Webinsider

Criação - Negócios - Pequenas empresas

Milhares de pequenos negócios saudáveis e excluídos

28 de novembro de 2006, 1:20

Uma quantidade enorme de pessoas e pequenas empresas em todo o país deseja entrar na web de maneira decente, confiável e promissora mas não encontra agências e profissionais capazes de atendê-los por um valor compatível.

Por Bruno Ávila

Numa noite dessas, navegando pela rede, tive o prazer de assistir a uma entrevista com o colega de profissão Michel Lent Schwartzman para uma tv online.

Esse rapaz, com sobrenome difícil, que soa alemão (apesar dele ser carioca legítimo), é um dos mais antigos webdesigners do País. Falando assim parece até que ele é um velho gagá, mas na internet 12 anos de carreira é bastante coisa.

Michel tem apenas 36 anos e um currículo bem extenso: Agency.com, EURO/RSCG, Medialab, DM9DDB e hoje é diretor da 10′minutos, uma das principais agências interativas do Brasil.

Na entrevista, Lent abordou assuntos relacionados a publicidade online, ao mercado, a internet atual e projeções para o futuro. Fiquei ali assistindo, vendo o entrevistado e os entrevistadores falando tantas palavras inglesas como expertise, job, target, interactive, web standards e outras firulas que soam bonito. 

Em determinado momento, Michel mostra o quanto é barato realizar uma campanha pela internet, quando comparado com a mídia tradicional. Cita alguns valores como referência, dizendo que com 80, 100, 200 mil reais dá pra fazer uma boa campanha e que de fato um valor como esse seria irrisório para uma campanha em meios como TV, rádio e outdoor. 

Revela ainda que o foco de sua empresa está justamente aí, no médio empreendedor.

Sobre as pequenas empresas que podem investir de 5 a 10 mil reais, ele dá algumas soluções para aquele que quer se destacar na internet como por exemplo o Google Adwords e seus links patrocinados.

É sobre esse médio e pequeno empreendedor que quero abordar nesse artigo. Muitos webdesigners chegam para mim e perguntam: “Bruno, quanto devo cobrar? Quanto?”. Vejam aí o que nosso amigo Michel disse. Um médio empreendedor pode investir até 200 mil reais numa campanha incluindo hotsites, banners e idéias criativas. Percebam que o mercado dele está concentrado no eixo São Paulo - Rio. Agora levanto a seguinte questão: será que uma média empresa de Roraima, Piauí ou Tocantins teria 200 mil reais para investir em publicidade online? 

Respondo: não.

Esse Brasil, de tamanho quase continental, concentra grandes disparidades. Uma delas é essa, as disparidades de mercado. Vamos visualizar alguns números. Segundo o IBGE, em 2005, 39 milhões de brasileiros acessaram a internet. Apenas 18,6% da população tem computador em casa. Sendo 13% apenas tem acesso a internet. 

Agora só para se ter uma idéia, em 2000 esse número era de 8%.

Sabe o que isso quer dizer? Que com o barateamento dos computadores e ao acesso a internet teremos a sua massificação. E tem mais, internet já fugiu dos limites do monitor e já é cada vez mais presente em celulares, aparelhos estes cada vez mais baratos.

O rumo é certeiro: em breve teremos tantas pessoas conectadas na internet que  chegaremos a mais de 100 milhões de brasileiros.

Agora, o que fazer com aquele empreendedor de Roraima, que lá é tido como um médio empreendedor, mas pelas disparidades econômicas não tem 200 mil para investir? E aquela panificadora do meu bairro, que com a popularização da internet já encontram seus clientes pela rede, porém não tem ninguém qualificado disposto a fazer um bom site ou uma boa campanha publicitária online por 2 mil reais? 

O que ele deve fazer?

Será que estamos criando uma enorme contingência de pequenos empresários que querem estar na internet mas não tem como? Do que adianta links patrocinados se o site a qual está linkado de nada serve, por tão mal feito que é?

É fato, o que tem mais nesse país são pessoas de baixa renda (jeito bonito de dizer “pobres”). 

Existe sim gente querendo investir em internet fora de São Paulo. De Fortaleza a Caxias do Sul, de Cuiabá a Salvador, existe uma quantidade enorme de pessoas desejando entrar na web de maneira decente, confiável e promissora mas não encontram agências e profissionais capazes de atendê-los por um valor compatível a sua realidade.

Ferramentas como Joomla, Xoops, Wordpress e outros CMS semelhantes chegaram com a promessa de democratizar o acesso a ferramentas poderosas de edição de sites que antes somente grandes empresas tinham a capacidade financeira de possuir. Mas quem já teve a oportunidade de encarar um CMS sabe que mesmo assim existem dificuldades principalmente para um leigo. Fico imaginando o dono da padaria do meu bairro tentando criar um site com o Joomla. Complicado. Inevitavelmente ele precisará de alguém para ajudá-lo. 

E os templates prontos? Outra tentativa de democratizar esse acesso, disponibilizando bonitos layouts para aqueles que não tem como investir em layouts próprios. Resultado: sites iguais, sem personalidade, indo contra a maré da personificação como diferencial de mercado. Ponto negativo para imagem da empresa, sendo percebida apenas meses depois do site ir ao ar.

Então, é isso o que vejo. Milhares de excluídos, donos de pequenos negócios, que dão certo no meio offline mas no online não conseguem ter acesso por falta de um bom trabalho por valores compatíveis.

Péssimos profissionais que vendem sites ruins por 100, 200 reais, sabemos que existem aos montes. Mas bons profissionais com boas soluções para esses pequenos empresários? Difícil de encontrar.

Aqui fica a polêmica. Sei que muitos irão dizer que o bom profissional deve cobrar caro mesmo pois é merecido. Outros vão dizer que o mercado está prostituído. Alguns vão falar ainda que há bons profissionais cobrando valores módicos e outros dizendo que se não tem dinheiro para pagar, que fique fora da internet.

O objetivo desse artigo não foi responder mas provocar. Pensem no que disse, tire suas conclusões e se possível reparta com a gente. Estamos todos no mesmo barco e esse tipo de discussão só vem a somar. Pelo que se viu, na internet, existe muita vida fora da Av. Paulista. Para o alto e avante! [Webinsider]

.

Sobre o autor

Bruno Ávila (brunoavila@gmail.com) é webdesigner e mantém um site

Apoio:

  • LayerDev Serviços de Webhosting Profissional

Palavras-chave relacionadas a este texto: [ Vendas ] [ trabalho a distância ]

Comentários

70 pessoas comentaram o artigo "Milhares de pequenos negócios saudáveis e excluídos"

mauro dos santos pierrot filho Data: 28/11/2006 às 4:07 am

Atividade: tecnologia e música

Cidade: sao paulo

Parabéns pelo artigo Bruno.

