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Web 2.0 é uma revolução? Então me deixem criticar

18 de janeiro de 2007, 9:44

Uma opinião para discutir: nosso amigo diz que o termo Web 2.0 é mal compreendido, mal utilizado e quase traz de volta o clima irreal pré-bolha. Você concorda?

Por Alex Hubner

Aparentemente não existem críticos quanto ao conceito ou idéia da Web 2.0 no Brasil, ou são bem poucos. Uma busca no Google retorna pouquíssimas opiniões contrárias, sejam de posts, artigos ou mesmo comentários em fóruns e listas de discussão. Exceção ao já conhecido (e referenciado) post de Henrique C. Pereira no Revolução Etc, que já levantava a lebre há um ano.

As críticas são, em sua maioria, importadas. Destaco os artigos de John Dvorak, crítico já conhecido (um dos primeiros) do termo (aliás ele é crítico de qualquer coisa, mas essa é outra história). Por esta razão, tenho me empenhado em contribuir para, quem sabe, conseguir reduzir um pouco a tradicional babação-de-ovo e comportamento maria-vai-com-as-outras que acomete defensores apaixonados da Web 2.0 tal como ela é descrita e propagandeada.

Tenho arrepios ao ler reportagens e textos com declarações como “A Web 2.0 nasce para reinar” ou “Web 2.0, o futuro da internet” ou ainda “Web 2.0, uma forma de ficar milionário”. E as variações religiosa-ameaçadoras “A Web 2.0 já chegou! Você e a sua empresa não podem ficar de fora!” ou “Esqueça tudo o que você sabe de internet, chegou a Web 2.0” (esta última, pérola encontrada na revista Info), entre tantas outras declarações entusiasmadas para o termo.

Declarações mais apaixonadas são costumeiras em qualquer revista de renome e em 10 entre 9 blogs e sites de “especialistas”. Lembram muito, ainda que em menor escala, a histeria que acompanhou o boom da internet no final dos anos 90, quando reportagens de capa, “especialistas” e gurus de toda sorte davam a impressão de que internet era capaz de mudar (e melhorar) o mundo radicalmente e quebrar quaisquer paradigmas (mesmo os mais duros).

Para começar, o que exatamente é Web 2.0? Existem mil e uma definições, basta inventar uma. Das explicações que se esforçam para ser sérias, todas trazem um punhado de “regras” para a Web 2.0 (“se você não seguir estas regras, seu site ou sua empresa não será Web 2.0”…).

O problema é que novas idéias (ou repaginações) são imediatamente jogadas no mesmo saco, sem qualquer escrutínio, dando a impressão que a tal Web 2.0 é simplesmente um nome para qualquer coisa que funcione (mesmo que não “funcione”, não dê lucros operacionais - vide YouTube), que seja popular (consiga atrair e reter um bom número de usuários, mesmo que estes sejam formados quase que exclusivamente por adolescentes ávidos por diversão e entretenimento digital de consumo rápido) ou “nova” (mesmo que não seja tão nova assim) na internet. É mais ou menos assim: se é pop, então é Web 2.0.

No entanto, a Web 2.0 não trouxe nada de novo em termos de tecnologia e de idéias e nem é uma mudança tão expressiva ou revolucionária como dizem (e vendem). Poderia ser resumida numa equação bastante simples:

A velha internet * aumento no número de usuários = Web 2.0

Note que nesta equação o único elemento “novo” é aumento significativo no número de usuários, especialmente os com acesso a banda larga. Em outras palavras: It’s the user stupid! As idéias e “regras” da Web 2.0 já existiam. O que não existia era um número significativo de usuários e de banda para justificá-las e implementá-las.

É simples entender e verificar isso, mas os “especialistas” da Web 2.0 não vêem as coisas desta maneira. Para eles trata-se de algo novo, revolucionário e que “vai mudar tudo o que está aí”. Estas afirmações implicam na coisificação da Web 2.0, torná-la um mero produto (acho que é exatamente isso o que os consultores querem), dar um nome, registro de patente, data de nascimento, versão, regras e pontos bem definidos, sem falar na necessidade de um “criador” (Tim O’Reilly?) e fiéis seguidores.

Em minha opinião, os especialistas da Web 2.0 estão para a internet como os criacionistas estão para a ciência. Por mais óbvio que seja o fato das coisas simplesmente evoluírem, natural e continuamente, prevalecendo o que funciona em detrimento do que não funciona (tal como Darwin teorizou), os especialistas da Web 2.0 entendem que as coisas só existem depois de terem sido criadas, inventadas, nomeadas e, principalmente, propagandeadas.

Alguns gurus mais avançados (aqueles que já atingiram um nível de abstração máximo dessa viagem lisérgica) já estão discutindo seriamente a Web 3.0, cuja equação seria: Web 2.0 + semântica + virtualização de comunidades + qualquer outra idéia ou coisa que se tornar popular até lá (só para garantir que o termo vai “colar” e significar alguma coisa).

Os especialistas brasileiros aparentemente estão entre os primeiros a abraçar a causa da Web 2.0 (e vão abraçar a Web 3.0, 4.0…) e defendê-la como a nova quintessência da grande rede. Brasileiros são normalmente apaixonados pelo que fazem e acreditam, comportamento notável entre os profissionais de internet e a mídia especializada no que diz respeito à Web 2.0.

O caldeirão de crenças, promessas e gurus está fervilhando de novo, como há tempos não estava (talvez porque os gurus e especialistas de Web 2.0 de hoje fossem apenas meninos jogando videogame quando a histeria 1.0 terminou). Mas bem que poderia desta vez vir acompanhado da análise crítica, o que aparentemente pouco acontece neste caso.

Na verdade, a Web 2.0 não é uma “mudança”, quando muito é uma evolução (algo bem diferente de mudança).

Sobre conteúdo colaborativo e inteligência coletiva

Os blogs e a própria Wikipedia são frequentemente mencionados como ícones da Web 2.0. Entretanto interfaces colaborativas, participativas ou capazes de gerar uma suposta “inteligência coletiva” sempre existiram desde que a internet dava seus primeiros passos (no berço das universidades).

Listas e fóruns de discussão - até mesmo a Usenet - são exemplos antigos de colaboração e participação. Vale lembrar que um bom exemplo de real inteligência coletiva (desta vez sem aspas), é aquela gerada por pesquisas sérias e por cientistas que se submetem ao processo de peer-reviewing.

Esta inteligência está disponível nas velhas e jurássicas listas de discussão e provavelmente não vai sair de lá tão cedo. O que se vê hoje na tal Web 2.0 não é inteligência. Inteligência é sinônimo de qualidade, não de quantidade. Os exemplos de “inteligência coletiva” da Web 2.0 são baseados em quantidade (com raras exceções). Sites como Digg.com geram “inteligência” pelo maior ou menor número de “diggs”/cliques num link. Isso é inteligência? O que se gera aí é simplesmente volume, não inteligência.

Outros vêem inteligência na enxurrada de tags e nas inúmeras classificações (folksonomia) que mais confundem do que ajudam em sites como o YouTube (tente achar uma informação de forma rápida por lá). Há os que ainda defendem que a inteligência da Web 2.0 está no sistema de rankeamento de links do Google. Quase lá! Outros usam o exemplo do modelo de desenvolvimento de software livre. Opa! Mas espere aí!… há quanto tempo o GoogleRank existe mesmo? 1998?

E o desenvolvimento de software livre? Os processos tradicionais do desenvolvimento de software livre são parecidos com o processo peer-review da ciência - que é meritocrático em sua essência - e não podem ser comparados ao popular oba-oba da Web 2.0. De novo a questão da “novidade” que não é bem uma novidade e a apropriação de idéias antigas e maduras para validar uma falácia pop… Por esta razão, a imensa maioria dos exemplos de “inteligência coletiva” da Web 2.0 são imaturos, incompletos e falhos, passíveis inclusive (e efetivamente o são hoje em dia) de fraudes e problemas justamente por serem inteligências meramente quantitativas (Google Poisoning que o diga!), muito pouco qualitativas.

No editorial de 30/12/06 do Diário de Notícias (português) podemos ler: “a tão exaltada Web 2.0 é, de um ponto de vista meramente quantitativo, um amontoado de lixo.” Eu concordo plenamente. Para poder falar em “inteligência coletiva”, a Web 2.0 precisa ainda comer muito arroz e feijão, pois qualquer coisa que se aproxime de “democracia” não é sinônimo de inteligência, vide nossos políticos.

Se você se interessa por inteligência coletiva na internet (se ela é ou não é inteligente), sugiro a leitura do excelente artigo de Jaron Lanier, cujo título é bastante apropriado: Digital Maoism: The Hazards of the New Online Collectivism.

