Webinsider

Redação, edição - Comportamento

Bruno Rodrigues
Webwriting

666, o número da internet

02 de janeiro de 2007, 23:00

A língua retrata o que o povo fala ou o que a regra nos impõe?

Por Bruno Rodrigues

Experimente: ao longo de uma semana, acompanhe os jornais com outros olhos. Conte quantas vezes a internet é apontada como terreno propício para o exercício do que há de pior no ser humano, do tráfico de drogas à pedofilia. No mínimo, a Rede é descrita como palco para novos costumes bizarros e curiosos, como flertar, ainda que à distância, uma ilustre desconhecida, ou passar dias imerso em uma comunidade virtual como o ‘Second Life’.

Tenho a impressão de que, por pouco, sociedade e mídia não proclamam a internet como ‘criação do demônio’ e seitas mais radicais não queimam computadores e laptops em grandes fogueiras. Ao longe, observando tudo, estaria - em êxtase! - uma multidão de marmanjos, pais de meninos e adolescentes, defensores ferrenhos, entre outras coisas, de que ‘lugar de homem é na rua’…

Esta visão estrábica da internet não surge na mídia e na cabeça dos pais à toa. É como se precisássemos de uma ‘consciência coletiva’ nos alertando sobre o perigo que o ‘novo’, ao mesmo tempo fascinante e ameaçador, oferece - uma versão adulta do Grilo Falante.

É tudo muito assustador: o pânico vai do comércio eletrônico (’vão roubar o número do meu cartão de crédito!’) aos games (’meu filho não vai mais sair de casa!’), dos relacionamentos (’o que vale é olho no olho!’) aos e-books (’preciso pegar nos livros que leio!’). Haja coragem e discernimento para não perder o bonde da história - é preciso confiar na Rede com um olho fechado e o outro bem aberto.

Muitos passam por isso quase todo o dia. Eu, que vivo de (e na) internet, me peguei outro dia numa encruzilhada daquelas.

Sempre fui defensor do uso que os adolescentes fazem do português na web, ao criarem novas palavras baseadas mais em seus sons e menos no que está no dicionário. O que não seria fonte de dor de cabeça para os professores, na minha opinião. Ou seja, o jovem saberia muito bem onde utilizar o ‘vc’ ou o ‘você’. No Orkut, vale o novo; na redação da escola, o que Houaiss e Aurélio fazem questão de nos lembrar, sempre. Seria simples assim.

E foi, no início. Quando o MSN e os ‘torpedos’ ainda não faziam parte do dia-a-dia do adolescente - e da criança, também -, quando a atividade de se comunicar constantemente pela escrita pela Rede ainda era novidade, havia uma clara distinção do que era português e o que era ‘da web’.

Outro dia, ao conversar com duas professoras de ensino médio, fiquei de queixo caído: agora é um Deus nos acuda. As provas vivem inundadas de ‘vc’s, e o mais delicado, elas me explicaram, é que - óbvio - não é de propósito… Mas, o que fazer se é este o português que crianças e jovens usam para se comunicar hoje em dia pela Rede? Dá agonia e uma profunda insegurança. Uma delas, à beira da aposentadoria, disse, brincando, ter saudades ‘de quando a única ameaça à língua era a gíria’ - e nada afetava a escrita.

É hora de parar e pensar, então. No Brasil, a língua portuguesa já passou por mais de uma reforma. Por que ‘pharmácia’ virou ‘farmácia’? Porque ninguém lia ‘parmácia’, oras. Até hoje me pergunto por quê ‘caixa’ não é ‘caicha’, ou vice-versa… Pela regra, apenas? Nosso ‘cadê’ está condenado a ser ‘c-a-d-ê’ por toda a eternidade, ou um dia escreveremos ‘kd vc’?

A língua não retrata o que o povo fala? Ou o que a regra nos impõe?

Mas aí bate o medo do desconhecido, do descontrolado, do que até ontem era absurdo.

