som e uma ACÚSTICA boa, pode-se transformar aquele quarto de hóspedes que nunca tem hóspede ou aquele quarto de bagulho, num cineminha particular! Acho que muitas pessoas como eu gostariam de saber mais sobre os materiais acústicos, os melhores home theaters, a melhor posição das caixa, a regulagem do som, a altura e distancia da tv, o posicionamento do sofá… dentre muitas outras coisas… eu acho que seria interessante..

33° Paulo Roberto Elias Data: 09/02/2007 às 8:53 am

Atividade:

Cidade:

No que me concerne, eu posso dizer o seguinte: as operadoras de TV por assinatura são uma tremenda dor de cabeça, para quem procura uma qualidade de imagem melhor do que a atual. E eu conheço gente boa, que ainda defende o uso do tubo (CRT), porque com ele a imagem não fica tão obviamente cheia de artefatos, quanto nos painéis e projetores.

No lado de quem fornece o sinal, existe o problema maior de quem transmite, e as operadoras nada podem fazer a este respeito. Ou seja, se a fonte de sinal é ruim, tanto faz ele chegar digitalmente ou não, que a qualidade acaba nivelada por baixo.

No lado de quem recebe, o problema maior é que as TV’s mais modernas não são programadas para filtrar o sinal de entrada das operadoras, da forma correta, e talvez aí esteja a maior parte da culpa pelas queixas de recepção, por parte do usuário final. Ou seja, não adianta reclamar com a operadora, porque eles não tem a mínima condição de resolver isso. Se o fabricante se propusesse a atualizar o firmware (software de processamento interno) da TV, já seria meio caminho andado, mas desde que a nova versão ataque o problema de modo a resolvê-lo.

Por fim, não creio que adiante investir em nenhum gravador de DVD, para resolver um problema deste tipo, e quanto a saída digital de receptores e decoders, só mesmo as operadoras para responder por isso. Teoricamente, não deveria haver problema algum, mas eu estou para ver algum modelo, até mesmo com saída de vídeo componente.

Espero que outros leitores contribuam com suas respostas.

Um abraço.

34° Clovis Data: 12/02/2007 às 12:17 am

Atividade: Analista de Sistemas

Cidade: Cuiabá

Hoje no mercado não tecnologia melhor que as telas de LCD. Mas em um futuro próximo teremos a tecnologia OLED disponivel e essa briga vai esquentar.

Vale a pena ler:
http://www.techguide.com.br/2007/02/11/o-futuro-das-telas-finas-oled/

35° Ricardo Alves Data: 18/02/2007 às 11:44 am

Atividade: Advogado

Cidade: Belém

Olá professor PAULO ELIAS
nos dê suas impressões sobre as OLDE´s?
Tem futuro? Qual o futuro? Acha que pega? e se sim em quanto tempo achas que estará disponivel ao consumidor por um preço competitivo?
Achas que virão já prontas, sem precisar de ajustes de segunda e terceira geração, como ocorreu com as Plasmas e as LCD´s, que a cada geração foram se ajustando aos defeitos percebidos pelo consumidor? E quais seriam as contra indicações na OLED? não teriam pontos negativos??????
obrigado.

36° Paulo Roberto Elias Data: 19/02/2007 às 7:40 am

Atividade:

Cidade:

Olá, Ricardo!

A tecnologia OLED tem um grande potencial, por causa do baixo consumo de energia, da espessura da tela, e, como afirmam alguns, pela qualidade da cor obtida. Eu posso estar enganado, mas telas OLED têm encontrado aplicações em pequena escala, muito mais do que em painéis de TV. Neste momento, eu acho que é mais provável que o LCD continue dominando o mercado, em telas acima de 40″.

Uma desvantagem do OLED está no fato de provocar excitação eletrônica, para emissão de luz, em compostos orgânicos que são capazes de conduzir eletricidade e se recombinar. Um número grande de compostos orgânicos não têm estabilidade estrutural suficiente, para garantir uma expectativa de durabilidade muito grande. Segundo alguns relatórios, a expectativa para emissão de azul, por exemplo, está em torno de 4.000 horas, o que é pouco para uma TV de painel.

Eu acredito que, se em algum momento, este problema da estabilidade eletrônica for contornado, aí então a gente poderá esperar um crescimento muito grande neste mercado, por causa do custo de fabricação, que é baixo.

Sobre a sua pergunta, relativa à calibração de um display OLED, eu imagino que, como qualquer display, essa tecnologia tende a evoluir, porque uma parte do desempenho de qualquer display reside nos processadores de imagem (software e hardware), que sofrem maior número de atualizações do que os painéis propriamente ditos.