Ainda em 1995, o GeoCities (atualmente pertencente ao Yahoo!) oferecia espaço e ferramentas para que qualquer usuário relativamente leigo construísse seu website e publicasse suas idéias. A loja virtual Amazon desde o seu lançamento (em 1995) permite que seus clientes e visitantes postem comentários e informações diversas sobre livros que são vendidos na loja. A Amazon também já sugeria produtos correlatos (“pessoas que compram este CD também compram…”) como forma de monetizar ainda mais a operação. Em 1998 o Yahoo! lançava o MyYahoo!, permitindo que a página de entrada do site fosse customizada e personalizada (com notícias, cores e afins) individualmente.

Conteúdo participativo e/ou colaborativo e as várias tentativas de inteligência coletiva não seriam idéias novas e revolucionárias, surgidas na Web 2.0. Ao contrário, seriam pilares bem antigos da internet, permitindo que virtualmente qualquer indivíduo ou empresa publique, opinie e compartilhe informações na rede.

Sobre a internet como plataforma

Ainda na metade da década de 90 a Sun Microsystems lançou e patenteou o slogan “The Network is the Computer”, demonstrando sua intenção e posicionamento comercial em fazer da internet “a” plataforma para todo e qualquer sistema computacional existente (o slogan veio reforçar as promessas de interoperabilidade, portabilidade da linguagem multiplataforma Java – “Write once, run anywhere” - parodiado por alguns como sendo na realidade “Write once, crash anywhere”). Ainda em finais da década de 90, começaram a surgir alguns padrões de interação entre aplicativos internet, para que as então chamadas transações B2B pudessem ser realizadas de forma padronizada.

O termo Webservices e o protocolo SOAP ganharam força e se popularizaram, sendo padronizados mais tarde pelo W3C em 2001. Em 2002, Amazon, Google e vários players importantes desenvolveram e publicaram APIs para que desenvolvedores de todo mundo pudessem integrar seus serviços com o destas empresas. Redes P2P surgiram e fizeram sucesso muito antes de se ouvir falar em Web 2.0. Cita-se o popular Napster, ícone desta “revolução” ocorrida em 1998. Exemplos são inúmeros (passando por sistemas de controle pessoal – ex. site Elefante.com.br), financeiros (câmbio), previsão do tempo etc.

Sobre tecnologias novas

Apesar de o termo AJAX ter sido usado pela primeira vez em 2005, as tecnologias que englobam o termo tiveram início ainda no final da década de 90, nos navegadores de geração “4” (Internet Explorer 4.0 e Netscape Navigator 4.0), que introduziram suporte à técnicas de remote-scripting. Com o lançamento da versão 5.0 do Internet Explorer em 2000, e a estagnação do Netscape Navigator (que mais tarde teve seu código fonte aberto gerando o excelente Firefox), a Microsoft inaugurou uma forma mais elegante de remote-scripting com o XMLHttpRequest. Daí até os dias atuais o conceito só evoluiu, ganhando força e notoriedade devido ao aumento no número de usuários da rede. Linguagens e frameworks de desenvolvimento rápido para web (RAD) já existiam antes da Web 2.0. Pode-se citar a linguagem ColdFusion da Allaire (1995) e o Fusebox (1998).

A sindicância de conteúdo (famosa hoje pelo RSS), chamada no passado de “conteúdo push”, já era conhecida de usuários do Internet Explorer 4.0 e o seu serviço ActiveChannels. Agências de notícias como a Reuters já utilizavam sistemas de intercâmbio de conteúdo e notícias entre agências e consumidores de notícias muito antes do surgimento da Web 2.0, sistemas estes que inclusive foram os precursores dos padrões atuais. O próprio XML data de 1997. A portabilidade de sistemas para dispositivos móveis (a tão aclamada “convergência”) é um discurso antigo, que antecede em muito a Web 2.0, e que sempre esteve em constante evolução, cujo passo inicial remonta aos primeiros dispositivos móveis, sejam eles celulares ou PDAs.

Sobre mudanças em marketing

Os críticos argumentam que não houve uma mudança significativa no marketing praticado pela internet. Segundo eles, o dinheiro (oriundo de ações de marketing) continua sendo gerado da mesma maneira: via publicidade e serviços. Como exemplo, a maior parte dos lucros do Google vêm de anúncios vinculados às suas buscas e sites que utilizam seus serviços. O Yahoo!, por exemplo, tem um modelo misto: publicidade e serviços. O Yahoo! Small Bussiness não é novo, já existia (porém não com esse nome) desde a época do GeoCities, quando você podia pagar um valor para ter mais espaço, vincular um domínio ao seu site, etc.

A web sempre foi serviços. Conceitos como o de marketing viral são bastante antigos e seu vínculo com a internet foi alvo de um livro (Idea Virus) de Seth Godin ainda em 2001. Empresas de publicidade na Web (ex. DoubleClick) já empregavam o pagamento por retorno antes do advento do termo Web 2.0. O próprio Google AdSense e AdWords não são serviços novos, derivam de empresas que já atuavam na internet antes do Google (Applied Semantics - adquirida pelo Google e Goto/Overture, adquirida pelo Yahoo!).

As críticas e fatos não param por aí. Engrosse a lista se desejar. Na Wikipedia qualquer um pode editar. Lembre-se apenas de saber como fazer isso de forma parcial e respeitosa. Leia as guias de ajuda antes de começar a editar por lá, vai te poupar um bocado de dor de cabeça com os xerifes e “especialistas” que lá habitam.

Mas ainda não terminou. E o que os “especialistas” da Web 2.0 vão dizer sobre as críticas? Bem, eles vão dizer que não é bem assim, não é bem assado, que a “Web 2.0″ é outra coisa, que a gente não entendeu nada porque é difícil entender, isso e aquilo… (prepare os ouvidos). O próprio guru-mór do termo, Tim O’Reilly já começou a “adaptar” (para não dizer mudar sutil e convenientemente) aquilo que ele já tinha papagaiado e dado como certo há cerca de um ano. A estratégia é ir definindo a coisa enquanto ela está acontecendo e/ou puxando a atenção para as coisas que fazem mais sentido, descartando as besteiras ditas no passado. É o beta perpétuo de idéias, que também perpetua a sua exposição na mídia (o que é bom para ele e suas empresas). O’Reilly é acima de tudo um cara esperto. Que se dane o termo (ele malandramente já nem faz tanta questão de defendê-lo), o que importa são as idéias, o que importa são as pessoas… Lindo, mas tão vago e subjetivo como dizer que a “individualidade é algo muito pessoal”…

Continue fazendo seu website, suas aplicações, seus mashups, seja lá o que for sem se preocupar com a meme, a hype e todo o alvoroço (incluindo consultores e gurus paraquedistas) da Web 2.0. Continue fazendo-os com qualidade e com inteligência, melhorando-os sempre que possível. As regras do bom senso nunca tiveram uma versão 2.0. Pense nisso. [Webinsider]

.

Este texto, com algumas mudanças, está atualmente disponível para o termo Web 2.0 na Wikipedia portuguesa, onde colaboro e escrevo para que o conceito não vire uma peça publicitária.

Sobre o autor

Alex Hubner (alex@hubner.org.br) é gerente de tecnologia da ONG Amigos da Terra - Amazônia Brasileira e mantém o blog CFGigolô

Apoio:

  • LayerDev Serviços de Webhosting Profissional

Palavras-chave relacionadas a este texto: [ comunidades ] [ conteúdo colaborativo ] [ viral ] [ livros ]

Comentários

59 pessoas comentaram o artigo "Web 2.0 é uma revolução? Então me deixem criticar"

Bruno Rodrigues Data: 18/01/2007 às 10:40 am

Atividade:

Cidade:

Êta, finalmente uma alma que põe no papel o que uma penca de gente, como eu, acha… É o caso típico de um ‘guarda-chuva’ que só vem para confundir o mercado… Boas idéias com uma *péssima* embalagem! Passo minutos intermináveis explicando a alunos e clientes o que é ‘Web 2.0′, e para isso preciso primeiro tirar o ‘lixo de imagem’ que se formou em torno do assunto. Haja paciência… Acho que o Tim O’Reilly merecia um ano ou dois de trabalhos forçados só por ter criado este termo! :-)

Diego Dotta Data: 18/01/2007 às 11:06 am

Atividade:

Cidade: Florianópolis

Estava engasgado em Alex?

Acredito que seja necessário termos marcos históricos, seja pela (re)descoberta ou pelo massificação ou “popularização” da coisa.

Acho que todo conceito ou ferramenta tem um processo de maturidade, que também evoluem em etapas, os profissionais que a internet gerou seguem esta mesma evolução, sentimos a necessidade de marcos para demonstrar que existe uma evolução, mesmo que ela já tenha ocorrido faz tempo.