Já residí em quase todos os estados deste nosso país e a verdade é que fora do eixo Rio-SP, a dificuldade é real em todos os sentidos. Lembro que há também milhares de empresários independentes, como eu, que dependem totalmente da internet para divulgar seus trabalhos, pois não possuem a menor condição de divulgá-los de outra forma.

Abraço

Mauro Pierrot

José Mario Soares Data: 28/11/2006 às 4:11 am

Atividade: cachaça e etc.

Cidade: Belo Horizonte

Bruno: Muito bom seu artigo, porém todos nós “neófitos” em web design não temos a quem recorrer; a não ser àquele “primo” que já fez um site e alardeia aos quatros ventos que constroi sites (de graça ou que cobra barato). . . .
Eu mesmo fiz um orçamento em sua empresa e assustei com os preços.
Que tal voce começar uma campanha pela real democratização da internet e fazer os meus sites por valores menores do que R$ 500,00 (que é o máximo que posso pagar, sem comprometer meu orçamento) ?
Um abraço do Mario.

Anderson Lima Data: 28/11/2006 às 6:23 am

Atividade: Diretor de Criação | Ponto D

Cidade: João Pessoa

O tema é interessante e eu vou além: não é só a publicidade on-line que vive o dilema de fazer mais, por menos.

Em mercados como o nordestino, até a publicidade direcionada para mídias de massa - que por ser mais antiga, têm a confiança dos clientes - é feita com recursos escassos. Uma verba de 80 mil reais já é considerada boa em mercados onde o normal é dispor de quase a metade disso para uma campanha inteira, incluindo verba de veiculação.

Qual a solução? Nenhuma.

O vício de mercado e a renda média local do target fazem dessa realidade um problema crônico. Empresas que crescem além da fronteira de sua cidade de origem, viram grandes anunciantes e procuram agências do sul. Agências que crescem, não conseguem sobreviviver mais dos clientes locais, procuram clientes do mesmo porte, de outros Estados. Profissionais que ganham mais experiência e qualidade saem do mercado e correm para o sul ou para fora do país.

Então o que sobra nos mercados como o Alagoano, Pernambucano e Paraibano - os quais já trabalhei -, por exemplo, são agências, clientes e profissionais acostumados à essa realidade.

Os pequenos clientes, estarão sempre na mão de freelancers ou pequenas agências, já que nunca serão capazes de gerar negócios que valham a pena para agências de grande porte, exceto em casos especiais - como em projetos que unam várias pequenas empresas, padronização de websites através de CMS, etc.

Vejo num futuro próximo, uma infinidade de sites inúteis, sem qualidade ou propósito, fruto de um modismo pela busca de espaços na web.

Tio_Wlad Data: 28/11/2006 às 7:02 am

Atividade: Dinossaurusnet

Cidade: Belo Horizonte

Adoro entrevista de garoto recheada de termos americanos, sei que não vai passar de um nada infinito recoberto por um nada recorrente. Menino Bruno é daqueles raros sérios que encontramos na rede, garoto gente boa, mas tende a acreditar nas balelas cyberstar que alguns colocam na rede. 200 mil reais, acredito nisso como acredito em banda larga para todos. Tio_Wlad é um velho e exige respeito, isso tudo é uma belelolandia sem fim, aqui em Minas empresas imensas, eu disse imensas, fazem net invest de uns 40 a 45.000, e são poucas, muito poucas. Senhores designers, não há este superhyperultramercado paulista, se há não passa de 0,00003 % do total de empresas medianas e pequenas que realmente querem apenas um bom site por um preço justo. Saudações menino Bruno, para o alto e avante….. e deixa de perder tempo com falácias.

Micael Data: 28/11/2006 às 7:19 am

Atividade: Desenvolvedor

Cidade:

Acredito que o problema não seja bons profissionais que queiram fazer um bom site por 2000 reais, e sim pequenas e medias empresas a pagar por exemplo 2000 reais por um site.

Para muitas delas, esse valor não vale o retorno que a internet vale (tsc tsc) e quando veem esse valor, não acham justo, ou preferem contratar um profissional de 200 reais que queima o filme.

Fabiano Data: 28/11/2006 às 7:27 am

Atividade: Desenvolvedor Delphi

Cidade: São João Nepomuceno

Essa questão de preço é complicada de discutir, pois como vou criar um site para uma empresa do sul cobrando 10.000 e o mesmo projeto para uma empresa do norte e cobrar 1.000. Acredito sim que as pequenas empresas tb merecem, e devem ter participação no mundo online, mas mesmo que as agencias, e profissionais da web cobraçem menos, não haveria profissionais suficientes para atender o demanda!

Antonio S Guimarães Data: 28/11/2006 às 7:47 am

Atividade: Web-Master

Cidade: Curitiba

Realmente, é um assunto complicado, aqui em Curitiba tenho clientes que gastam muito dinheiro, outros nem tanto…

Para uma empresa que fatura R$ 100.000,00 por mês é fácil pagar R$ 2000,00 pela construção do site, e para o micro empresário? Aquele que fatura R$ 10000,00 Eu invisto nesse empresário diluindo o valor do Site para cobrar uma taxa de manutenção mensal, nessa idéia tenho bons clientes, sem usar templates prontos… Personalizando cada site/empresa oferecendo um serviço mensal..

Espero ter ajudado com meu comentário.

Antonio

Luigui Moterani Data: 28/11/2006 às 7:59 am

Atividade:

Cidade:

O Micael está correto. Já tive clientes que preferiram gastar R$ 2.000 ou R$ 3.000 em mala-direta ao invés de uma campanha on-line, onde seria muito mais proveitoso.

É difícil mudar a percepção que as pessoas tem de que a internet é basicamente orkut, messenger, mp3 e coisas impróprias para menores de 18.

Adriano Data: 28/11/2006 às 8:02 am

Atividade:

Cidade:

Realmente, existem esses “empresários” que quando se ligam no preço… acham caro e querem pagar 500 reais… é dificil. Eu não me importaria em pegar
varios sites pra fazer a 1500 reais… mas… falta a cultura do cara ver que vale apena pagar 1500 reais e um site legal… bem feito… e querer para
uma mixaria pro filho do vizinho que faz por 100…
dificil mesmo…

10° Thiago de França Data: 28/11/2006 às 8:27 am

Atividade: Web Designer

Cidade: Brasília

Tem sim como um pequeno cliente pagar 2000 o problema que muitos web designers não são vendedores e principalmente não são PUBLICITÁRIOS, pq falar que com esse investimento o cliente não vai ter retorno depende do profissional. A internet é o meio mais barato para investir e ter retorno! Com uma boa estratégia e um site bem estruturado, focado no objetivo do cliente concerteza ele tem retorno! E não tem esse negócio depende do cliente. Depende de você Web Designer fazer um bom briefing e descubrir o que a internet oferece e usar as melhores ferramentas para o site do seu cliente.