Arranquem rápido os computadores dos quartos dos filhos: à fogueira com eles, antes que seja tarde demais. Porque lugar de língua é no dicionário. Ou não? [Webinsider]

…………………………………………….

No dia 16 de janeiro inicio mais uma edição de meu curso ‘Webwriting e Arquitetura da Informação’ no Rio de Janeiro. Serão cinco terças-feiras seguidas, sempre à noite. Para mais informações, é só ligar para 0xx 21 2102-3200 e falar com Cursos de Extensão, ou enviar um e-mail para extensao@facha.edu.br.

Um ótimo 2007 para você!

.

Sobre o autor

Bruno RodriguesBruno Rodrigues (bruno-rodrigues@uol.com.br) é autor do livro 'Webwriting' e consultor da Petrobras.

Apoio:

  • LayerDev Serviços de Webhosting Profissional

Palavras-chave relacionadas a este texto: [ usuário final ]

Comentários

26 pessoas comentaram o artigo "666, o número da internet"

Guilherme Euler Data: 03/01/2007 às 12:11 am

Atividade: Desenvolvedor Web

Cidade: Caldas Novas - GO

O interessante disso tudo é que as professoras só vêem isso na hora das provas…
Não existe mais aquele lance de “dever de casa”… não existe mais a correção sequer do português falado… eu vejo jovens e professores falando por aí um tal de “pra mim fazer” que não tem fim.
Nunca fui defensor do “internetês”, mas creio que o nível educacional no Brasil está cada vez pior e se algo não for feito (de verdade) muito rápido, chegará em um nível perto do intolerável.
Hoje vemos as escolas formando semi-analfabetos com diploma de segundo grau. Sabem ler (mal), sabem escrever (péssimamente) e, o mais importante, não sabem… interpretar textos.
Não creio que o “internetês” esteja acabando com o português… na verdade o português já nasce acabado e, durante o período onde deveria ser tratado, é solenemente ignorado.

Marinho Brandão Data: 03/01/2007 às 6:51 am

Atividade: Desenvolvedor

Cidade: Goiânia

Bom, eu não li todo o artigo - prometo que vou ler mais tarde - e concordo em muito.

Só temos que nos atentar que algumas regras de gramática não são apenas “regras”, mas são consoantes ou fonemas semelhantes mas não idênticos. É o caso do “sc” versos “ss” ou “ç”. Por mais que sejam parecidas, é possível assimilar a diferença da consoante “sc” das outras duas.

Mas eu concordo que temos que continuar simplificando a língua à medida que as coisas vão mudando. Um exemplo claro é nossa conjugação de verbos, que é ridícula: na prática, nosso português tem semelhanças com o inglês (vou = will, você = you, ia = should (?) etc.) mas que são teoricamente “errados” ou simplismente “feios”.

No mais, parabéns pela sacada do artigo :)

Manuela Data: 05/01/2007 às 8:31 am

Atividade: Servidora pública (web, KM, portais, mãe)

Cidade: Brasília

Bruno,

Não posso deixar de comentar como mãe. Vejo que o maior problema disso tudo é a falta da leitura. De livros mesmo. Por que as crianças lêem no computador e não lêem nos livros? Acham isso chato. E complicado. Vão pelo mais fácil. Tenho uma filha de 9 anos, que tem uma estantezinha cheia de livros no seu quarto. Procuro estimulá-la a ler. Se ela quer gibis, dou gibis. Daí pede livros, e dou livros. Levo-a a livrarias, deixo-a curtir o cantinho infantil. Quem tem poder aquisitivo pra dar computador e games, também tem para dar livros. Se não tem, vale o sacrifício. Existem bibliotecas especializadas. Resultado: sua prova de português vem sem um erro sequer. E gosta da web, adora um game. Não são coisas incompatíveis. Só aumentam a responsabilidade dos pais. Pais que não acompanham e não educam tendem a ter filhos semi-analfabetos. Delegam tudo à escola. Nos dias de hoje, com tantos apelos, não dá. A gente tem que se fazer presente.