Se o nome e conceitos ainda não estão bem claros para muito gente, acredito que seja normal, ainda temos muito o que mudar e aprender para chegarmos a um consenso.

Valéria Data: 18/01/2007 às 11:14 am

Atividade:

Cidade: Santos

Se é novo.. se não é novo, simplemente acho que esse zum zum zum de web 2.0 serve pela propagação de conhecimento e disposição de profissionalização dos que fazem sites.
Eu mesma estou aprendendo muito.
Que bom que agora meus sites não quebram no firefox e no opera. Que bom que aprendi a pensar nos retornos que a internet pode trazer. Otimo que os mecanismos de busca me encontrarão com mais facilidade.
Acho que o termo é markenting mesmo.. para tentar fazer a coisa deixar de ser tão amadora!
Concordo que devemos passar uma peneira em tudo que se diz e não nos prender a certos conceitos!
Também concordo que.. endeusar o termo.. é uma coisa meia boba!
Opinião dada!! :)

Camilo Data: 18/01/2007 às 11:58 am

Atividade: Webdesigner

Cidade:

Falar de Web 2.0 como revolução vende..

Você falou da Info e eles fizeram a capa da revista sobre Web 2.0 há uns meses.

Deve ter vendido pra caramba.

Muitas pessoas ficam com essa impressão.

Outro dia estava na faculdade mexendo com CSS e chegou um cara do meu lado e perguntou:
- Isso é Web 2.0, brother?

E eu respondi:
- Não cara, é só CSS…

Um exemplo meio besta, mas já dá pra ter idéia da idéia que vai surgindo.

Cadu de Castro Alves Data: 18/01/2007 às 12:33 pm

Atividade: Web Developer

Cidade: Rio de Janeiro

Gostei da sua análise crítica. É claro que, como qualquer ser humano, não concordo com tudo o que foi dito. Porém, cada um tem a sua opinião sobre determinado assunto e achei essa crítica um tanto quanto construtiva.

Pela primeira vez desde que “ouvi falar” pela primeira vez dessa tal de Web 2.0, parei para pensar o que realmente é essa tal de Web 2.0.

“Esqueça tudo o que você sabe de internet, chegou a Web 2.0”. Como pode uma revista que (se diz) conceituada, como a Revista Info, pôr um título como este? Qualquer um que conheca os conceitos defendidos do que seria a Web 2.0, como uso XML, JavaScript, (X)HTML, CSS, etc, além de sites colaborativos, como os citados acima, sabe muito bem que não podemos esquecer o passado. Ou será que todos os pontos que eu citei que (de certa forma) compoem a Web não existiam antes da Web 2.0? La-men-tá-vel!

Ainda bem que eu, como muitos “web-friends” que eu tenho, não dou um mínimo de atencão para publicacoes como esta. Prefiro mil vezes dar creditos a artigos de blogs pessoais ou comunitários, como o proprio Webinsider, do que creditar artigos de revistas recheadas de propagandas publicitarias e artigos que nao sabemos nem como sao escolhidos no momento da publicacao.

Ps.: Desculpem-me a ausencia de acentuacao. (Ainda) não consegui configurar meu Slackware corretamente para teclado americano. Se alguem puder me ajudar, ficarei agradecido.

Danilo Data: 18/01/2007 às 1:13 pm

Atividade: Designer

Cidade: São Paulo

Eh, realmente criou-se um circo em volta do que seria WEB 2.0.. dá até medo de pensar

mas acho que o comentário do Camilo é um exemplo muito bom!
As pessoas não sabem o que é e qualquer coisa que seja diferente é WEB 2.0.. virou uma bagunça!

Mas também tem pessoas como a Valéria que comentou ali em cima tbm que aprendeu muitas coisas, e isso é bem bacana.. eu tenho aprendido muitas coisas também como a de que o Ajax está longe de ser a oitava maravilha do mundo como muita gente e muitos cursos vendem por ai.. ele é bom, é pratico mas não é bem aplicado em muitos casos..

Eu tenho um sério problema com tecnologias “milagrosas” que aparecem na internet pois trabalho muito a questão de acessibilidade para pessoas com necessidades especiais, e estas tecnologias ou as pessoas que vendem elas não tem a menor preocupação com isso… por exemplo, se você fizer um site de comprar aonde você só consiga adicionar ítens ao seu carrinho de compras clicando e arrastando você já impossibilita um número muito grande de pessoas de comprar..

Mas eu não vou ficar falando de mais, afinal não estamos dicutindo exatamente acessibilidade aqui, embora acho que a preocupação com isso agora seja um pouco maior..

Rui Alão Data: 18/01/2007 às 1:19 pm

Atividade: designer digital

Cidade: São Paulo

Alex,

Eu discordo de você. Embora ache que o nome web 2.0 seja infeliz, acho que existe sim uma mudança acontecendo.

Também acho que usar tags não gera só volume. Existe um ponto em que o volume (ou seja, a quantidade) gera qualidade, gera diferenciações, gera padrões de informação. Existe toda uma teoria a respeito de emergência de padrões a partir de interações simples e numerosas, e isto está, de fato, acontecendo na web.

Também acho que folksonomia não gera só um amontoado de informação inútil. Sites como o Del.icio.us atestam, ao meu ver, isso.

Quanto ao Dvorak, acho que ele simplesmente não entendeu do que se trata. Ele se esconde atrás de um pretenso mal humor inteligente e não tem o menor interesse pelas questões teóricas que permeiam o assunto. Basta ouvi-lo no Twit ou ler o blog do sujeito. Outros caras, menos mal humorados, vêem esta mudança, como Steven Johnson (autor de Emergência), James Surowiecki (autor de The wisdow of the crowds), e tantos outros pesquisadores sérios. Será tudo uma miragem? Bem, eu duvido.

Guilherme Land Data: 18/01/2007 às 1:22 pm

Atividade: estudante de comuicação digital

Cidade:

depois de ler um pouco de Wired não deu pra chegar ao fim disto…

“Tenho arrepios ao ler reportagens e textos com declarações como “A Web 2.0 nasce para reinar” ou “Web 2.0, o futuro da internet” ou ainda “Web 2.0, uma forma de ficar milionário”. E as variações religiosa-ameaçadoras “A Web 2.0 já chegou! Você e a sua empresa não podem ficar de fora!” ou “Esqueça tudo o que você sabe de internet, chegou a Web 2.0” (esta última, pérola encontrada na revista Info), entre tantas outras declarações entusiasmadas para o termo.”

Você precisa selecionar melhor o que lê, sinceramente…

Nelson Data: 18/01/2007 às 2:47 pm

Atividade:

Cidade: Sao Paulo

Eu desenvolvo aplicacoes para internet faz 11 anos. Em 1996 participei da criação de um Internet Banking com ISAPI, montando um site (quase) tao funcional como os de hoje.
Passa um tempo, algum “visionario” descobre e alardeia a tal Web2.0. Toda a midia começa a criar o hype e um monte de profissionais (que deveriam estar trabalhando) ficam todos excitados! Ai vem a galera que começa a questionar o conceito… Ahhhhh que vida inutil….

10° Alisson Mori Data: 18/01/2007 às 3:17 pm

Atividade: Publicitário

Cidade: Brasília

Bom, vejo que a ótica publicitária não é bem vista aqui pelos colegas que opinaram. Mas quero deixar a minha contribuição, pois ver o outro lado da “coisa” também é importante.

No meu modo de análise (ainda leigo no assunto e em busca do aperfeiçoamento do meu ponto de vista), a Valéria disse expressou bem o momento que passamos. Essa especulação em torno do conceito da Web 2.0 se faz necessária agora, pois assim se consegue propagação. É assim também no mercado publicitário, calcado em alguns conceitos da Gerência de Produtos.

Quando um produto é criado (ou reformulado, no caso da Web 2.0), três etapas são imprescindíveis para que ele tenha sucesso: em primeiro lugar, ele precisa ter um nome, uma marca que o identifique para com o seu público. Após isso, é feito um planejamento para que seja lançado esse produto (onde, quando e como ele deve ser lançado). E, por último, as pessoas têm que saber da mudança ou do lançamento(divulgação, publicidade, marketing).

Com o termo Web 2.0 não foi diferente. Ela nada mais é do que um produto reformulado, com um “novo nome”, que aproveita do “boom” ocorrido em 2006 para preparar o ambiente e criar o momento certo de lançamento da “Web Revolucionária”(em resumo, aguardaram o auge do aumento significativo do número de usuários ocorrido nos últimos anos, apoiado pela divulgação por meio dos veículos de comunicação - notícias como o bloqueio do YouTube em consequência do “vídeo da Cicarelli” se tornaram temas de capa, como raramente via-se antes).

E sobre a “aura” criada sobre o termo, é, infelizmente, o que acontece hoje em dia com tudo que aparece de diferente, de inovador. Basta olhar para Robinho, Kerlon, Alexandre Pato e vários outros jogadores de futebol que, com uma jogada, já são precocemente chamados de craques por Galvão e cia.