11° Thiago Peixoto Data: 28/11/2006 às 8:29 am

Atividade: Webdesign

Cidade: Belo Horizonte MG

Concordo com o que o Micael disse, acho que as pequenas e médias empresas que não estão dispostas a pagar um pouco mais por um trabalho de qualidade.

Quando encontramos algum que se dispõe a discutir sobre eles fixam um preço máximo que eles estão dispostos a pagar e assim ficamos de pés e mãos atadas.

Um bom artigo Bruno, mas acredito que as empresas brasileiras ainda precisam de um pouco mais de conhecimento sobre esta “nova” mídia.

12° Nome Data: 28/11/2006 às 8:33 am

Atividade:

Cidade:

Acho que a questão é mais simples. Se existe realmente esta demanda, existe uma oportunidade enorme de abrir uma empresa para atender estes clientes. Você como webdesigner poderia investir nisso.

13° Kelsen Pontes Data: 28/11/2006 às 8:51 am

Atividade: Webdesign

Cidade: Fortaleza/CE

Caro Bruno, concordo com você sobre a falta de profissionais qualificados, mas não só para criar os layouts e/ou fazer sites produtivos.
Acho que o problema começa antes, na fase de “negociação”, pois o cara é bom, sabe trabalhar com os softwares mais avançados, mas não sabe mostrar pro cliente (mesmo pro dono da padaria) a importância dele marcar presença na internet, os benefícios que essa tecnologia pode trazer e o quanto é vantajoso, mesmo para a PADARIA, entrar no mundo digital.
Por isso acho que temos que aprender, antes de tudo, a vender! Abraço a todos e parabéns pela matéria.

14° Tatiane Data: 28/11/2006 às 8:57 am

Atividade: Desenvolvedora

Cidade:

É, de fato, ainda é muito restrita a cultura da Internet no Brasil, fora dos grandes centros de negócios. São raros os casos de empresas de médio porte que estão dispostas a contratar um site que lhes projete no mercado.
Concordo também com o Thiago quando diz que o maior problema ainda é o teto fixado pelos clientes para pagamento pela campanha. Como pequenas e médias empresas procuram não arriscar seu capital, dispendem o mínimo possível numa campanha no meio digital, de retorno “incerto”.
Belo artigo, Bruno!

15° Murilo Aguiar Data: 28/11/2006 às 8:59 am

Atividade: Desenvolvedor

Cidade: Palmas - TO

Ótimo artigo Bruno, me identifiquei pois sou recém formado e trabalho com desenvolvimento web há 2 anos, aqui no Tocantins a demanda é grande mas a quantidade de profissionais ruins cobrando R$ 500 por um site péssima qualidade tem aos montes. Depois de uma decepção o empresário fica com uma imagem distorcida da nossa classe. Infelismete!

16° Matheus Assumpção Data: 28/11/2006 às 9:34 am

Atividade:

Cidade: BH

Realmente existe o pequeno empresário que não concorda em pagar 2000,00 por um site que não terá utilidade para ele. Outros “não têm” condição financeira. Acredito que a solução está com o webdesigner, que pode (deve) mostrar os benefícios que a internet trás, além facilitar o pagamento para que o negócio seja concretizado. O webdesigner autônomo não pode saber só fazer um site, ele tem que encontrar o cliente, negociar, vender, criar, executar, entregar, dar assistência e ciudar para que o processo possa se iniciar novamente em algum tempo.

Pra tudo tem jeito.

17° Hugo Felipe Gariglio Data: 28/11/2006 às 10:03 am

Atividade: Webdesigner

Cidade: Belo Horizonte

Com a minha experiência de trabalho aprendi que é possível sim desenvolver projetos web para clientes de pequeno e médio porte. Lembre-se que antes do webdesign vem a negociação…

Se você conseguir provar para o seu cliente que ao investir 2 mil reais em um website e mais 10 mil reais em uma campanha online, ele terá um retorno significativo que pagará o investimento e ainda terá um otimo lucro, a chance do cliente fechar o negócio é muito grande.

Trabalhar SERIAMENTE com projetos web não envolve apenas criar layouts e páginas HTML. É necessário saber negociar, planejar, ter um otimo controle financeiro, focar, e construir uma boa relação com clientes.

Ahh, bem lembrado essa palavra -> FOCO… isso foi muito importante no meu trabalho. É dificiul abraçar o mundo, principalmente sozinho. Nen todos os clientes são interessantes para o seu negócio. Procure os que estão realmentes confiantes no seu trabalho, tem condições de investir e que existe uma boa possibilidade de retorno. Dizer não a um novo cliente não siginifica imcopetência, e sim responsabilidade e maturidade.

Otima discussão..
Bruno sempre genial nas idéias! Parabens!

18° Luís Henrique Lima Data: 28/11/2006 às 10:27 am

Atividade: Designer

Cidade: Brasília

Olá, sou do Piauí e conheço bem as disparidades econômicas entre meu estado e o eixo Rio-São Paulo. Gostei muito do artigo e concordo com a opinião formada sobre o assunto. Sou um admirador de Bruno Avila, principalmente por se um excelente profissional, e investir num networking sólido com suas publicações. Acompanho seu site à muito tempo e sempre gostei dos seus artigos. Isso sem contar que desenvolve todo esse trabalho em Fortaleza, ô terra bôa!
O que eu observei muito ao trabalhar com design no Piauí é uma falta de conscientização quanto à web. Vou explicar: o dono da padaria, quando dispõe de 2 mil reais para investir no seu negócio ele quer uma coisa “concreta” uma coisa que ele conheça e possa pegar mesmo! :-) Por exemplo, se com esse dinheiro ele mandar fazer alguns folders da sua padaria, e mandar distribuir nos semáforos, ele consegue pegar na coisa, ele vê a coisa acontecendo. Mas com a web é diferente, falta à ele saber o real valor de um site, e o real benefícil que ele pode ter. Já vi muito dono de pequenos negócios pagar R$ 50,00 por um site simplista (e ruim) só pra não ficar de fora da web. E o que acontece na maioria das vezes é que o site fica abandonado e não tem suporte de nenhuma outra campanha pra aumentar os acessos. Mas o dono do negócio nem se lembra dele, porquê não entende seu real valor. É bem mais fácil pra mim vender (no Piauí) um anúncio impresso do que um banner pra web.
Outra coisa complicada é que falta à eles também saberem o real valor de produção de uma peça da web. Ainda tem gente que pensa que o computador tem um botão proprio pra fazer um site. Que o webdesigner manda o computador fazer, e ele faz.
Com o pouco tempo de mercado que tenho, notei que a iniciativa de conscientização é muito mais eficaz quando parte de nós, designers. Quando me oferecem a criação de um hotsite por 50 reais, eu posso até recusar, mas o cliente não sai de lá sem ouvir minha “palestra” sobre todo o processo de criação, e o custo que se têm sobre isso.
O fato é que a tecnologia ainda causa espanto e estranheza à profissionais que estavam acostumados até pouco tempo ao relacionamento com o cliente apenas no balcão da mercearia. A democratização da internet é uma coisa que vai acontecer logo, mas precisa de tempo pra ser aceita e entendida. Assim como os pontos de acesso a internet que existem em alguma cidades do interior. Viram pontos pra todo mundo ler e-mail e atualizar o orkut. Mas com o tempo, e somente com o tempo, as grandes massas irão descobrir as muitas outras vantagens do acesso à internet.