37° Ricardo Alves Data: 20/02/2007 às 5:06 pm

Atividade: Advogado

Cidade: Belém

Obrigado Professor.
Eu estava mesmo me questionando o porquê de uam tecnologia criada em 1980, depois de 27 anos, agora esta tendo essas aplicações? Se era assim tão boa, porque ainda nao estava sendo aplicada na industria e deixou espaço para a Plasma e depois para a LCD?
E é isso: o tempo de vida útil ainda não foi acertado.
Deverá ser, certamente, mas ainda deverá demorar aqueles famosos 5 ou 10 anos para se estabilizar.
Afinal como lançar uma Tv que deverá ser anunciado com apenas 3 ou 5 anos de vida útil, utilizando apenas 3 ou 4 horas por dia, mesmo ela sendo barata, e pelo que se consta, deve ser o mesmo preço ou ate mais barata que os CTR, ja que usa menos peças.
De qualquer forma, obrigado.

38° Wilton Panni Data: 20/02/2007 às 9:20 pm

Atividade: Vendas

Cidade: São Paulo

Obrigado professor!!!

Estava procurando informação sobre tela de Plasma e Lcd. E aqui neste espaço estou sanando todas as minhas dúvidas sobre estes dois tipos de telas.
Mas, tenho uma dúvida sobre os novos dvd´s com saida HDMI, pois me disseram que eles “transformam” a imagem para 1080i só utilizando essa conexão. Se colocarmos lado a lado um dvd com saída convencional e um com conexão HDMI(usando o mesmo filme e tela) veremos uma diferença de imagem favorável ao de saída HDMI.Isso é verdade? Vale a pena pagar um pouco a mais por um dvd com esta conexão?
No mais, parabéns pelo forum de alto nível e de grande utilidade para nós, pobres mortais em busca de uma imagem melhor para nossos lares.
Mais uma vez obrigado!

39° Paulo Roberto Elias Data: 21/02/2007 às 8:30 am

Atividade:

Cidade:

Existe também, Ricardo, nessa questão de estabelecimento de padrões e formatos no mercado consumidor, o problema do licenciamento ou liberação do uso de patentes. Muitos bons formatos chegaram a um fim prematuro ou tiveram uma comercialização limitada, por causa disso. Você se lembra ou viveu a era Betamax, quando a Sony ficou falando sozinha no mercado?

E o próprio LCD mesmo, que durante anos era um display p’rá lá de ruim, mas quando tomou impulso no mercado, a evolução da tecnologia fez a tela se firmar bem mais rápido. Quando a indústria e os projetistas se concentram em desenvolver um produto, a competitividade aumenta, o preço cai e o público costuma responder positivamente. Não faz tanto tempo assim que eu ouvi de conhecidos lá da Sony, que a empresa decidira abandonar o painel de plasma, em favor da LCD. É num momento em que o fabricante se convence que não adianta insistir numa tecnologia, porque os investimentos para contornar problemas (de fabricação de painéis, no caso) não compensam mais no lançamento de modelos competitivos. É esse investimento, em pesquisa e projetos, que faz um formato crescer. Dizia-se que as telas LCD não alcançariam tamanhos maiores do que 40″; pois bem: o tempo mostrou que este raciocínio estava errado!

40° Paulo Roberto Elias Data: 21/02/2007 às 5:10 pm

Atividade:

Cidade:

Wilton,

A gente está aqui para ajudar, na medida do possível. E eu procuro sempre fazer um esforço honesto, para não passar informações ou aconselhamentos errados a ninguém.

A saída HDMI é a concretização da passagem de áudio e vídeo digitais, e nem sempre funciona corretamente, porque, entre outros aspectos, ela é bidirecional, e portanto deveria ser totalmente “plug & play”, como nos computadores. Existem casos relatados de falhas neste sistema, alguns até desastrosos, e que os proponentes do HDMI prometeram dar uma solução definitiva na próxima versão.

Mas, deixando este aspecto de lado, eu quero deixar claro que se o sinal de alta definição passar analogicamente (vídeo componente ou RGB), a performance será tão boa quanto a da conexão HDMI. O que poderá determinar se uma delas for ligeiramente melhor do que a outra é o processamento de vídeo na saída do reprodutor, ou ainda o tratamento interno do monitor ou TV, para um desses sinais. E qual é a maneira de saber se isso é verdade? Só fazendo testes, e como na maioria das vezes, isto exige um laboratório decente, o melhor mesmo é tentar esquecer o assunto, a não ser, obviamente, que você confie em alguém que publique uma avaliação baseada em medições bem feitas, e sem nenhum radicalismo no comentário dos resultados.

Agora, quanto à questão principal da sua pergunta, ela se refere ao que se chama de “upscale”, que é um processo de conversão, geralmente por interpolação e remapeamento de pixels, de um DVD, digamos a 720 x 480 (NTSC, 480i), para 1280 x 720 (720p) ou até 1920 x 1080 (1080i). Muita gente objeta este tipo de melhoria, alegando que a resolução nativa do DVD é muito baixa, para garantir a geração de alta definição, mas o que não se fala é que não é só o upscale que está em jogo. Na realidade entram em cena uma série de processos de beneficiamento da imagem, que inclui filtros de alta performance, e tudo isso acrescenta muito no resultado final.