E esse negócio de criar muita babação-de-ovo nós brasileiros conhecemos muito bem (vide desempenho do “time revolucionário” na última Copa).

11° Marco Gomes Data: 18/01/2007 às 3:26 pm

Atividade: Programador de Interfaces

Cidade: Gama

Parei de ler ao ver a sentença:
“A velha internet * aumento no número de usuários = Web 2.0″

Essa é a PIOR definição de Web 2.0 que eu já vi. Bem que vc disse, “basta inventar uma”. Na nova Web o usuário deixa de ser passivo e passa a agir, produzir, alterar e classificar conteúdo.

Não gostar do “nome” Web 2.0 tudo bem, mas não ENXERGAR que a Internet MUDOU DRASTICAMENTE nos últimos anos é estupidez.

Só uma humilde opinião.

12° Léo Hackin Data: 18/01/2007 às 4:46 pm

Atividade: Desenvolvedor

Cidade: Vila Velha / ES

Isso sim é matéria para dividir opinião e colocar gregos e troianos num arranca rabo daqueles!

Concordo com várias coisas ditas… prefiro acreditar que o termo Web 2.0 seja mais um upgrade de costumes online, serviços (realmente hoje mais colaborativos … antes não eram todos) e de própria cultura na internet.

É obvio que a massificação da Internet contribuiu e muito na construção desses serviços. Mas então, porque não atribuir Web 2.0 a esse movimento ?

Atribuir isso as tecnologias também seria errôneo, mas não podemos deixar de ver a questão de que apesar delas serem velhas, a popularização delas fez sim a comunidade de desenvolvedores olhar a internet com outros olhos e outras possibilidades.

Acho que a internet sempre vai ser divida entre a obscuridade de idéias geniais, a popularização de serviços apoiados em tecnologias mais difundidas e no alarde do oba-oba de cópias bem feitas, de usabilidade agradáveis e que se possível tenham a oportunidade de oferecer algum tipo de entretenimento ao usuário final. Porque afinal, hoje a internet não é mais terreno apenas de tecnologos e sim de todo tipo de pessoas: da criança querendo navegar, passando pelo adolescente querendo conhecer gente nova até pessoas mais maduras querendo serviços ou simplesmente se distrair um pouco ou mandar seus e-mails.

Então, acho que a Web 2.0 seja a evolução no modo de pensar e criar modos de interação da nossa cabeça 1.0. Afinal, o “upgrade” é a melhoria das “peças” de um conjunto não é? Não se trata de nada novo mesmo … mas sim de algo melhorado! =)

Não há como negar a mudança de vivência e experiência de antes dessas tecnologias e serviços colaborativos com as experiência de hoje. Hoje, TODOS podemos produzir interatividade em prol de coisas mais usáveis ao contrário de outrora, em que isso era restringido à programadores codecore e afins.

Hoje todo mundo pode fazer sua parte com as ferramentas que estão na web. Isso é claro ajudado pela quantidade de pessoas que existem na web.

Mas concordo com a ultima chamada: vamos seguindo firme e forte! E simbora! =)

13° Deborah Prates Data: 18/01/2007 às 5:16 pm

Atividade:

Cidade:

Engana-se quem pensa que “a Internet *mudou* drasticamente nos últimos anos”. Não, ela não mudou. A internet continua a mesma, com a velha estrutura request a request, com as mesmas limitações e com nenhuma evolução técnica significativa em termos de clientes - browsers, players, etc, e tecnologia de servidor (linguagens de programação e afins), que continua praticamente idêntica à que encontrávamos em 1998.

O que houve foi uma mudança em escala, como o autor bem apontou. Eu adicionaria à lista uma mudança em amadurecimento. Amadurecimento este que infelizmente está sendo confundido por muitos (especialmente os novos no meio) como sendo uma nova “era” da Internet, com direito buzzword, show pirotécnico, gurus ilumidados e atenção comprovadamente exagerada da mídia. Afinal, a Web 2.0 é apenas isso: mídia. Empresas que teoricamente fazem a tal Web 2.0 (como o Google) sequer perdem tempo propagando este termo e esta idéia (podem conferir). Para elas, assim como para o autor, não há nada de novo acontecendo na Internet. O que existe é apenas um amadurecimento de idéias já existentes, quando muito a mudança da teoria (da época do boom) para a prática. E isso não é algo que tem começo, meio e fim.

Aliás, madura é a crítica apresentada. Parabéns ao Webinsider por publicá-la e ao Alex por expor-la. É sempre bom saber que existem profissionais com visão pragmática e com pé no chão no Brasil. Muito diferente do que costumeiramente vemos no mercado: gente comprando e defendendo idéias só porque estão na moda ou a mídia. Críticas ao Web 2.0 são necessárias, gostaria de vê-las com mais freqüência (coisa que lá fora já acontece).

14° Marcelo Sant'Iago Data: 18/01/2007 às 5:33 pm

Atividade:

Cidade:

Na boa, web 2.0 já deu né…

16° Gilberto Jr Data: 18/01/2007 às 6:37 pm

Atividade:

Cidade:

Sobre a discussão a respeito de inteligência coletiva leiam, no próprio webinsider, o que eu penso.


A inteligência coletiva e a burrice das multidões

17° Raphael Perret Data: 18/01/2007 às 9:20 pm

Atividade:

Cidade: Rio de Janeiro

Gostei muito do artigo, porque tenho praticamente as mesmas críticas à abordagem utilizada diante do termo Web 2.0, que, a meu ver, é muito mal empregado. Tem-se a impressão de que foi criada uma nova plataforma, uma nova internet, com novos parâmetros, *diferentes* e *desconectados* dos anteriores. Pois não é isso. Como o Alex disse bem, trata-se de mudança, não de evolução. De fato, há conceitos renovados, que incluem participação maior do leitor/visitante, agilidade na navegação etc. Porém, são conceitos muito subjetivos, que podem ser observados em sites antigos e que, assim, não justificam essa onda em torno de uma suposta plataforma pioneira chamada Web 2.0.

18° Dorival Data: 19/01/2007 às 12:18 am

Atividade:

Cidade:

Muito bom! Já estava na hora de alguém dizer umas boas verdades sobre esta apelação marketeira de Web 2.0. Como o Marcelo disse acima: Já deu né?

Pá de cal na história é que as coisas mudaram sim, principalmente os usuários (e em número), mais nada. O resto é papo para vender livro, consultoria e dar pauta para os blogueiros meros repassadores de opinião e informação - diferente de quem forma opinião e com coragem. Está de parabéns o Sr. Alex!

19° André Luiz Data: 19/01/2007 às 8:18 am

Atividade: Gerente de Operação

Cidade: Florianópolis

Concordo com o Camilo (4): a Web 2.0 vende!

Com certeza não foi criado nada de novo, senão teria outro nome, sei lá: Orihtr. Ou o Firefox 1 é muito diferente do Firefox 2? Ou o Gol 2004 é muito diferente do 2005?

A grande onda que faz a Web 2.0 é o estímulo pela criação e participação em ambientes de contexto, pré-definidos porém com relativa liberdade aos usuários. Existiam exemplos antes? Sim! Por isso não esquecemos deles (web 2 beta?). Quem estiver trabalhando em algo novo e dizendo: “essa será a nova onda”, quem sabe não é um passo para a Web 3.0.

André5.1

20° Mônica Lira Data: 19/01/2007 às 8:37 am

Atividade: Design gráfico

Cidade:

Acabo por reconhecer uma coisa que sempre tive vergonha de admitir: até hoje eu não tinha conseguido entender o que danado é essa tal de Web 2.0! Por mais que lesse artigos e mais artigos, não conseguia verdadeiramente identificar nada de tão novo que justificasse o ‘auê’ em toda a mídia especializada. Sinceramente, eu estava me sentido uma completa imbecil.

Organização das informações, adequação aos padrões, CSS, usabilidade… Qual o bom profissional de web dos últimos quinze anos que nunca trabalhou com tudo isso? Ah, mas a grande diferença agora é a interação com o usuário! Se bem me lembro, essa SEMPRE foi a grande diferença da internet, desde de que ela começou a engatinhar.

Concordo que agora as ferramentas de interação já estão bem mais avançadas e, de fato - pela evolução natural das coisas (novamente Darwin) -, amadurecemos bastante para entender o que funciona e o que não.

Por outro lado, começo a achar - e aí venho, humildemente, a discordar do autor - que a Web 2.0, embora não passe mesmo de uma grande jogada de marketing, tem sim um valor extraordinário. Muitas empresas que estavam ‘desiludidas’ com a web (muitas vezes por não terem tido a assessoria de bons profissionais) estão agora enxergando o “novo” potencial da web - que, na verdade, sempre existiu. Aquilo que muitos desenvolvedores (designers, programadores, cientistas da informação) sempre defenderam - que a internet vai muito além de um “folder virtual” - agora é lei em todas as rodas de discussão.