Não esquente a cabeça, essa é apenas minha opinião! :-)

Luís Henrique Lima
Estudante de Design da Faculdade Brasília

19° Ramon Bispo Data: 28/11/2006 às 10:29 am

Atividade:

Cidade: Rio de Janeiro

#10º Thiago de França, falou e disse!!

Itero dizendo que todo profissional web deve ser um pouco publicitário. Até os profissionais de background (desenvolvedores, DBA’s e afins) podem se valer desse conceito, até porque, no final das contas, o trabalho conjunto de toda equipe que fará uma boa peça publicitária resultante.

Para os “web tudo”, é uma boa inserir publicidade na lista de capacitação… Hehehe…

[]’s

20° Ramon Bispo Data: 28/11/2006 às 10:32 am

Atividade:

Cidade: Rio de Janeiro

Opa! 17° Hugo Felipe Gariglio, também falou e disse… ;)

Perdão pelo spam!

[]’s

21° André Data: 28/11/2006 às 11:09 am

Atividade: Empresário / Diretor de Arte

Cidade: Rio de Janeiro

Só uma ressalva, Bruno: Michel Lent não é, nunca foi e nunca será SEU colega de profissão; Michel é um dos mais talentosos e visionários profissionais da área, é formado pela PUC, tem mestrado em Telcomunicações em NY e já participou dos maiores e mais importantes cases da internet brasileira, fazendo parte de várias das mais atuantes empresas do ramo, antes de abrir a 10 Minutos, que com certeza, tem um lugar de destaque no mercado de projetos web. Além de articulista brilhante do webinsider e de outros meios, Michel também é pesquisador e palestrante.

O dia que ser enganador, sem formação mínima, sem participação em nenhum case importante, criador de várias “soluções” como “pacote de logos” e outras coisas aburdas do gênero for ser profissional e colega do Michel, então estamos perdidos. Outra coisa: aprenda a escrever. Ficar chovendo no molhado com essas brilhantes colocações que vc faz é algo para pessoas ainda mais medíocres que vc.

22° Ezequias Data: 28/11/2006 às 12:10 pm

Atividade: Diretor de Criação

Cidade: São Paulo

Bom artigo.
Talvez o assunto já seja conhecido pelo mundo dos desenvolvedores, mas acho válido expor o ponto de vista do cliente, que talvez alguns não conheçam.
É um assunto interessante, se pensarmos nessas pessoas como potenciais clientes. Se formos capazes de gerar soluções para o problema deles, com o profissionalismo que deveria reger todo webdesigner e agência. É um problema que deve ser estudado com carinho. Tenho certeza que é possível produzir bons sites para empresas de baixo poder aquisitivo. Aposto nessa idéia.

Paz e sucesso!

23° Carlos Fernandes Data: 28/11/2006 às 12:24 pm

Atividade: RS

Cidade: Caxias do Sul

Muito bom artigo de Bruno Ávila.

Acompanho a bastante tempo esse profissional que sempre nos brindou com seus artigos diretos, sem frescuras, falando como se estivesse conversando com a gente. Parabéns ao Bruno!

Realmente, dizer que uma MÉDIA empresa investe 200 mil reais é complicado. Talvez isso seja apenas em SP ou é balela do Michel. Se fosse 10, 20, até 40 mil… mas 200? Média empresa? Complicado.

Saudações Cordiais e valeu Bruno pelo ótimo artigo!

24° Tio_Wlad Data: 28/11/2006 às 12:30 pm

Atividade: webpalpiteiro

Cidade: Belo Horizonte

Qual o bode do Andrezinho ? Michel Lent para mim é só mais um nomezinho rebuscadim e Bruno é show.
quais os sites desse tal de Michel Lent, nunca vi falar….

25° Rogério Favero Data: 28/11/2006 às 12:35 pm

Atividade: Designer / Ger. de Projetos

Cidade:

Em todas as áreas temos estes problemas de centralização na região sudeste, não acredito que a solução possa ser encontrada por alguma empresa dessa região. Cabe as empresas do nordeste se qualificarem para atender seus clientes, o mesmo para as outras regiões.

O mesmo material que qualifica o produtor web nos estados de SP e RJ também está disponível para todo o Brasil. Acredito que o próprio mercado regional deva exigir essa evolução e procurar sua qualificação também como cliente.

26° André Data: 28/11/2006 às 1:03 pm

Atividade:

Cidade: RJ

Caro Tio_Wlad,
como eu disse, os artigos do Bruno são para gente mais medíocre que ele, feito vc. Se internet p vc se resume a qtos sites foram feitos por alguem, então vc tá mal, precisando realmente de ajuda. Se vc não conhece Michel e acha que conhece internet….tsc tsc

27° zé da magé Data: 28/11/2006 às 1:03 pm

Atividade: gigolô/cafetão

Cidade: rio

Na minha opiniao algumas pessoas fazem uma salada sem pensar na caganeira !

No meu ponto de vista webdesigner é o profissional que cria sites para internet ele esta apto a desenvolver um site agora se o cara quer uma divulgação um boca boca uma mala direta ker almentar oslucros dele nao é o design que vai resolver isso pra ele vai progucrar uma agencia e resolver o seu problema por isso os sites estao tao caro kerem que o “pobre” webdesigner faça tudo por favor !
que misturada webdesginer,publicidade, e propaganda daqui a pouco o cara vai ter que estudar direito pra montar um site legislativo
me corrijam se eu estiver errado please !

eu tb to kerendo começar com webdesigner mas ja to vendo que tenho que fazer 4 faculdade : informatica,design,publicidade e propaganda e marketing 5
valew t+

zés !