flávio Data: 05/01/2007 às 8:49 am

Atividade: editor

Cidade: são paulo

Para refletir
No velho testamento um dos livros é o Livro do Apocalipse.
Nesse livro o apostolo João fala de um futuro, que talvez seja nosso presente.
Ela fala do anti-Cristo, a besta que vai usar como identificador o número 666.
Naquele tempo não havia algarismos arábicos (0, 1, 4, 6…) e sim romanos (I, II, IV, VI…). O que João viu na verdade foi WWW, mas como ele não entendeu essas letras a leitura que ele fez foi VI VI VI e escreveu o que entendeu e que séculos depois foi traduzido para 666.
Segundo o Livro do Apocalipse, no tempo que o anti-Cristo vier, as pessoas só conseguirão fazer compras, se comunicar, se relacionar, se usarem o numero do anti-Cristo, ou seja 666 (www).
O anti-Cristo não é um “ser” ou individuo, mas a maneira como uma sociedade se relaciona, o mal que faz ao semelhante, uso de drogas, crime, etc, ou tudo aquilo que o Cristo pregou que não deveria ser feito, ou seja, anti-Cristo.
O curioso é que aquele senhor bilionário que mora nos EUA, não vou citar nomes para não ser processado, mas todos sabem que é tem um nome que chama a atenção, some as letras do nome dele e dará 666…. assustador
Como disse o apostolo João, todos usarão o 666, estou usando agora pra escrever esse comentário…. assustador

Marcio Toledo Data: 05/01/2007 às 9:24 am

Atividade: Dir. de Arte / Marido

Cidade: São Paulo / SP

Excelente artigo.

Atenciosamente,

Bruno Rodrigues Data: 05/01/2007 às 4:16 pm

Atividade:

Cidade:

Guilherme,

Sobre ‘o português já nasce acabado e, durante o período onde deveria ser tratado, é solenemente ignorado’, assino embaixo e ainda ajoelho aos seus pés ;-) . Meu filho de 10 anos já teve uma professora que falava ’seje’… E olhe que estou falando de um colégio da zona sul do Rio, entre os dez mais do Enem! (Grandes coisas…)

Marinho,

Sobre ‘temos que continuar simplificando a língua à medida que as coisas vão mudando’, é isso mesmo! Mas tem gente que tem crise de nervos ao pensar nessa hipóstese! :-)

Manuela,

Oi! :-) Sobre ‘pais que não acompanham e não educam tendem a ter filhos semi-analfabetos. Delegam tudo à escola. Nos dias de hoje, com tantos apelos, não dá. A gente tem que se fazer presente’… Ahhhhhh, minha amiga, isso é papo para mil colunas… O que a gente mais vê hoje em dia é casal tratando filho feito DVD: só vê no final de semana, e assim mesmo quando não tem nada melhor para fazer! :-) ))))))) E olha que é classe média alta, na grande maioria…

Flávio,

Bem… Hã… Hum… Errr… Eu também acredito em gnomos!

Márcio,

Obrigado - volte sempre! :-)

Rodrigo Resende Data: 06/01/2007 às 9:15 pm

Atividade: Redator Publicitário

Cidade: Brasília - DF

Olá, Bruno.

Penso que uma coisa é a mudança linguística ocorrida através do tempo (como a adição de termos, revisão de regras, etc.). Outra coisa, diferente e muito pior, é acabar com a língua reduzindo-a a abreviações e grunhidos.

Tenho medo sim. Não do desconhecido, nem da internet e dos computadores. Mas de algo maior: a qualidade da educação no país, que não oferece suporte intelectual para que jovens saibam distinguir entre as duas coisas do parágrafo acima.

A crítica é válida aos pais e professores temerosos. Mas a defesa dos estudantes, essa não.

A língua portuguesa deve ser preservada. Afinal, hoje, nesse país, é uma das poucas coisas que realmente nos dá uma unidade para que, assim, possamos nos identificar como brasileiros.

A culpa não é dos computadores e não só dos estudantes. Mas eu não quero voltar ao tempo das cavernas, em que nos comunicávamos por grunhidos e fazíamoz tantas outras coisas que a evolução (que também existe na língua) acabou modificando.