Mudando mais uma vez de ponto de vista, vou deixar uma opinião que eu sei que pode ser condenada pela grande maioria: mesmo o “folder virtual”, aquele site que tem apenas a apresentação da empresa e os contatos de telefone e e-mail, se bem feito, também tem seu valor. Claro que é bem melhor acessar o site de uma empresa onde podemos visualizar o produto por todos os ângulos, comparar preços, tirar dúvidas on-line, etc. Mas, se a empresa não tem estrutura nem de manter atualizada uma tabela de preços, é bem melhor não ofertá-la, não acham?

Em resumo: acredito que cada coisa tem seu valor, mesmo que não seja tanto quanto dizem. Afinal, tudo é mesmo relativo.

21° Léo Hackin Data: 19/01/2007 às 8:50 am

Atividade: Desenvolvedor

Cidade: Vila Velha / ES

Oi Deborah,

Tudo certo?

Concordo com o que disse sobre o lance todo, mas:

“A internet continua a mesma, com a velha estrutura (…) e tecnologia de servidor (linguagens de programação e afins), que continua praticamente idêntica à que encontrávamos em 1998.”

Uhnn! O que dizer do Ruby on Rails, das frameworks de desenvolvimento especificas pra internet, da Prototype, das aplicaçãoes em padrão MVC e afins ?

Estou trabalhando com internet desde 96 e posso dizer com toda certeza (e conhecimento de causa) que muita coisa melhorou na área de desenvolvimento e ficou MUITO mais fácil que em 96.

Acho que não gostar do alarde comercial da Web 2.0 tudo bem … ver que ela não é nada novo e a web numa nova fase tudo bem … mas não vamos generalizar.

Abraço.

22° Jean Rodrigues Data: 19/01/2007 às 9:57 am

Atividade: Programador e designer

Cidade:

nah… web 2.0 é um “termo” criado, para se sair da rotina…. nada concreto, tudo ja existia, mudaram apenas a forma de se utilizar algumas coisas… nada significativo, como foi citado, ajax?! a sim, tem desdeeee 2000 o xmlhttprequest, google?! desde 1998… por ai vai, isso é apenas uma “fantasia” de alguns desenvolvedores, vai ter que aparecer MUITA coisa ainda pra se relevar como uma “novidade”.

=]

23° Lucas Coradini Data: 19/01/2007 às 9:59 am

Atividade: Designer

Cidade: Vila Velha - ES

Uau! Se todos que comentaram aqui estivessem presentes em uma mesa pra discutir assunto, provavelmente iria voar cadeira pra tudo que é canto. A minha certamente iria na cabeça do autor, no momento que ele dissesse:

“A velha internet * aumento no número de usuários = Web 2.0″

Ridículo!

Tampa os olhos quem pensa que foi somente o número de usuários que aumentou. É obvio que a internet melhorou. E muito. Quem afirma que continua praticamente a mesma coisa, na minha opinião, não “passou mal” para simplesmente achar algum conteúdo na internet, hoje tão facil com o Google. Isso foi só um exemplo, dos tantos que poderia aqui citar.

O processo de evolução da internet não aconteceu da noite pro dia. Por este motivo, eu também DETESTO - assim como o autor também deixou claro -, este termo “Web 2.0″. É como se alguém colocasse um rótulo pra vender algo extraordinariamente, estupefatamente inovador!

Alex, não fique chateado com minha cadeira. Eu concordo com você em vários pontos do texto, só que neste, você exagerou.

Só pra finalizar - se alguém ainda tem dúvidas quanto este termo exagerado -, se eu colocasse aqui algum endereço de um site qualquer, você saberia classifica-lo, com CRITÈRIOS, se ele é 1.0, 1.7, 1.8 ou 2.0?

24° Deborah Prates Data: 19/01/2007 às 10:47 am

Atividade:

Cidade:

Léo, linguagens e frameworks RAD (rapid application development) não são novos. O Alex menciona com razão o ColdFusion e o fusebox, framework de desenvolvimento (que serve para PHP, ASP e afins, mas é mais conhecido por ser usado por programadores ColdFusion) como exemplos bem antigos já. A questão de novo é a popularidade. Só com ela é que as coisas se tornaram conhecidas. Ruby on Rails é novo, mas seu conceito é antigo. Um abraço!


Deborah Prates.

25° Marco Mugnatto Data: 19/01/2007 às 10:53 am

Atividade: Analista de Sistemas Senior

Cidade: Brasília

Bloguei minha resposta: http://mugnatto.blogspot.com

26° Mark de Souza Costa Data: 19/01/2007 às 11:17 am

Atividade: Desenvolvedor Web

Cidade: São José dos Campos

Grande Alex, finalmente uma mente sóbria na Internet brasileira!

Um pequeno comentário meu que eu guardarei para contar mais tarde, tipo como um “viu viu, não falei!”: esqueçam XHTML, CSS, Web 2.0, Ajax, compatibilidade com browsers, resoluções de tela e blá blá blá…. O futuro é WPF (Windows Presentation Foundation) criado pela Microsoft. Realmente esta tecnologia é incrível e vai revolucionar o cenário atual de aplicações Web (e desktop também).

Quem tiver interesse, seguem alguns links para saber mais:
- http://msdn2.microsoft.com/en-us/library/ms754130.aspx
- http://wpf.netfx3.com/
- http://channel9.msdn.com/playground/wpfe/

Saudações,

Mark Costa

27° Léo Hackin Data: 19/01/2007 às 11:34 am

Atividade: Desenvolvedor

Cidade: Vila Velha / ES

Oi novamente Deborah,

Bom. Acho que temos pontos de vista divergentes sobre o que é novo nesse sentido então. (risos)

Conceitos são conceitos, melhorias são melhorias … mas acho que mudou sim, apesar de termos conceitos antigos, as melhorias geram outros conceitos, como o scafold do Ruby, os Active Records, frameworks de persistência e outras melhorias que deram a possibilidade de trabalhar-se de forma diferente. O conceito de frameworks e RAD podem ser antigos, mas a forma como são implementados e são usados hoje em dia realmente não se comparam ao que se praticava em 98. E isso é fato.

Mas ponto de vista é ponto de vista, e respeito o teu, apesar de não concordar com ele em sua totalidade.

Abraço. ;)

28° Techbits Data: 19/01/2007 às 12:42 pm

Atividade:

Cidade:

Web 2.0 não é uma besteira sem tamanho

A chamada web 2.0 tem seus críticos e adoradores. Os críticos dizem que web 2.0 não significa nada. Provam dizendo que todas as tecnologias usadas já existiam previamente ou ainda que a única diferença para a web 1.0 é a maior quantidade de pess…

29° Alexandre Fugita Data: 19/01/2007 às 1:06 pm

Atividade:

Cidade:

Se já sabíamos que tudo isso existia, por que não fizemos nada para ganhar rios de dinheiro no desenvolvimento da agora chamada web 2.0?

30° Deborah Prates Data: 19/01/2007 às 1:11 pm

Atividade:

Cidade:

Simplesmente porque não existiam usuários suficientes para tal. Ainda sim, quem é que está fazendo “rios” de dinheiro com a Web 2.0? Que eu saiba, quem faz rios de dinheiro (Google e afins) sempre fez a mesma coisa antes e depois da Web 2.0. Aliás, quem faz rios de dinheiro nunca defendeu o termo.

Vejam notícia veiculada na INFO (a mesma…):

Web 2.0 é sucesso que não gera receita

http://info.abril.com.br/aberto/infonews/012007/15012007-21.shl

31° Wagner Rodrigues Data: 19/01/2007 às 1:50 pm

Atividade: Web Designer

Cidade: Vitória/ES

Essa discussão toda em cima de “web 2.0″ nesses termos ideológicos é totalmente improfícua. Fogo não virou “Fogo 2.0″ porque inventaram o palito de fósforo e nem “Fogo 3.0″ quando inventaram o isqueiro. Web será apenas web até o momento que ela for totalmente descaracterizada, e esse nem é nem de longe o caso. Mas convenhamos: Se o termo ajudar na venda dos nossos produtos, porque não fazer uma grana utilizando ele?

Carecemos de algo mais atrativo na web pra vender nossos serviços no Brasil, então, porque não lançar mão do marketing em cima desse erro ideológico? Você deixaria de receber em dólar porque é um ANTI-EUA? Não né? Então defenda sua idéia, mas não seja um idiota. Sendo a web 1.0 ou 2.0 uma coisa é certa: Em tecnologia, “xiitismo” não leva à lugar nenhum, portanto, procure ter uma visão empreendedora do termo “web 2.0″ e que se dane se ela de fato existe ou não.