Se este resultado vai ser perceptível, vai depender do display usado. Telas do tipo EDTV, por exemplo, cuja resolução vertical está em torno de 480 linhas, o upscale não mostra muita diferença, provavelmente nenhuma. Os resultados começam a aparecer nas telas com resolução vertical mínima de 720 linhas, e isto inclui a maioria dos displays preparados para alta definição.

Por outro lado, a saída analógica de alta definição (vídeo componente) é bloqueada de fábrica, por causa do famigerado HDCP (High Definition Copy Protection), e por causa disso, só será possível obter o upscale por HDMI, que é HDCP compatível, ou então por conexão DVI-D, se esta for HDCP compatível também (muitas não são). Existem várias marcas de leitores de DVD no mercado, entretanto, que desabilitam o HDCP por remoto, e assim é possível usar a saída de vídeo componente, para gerar até 1080i (ou 1080p), com excelentes resultados.

41° LUI Data: 22/02/2007 às 11:16 am

Atividade:

Cidade:

Olá pessoal, estou com uma dúvida cruel… Mes que vem vou montar minha sala de home theater… Estou com dúvida em qual televisor comprar… A plasma esta fora dos planos por todos os contras que ja sabemos… Quero uma tv de 32″ A dúvida é: LCD Samsung 71B ou Slimfit Widesreen com entrada HDMI… Qual das duas tem a melhor imagem? (Vou usar a entrada HDMI pro DVD e a SVídeo para a Sky (tem?)) O preço da Slimfit é metade do da LCD, mas eu queria o de qualidade melhor.. Qual seria a melhor opção no momento?

Agradeço quem puder me ajudar. Obrigado.

42° Salomão Data: 22/02/2007 às 3:20 pm

Atividade: Tecnologo em Web

Cidade: São Paulo

Gostei muito do seu artigo
Agora estou mais afim de comprar um monitor LCD.
Obrigado

43° Odilon Data: 23/02/2007 às 4:07 pm

Atividade:

Cidade:

Vale lembrar que os CRT’s são ainda a melhor opção disparado para a área gráfica, já que ela reproduz cores mais fiéis ao tom correto, enquanto o LCD e a Plasma deixam muito a desejar neste quesito, então eu tenho de discordar sobre o fato de acharem que ele ira morrer tão cedo, creio que isso só é válido para usuários normais.

44° Ricardo Alves Data: 01/03/2007 às 4:41 pm

Atividade:

Cidade:

ôô LUI..LCD disparado….

45° Ricardo Alves Data: 04/03/2007 às 12:29 am

Atividade:

Cidade:

Uma pergunta para quem puder responder:
Na quinta-feira passada, dia 01/03, li em um jornal aqui da minha cidade uma nota que dizia que a SAMSUNG e a SONY largariam, esse ano, a fabricação de Plasma para ficar somente com a LCD.
Da SONY todo mundo sabe…ela só fabrica LCD e abandonou a Plasma faz um tempo.
Mas a SAMSUNG é novidade para mim…
Alguém saberia dizer se essa informação seria procedente?

46° Paulo Roberto Elias Data: 04/03/2007 às 8:51 am

Atividade:

Cidade:

Ricardo,

No sábado retrasado, eu recebi uma ligação do meu irmão, me contando que havia lido na seção de economia de O Globo (Rio de Janeiro), uma notícia de que fabricantes brasileiros estavam abandonando a fabricação de painéis de plasma. Mas, a lista era maior, porque ele mencionou, por exemplo, a Gradiente, e, se não me engano, a LG, que, no momento, tem um modelo desses mais caros em plasma, chamado de “Time Machine”. Infelizmente, ele não teve idéia de guardar o jornal, para que eu tivesse chance de dar uma lida, porque na versão on-line do Globo na Internet não saiu nada.

De qualquer forma, eu não acredito que este movimento dos fabricantes, à exceção da Sony, seja por culpa de algum tipo de rejeição dos consumidores, muito embora eu tenha ouvido de um vendedor de uma loja especializada aqui no Rio, que eles estavam tendo dificuldade de vender displays de plasma. O que provavelmente acontece é que o investimento na fabricação e os problemas de rejeição de painéis defeituosos nas fábricas pesam muito na hora de se pensar em abandonar o formato. Além do mais, não só a LCD como outros modelos de display estão ganhando espaço no mercado, em detrimento dos de plasma.

Eu também entendo, se você me permite, que toda a tecnologia chega, um dia, ao seu limite possível. Foi assim, anos atrás, com o Lp de vinil, ou com o videodisco, e esses formatos acabaram sendo sucedidos por outros, cujas limitações ainda estavam longe de serem alcançadas. Muita gente não se dá conta dos anos que os displays de plasma estavam no mercado, antes de se tornarem alvo da cobiça do comprador brasileiro. Hoje em dia, o fabricantes tenta te vender o produto usando jargões tecnológicos, tais como “circuito anti-envelhecimento”, mas isso na prática demonstra não ter significado algum, quando o painel queima de forma desigual, ou esmaece a cor, com pouco tempo de uso. Por isso, eu tenho a sensação de que os displays de plasma chegaram a um limite, que os exclui, em face dos competidores, do mercado de alta definição e certamente do da informática.