Falta leitura, falta cultura, falta, sim, mais amor e cuidado com o português por boa parte dos jovens brasileiros (e até de muitos professores).

Achei lamentável o último parágrafo do seu texto. Tão ignorante quanto a opinião dos mesmos pais e professores que critica.

Com o perdão da dureza e o agradecimento pelo espaço,

Rodrigo Resende.

Bruno Rodrigues Data: 07/01/2007 às 6:46 pm

Atividade:

Cidade: Rio

Rodrigo,

Sobre ‘a qualidade da educação no país (…)não oferece suporte intelectual para que jovens saibam distinguir entre as duas coisas do parágrafo acima’. Eu, hein, Rodrigo, menos… Os jovens sabem distinguir, sim - leia o texto de novo, tá?

Sobre ‘a língua portuguesa deve ser preservada’. Não se preocupe - o Museu da Lígua Portuguesa, em São Paulo, faz isso há dois anos, e com maestria.

Sobre ‘eu não quero voltar ao tempo das cavernas, em que nos comunicávamos por grunhidos e fazíamoz tantas outras coisas que a evolução (que também existe na língua) acabou modificando.’ Fique calmo - não dá para chegar a isso, não…

Sobre ‘falta leitura, falta cultura, falta, sim, mais amor e cuidado com o português por boa parte dos jovens brasileiros (e até de muitos professores)’. Também acho - mas por motivos bem diferentes.

Sobre ‘achei lamentável o último parágrafo do seu texto. Tão ignorante quanto a opinião dos mesmos pais e professores que critica’. Ignorante, não, tá? Pegue mais leve.

Sobre ‘Com o perdão da dureza e o agradecimento pelo espaço’. Não perdôo, não. Quanto ao espaço, volte sempre! :-)

Rodrigo Resende Data: 08/01/2007 às 10:23 am

Atividade:

Cidade:

Certo.

Eu não sou de fazer comentários em blogs ou sites.
Mas como discordei de alguns pontos, decidi escrever. Por sempre frequentar o WebInsider e adorar os colunistas (entre eles, você) e temas abordados, acho que me senti mais à vontade para opinar.

Vejo que errei (ao pegar pesado no fim e novamente peço desculpas), mas antes, acho que errei em decidir comentar.

Da próxima vez que discordar, não vou escrever nada. Assim, a gente não dá margens para os outros usarem a maneira mais rasa de desacreditar a opinião alheia: recortar trechos e fazer pequenos comentários depreciativos sem profundidade.

Sem mais comentários de minha parte.
Nem aqui nem em qualquer outro blog.

Um abraço.

PS: Com essa situação me lembrei de dois textos do WebInsider que me agradaram muito, um deles é seu, inclusive.

http://webinsider.uol.com.br/index.php/2006/11/26/comentarios/
http://webinsider.uol.com.br/index.php/2006/08/22/comentarios-tornam-os-conteudos-tantricos/

10° Bruno Rodrigues Data: 08/01/2007 às 10:39 am

Atividade:

Cidade:

Rodrigo, é uma pena…

11° Manoel Netto Data: 08/01/2007 às 10:19 pm

Atividade:

Cidade: Salvador / BA

Bruno,

Concordo com os receios do Rodrigo (em parte seus também, embora não muito bem declarados no texto) e acredito que toda discordância é saudável para a construção de uma boa discussão, recheada de conteúdo aproveitável.

Tenho em casa uma adolescente e uma criança de 3 anos que já nasceu na época da Internet. A mais velha, tento orientar dando toques para que ela nunca se esqueça de que a linguagem utilizada nos bate-papos é legal, descontraída mas não é correta[1]. A mais nova eu tento falar sempre corretamente (nada de “ága, tafé ou pilulito”) para que ela cresça sabendo as palavras.