32° Gustavo Data: 19/01/2007 às 1:53 pm

Atividade:

Cidade:

Sempre vi web 2.0 como um novo conceito de internet e não como uma nova tecnologia.

Não importa se é CSS, Flash, HTML puro, ASP ou outra coisa qualquer. O que faz ser WEB 2.0 é o conceito de utilização de todas as teconologias a favor do usuário.

Ter mais interatividade, maoir comunicação, conteúdos coerentes com a internet e seu público. WEB 2.0 não é visa o lucro ou o retorno, mas sim a particapação das pessoas. Orkut, Blogs, Youtube são WEB 2.0 porque foram feitos para o usuário pensando no que eles gostariam e não no que a “empresa quer falar”.

Não gosto de ficar preso a um nome, so acho que o conceito é legal.

33° Marcelo Aquino Data: 19/01/2007 às 2:21 pm

Atividade: Designer

Cidade: Vitória-ES

Não resisti (risos). Postei um comentário desta matéria no meu site…vai a essência dele…

Convergência ou Web 2.0: qual termo ajuda a vender mais?

(…)tudo faz parte de uma evolução tecnológica e sobretudo cultural da grande comunidade desenvolvedora. O resto é blablabla pra afastar os sobrinhos do mercado. Aí estão os gurus(neste caso usado como termo pejorativo) pra confirmar isso tudo.

(…)de fato, a convergência de tecnologias presentes na internet há alguns anos não proporcionou novas (ou nem tão novas) maneiras de navegar, interagir, se comunicar. Apenas consolidou-se uma forma de unir as potencialidades de cada tecnologia em prol de um todo. Isto é convergência, mas isto não é novo. Então, que tal batizar de….vamos ver….web 2.0? Chique né?!

Pra mim, mais um pendulicário…. e só!

34° Paulo Data: 19/01/2007 às 2:37 pm

Atividade:

Cidade: São Paulo

Gente, na prática, há importância em se nomear as supostas versões da internet? Para o usuário não importa se é Web X ou Y, importa que funcione bem para ele. O Alex “falou e dizeu” (sic) quando sugeriu “…melhorando sempre que possível.” O resto é só encheção de lingüiça para chamar atenção.

Abraços!

35° Marcos Data: 19/01/2007 às 2:51 pm

Atividade:

Cidade:

Simplesmente é burrice achar que a Web não mudou. Alias, esse artigo está bem atrasado, as críticas feitas nele já são apontada há mais de um ano.

A maioria das coisas que existem no mundo hoje já existem há muito tempo. Agora, transformar as coisas de modo que elas se popularizem e tornem-se padrão é o que importa.

Achar que só pq 6 dúzia de pessoas usava colaboração em 1995 quer dizer que nada mudou, com a força que isos ganhou hoje, é miopia total. Meus pêsames.

36° Marcos Data: 19/01/2007 às 2:55 pm

Atividade:

Cidade:

Daqui ha pouco vão falar que o MCDonalds não revolucionou a indústria de fast food na década de 90 simplesmente porque existia fast food décadas antes disso.

Não é questão de ser coisa nova, mas fazer acontecer e tornar-se padrão.

37° Deborah Prates Data: 19/01/2007 às 3:01 pm

Atividade:

Cidade:

Engraçado é ver que entre os comentários favoráveis ao Web 2.0, vê-se que a maioria vive de alguma forma ou de outra do Wed 2.0 (siga os links, eles levam a blogs e sites onde se comercializa a idéia de Web 2.0). Consultor com opinião é outra coisa! =)

É claro que não poderiam concordar com as críticas. Eles já compraram o termo e a idéia à vista, agora precisam vendê-la antes que inventem alguma outra moda e eles fiquem, mais uma vez, para trás.

38° Alexandre Fugita Data: 19/01/2007 às 8:24 pm

Atividade:

Cidade:

Deborah,

Segui os links como vc recomendou. Eu já tinha lido essa matéria da Info que vc citou. Claro que a maioria não ganha dinheiro mas existem algumas faturando alto. Acompanho de perto esse mercado, e acho que chamá-lo de 2.0 nada tem a ver com os fósforos do Wagner (comentário #31).

Não sei se vc seguiu os links como vc recomendou os outros a fazerem, mas escrevi um texto a respeito citando este post. A parte final deixa bem claro minha posição em relação a este nome, e reproduzo abaixo:

“Uma idéia, um conceito, precisam de um visionário que enxergue além do que os outros. A maioria de nós não possui esta dádiva, e ficamos achando que só porque algo já existia mas era visto de outra forma, o desenvolvimento daqueles conceitos em coisas úteis não valem nada. Pra mim a web 2.0 é alguma coisa, é a realização de uma visão de empreendedores. E também não existe outra buzzword melhor para nos referirmos a essa “tecnologia”.”

Abraços!

39° Alex Hubner Data: 19/01/2007 às 9:40 pm

Atividade: Palpiteiro

Cidade: São Paulo

Fico feliz que o artigo tenha gerado uma boa discussão, a idéia era justamente esta. A motivação principal para escrevê-lo (apesar de não ter sido o primeiro a fazê-lo - talvez tenha feito com mais elementos, mesmo assim não sei) se deve ao fato de que precisamos *pensar* mais na Web 2.0 ao invés de simplesmente repeti-la como papagaios (e não podemos negar: tem muita gente fazendo exatamente isso por aí). Acabei de receber a revista Linux Magazine. Batata: fala de Web 2.0 em tons proféticos e revolucionários (algo bem estranho até para uma revista aparentemente pouco marketeira como a Linux Magazine). O assunto foi capa da última Time, será capa de outras, e não demora muito para lotar as pratileiras da seção de informática de nossas livrarias. Assim a discussão e pontos de vista diferentes são importantes para um assunto tão em voga e ao mesmo tempo tão complexo.

Não se deixem levar pelo tom azedo e aparentemente arrogante do artigo, eu *também* não sei o que é Web 2.0. Só que de flores e doces a Web 2.0 já está cheia, e se eu fizesse um texto comportado, não teria graça. ;-)

40° Ronaldo Klein Data: 20/01/2007 às 2:34 pm

Atividade: Designer de Interfaces

Cidade: São Paulo

Quem dera se o nosso mercado evoluísse pra uma versão 2.0 também.. porque pode surgir web 2,4,5.. mas nossas condições de trabalho sempre vão ser as mesmas.

Abs

41° Fabio Terracini Data: 20/01/2007 às 2:38 pm

Atividade:

Cidade: São Paulo

Alex, você pode não fazer idéia do que a Web 2.0 é, mas certamente sabe o que ela *não é*. Excelente ponto de vista sobre a Web 2.0.

Na febre da revolução da Web 2.0, chega-se ao absurdo de vendedores venderem projetos de aplicativo Web 2.0. Aqui está um excelente vendedor, capaz até mesmo de, ao vender um software, dar de brinde (e implementar na empresa!) uma nova atitude, uma nova cultura.

Os conceitos que “ditam” a Web 2.0 já existiam na Web, mas em menor escala. A Web não está se revolucinando. Está evoluindo.

42° Ricardo Data: 20/01/2007 às 6:18 pm

Atividade:

Cidade:

Excelente artigo. Finalmente alguém com bom senso no meio dessa conversa fiada de web 2.0. Coisa de guru marqueteiro, para pegar, olhar, torcer o nariz e jogar fora. Parabéns Alex.

43° Diego Cerqueira Data: 20/01/2007 às 10:28 pm

Atividade: Analista Sistemas

Cidade:

Nossa!

Realmente posso dizer que este foi um dos melhores e mais sensatos artigos que já li neste WebInsider.

Até que enfim! Podemos ver alguém argumentar dessa forma espectacular e com as informações precisas a respeito do assunto.

Sempre que eu mostro a minha visão contrário a esse tal bicho que chamam de “web 2.0″, sempre me olham torto, falam que eu estou louco, dizendo besteiras e blábláblá.

Esse tema realmente gera polêmica, e os que dependem dele e vendem através dele é certo que continuarão a defender apaixonadamente. Porém nós, que temos um olhar crítico e prezamos a sensatez a respeito de tudo, é claro que analisaremos e veremos até que ponto certas coisas são verdadeiras e falsas.

Claro que a vasta maultidão dos 95% de especialistas continuarão a defender e contrariar esta visão aqui expressa. Mas todos nós sabemos que são os 5% que fazem a diferença realmente, e não os que são apenas mais um na multidão.

Web 2.0… Uma grande fantasia. Eu repilo.

44° Alessandro Moraes Data: 22/01/2007 às 9:30 am

Atividade: Desenvolvedor Web

Cidade:

Não concordo com o “endeusamento” do tema web 2.0, e também não o utilizo, embora reconheça a evolução que a web está passando.