28° Tio_Wlad Data: 28/11/2006 às 2:10 pm

Atividade: Livrepensador

Cidade: Belzonte

Ai que cabra chato, que cabra chato, que cabra chato……..clique aqui e receba o arquivo em flash quecarachato.swf em loop infinito se não estiver funcionando em seu browser é que foi desenvolvido por um tal de Michel e o action script foi produzido por um tal de André, ai que cara chato, que cara chato….

29° André Data: 28/11/2006 às 3:05 pm

Atividade:

Cidade:

“E aquela panificadora do meu bairro, que com a popularização da internet já encontram seus clientes pela rede, porém não tem ninguém qualificado disposto a fazer um bom site ou uma boa campanha publicitária online por 2 mil reais? ”

Francamente, site para padaria… cala a boca , Bruno.

30° Glifson Magalhães Data: 28/11/2006 às 3:28 pm

Atividade: Webdesign e Gestão Empresarial

Cidade: Maceió

Olá Pessoal,

Ótimo artigo Bruno, alguns concordam, outros discordam. Na verdade ninguém é senhor da verdade, pois sempre estaremos em busca do conhecimento. Continuar a expor essas situações do dia-a-dia do webdesigner é fundamental, pois por falta de discussão e reflexão, nunca se chega a uma conclusão, nem que seja próxima de uma solução viável.

Então Bruno, valeu muito mesmo pelo artigo, você gerou enormes ??? que ficarão na cabeça de muitos que já tinham ciência do assunto, mas que estava adormecido.

Gostaria de pedir um pouco mais de educação a alguns colegas que lêem os artigos publicados no Webinsider. Poxa se o Bruno é colega ou não do Michel, problema deles dois, se o Michel se doer ele fala.

Um abraço a todos, se possível, seria bom no futuro muito próximo, que esse assunto fosse mais discutido para que pudéssemos criar idéias, soluções produtivas.

Flw. :-)

31° Thiago de França Data: 28/11/2006 às 6:04 pm

Atividade:

Cidade: Brasília

Para o zé da magé

Cara o site é o meio de comunicação da empresa com o cliente, se vc não conhece o público dele como é que você vai fazer uma criação de um site! Outra coisa o site tem que vender a empresa (imagem, produtos, serviços etc), se não pra que serve? E por isso que o cara que faz site tem que ter uma visão de marketing e publicidade, se não o site que você criou vai ser apenas um encosto para o empresário que contratou seu serviço e mais um jogado na internet!

32° Marcelo Okano Data: 28/11/2006 às 7:20 pm

Atividade:

Cidade:

Acho que estão confundindo “Não tenho dinheiro” com “Você não consegue me convencer que dá retorno e compensa pra mim, por isso prefiro fazer do jeito mais barato”. Por mais pobre que seja a empresa, todo empresário conhece o conceito do custo/benefício e, de acordo com a penetração da internet na região, este pode variar muito. Por isso é difícil vender fora dos grandes centros, simplesmente não compensa pro empresário pagar.

33° Silvio Santo Caroli Data: 28/11/2006 às 9:20 pm

Atividade: Analista de Sistemas

Cidade: Araçatuba - SP

Ola Bruno…
muito boa essa discusão, pena que algumas pessoas não sabem discutir opiniões. Mas fica aqui a dica de que então temos um grande mercado a ser explorado e quem tiver atitude e souber trabalhar com dignidade e honestidade vai ganhar muito dinheiro.
As pessoas que não se preocupam com os pequenos clientes é porque nunca precisaram deles, mas um dia podem precisar e então poderá ser tarde demais.
Acredito que o profissional de verdade não mede o tamanho do cliente, e sim se preocupa com a satisfação do mesmo.

34° Tio_Wlad Data: 29/11/2006 às 6:13 am

Atividade: ColegadoBillGates

Cidade: Belo Horizonte

Fiz o site da padaria do bairro, o cara tá vendendo tortas on-line satisfeito da vida, as pessoas mais satisfeitas ainda pois as tortas são ótimas, vou convencer o carroceiro de entulhos, o primeiro carroceiro com site.

35° Clovis Fagundes Botelho Data: 29/11/2006 às 8:09 am

Atividade: Analista de Sistemas Web

Cidade: Cuiabá

Gostei muito do seu artigo e eu acho que o que deve acontecer é uma mudança de conceitos nas empresas que desenvolvem para a Web.

Na empresa onde trabalho, a Sitevip Internet, possuimos um produto chamado e-Box com mensalidades de 169,00 reais/mes com layout personalizado e 3 ferramentas para serem escolhidas pelo cliente. É um trabalho interessante para pequenas e médias empresas que não tem capital suficiente para investir em um projeto específico.

Fica ai a dica para outras empresas do ramo.

http://www.sitevip.com.br/e-box/

36° Luigui Moterani Data: 29/11/2006 às 8:21 am

Atividade:

Cidade:

Para o Zé da Magé

Zé, você esta certo, é por isso que as agências de internet são compostas por equipes multidisciplinares, e não apenas designers. Realmente seria impossível para alguém ter toda a formação necessária para trabalhar todas as fases do projeto de um site.

37° Belchior Palma Data: 29/11/2006 às 8:57 am

Atividade: Arquiteto de Informação

Cidade: Buritama/SP

Uma ressalva no comentário 8 feito por “Luigui Moterani”, a empresa ao qual citou era uma empresa Multinacional, conheço pois trabalhei no projeto.

A região sudeste realmente é percursora na divisão econômica do país, porém na internet não existem barreiras para as demais regiões, investirem e gerarem riquezas fortalecendo o crescimento econômico.

É imprescindível desenvolver um planejamento independente de projetos pequenos (R$ 1.000,00 - R$ R$ 5.000,00) ou para empresas de grande porte (+R$ 100.000,00), a principal diferença está na complexidade do projeto, porém todos podem e devem ser planejados, estruturados e organizados da melhor forma!

38° Érika_Lopes Data: 29/11/2006 às 4:32 pm

Atividade: Pará

Cidade: Belém

Bem Bruno confesso que sou bem nova na área, e sinceram,ente concordo com você. Hoje em dia as pesoa procuram um aprofissão pra resolucionar seus problemas financeiros, e independe de sua capacitação de atribuir um bom trabalho para seus clientes, pode sre 100-1000 o único desejo é mostrar que vc sabe fazer algo. Mas aprimorar… aplicar o conceito de usabilidade facilitando o acesso daquela empresa no setor informatizado e obter êxito as expectativas da publicidade da mesma no universo on-line confesso que estão por fora. Porque consideram-se webdesiners acham que podem cobrar caro só por ter divulgado um projeto sem nenhum planejamento. O problema não é construir a arquitetura de um site, mas saber usar de sua aplicabilidade, não sou “pai de santo” ahah mas ter no mínimo uma intuição d enavegação a respeito de quais as expectativas do mesmo diante da demanda dos clientes sobre aquela empresa atuante. Bom.. não tenho experi~encia para falar, não trabalho ainda mas ocnfesso que estou em busca diariamente de informação.. não para praticar o que aprendi em um curso técnico mas para aprender resolucionar problemas seja na arquitetura d einformação de um site ou ainda na usabilidade do mesmo .. para assim começar c um pé direito..e não atropelando as ferramentas que virão a frente.