47° Ricardo Alves Data: 05/03/2007 às 11:35 am

Atividade:

Cidade:

Obrigado professor..tomei a liberdade de postar sau resposta ao outro link que fala sobre Monitores LCD ou Plasma: o que seria melhor para sua próxima TV? cujo link ta aqui ao lado.
Por essas e outras que Plasma pode e vai virar artigo de colecionador…como os tocadores de vinil e os video cassetes, que quando quebram quase nao se acha mais peça para reposição, ou mesmo, é dificil achar a agulha do braço para trocar, heheeh…
Mas acho que ao menos, por força legal mais que por lealdade, as informações sobre as telas de Plasma estão fazendo os consumidores desistirem desse equipamento, pois conheço pessoas que quando pensam em uma FLAT TV, pensa logo em Plasma, mas quando procura se informar sobre a tecnologia, acaba desistindo da compra ou então permanece apenas pela questão do preço.
Se tudo na Plasma fosse satisfatório, essas Tv´s teriam vida muito mais prolongada.

48° felipe Data: 05/03/2007 às 4:51 pm

Atividade: Funcionário Público

Cidade: Brasilia

Comprei recentemente um tv lcd de 32 pol. marca lg. Segundo o manual a tela é 16:9 (widescream), no entanto mesmo quando ajusto as funções da tv e do dvd (que também é novo, marca samsung) para 16:9 e assisto um filme que informa ser em widescream, aparecem as tarjas pretas no topo e na base da tela. Gostaria de saber se isto é normal, pois imaginei que na tv com tela 16:9 não apareceriam mais as tarjas pretas quando se assitem filmes no formato widescream.

49° Paulo Roberto Elias Data: 06/03/2007 às 9:53 am

Atividade:

Cidade:

Ricardo,

Pode me citar à vontade, e agradeço a sua deferência.

Felipe,

As tarjas pretas são normais. Se você me permite, gostaria de lhe indicar um artigo sobre isso, numa página do meu site pessoal:

http://www.miragem.bravehost.com/hometheater/formatos%20de%20tela.htm

O artigo fala sobre as origens dos formatos de tela, e a seguir alguns conselhos sobre como usufruir deste recurso, em telas 16:9. Espero que lhe ajude.

50° Ricardo Alves Data: 06/03/2007 às 10:35 pm

Atividade:

Cidade:

Professor mais uma dúvida: surgiu no outro tópico essa pergunta:

“329° Sn@ke
Data: 06/03/2007 às 6:47 pm

Atividade:
Cidade:
Por tudo que li aqui e em outros fóruns, cheguei à conclusão de que as melhores TV’s de LCD do mercado são a SAMSUNG 32″ LN32R71B ou SAMSUNG 40″ LN40R71B.

O problema da SAMSUNG é a Assistência Técnica, mas a Assistência Técnica da PHILIPS, da LG, da SONY ou da GRADIENTE são um primor?

Só gostaria de saber uma coisa: o que significa CONTRASTE DINÂMICO, que é o contraste de 5000:1, da SAMSUNG? Dizem que esse CONTRASTE DINÂMICO não é real. É mais ou menos, fazendo uma analogia, aquele caso de potência em PMPO e RMS. Quem se habilita a responder isso?

Eu por minha vez fiz coro:

331° Ricardo Alves
Data: 06/03/2007 às 10:33 pm

Atividade: Advogado
Cidade: Belém
Faço minha a pergunta do colega do 329°, Sn@ke. O que diabos seria esse tal de contraste dinâmico da SAMSUNG em comparação ao contraste estático da SONY??

E com sua experiencia, poderia nos dar uma luz sobre a questão??

Obrigado antecipadamente.

51° Paulo Roberto Elias Data: 07/03/2007 às 8:04 am

Atividade:

Cidade:

Ricardo,

O “contraste dinâmico” é parte integrante do DNIe (Digital Natural Imaging engine), que é o processador usado em todos os painéis da Samsung (ver o demo em http://www.samsung.com.br/dnie/). O seu objetivo é analisar a imagem que entra, ponto-a-ponto, e tentar aumentar ou diminuir, neste caso o contraste, para que a imagem final seja a de melhor qualidade possível.

Note que o DNIe não pode (e não deve) ser desabilitado, mas o contraste dinâmico sim, o que, no meu entendimento, é um sinal de que nem a Samsung confia muito naquilo ali. Na minha experiência pessoal, eu observei que, habilitando este recurso, ocorre um colapso do chamado “low-level detail”, que são sinais de baixa amplitude da informação de vídeo, contidos em regiões da tela de pouca visibilidade. Na prática, significa impedir a percepção de detalhes, que tornam a imagem mais real, e isso “per se” entra em contradição direta com o objetivo do DNIe, como processador.