Esse verão tive a oportunidade de conviver com algumas pessoas por uns 10 dias, 3 estrangeiros, todos da Alemanha mas com capacidades diferentes. 1 deles falava um pouco de portugues, outro só inglês e 1 deles (a matriarca) só falava o Alemão. Fiquei muito feliz pois conseguimos manter diálogos muito interessantes, ora em português, ora em inglês, e ainda aprendi uma poucas palavras em alemão.

Sabe minha filha adolescente ? Esse que falava um pouco de português quase nunca a entendia. Isso é muito sério, pois a linguagem escrita acaba por transpor a barreira do teclado. Passa para o lápis e também para a fala. É normal encontrar adolescentes de MSN falando embolado. Cria-se um novo dialeto?

Bom o seu texto. Levanta questões importantes a serem discutidas. Merece mais atenção.

Abraço.

[1] http://www.euseiescrever.com.br

12° Miguel Data: 09/01/2007 às 7:47 am

Atividade:

Cidade:

Olá Bruno, aprecio muito suas publicações na revista Webdesign, mas sou favorável a opinião do Rodrigo. Você Bruno, como profissional e formador de opiniões, deveria ter mais cuidado em ironizar este assunto tão frágil quanto a natureza de seus argumentos. Quem sabe vamos extinguir as aulas de matemática e substituí-las por aulas de calculadora (ora, são mais versáteis, modernas…). Me faz lembrar do indivíduo que queria mudar nosso hino porque ele é muito complicado (será?).
E pra mim, VC se pronuncia “vece”!

13° Bruno Rodrigues Data: 09/01/2007 às 10:32 am

Atividade:

Cidade:

**Manoel**, é comum encontrar adolescentes que falam embolado por conta do MSN? Vou ficar de olho. Sobre o site www.euseiescrever.com.br, imagino coisas mais sérias para a gente se preocupar. Um movimento para ‘escrever direito’, mesmo??? Sobre minha reação ao comentário do Rodrigo, é só uma postura que muitos colunistas estão começando a adotar: se o leitor falta com o respeito, recebe uma resposta à altura. Paulo Coelho e Arnaldo Bloch, entre tantos outros, já adotaram este estilo. Isso é, de fato, a Web 2.0: eu escrevo, você comenta - e eu comento o seu comentário, ué! Simples assim.
**Miguel**, sobre o Rodrigo (de novo), a ironia foi até uma forma educada de dar uma resposta à falta de respeito do rapaz. Sobre substituir as aulas de matemática e por aulas de calculadora, e por que não, Miguel??? Essa é a questão e o grande objetivo do texto: fazer com que o leitor reflita sobre como, muitas vezes, somos refratários à mudança…

14° flavio Data: 10/01/2007 às 10:22 am

Atividade: editor

Cidade: são paulo

bruno por que você não perdoa o rodrigo?
perdoar é uma qualidade divina que pode ser imitada por nós, contrário da ironia, que é caracteristica de pessoas que acham que sabem tudo, principalmente quando ironizam aquilo que não sabem nada

assim até os guinomos deixarão de acreditar em você

15° Bruno Rodrigues Data: 10/01/2007 às 1:40 pm

Atividade:

Cidade:

Eu perdôo o Rodrigo, o Bush, a Cicarelli e quem mais pegar senha na fila, tá?

16° Luciano Lopes Data: 12/01/2007 às 1:43 pm

Atividade: Programador

Cidade: Sampa

Eu acho q o “vc” nao é preocupante. é so uma tendencia, uma revolução em andamento… uma lingua mais fonética na minha opnião é mais prática e usual. O preocupante são palavras como “naum”, “eh”, “nois”. Que é uma ironia… bem ilustrada pelo nosso personagem Sr. Creison.

17° Bruno Rodrigues Data: 12/01/2007 às 2:02 pm

Atividade:

Cidade:

Luciano, é *isso*. Você tocou no ponto - corretíssimo! Nem tudo o que é novo é ruim (como o ‘vc’), assim como o novo não é sinônimo de avanço (como o ‘naum’). O que importa é estar *aberto ao novo*, até para criticá-lo!