Obrigada e muito bom o artigo..

abraços

Érika Lopes

39° José Data: 29/11/2006 às 9:19 pm

Atividade:

Cidade:

hahahahaha colega de profissão foi boa!!! É praticamente dizer que o tiozinho motorista de onibus é “colega de profissão” do michael schummacher. O_o

e um viva para templates ordinários \o/

40° Robson Souza Data: 29/11/2006 às 11:12 pm

Atividade: Webdesigner

Cidade: Brasília

Bruno, venho acompanhando seu trabalho há bastante tempo e fico muito feliz em ver que a cada dia você vem se destacando mais e mais na profissão. Você merece pois sempre ajudou webdesigners como eu com seus artigos e dicas.

E meus parabéns por mais um brilhante artigo que rendeu boas idéias do pessoal, uma boa discussão, como sempre! :) ))

41° Jack Tequila Data: 30/11/2006 às 12:39 am

Atividade: Butequeiro de plantão

Cidade:

Companheiro Bruno.

Eu sei que quem tem um olho em terra de cego é rei. Mas exagere menos em seus comentários.

E agora uma pergunta séria: porquê você tirou do final do trailer do seu DVD aquela incrível frase:

“Então venha comigo, entrar no mUUUndo do Web Design!”

Por favor, volte aquela frase!!!

42° Fabiano Ferreira Data: 30/11/2006 às 9:34 am

Atividade: Web”tudo um pouco”

Cidade: Caxias do Sul

ADOREI esta matéria. Ilustra com extrema serenidade e maturidade a situação em que nós, pequenos empreendedores, nos encontramos.

43° Arthur Data: 30/11/2006 às 1:57 pm

Atividade:

Cidade:

Olá todos,

Gostei do tópico Bruno, e tenho com concordar com o tio Wlad, o legal da internet é a inclusão! Grandes merda se o site da padaria foi feito pelo filho da vizinha ou esse tal de michel!!? Seu Joaquim está feliz da vida, não sabe nem o que é html mas tá na internet.
Sou a favor do site de 100 reais. Por que pagar 5000 reais se ele não saberia diferenciar?? É como colocar uma hidrelérica fornecendo energia apenas para uma casa. E tem mais, se o moleque se empolga e faz um site para cada loja do bairro.. digamos que ele faça 10 sites, ja temos 1000 reais… a internet é um barato!

44° Jack Tequila Data: 30/11/2006 às 6:54 pm

Atividade:

Cidade:

Meu Deus do céu… que bizarro…
“Quer pagar quanto?”

Acho que o pessoal do Webinsider poderia criar uma divisão de artigos:

1. Área de artigos sérios por profissionais renomados no mercado, que relatam suas experiências, opiniões, vivências e sintetizam de forma legível para os profissionais que buscam por novidades e possibilidades de caminhos na Web.

2. Área de artigos engraçadinhos e medíocres, para um público mais desqualificado, micreiro, sem conceitos.

Eu nunca pensei que veria algo por aqui do tipo: “Sou a favor do site de 100 reais. Por que pagar 5000 reais se ele não saberia diferenciar???”

Que medo…

45° Carlos Fernandes Data: 30/11/2006 às 11:06 pm

Atividade:

Cidade: Caxias do Sul

Acho que esse tal Jack Tequila é o André disfarçado hein? Mal-humorado do mesmo jeito utilizando as mesmas palavras, não sabe discutir as idéias civilizadamente. Tudo bem, pode discordar, mas sem ofender o articulista nem aqueles que aqui expressam sua opinião. E se for escrever, escreva com seu nome real, não se esconda atrás de pseudônimos.

É graças a pessoas como você que os webdesigners e agências web até hoje não conseguem se unir, graças a essa intolerância gratuita e sem sentido. Uma pena.

Bruno, você está de parabéns em tentar o contrário disso, unir todos em cima de uma discussão decente, abrindo a oportunidade para todos expressarem suas opiniões, seja qual for essa opinião.

46° Rodrigo Matos Data: 30/11/2006 às 11:19 pm

Atividade: WebDesigner/Especialista em T&D/Atualmente:GestordeQualidade

Cidade: São Paulo

Em primeiro lugar, muitos falaram que antes do projeto vem a negociação, mas o que negociar? Um verdadeiro web designer não vende sites, ele vende uma solução/ferramenta estratégica para o negócio de empresas que, muitas vezes, investem na internet como uma das últimas alternativas de crescimento de negócios a curto e médio prazo.

O verdadeiro web designer, como em qualquer situação em que se oferece algum produto ou serviço, deve conhecer o perfil do seu cliente e, principalmente, o core business da empresa para qual ofertará uma criação. Muitas pequenas empresas não estarão dispostas a gastar nem 2mil reais para elaboração de web sites, já que muitos web designer’s não estão dispostos a vender uma solução, e sim, apenas um layout.

Vejo como uma ótima oportunidade essas pequenas empresas que investirão sim nem que seja 2mil reais caso o web designer estruture soluções corporativas que trarão ganhos para a negócio, o pensamento é, não vender um site, vender ferramentas de valor agregado.

Muitas vezes falta ao web designer, formação… Sem o know-how necessário só é possível criar layouts e choramigar que existem diferenças, com o conhecimento adequadro, você e o seu cliente crescem juntos…. Um web, além dos conhecimentos e habilidades técnicas e operacionais de criação de web sites, deve ter conhecimentos nas áreas de: Publicidade, gestão de pessoas, marketing, negociação e: empatia para entender o seu cliente.

Não existem cliente barato, o que existe é web designer porcaria.

Obrigado.

Rodrigo

47° Michel Lent Data: 01/12/2006 às 1:58 pm

Atividade:

Cidade:

Bruno, obrigado pela citação da minha entrevista. Foi uma boa oportunidade de colocar as minhas opiniões aberta pelo Bob Wolheim e, com o seu artigo, acho que ela ficou mais divulgada.

Sem dúvida a questão de valores e de investimento varia muito de cidade para a cidade.

Só é importante lembrar, que os custos envolvidos em projetos de internet não são (ou não deveriam ser) levantados na base do ‘feeling’. Fazemos orçamento baseado em horas trabalhadas e essas horas têm um custo definido pela realidade dos salários, custo fixo, impostos, etc.

Se no interior do Ceará dá pra fazer trabalho equivalente por menos dinheiro, deveria ser porque o custo fixo de lá é mais baixo do que o de São Paulo. E não porque a turma de São Paulo resolve cobrar mais caro porque se acha ‘bacana’.