Todo e qualquer “engine” (processador) faz algum tipo de contraste dinâmico, para melhorar a imagem. Na maioria dos casos, o recurso é calibrável (Philips, por exemplo) e/ou desabilitável.

O contraste (diferença entre as zonas claras e escuras da tela, ou “nível de branco”, se você quiser) tem, como qualquer ajuste, uma faixa dinâmica, que é a diferença de amplitude (intensidade) entre os níveis máximo e mínimo.

Existe uma disputa entre os usuários sobre qual o melhor método para medir esta faixa dinâmica, e muitos acusam os fabricantes de discriminar valores fora da realidade (ou seja, falsos). Mas, a verdade é que, como existe mais de um método de medir a faixa dinâmica, se alguma culpa os fabricantes têm nisso, é a de omitir ao consumidor qual é o método que ele usa, porque isto torna impossível comparar as taxas de contraste, entre modelos de outras marcas. Por outro lado, se o fabricante não omitisse essa informação, qual seria a conseqüência para o usuário leigo? Seria ele capaz de entender em que é exatamente que isso afeta a qualidade da imagem?

Na minha avaliação pessoal, esses displays da Samsung tem contraste suficiente, sem necessitar do contraste dinâmico nenhum, e por causa disso, aqui na minha casa, ele está permanentemente desabilitado. Eu aconselharia, se me permite, que cada um faça esta avaliação em casa, e julgue qual o melhor ajuste. Se for possível, use um padrão do tipo THX Optimode ou equivalente, e compare imagens de DVD com contraste alto, para tentar notar a diferença de performance. O ideal, é claro, seria usar um medidor, mas alguém por acaso tem acesso a algum deles por aí?

52° Ricardo Alves Data: 07/03/2007 às 10:15 pm

Atividade:

Cidade:

Cara que aula: obrigado e me permita postar a sua resposta no outro tópico.

53° Felipe Augusto Data: 13/03/2007 às 5:14 pm

Atividade: Funcionario Público

Cidade: Brasilia

Prezado Professor Paulo Roberto Elias,

Muito agradecido pela atenção recebida. Li o seu artigo sobre os formatos de tela e ele me esclareceu várias dúvidas sobre o assunto. Pelo que entendi, as tarjas pretas que aparecem na imagem da tv, quando assistimos alguns filmes através do DVD, não desaparecem mesmo nas que tem tela de tamanho 16:9 porque estão relacionadas ao formato original de gravação do filme. Entretanto, gostaria de recorrer novamente ao seu admirável conhecimento sobre o assunto para obter outros esclarecimentos.
Os filmes que assistimos na tv aberta (globo, sbt, etc.) são “cortados ou esticados” para preencherem toda a tela da tv 4:3 ou 16:9? Em caso positivo, em qual das telas se “perde ou deforma” mais imagem? Com relação ao DVD, o meu possui um recurso que elimina as tarjas pretas (não é o zoom)sem “cortar” o filme, mas acho que ele “estica verticalmente” um pouco, isso afeta de alguma forma a resolução da imagem?

54° Paulo Roberto Elias Data: 14/03/2007 às 7:51 am

Atividade:

Cidade:

Felipe,

Vamos por etapas: uma vez entendido que as tarjas são usadas para adaptar a imagem do fotograma original do cinema à tela de TV usada, no caso 16:9, o mesmo se pode dizer da recíproca, que consiste na adaptação (corte) de uma imagem maior do que o tamanho da tela disponível. O caso clássico, e de maior impacto, é o corte do filme Panavision (e assemelhados), com relação de aspecto a 2.35:1, em uma tela 4:3 (prevista para filmes 1.33:1).

Com o corte da imagem original, uma parte do fotograma é automaticamente perdida, correto? Mas, como existem cenas em que há necessidade de se mostrar as partes perdidas na tela, em algum momento (por causa dos diálogos, por exemplo), então a indústria de vídeo inventou esta coisa horrenda, chamada de “pan & scan”. O P&S nada mais é do que a varredura lateral da imagem, no momento da telecinagem (passagem do filme para vídeo), para a esquerda ou para a direita, para mostrar as partes da imagem ocultas pelas dimensões da tela de TV.

Repare que, se você quiser retirar as tarjas pretas, com qualquer recurso disponível para expansão do fotograma, não há como evitar a perda acima mencionada, ou senão, esticar a imagem, com uma deformação vertical ou horizontal, deformando o fotograma inexoravelmente.

Em tais circunstâncias, a perda de resolução ou mesmo de parte da qualidade da imagem é inevitável, e este é o motivo pelo qual os entusiastas vêm, ao longo dos anos, condenando a transferência do tipo “letterbox” (widescreen em 4:3), no processo de telecinagem. Diga-se de passagem, os filmes em letterbox tiveram a sua importância histórica, porque foi a primeira vez que se podia ver o fotograma original numa tela 4:3, mas com o advento e a popularização das novas telas em 16:9, este recurso se tornou obsoleto e indesejável.