18° Lázaro Vergne Data: 17/01/2007 às 11:34 pm

Atividade: Músico

Cidade: Salvador

Gosto muito de uma boa escrita e muito mais de uma conversa com palavras bem colocadas e com dicção perfeita. Infelizmente, estamos “condenados” a um monte de abreviações ridículas que em nada facilitam um bom diálogo; quanta gente perdendo feio em “REDAÇÃO”… Já não bastam as gírias? Já pensou numa poesia toda abreviada e com um monte de palavras desconexas? Não precisamos nos preocupar com o fim do mundo, creio que já começou pela falência da linguagem, o que muita gente acha “tão lindo”!

19° Alessandro Data: 22/01/2007 às 3:21 pm

Atividade: Analista de Suporte

Cidade: Florianópolis

Acho o seguinte: de tempos em tempos as “autoridades” a respeito da língua portuguesa dão um “upgrade” (não resisti à oportunidade) na mesma. Acrescentam o vocabulário, mudam algumas regras, flexibilizam outras, extinguem alguma coisa e por aí vai. Óbvio que raramente há unanimidade nas alterações. O que importa, ao meu ver, é que estas alterações invariavelmente se originam da língua falada e servem para “formalizar” a língua escrita. Aí é que está o problema: até que ponto a língua escrita/formal deve ser alterada para acompanhar o ritmo da lingua falada? As mudanças ocorrem com o tempo, é inevitável e saudável que a língua evolua. O que não acho saudável é querer que uma pá de abreviações do tipo “kd”, “vc” (”vecê”, como alguém escreveu) se torne a “norma culta” e vá para os livros e gramáticas só porque é mais fácil e rápido; justamente por serem mais fáceis e rápidos é que são usados no seu devido lugar: nas comunicações instantâneas, onde o que importa é conseguir o máximo de comunicação com o mínimo de esforço. É bem diferente de escrever um livro, por exemplo (excetuando-se, claro, as licenças poéticas) ou um artigo de jornal. Acho que esta distinção é que é fundamental ser ensinada nas escolas. Nada contra os MSN’s e ICQ’s, mas uma pequena dose de livros e leitura de verdade faria um bem maior à nossa nação de semi-alfabetizados. Melhor ainda seria uma educação básica de qualidade, com professores de verdade ensinando português de verdade, mas aí nem é mais um sonho, já passa a ser um delírio. Ou não?…

20° Rafael Lima Data: 23/01/2007 às 11:37 pm

Atividade: Empreendedor Web

Cidade: Niterói

Parabéns pelo artigo.

Gostei e concordo com a crítica, na minha opinião isso é resultado do braisliero ser pachorrento, avesso a mudanças e medroso.

Abraços

21° Bruno Rodrigues Data: 24/01/2007 às 1:35 pm

Atividade:

Cidade:

*Lázaro*, não considero o ‘internetês’ a falência da linguagem, mas uma evolução - para o bem ou para o mal.
*Alessandro*, o adolescente que escreve ‘vc’ e ‘kd’ sabe que esse não é o português dos livros e das provas. Ele escreve dessa maneira porque é mais fácil, sim. Sera a ‘facilidade’ um sinônimo de qualidade baixa, então, e este quesito excluiria sugestões em uma possível lista de mudanças? Não acho.
*Rafael*, também acho o brasileiro avesso a mudanças - mas não é exclusividade nossa! :-)

22° Detroid Data: 12/02/2007 às 7:35 pm

Atividade: Executivo da Globalizacao

Cidade: Fortaleza/CE

Dane-se esse portugues que ai está, o bom de nossos dias é que para ser muito rico, ganhar muito dinheiro, nao é presiso saber esse be-a-bá que ai está, qualquer idiota inteligente pode amealhar uma fortuna sem saber esse monte de babaquise, que apenas serve para manipular as pessoas, sou a favor de dizer o que quiserem, afinal a vida é curta d+ para perdermos tempo com os babacas certinhos. by