Custo não é ‘chute’. Quem tem empresa e ‘chuta’ o custo, cedo ou tarde, quebra.

Eu escrevi um artigo sobre quanto cobrar no início desse ano. Pra quem tiver curiosidade, aqui está o link:

http://webinsider.uol.com.br/index.php/2006/02/03/afinal-quanto-cobrar/

48° Mr. Reggae Data: 01/12/2006 às 4:48 pm

Atividade:

Cidade: São Paulo

Concordo contigo, Carlos Fernandes. Pessoas como esse tal Jack Tequila, quando possuem poder, inibem a liberdade de expressão alheia.

Os profissionais de calibre Bruno Ávila e Michel Lent são muito bons e simplesmente atendem públicos diferentes, mas no final, o beneficiado é o mesmo: o usuário.

49° Glifson Magalhães Data: 02/12/2006 às 2:24 pm

Atividade:

Cidade: Maceió

Olá Pessoal,

As palavras e Rodrigo Matos e Michel Lent, acho que foi de fundamental importância e de grande valia para que possamos evoluir em nossa discursão. Conseguiram dar um rumo melhor para discursão que estava sendo feita aqui nos comentários.

Pois é, antes de pensar em preços devemos pensar primeiro em:
1 - Custos;
2 - Qual solução oferecer;
3 - Quanto cobrar;
4 - Tentar viabilizar a relação do item 2 x 3, para que assim possamos ganhar um novo empreendedor on-line.

Um abraço a todos!

50° Felipe Chiavegatto Data: 04/12/2006 às 10:34 am

Atividade: Webdesigner / Webwriter

Cidade: Brasília

Mercado? Clientes? 200 mil?

Esse tipo de atitude revela que a próxima bolha da internet é a do superfaturamento dos serviços de agências on line.

Democratizar a internet não é oferecer sites grátis, mas cobrar um preço justo por eles. Por isso as agências iniciantes sofrem com falta de estrutura e verba, já que se criou uma cultura de que sites devem custar uma fortuna e de que os webdesigners vivem acima do bem e do mal, como os mais sábios profissionais do mundo.

Besteira!

51° Guilherme dos Anjos Data: 05/12/2006 às 8:56 am

Atividade: Anunciante Publicitário

Cidade: Brasília

Olá, Bruno. Parabéns pelo artigo! Esse tema quase pautou o meu projeto final na universidade, mas como não consegui chegar em solução alguma resolvi mudar de tema, mas nem por isso deixei de me interessar.

Na minha modesta (mas pensada) opinião, creio que a solução para quem não tem 200 mil (ou que seja 5 mil) para investir está nos templates prontos ou simples sites em html, com a solução partindo muito mais do empresário do que propriamente do publicitário envolvido. 500 reais não dá para pagar um especialista para pensar o site, mas sim um designer para produzi-lo.. com o tempo o empresário vai aprimorando seu site com pessoas capazes e pagando um preço justo por isso..

De qualquer forma, sou contra os exageros! Fico feliz quando vejo aqui no websinder outras pessoas falando em soluções simples para a internet, acho que a solução está por aí!.

Abs.

52° Sergio Martinho Data: 05/12/2006 às 2:19 pm

Atividade: Analista de Sistemas / Web Designer

Cidade: São Paulo

Impressionante!

Deve ser muito difícil para web writers, pequenos empresários e para anunciantes publicitários, verificarem que em quase todas (praticamente todas) as mensagens dos aqui ditos “web designers” existem gritantes erros de ortografia.
Eu jamais aprovaria um orçamento de um site, qualquer que fosse o preço cobrado (R$100,00 ou R$ 200.000,00) para sua confecção, de nenhum dos web designers que aqui postaram suas opiniões.
Acho que o “português”, e não me refiro aqui ao da padaria do bairro do Bruno, deveria ser incluído nos cursos de formação de web designers.

Sergio

Em tempo:
1. Devo estar ficando mais velho e mais rabujento que o Tio_Wlad. :)
2. Érika Lopes, já que está começando, aproveite o tempo ainda livre para se habilitar na redação para web. Nada pessoal, só uma sugestão…

53° j.p.santos Data: 07/12/2006 às 11:35 am

Atividade: Designer

Cidade: Porto Alegre

Alguns pontos para você pensar:
1- Design não é só o visual. Falei o óbvio? Porque então 99,9% dos sites premiados são em Flash?
2- Olhando os sites feitos por algumas destas agências premiadas fiquei impressionado com o número de erros ortográficos. Onde fica o conteúdo?
3- Design, infelizmente, não é só o visual. Mas no Brasil as empresas são fascinadas por sites moderninhos.
4- Se existem os “micreiros” é porque também existem empresas amadoras que os contratam. É um problema do país e não do mercado.
5- Onde está o usuário final nesta polêmica?

54° Alexandre Cordeiro Data: 11/12/2006 às 2:54 pm

Atividade: Adega de Perfumes

Cidade: Taubaté-SP

Estou cada vez mais frustado com a viabilidade de me lançar na Internet, principalmente pagando para entrar, uma vez que, a concorrência com gigantes do setor (perfumaria) aumenta significativamente com excelentes campanhas de publicidade e propaganda, até mesmo no marketing viral, esta praga que veio para ficar e pra deixa os target, com aquela ansia de comprar seu produto ou serviço pra ontem.
- Admito sim, não ter grana o suficiente, porem a internet sempre vai ser democratica comigo, e cruel com meu ser empreendedor.

55° Ceila Santos Data: 15/12/2006 às 3:23 pm

Atividade: jornalista

Cidade: sao paulo

vivo este problema neste momento. Primeiro que por mais que os webdesigners sejam organizados e ^tenham suas comunidades fica muito complicado para potencial cliente identificar quem é quem e quem faz o quê.

todo mundo constroi site, todo mundo entende de arquitetura de informação, usabilidade e todos os conceitos que ~são publicados diariamente aqui e em outros portais que representam a categoria dessa cadeia de profissionais. Isso dificulta muito a escolha do cliente, que não tem a mínima idéia, independente de tamanho, se aquela empresa atende o perfil dele que pode ser institucional, comércio eletrônico ou conteúdo como também poderia ser segmentado pelo perfil de atuação: adoraria ler num portal institucional de agência: faço site de padaria para venda de produtos na região ou faço site de jornalismo especializado para pequenos empreendedores jornalistas ou faço apenas sites que envolvem grandes projetos institucionais. Seria mais fácil.