Simplesmente acredito que é uma evolução natural e que não precisamos “versionar” a coisa.

Agora, a definição “A velha internet * aumento no número de usuários = Web 2.0″ foi realmente infeliz.

Se eu tivesse que dar uma definição seria algo como “A internet + aumento de interatividade e responsabilidade do usuário = Web 2.0″.

Felizmente, como não uso o termo, não preciso definí-lo :)

Abraço!

45° Ícaro Brito Data: 22/01/2007 às 2:21 pm

Atividade: Desenvolvedor

Cidade: Belo Horizonte

De que adianta web 2.0 com:

- Clientes 0.0.1

- Mercado 1.0

- Fazer o que o cliente manda ($$$) e não o que ele precisa 1.1

- Briga de navegadores 4.5

- Agencias 0.0

???

eu to é ligando é o Fo..-se 10.1 para a web 2.0….

46° Wander Vieira Data: 22/01/2007 às 3:27 pm

Atividade:

Cidade: São Paulo

Olá Alex!

Primeiramente, parabéns pelo artigo, ficou ótimo.

Concordo que a web 2.0 é apenas um nome pra um monte de coisa que está acontecendo.
Se alguém precisou desse nome pra crescer profissionalmente, então ótimo pra elas.

Quem já estava antenado no que rolava na rede e criava serviços inteligentes não precisa se preocupar com o nome.

Preocupações com acessibilidade e usabilidade chegaram antes desse nome e todos sabemos disso.

Enfim, já que citou Seth Godin ressalto mais um livro dele “Todo Marketeiro é Mentiroso” ( IMPETUS ELSEVIER - ISBN-10 8535218505).

“Todo profissional de marketing conta uma história. E se eles fazem isso direito, nós acreditamos neles. Nós acreditamos, por exemplo, que vinho é mais gostoso numa taça de $20 do que numa taça de $1, e acreditando, isso se torna verdade. Profissionais de marketing bem sucedidos não falam sobre vantagens, nem mesmo sobre benefícios. Em vez disso, eles contam uma história. A história na qual as pessoas querem acreditar.”

Ao meu ver, a web 2.0 quem fez foi o mercado, que estava carente de um nome pra história da internet. A culpa nem o mérito não é de nenhum guru. E quem saiu ganhando foi o marketing que ficou com mais uma história de sucesso.

Uma prova desse “sucesso” é a quantidade de comentários sobre esta matéria.
Não me lembro de ver, no Webinsider uma matéria com 45 comentários…

Fica minha opinião que certamente não será a última!

Abraços a todos.

47° Roberto Bricio Data: 22/01/2007 às 5:12 pm

Atividade: Diretor de novo negócios

Cidade: Rio de Janeiro

Não pude deixar de participar desta lista de comentários pertinentes. Gostaria de contribuir com uma visão sobre o assunto.

Que grande parte do que representa a web 2.0 já exisitia isso é fato. A tecnologia evoluiu e o número de usuários aumentou. Então alguém deu um nome a esse “pacote” e a mídia comprou. Ótimo!

Precisamos entender que sob a ótica do marketing, o web 2.0 é um produto. A percepção de um produto é feita pelo marketing para o mercado. Não é à toa que há todo este rebuliço.

Mas ao mesmo tempo não podemos reclamar que para o mercado interativo isso é muito bom.

Nossos clientes agora começam a entender aquilo que sempre buscamos defender como sendo fato: a usabilidade, a colaboração, a interatividade e a participação.

Novos conceitos virão à tona, teremos que catequizar novamente nossos clientes. Mas se colocarmos na balança, essa nova roupagem para o que já conhecíamos vem ajudar mais do que atrapalhar.

48° Moisselle Moreno Data: 22/01/2007 às 6:56 pm

Atividade: Marketing

Cidade:

Novo nome, novas tecnologias… evoluções sempre aconteceram desde que o mundo é mundo.

Será que algum adolescente portando seu belíssimo iPod, consegue imaginar como poderia haver mobilidade com uma vitrola movida a corda? Será alguem aqui conseguiria viver sem energia elétrica?

Não sei se o Xis da questão está na plataforma internet e suas tecnologias. Ou simplesmente na cultura das pessoas que utilizam o meio.

A meu ver a Web 2.0 não se trata de um esquema a ser seguido… chamem como quiserem… ela apenas retrata o comportamento e as expectativas do usuário atual frente às possibilidades que existem.

Em vez de questionar ser ou não ser web 2.0, que tal se perguntar se o que está sendo produzido está ou não satisfazendo a cultura de quem utiliza?

49° Luiz Júnior Fernandes Data: 23/01/2007 às 10:43 am

Atividade: Desenvolvedor Web

Cidade: Inhumas

Realmente é um tema polêmico na “webosfera”. Tão polêmico que a gente meio que se sente sem saber em qual “versão” de verdade estamos da web, isso se é que a web tem uma versão. A realidade que motiva a muitos em taxar versões à web atual é muito utópica em minha opinião. Creio que somos motivados a novidades, a reestruturações do antigo para um “pseudonovo”, que na realidade somente expressa novas formas de se escrever e de se fazer o velho. Quem dirá o famoso XmlHTTPRequest, mais que mesmo assim pegaram um nome de produto de limpeza, ou time de “soccer” e rotularam-no como um produto da Web 2. Tá, e daqui 10 anos?, qual versão será?, e o aquecimento global hahahah!?, será que vai deixar…, creio que devemos nos submeter a uma atualização de versão cerebral =]

50° Paulo Data: 26/01/2007 às 1:20 pm

Atividade: Desenvolvedor Web

Cidade: Porto Alegre

Concordo totalmente com os fatos descritos no artigo. Eu estou totalmente embasbacado com o que está acontecendo, as pessoas estão endeusando um metódo de desenvolvimento que já existe a tempos.

A 3 anos atras eu montei um código para popular menus em lista, com ajuda de adivenhem quem …. JS e XML. WOW eu era o cara? Não … eu apenas usei o que tinha em mãos e nem me achei um Einstein por isso.

Ah … mais uma coisa … a Info pra mim é uma revista “maria vai com as outras”… nunca vejo algo que preste.

Até+

51° Ars Data: 27/01/2007 às 5:00 pm

Atividade: Programador

Cidade:

Parabéns pelo artigo. Concordo completamente com o mesmo.

Pensando bem essa idéia de “Web 2.0″ não vende tanto assim, senão, a empresa de Bill Gates já havia estampado na tela de abertura (splash) do Internet Explorer “Agora com suporte a Web 2.0″.

52° Alex Hubner Data: 28/01/2007 às 12:43 am

Atividade:

Cidade:

Ainda sobre a repercussão no *campo das idéias*, gostaria de acrescentar mais algumas observações. Corro o risco de parecer estar na “defensiva” com este comentário. Independente de estar ou não, respondo que (1) não há problema algum em rever opiniões (ninguém sabe tudo) e (2) a releitura do artigo evidencia que a minha opinião continua a mesma, talvez sem o tempero de vinagre.

(reforço a questão do *campo das idéias* porque rolaram alguns ataques pessoais bobinhos ao invés de rebater as críticas. Estes ataques são falácias argumentativas já bem conhecidas - ad hominem, mas ainda sim bastante utilizadas entre blogueiros “de responsa” conhecidos na blogsfera)

Minha opinião está bem resumida no título do artigo. Ela questiona a validade de estarmos vivendo uma “revolução” na Web. Eu defendo que não se trata de uma revolução, ao contrário, trata-se de uma evolução natural e constante. *Revolução* significa uma mudança abrupta, brusca, significa seguir um caminho no sentido oposto ao que vinha sendo seguido.

Me lembro de uma famosa pérola da Adriane Galisteu (acho): “Minha vida deu um giro de 360 graus!”. Chamar, escrever, falar e descrever a Web 2.0 como sendo uma revolução, um divisor de águas, é fazer mais ou menos a mesma coisa que a Galisteu fez: é exagerar o que não precisa ser exagerado. É óbvio que a socialite não quis dizer que continuou no mesmo caminho na vida (dando apenas uma rodadinha), ela quis dizer que a vida mudou. Mas na tentativa de exagerar a coisa, para dar mais ênfase à mudança, acabou falando mais do que precisava e virou motivo de piada.