23° Ronaldo Luiz alverde Data: 22/03/2008 às 7:42 pm

Atividade: Autonomo

Cidade: Catanduva

Toda essa discução vai acabr em nada. Ao invés de vocês tentarem achar uma solução cabivel ao problema apresentado pelo Bruno, ficam trocando insultos e opniões que jugam extremamente corretas.
A língua Portuguesa, falada no Brasil, é originária de muitas outras línguas distintas, se fossemos seguir regras ao pé da letra na nossa língua, teriamos que reviver o Tupi guarani, extinto e banalisado por nossos ancestrais que aqui chegaram.
Quanto ao comentário postado anteriormente ao meu, acho uma pena que alguém tenha este tipo de idéia sobre nosso vocabulário ou qualquer outro que seja.
Aprender o significado das palavras e estar ombo a ombro com todos a nossa volta, é estar nos mais autos patamares da sociedade, afinal de contas, as leis brasileiras estão escritas de tal forma que possam ser avaliadas com duplo sentido, dai, dará-se melhor, aqueles que a compreenderem melhor.

24° Bruno Rodrigues Data: 24/03/2008 às 4:08 pm

Atividade: Consultor

Cidade: Rio de Janeiro

*Ronaldo*, como você bem colocou, a língua existe para ser ‘moldada’. Quanto ao comentário anterior… sem comentários! :-) ))))

Bruno Rodrigues
: Especialista em Informação para a Mídia Digital ::
: Autor de ‘Webwriting - Redação & Informação para a Web’ ::
: Coordenador da Pós-Graduação ‘Gestão em Marketing Digital’ (DIG 1) das Faculdades Integradas Hélio Alonso (RJ) ::

25° Gleison Junior Data: 24/06/2008 às 12:23 pm

Atividade: Tec. Informatica e Programador e Webdesign

Cidade: Santos Dumont

World Wide Web (Rede de alcance mundial)

Na linguagem ASCII Binary Usado pelos computadores, cada
“w” equivale a “0111 0111″ somando = 6
ou seja: www = 666

Lembrando que, para navegar na internet não é preciso do www,
basta apenas digitar o endereço do domínio(site).
Ex: “http://google.com.br” ou “google.com.br”

Será que a internet faz parte do esquema do anticristo?

Para quem tem duvida sobre o “ASCII Binary” segue o link sobre a linguagem
e a tabela com os valores de cada letra, lembrando que há diferença entre
minúscula e maiúscula.

http://pt.wikipedia.org/wiki/ASCII

Um detalhe importante:

São Paulo, 31 de maio de 2005 - A partir do dia 4 de julho, os Gregos vão poder utilizar o seu alfabeto em nomes e endereços de sites. O anúncio foi feito pela EETT (National Telecommunications and Post Commission), autoridade que regula as telecomunicações na Grécia.
Segundo a instituição, a medida tem como objetivo incentivar a implantação de novas tecnologias no país e simplificar a navegação para os internautas gregos e, assim, atrair a população que ainda não acessa a Rede. De acordo com um estudo do Eurostat, publicado no dia 13 de maio, na Grécia apenas 20% da população acessa a Internet.
Até agora, os sites gregos utilizavam somente o alfabeto latino nos seus endereços. Isso acabava prejudicando o acesso à Web, já que grande parte da população não domina esse alfabeto. Mas alguns caracteres latinos serão mantidos, já que serão utilizados no prefixo http://www e no sufixo .gr.

Fonte: http://wnews.uol.com.br/site/noticias/materia.php?id_secao=1&id_conteudo=522

26° Mracos Data: 01/07/2009 às 7:07 pm

Atividade: estudante

Cidade: Goiânia

Legal,
666 numero do capeta e esta relacionado a www

Avisos
Os ítens com asterisco ( * ) são campos de preenchimento obrigatório.
Todos os links inseridos nos comentários possuem o atributo rel="nofollow" para impedir com que user agents (como os mecanismos de busca) sigam os links inseridos para desestimular spammers.
Todos devem se identificar através de e-mail válido.
Os e-mails dos usuários não serão divulgados no site.
Comentários:

Preencha os dados abaixo e clique em enviar

Webinsider