O DVD, por exemplo, foi desenhado para widrescreen anamórfico, mas os estúdios reaproveitaram telecinagens “letterbox”, de matrizes originalmente usadas em laserdiscs. O resultado foi a perda de 33% na resolução, em pixels, em comparação à imagem anamórfica.

O uso de zoom, misturado aos letreiros do DVD, também são uma outra dor de cabeça, na reprodução do vídeo “letterbox”. Alguns aparelhos mais recentes de DVD usam o remapeamento de pixels, e a recolocação das legendas, para diminuir a perda de resolução e trazer de volta os letreiros para a área de imagem. Um exemplo disso é o recurso “EZ View”, implementado nos players da Samsung.

Pessoalmente, eu não recomendaria a ninguém que goste de cinema ou de vídeo, de tentar se livrar das tarjas, pelos motivos que expus acima. Idealmente, seria bem mais interessante e proveitoso, investir um pouco mais, num display maior.

E finalmente, para responder à sua pergunta sobre Globo e cia., é sempre bom lembrar que o broadcasting brasileiro ainda é 4:3, e os filmes são telecinados (ou vêm de fora) formatados desta maneira. Na grossa maioria das vezes, a telecinagem usada pelas emissoras ainda é pelo método de “pan & scan”, e quem transmite em “widescreen”, o faz em “letterbox”.

É possível transmitir em 16:9, mas, que eu saiba, nem os provedores de satélite fornecem o sinal 16:9 original ao usuário daqui, a despeito da existência de receptores para esta finalidade. Se eu estiver errado nesta informação, por favor alguém me corrija.

55° Ricardo Alves Data: 15/03/2007 às 2:17 pm

Atividade:

Cidade:

Só complementando o acima exposto: a SKY jura que transmite filmes no formato 16:9 (wide) mas somente para filmes em pay-per-view (pague para ver)….aqueles que vc compra por preço de locadora, R$ 6,90, e depois de uns dois meses ficam disponíveis nos canais Telecine ou HBO…
No canal de compra dos filmes vc escolhe o formato que quer comprar de acordo com o tipo de sua TV, se wide ou não..Tipo assim: atualmente estão vendendo o filme O Cógido Da Vinci e Superman, o Retorno, tanto no formato Wide quanto no 4:3.
Agora o Decoder da SKY possui um recurso no Setup Avançado, que pede a senha de acesso, depois entra no TV Setup, que tem a escolha:
16:9 cinema
4:3 Normal.
Eu aciono o 16:9, cinema para assistir em minha TV wide.
Bem, isso a título de informação.

56° Ricardo Alves Data: 15/03/2007 às 2:20 pm

Atividade:

Cidade:

E um último detalhe: apesar do decoder ajustado em modo wide, algumas séries são apresentadas com as tarjas acima e abaixo, como E.R.

57° Felipe Data: 19/03/2007 às 11:21 am

Atividade: Funcionário Público

Cidade: Brasília

Prezado Professor Paulo Roberto Elias,

Agradeço novamente e antecipadamente a atenção recebida, mas gostaria de poder contar, se possível, mais uma vez com a sua valiosa ajuda para me esclarecer alguns aspectos relacionados com HDTV e outros assuntos correlatos. Desculpe se estou abusando, mas ainda não encontrei ninguém que tivesse tanto conhecimento sobre a matéria.
Possuo uma TV LCD marca LG 32′ (LC3R), e no seu esclarecedor comentário nº 40º desta página você comentou que existem algumas marcas de leitores de DVD onde pode ser desbloqueado, de forma remota, o maldito HDCP que impede que se obtenha uma imagem com alta definição (720p ou mais) utilizando o cabo componente vídeo. Pergunto se poderia me informar como, e se com o DVD que possuo, marca samsung P366 (sem saída HDMI) que só fornece 480p no modo progressive scan, isso pode ser feito? Caso negativo, qual marca apresenta essa possibilidade? E sobre as novidades dos discos HD DVD e Bue Ray, eles “rodarão” nos atuais leitores de DVD ou será necessário adquirir novos aparelhos compatíveis com essa novas tecnologias de mídias?

58° Paulo Roberto Elias Data: 19/03/2007 às 10:29 pm

Atividade:

Cidade:

Caro Felipe,

Não há abuso nenhum. Quando eu me propus a escrever no Webinsider e lá na minha página, a minha intenção era exatamente a de tentar ajudar, dentro das minhas limitações, as pessoas que estão passando pelo que eu, por acaso, já passei. E na medida do possível, eu tento acrescentar alguma outra informação que possa também ser útil. Aliás, eu tenho comentado com amigos, que a alta tecnologia está sendo literalmente jogada nas nossas caras, sem que a gente sequer tenha tempo de se adaptar a ela, ou conhecê-la mais intimamente.