No caso da Web 2.0, do ponto de vista meramente mercadológico e de marketing, é compreensível defendê-la como sendo uma novidade, uma revolução. Exemplos desta estratégia existem em todos os lugares, basta ver que a Microsoft e outras empresas fazem a cada versão nova de seus produtos (o Windows Vista é “revolucionário”, mesmo que isso não seja inteiramente verdade). Entretanto, como consenso geral e comunitário - incluindo desenvolvedores independentes, empresas que usam a web como meio, cientistas, indivíduos (excluo os “ProBloggers” que IMAO são pessoas diretamente interessadas nessa celeuma gerada em torno da Web 2.0) - acho desnecessário “produtificar” (na ausência de um termo melhor) a Web. Acho desnecessário primeiro porque tende a criar mais confusão do que benefícios, como bem comentou o Bruno (1o comentário acima) e outros relatando confusões diversas, mesmo entre profissionais da área. Em segundo lugar porque dizer que a Web 2.0 é algo revolucionário, novo, é ignorar - não apenas no sentido etimológico das palavras (a palavra “revolução é antagônica de “evolução”) - o caráter constantemente evolutivo da própria web. Significa dizer que de tempos e tempos a Web sofrerá “upgrades” bem definidos e que estes terão nomes (seja qual ele for), e que uma enxurrada de especialistas vão se aproveitar e fazer dinheiro com a “nova” versão. Significa em última instância pisar e esmagar todo o esforço de amadurecimento desta mídia (web) promovido por muita gente que se recusa a usar o termo, que se recusa a achar que “tudo mudou”, ou que mudou “drasticamente” (aliás: o Google não usa nem propagandeia o termo, mesmo sendo eleito um dos principais ícones da Web 2.O - por que será?) Eu já fui vítima de uma crítica boba mas que denota este comportamento arrogante que acompanha alguns profissionais que defendem a Web 2.0 com unhas e dentes. Isso ocorreu, advinhem, na própria Wikipedia. Ao escrever por lá críticas ao termo (algo absolutamente desejável num artigo enciclopédico), ouvi o seguinte comentário: “o Alex não tem autoridade científica para afirmar que Web 2.0 é uma cagação de regra”. Ou seja: para falar de Web 2.0 você precisa de autoridade científica, você precisa ter conhecimento de causa, você precisa pertencer à geração 2.0, você precisa “entender” a Web 2.0 e comprar as idéias do guru Tim O’Reilly. Caramba!

Agora um cliente vai querer um site “Web 2.0″ de qualquer jeito, porque ele leu na revista, ouviu de alguém, mesmo que ele não precise (ou não entenda) nada daquilo, mesmo que tudo seja apenas um nome para um conjunto de coisas que já vêm acontecendo há tempos. Se está na moda, eu quero. Marketing é isso aí… Foi assim com inúmeras idéias (ou conjuntos) propagandeados como revolucionários, como novos. Quanto foi gasto com produtos e mentiras gerenciais como six-sigma, promessas exageradas de CRMs, ERPs e afins? Realmente precisamos disso no que diz respeito a Web?

Quando eu vejo alguém falando de Web 2.0, é como se eu me sentisse mais estúpido pelo resto do dia. Como se eu fosse um profissional desatualizado, atrasado, que não consegue enxergar a “nova web”. Sinto (como já chegaram a insinuar malvadamente por aí) que tenho uma cabeça 1.0. E isso pode ser extendido à minha empresa (”pô, não tenho um site ou aplicação Web 2.0, eu sou um m*”…). Mas quando vou olhar a “nova web”, não encontro nada de realmente novo, não encontro uma revolução. Encontro apenas uma evolução, tal como sempre encontrei, desde quando era um pobre estagiário de web na USP, em 1997.

Aliás, um parentesis: desde quando existem cabeças 1.0? Sempre achei que a diversidade de idéias e pensamentos fosse algo saudável. Agora existem os pensadores 2.0 e os pensadores 1.0, cada um de um lado… A necessidade em tipificar, distinguir e segregar coisas, opiniões e gerações parece ser uma nova faceta da Web 2.0. Se você se sente assim também, bem vindo ao clube dos 1.0 (saiba ao menos que somos econômicos).

E antes que me taxem de chato: eu não me refiro ao uso correto das palavras e suas etimologias (se é certo chamar de evolução ou revolução), me refiro às idéias e argumentos que se seguem ao uso destas palavras, muitas delas reforçando o pioneirismo, a mudança, a revolução. As coisas mudaram tão drasticamente assim? Eu acho que não, mas isso pode ser apenas resultado do meu tradicional cinismo e mau humor (e claro, da minha cabecinha 1.0, que teima em não comprar por impulso qualquer idéia que aparece por aí). ;-)

53° Alberto Fuchs Data: 28/01/2007 às 4:04 am

Atividade:

Cidade:

Alex, sua crítica é excelente, madura e consciente, além de bem escrita. Você defende com maestria seus pontos de vista ao mesmo tempo em que desdenha de forma divertida os gurus e marqueteiros da nossa Internet. Foi gostoso achar este texto em meio a tanta besteira e entusiasmo sobre o que é ou deixa de ser Web 2.0. Obrigado pelos 20 minutos de leitura mais sensata da minha semana.

Fuchs.

54° Juliano D'Oliveira Data: 31/01/2007 às 2:56 pm

Atividade:

Cidade:

Finalmente, a Web 2.0 foi desconstruída com classe, vigor e inteligencia.

Salva de palmas!

55° Rochester Data: 07/02/2007 às 2:48 am

Atividade:

Cidade:

cara, concordo com muita coisa que você escreveu.. só me fica uma dúvida:

Se é de fato evolução, porque não “2.0″?

mas enfim, esse bafafá todo de mudar a nossa vida, bem, isso vem acontecendo desde os inicio dos tempos… hehe

[]’s

56° Emanuel Felipe Data: 20/02/2007 às 5:14 pm

Atividade: webdesigner

Cidade: Maringá

Exelente artigo, a suposta “evolução” da web é natural, passiva, não há motivo para tanto se discutir sobre o assunto.

Quando as televisões ganharam cores foram chamadas de TV 2.0? Porque chamariamos a web de “2.0″?

A única utilidade do termo é poupar-se de ter que explicar sobre técnicas da web de hoje para pessoas leigas que nunca entendem informações um pouco mais complexas.

57° Kleiton Semensatto da Costa Data: 01/03/2007 às 10:16 am

Atividade:

Cidade: Porto Alegre RS

Web 2.0 é apenas um termo para definir uma nova forma de utilização da internet, permitida a partir da evolução das tecnologias disponíveis, do aumento significativo do número de usuários e no amadurecimento no uso do ambiente digital.

Eu gosto do termo, e acho que ele realmente define uma nova fase da internet, se não pelas tecnologias, pelo novo modo de usá-las.

Mas Hubner, algumas coisas têm que ser bem separadas:

“Ainda em 1995, o GeoCities (atualmente pertencente ao Yahoo!) oferecia espaço e ferramentas para que qualquer usuário relativamente leigo construísse seu website e publicasse suas idéias.”

Por favor!! Não queira comparar a antiga forma de se ter um site pessoal (difícil de manter e atualizar, PRINCIPALMENTE para um usuário relativamente leigo) com os blogs e flogs que hoje povoam a internet.

“Outros vêem inteligência na enxurrada de tags e nas inúmeras classificações (folksonomia) que mais confundem do que ajudam em sites como o YouTube (tente achar uma informação de forma rápida por lá).”

Basta perguntar aos milhões de usuários se eles têm problemas para localizar conteúdo por lá (YouTube, del.icio.us e outros). Da minha parte, a utilização de tags, com RARÍSSIMAS exceções, me ajuda bastante, não só para encontrar o que eu procuro especificamente, como para aprofundar minha pesquisa com conteúdo similar.

Estamos, SIM, vivenciando uma nova fase na internet, e é óbvio que isso traz junto uma série de gurus e teorias de revolução que não podem ser levadas muito a sério. Mas negar esse novo momento da web e dar um atestado de ignorância ao usuário, que no fim das contas é o principal ator desse cenário.

58° Fabricio Data: 23/03/2007 às 4:50 pm

Atividade: Professor de Computação Gráfica

Cidade: São Mateus

Há uns 10 anos atrás, eu já trabalhava em uma empresa que usava o ICQ como forma de manter contato com os funcionários de todos os departamentos bem como clientes.
Desde meados do ano 2000, eu já utilizava CSS em minhas páginas.
Confesso que já tive um perfil no Amigos Virtuais do UOL também…
Oh! Eu estava na Web 2.0 todo esse tempo e nem sabia!

59° Thiago Toledo Data: 30/09/2007 às 5:05 pm

Atividade: Desenvolvedor Web

Cidade: Rio de Janeiro

Gostei muito do seu artigo Hubner.

Independente do que eu pense sobre, você está ajudando muitos a serem mais críticos e maduros em relação a aquilo que os cerca.

A sua metodologia de abordagem, beirando a desconstrução, utilizada no artigo, só induz a uma maior racionalização sobre o processo, independente de nome ou precedentes.

Continue inovando pois este é um dos combustíveis que alimentam o progresso, seja na web, seja em qualquer plataforma ou ambiente.

[]s

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