Vamos por etapas:

O upscale, que no caso do DVD, é a conversão de 480i para 720p ou acima, é proibido pelos estúdios americanos, apoiados numa legislação meio capenga, na saída de vídeo componente. A saída digital, como você já sabe, é protegida pelo HDCP. Ao desabilitar o HDCP, a saída de vídeo componente é automaticamente desbloqueada, na maioria dos chipsets em uso. No caso do Brasil, somente os aparelhos da linha Samsung, HD-841 e HD-850, tem desbloqueio de HDCP possível pelo próprio remoto. A receita para isso é fornecida pelos representantes, dentro das lojas, mas está fartamente divulgada no site do VCD Help (http://www.vcdhelp.com), na seção “DVD Hacks”. Lá você pode pesquisar pelo fabricante e modelo, num banco de dados considerável. A maioria desses modelos atuais da Samsung segue mais ou menos o mesmo procedimento, tomando-se o cuidado de colocar o código da região para a qual o aparelho foi fabricado. Por exemplo: no caso do Brasil, a seqüência é: ligar o aparelho sem disco, esperar inicializar, teclar Repeat no remoto, e depois 76884 e depois 9 (multiregião e HDCP-free, dependendo do aparelho). Existe uma variante que é 76884 e depois 789 (que eu recebi no meu HD-850), que vai dar no mesmo. Depois, abrir e fechar a gaveta, para salvar a nova configuração, desligar e reiniciar o player.

No caso do P366, creio que não existe nenhum chipset para upscale, e portanto o máximo obtido seria mesmo 480p. O novo HD-860 não tem código de desbloqueio para HDCP, que eu saiba, o que é, no mínimo, frustrante para quem compra. Se você quiser importar, existem fabricantes que oferecem os seus leitores totalmente liberados de fábrica, como o NeuNeo, e saiu uma notícia dias atrás que o Philips DVP-9000S/78 vem com upscale liberado, mas ele só saiu na Europa.

Toda esta bobagem de HDCP só serve para aumentar a confusão dos consumidores no mercado, porque, na prática, é muito mais fácil copiar conteúdo pelo computador. Eu, por exemplo, apesar de raramente fazer cópias, uso um programinha chamado de AnyDVD, da Slysoft. Quando este programa foi criado, era para desbloquear o RPC2 dos drives de leitura (equivalente do bloqueio de código de região), mas depois o programa começou a ser atualizado para desbloquear trancas de cópia, não só de DVD, mas de CD também. Na versão atual, o AnyDVD já é previsto para copiar HD-DVD.

E existem outros programas, a custo zero, para fazer a mesma coisa. Portanto, esta coisa de impedir cópia parece mais estorinha do boi tá-tá! E quem acaba penalizado é o consumidor, que não tem liberdade de usar a saída de vídeo componente do seu leitor de discos.

O upscale é importante, no caso dos painéis tipo LCD ou plasma, porque os mesmos trabalham com resolução nativa fixa. Se você injetar um sinal de 480i, o seu painel vai ter que necessariamente remapear para a resolução da tela, digamos 1280 x 720 pixels. Mas, em telas de alta resolução, o upscale feito para valores acima da resolução nativa (por exemplo, para 1080i), reduzirá significativamente a tarefa de remapeamento do painel, e isto normalmente resulta numa imagem bem mais limpa e nítida. Portanto, é sempre interessante, nestes casos, usar um upscale externo, antes da imagem chegar no painel.

No caso de HD-DVD e Blu-Ray, principalmente no último, existem flags de redução de resolução para a saída analógica, à discrição do estúdio, mas, pelo que se comenta, até agora elas não foram usadas, e portanto, todas as duas mídias terão alta resolução plena e sem restrição, exceto as da fonte. Em princípio, ambos os formatos colocam o Brasil na região 1, mas eu não sei lhe dizer, até agora, se aparecerão discos de mais de uma região, que os impeçam de serem tocados em outros lugares, como aconteceu (pifiamente) com o DVD. Vamos esperar que não!

59° Paulo Roberto Elias Data: 19/03/2007 às 10:38 pm

Atividade:

Cidade:

Em tempo:

Discos Blu-Ray e HD-DVD exigem drives com pickups óticos dedicados, ou seja, para reproduzi-los é necessário ter um player totalmente novo. Note que as duas mídias são incompatíveis, e existem apenas promessas de lançamento de aparelhos capazes de tocar as duas ao mesmo tempo (multiformato).

Por outro lado, ambos são retrocompatíveis com os DVD atuais, o que lhe permitirá usar um reprodutor de um desses formatos, para tocar a atual coleção que você tem. Ironicamente, existem promessas de continuar se proibindo upscale de DVD’s, por vídeo componente.

Às vezes, a impressão que me passa é que esta gente não quer dar margem aos consumidores, de comparar DVD a 1080i por upscale, com os 1080i reais das novas mídias, talvez com receio de que muita gente não vá perceber diferença nenhuma!

60° felipe Data: 21/03/2007 às 4:47 pm

Atividade:

Cidade:

Prezado Professor Paulo Roberto Elias,

Baseado nos seus magníficos comentários acima, eu visitei o site recomendado para obter informações sobre como desabilitar o HDCP e desbloquear a saída vídeo componente. Com o pouco de inglês que entendo, pesquisei algumas marcas de leitores e gravadores de DVD marca samsung, disponíveis no mercado brasileiro e estou com uma dúvida cruel: HD 860, com saída HDMI, que custa R$ 499,00 ou o R 130 que além de ler, grava mas só tem saída vídeo componente, porém também relacionado no site acima citado com possibilidade de desbloqueio do seu HDCP (me corrija se estiver enganado)?

61° Paulo Roberto Elias Data: 22/03/2007 às 11:14 am

Atividade:

Cidade:

Felipe,

Se eu entendi direito a sua pergunta, passo a lhe informar o seguinte: o gravador Samsung DVD-R130 não tem conexão HDMI, e portanto não poderia ter HDCP implementado. Normalmente, os leitores ou gravadores que fazem upscale, o fazem pela saída HDMI, protegida, é claro, por HDCP, e alguns deles, como já citei, com possibilidade de desbloqueio (”HDCP free”). Não me lembro de ter visto algum modelo, com upscale pela saída de vídeo componente, e assim acho pouco provável que o R130 tenha esta característica.

No caso do HD-860, o desbloqueio, se é que existe, não é divulgado, nem pelos representantes da Samsung. Eu sei disso, porque um amigo meu tentou, e não conseguiu nada até hoje. Portanto, para investir seu dinheiro num aparelho desses, e conseguir usufruir uma melhoria da performance de vídeo por upscale, só tendo um display com entrada HDMI ou DVI-D, HDCP-compatível (muitas conexões DVI-D não são!).

Se eu estivesse no seu lugar, pensaria primeiro em que tipo de aplicação o equipamento iria funcionar. Como o seu display já está preparado para HDMI, então claramente a melhor opção é o HD-860. Note que essas TV’s só tem uma entrada HDMI, e isso poderá lhe cercear futuras expansões de equipamento, por exemplo, com Blu-Ray ou HD-DVD. Veja ainda que existem hoje no mercado brasileiro, leitores de outras marcas, sem desbloqueio de HDCP, mas com recursos que talvez possam lhe interessar, no lugar do HD-860. Não custa nada dar uma olhada por aí, ou ir a uma revenda e tentar comparar performances.

Se a sua intenção é aproveitar os recursos da máquina, então, quem sabe, o R-130, por permitir gravação, e por ter uma saída pelo menos em 480p, poderá ser uma melhor opção. Se você é daquele tipo de pessoa que tem um monte de fitas VHS e quer se livrar delas, passando-as para DVD, este tipo de gravador é o ideal, porque, caso contrário, você teria que ter uma placa de captura instalada no seu computador, renderizar (haja saco!…), e gravar, para fazer a mesma coisa.

62° Ricardo Alves Data: 23/03/2007 às 1:23 pm

Atividade:

Cidade:

So a título de exclarecimento sobre aquele assunto de contraste dinãmico e estático: no site da SONY de lê isso:

KDL-52XBR2

O novo TV Sony LCD 52 polegadas FULL HD (Definição de 1920×1080 linhas) está disponível em 5 cores: Azul, Preto, Branco, Vermelho e Prata. Antes da entrega do produto, nossa central de relacionamento entrará em contato com você para confirmar a cor desejada. Esse contato ocorrerá em 1 dia útil após aprovação do pedido. A entrega deste produto é agendada por nossa central para sua conveniência. Favor adicionar 1 dia útil aos prazos de entrega normais do site.

• Display: painel LCD de alta definição Full HD.
• Resolução: 1920 pontos x 1080 linhas.
• Formato de Tela: 16 por 9 (widescreen), permitindo também assistir programas de TV em formato padrão (4 por 3).
• Tamanho da Tela: 132 cm (diagonal visual aproximada).
• Brilho: 500 cd/m².
• Contraste: 70001 por 1 (dinâmico) e 1300 por 1 (estático).
• Tempo de Resposta: 8 ms.
• Ângulo de Visão: 178º.
• Ajuste de Rotação: Nenhum.
• Potência de Áudio: 11W RMS x 2.
• Efeitos de Som: SRS TruSurround XT, Dynamic, Standard e Custom.
• Entradas: 1 PC, 3 HDMI, 2 Vídeo Componente, 1 S-Vídeo e 3 AV RCA.
• Saídas: 1 para fone de ouvido e 1 para áudio.
• Dimensões do TV (L x A x P): 1415 x 890 x 384 mm (com base) e 1415 x 827 x 125 mm (sem base).
• Peso: 54 kg (com base) e 46,5 kg (sem base).
• Acessórios fornecidos: 1 controle remoto modelo RM-YD010, 1 par de pilhas tipo AA, 1 cabo de alimentação CA, 1 cinto de segurança, 1 parafuso de segurança, 1 pa