Primeiro webdesigner que contratei cobrou 800 reais de uma seleção de quem cobrava 2 mil reais. Antes de colcoar o projeto no ar, descobri que não era possível. eles não tinham entendido o que ue queria e diziam que sabiam fazer. Depois resolvi ir para agências, o orçamento foi entre 10 mil reais e 20 mil reais. muitas delas oferecia aluguel de plataforma — essa foi minha adoção, comecei pagando 350 reais por mês e acabei pagando 682 reais por mês sem conseguir colocar meu projeto no ar.

Agora, estou numa nova fase de seleção em busca de profissionais que tenham pelo menos noção dos tais conceitos, mas me sinto extremamente perdida. Acho que seria muito interessante as agências e os profissionais identificarem o que querem, pefil de cliente: quero reestruturar blog por 100 reais até 500 reais, quero atender o varejo. Falta essas especializações. Se houvesse essa definição do que cada agência quer, ao invés de se apresentar eu atendo todos e resolvo seus problemas, o preço seria consequencia porque , no mínimo, esse profissional iria analisar oferta e demanda.

Se ele for especializar em padarias deverá analisar o universo delas na região e saber que pode cobrar menos porque é o que cada um deles pode pagar, ams terá uma escala interessante de clientes. Sinto falta disso nessa busca maluca por um profissional, equipe, ou agência, que seja capaz de colocar minha idéia na internet de forma eficaz e justa.

56° Valdiney Victor Viçossi Data: 17/12/2006 às 11:53 am

Atividade: Diretor de Agência Digital

Cidade: Barueri - Alphaville

Bruno,
A questão de preços, amarradas e sustentadas na estrutura de custos de cada empresa é fator preponderante para você prestar um serviço e para quem vai contratar também e aí entram o valor percebido, possibilidade de retorno, se tem a intenção real do investimento, com quem você está concorrendo para prestar o serviço e mais algumas coisas.
O quadro é muito parecido aqui na Grande São Paulo, as grandes contas estão aí que podem ter campanhas publicitárias conjuntas ou não, mas também existe uma infinidade de empresas com verbas infinitamente menores e que nem sequer conseguem ter verba para links patrocinados. Aí vai da estratégia de cada empresa, em que mercado atuar.
Se permite, sugiro que além da estrutura de custos, procure localizar o seu cliente nas possibilidades da internet, pois às vezes ele não sabe onde está e onde ele quer chegar e por isto não sabe quanto pode ou quer gastar.
Um pequeno modelo que mostra uma visão parcial e por isto mesmo, talvez não esteja completa, embora de leitura longa, mas que dá para argumentar sobre preços em cada fase, e não necessariamente a seqüência de avanço é a da divisão abaixo e taambém podem estar acontecendo simultaneamente :

1. Sites Institucionais, Folhetos e Catálogos Eletrônicos
Apresentam a empresa, podem listar produtos, fornecer características e preços, etc. Aqui quase não se estabelece interatividade com o cliente, mas é uma boa forma de iniciar sua presença na internet. Seu uso pode ser muito eficiente quando divulgados de forma sistemática na própria internet e conjugados a estratégias de marketing tradicionais.
2. Interatividade com o Cliente
Estágio em que as empresas já passam a usar a internet como um meio de comunicação e relacionamento com os consumidores. Os sites passam a ser usados com mais freqüência pelas empresas e pelos consumidores. As comunicações via e-mail são intensificadas, lançamentos e promoções são divulgados e cadastros de clientes são elaborados.
3. E-commerce
Aqui a internet já é utilizada para ampliar o universo de atuação das empresas, já se pratica o comercio eletrônico, facilitando-se a busca por fornecedores e ampliando-se as atividades internas para todos os setores capacitados da empresa, através da facilidade de comunicação com o meio externo.
4. Relacionamento Personalizado com Clientes
Etapa em que são criados canais específicos de interatividade que tornam possível passar a conhecer o perfil individual de cada consumidor, atendendo suas necessidades em particular.
5. A Empresa On-line
Nessa etapa, a empresa está presente o tempo todo na rede, através de transações feitas com fornecedores, compradores, etc., que ocorrem continuamente em tempo real: é o que chamamos de E-procurement.
6. Market Place
Estágio em que as empresas passam a participar de Comunidades Virtuais de Negócios, podendo ou não estar agrupadas por segmentos específicos. Neste caso, todo e qualquer tipo de transação entre empresas poderá ser feito eletronicamente.
É um assunto delicado, de um novo mercado, que ainda não conhecemos o tamanho dele, e estas trocas de informação, são fundamentais para conhecermos um pouco mais.
E até por isto a famosa lei da oferta e da procura também se encontra bem desequilibrada, dificultando bastante a situação de valores percebidos pelos clientes.
Quanto mais conceituarmos de forma séria, clara e transparente para nossos clientes potenciais (suspects, prospects, só para colocar alguns termos em inglês rsrsrs e que às vezes assustam estes prospects e suspects) e clientes atuais, maior será a chance do aumento siginificativo do mercado, que acredito, irá acontecer, e aí quem trabalha de forma correta terá mais chances ainda.

Boa sorte por aí.

57° Tio_Wlad Data: 20/12/2006 às 9:48 pm

Atividade: Dinossauro

Cidade: Belllzonte

Já começei a gostar do Lent, concordo em genero numero e grau, custos + Horas trabalhadas mais o leite das crianças de tuedo los dias etc. etc. etc. Para dar fim a essa coisa sem ponta de novelo, sugiro que a Abraweb ou qualquer outra dessas associações para as quais jamais deveriamos ter entrado, hahahha faça uma tabela mínima de preço para o mercado, haja vista que valores máximos não são necessários. Tipo

Site em Html puro validado = R$ ………
Site em Flash Completo = R$ ……………
Site em CSS Completo = R$ ……………..

etc.. etc… etc….

Se alguém der idéia de fazer site por 100 contos, juro que mando uma pedra digital na cabeça do infeliz.

Em terra de cego, quem tem um olho… migra!

( a frase tem copyright de Sir Millor Fernandes )

58° Tio_Wlad Data: 20/12/2006 às 9:56 pm

Atividade: Dinossauro

Cidade: Belo Horizonte

PS:

Concordo plenamente com o colega Sérgio Martinho e me submeto inabalado e triste a minha ignóbil condição de velho Apedeuta.

59° ArtDegas Data: 24/12/2006 às 2:40 am

Atividade:

Cidade: POA

Após ler 58° post e descobrir que apesar das diferenças de opiniões, todas válidas e dignas de uma reflexão, uma coisa é certa… a internet é apenas uma criança no Brasil! Tem muito que crescer! Quando chegar ao amadurecimento com certeza nosso padeiro já possui um site e poderemos agendar uma bela torta para o fim de semana.
T+ gostei muito do assunto abordado Bruno, outrossim de ler a opinão de cada um.

60° ftoscano Data: 24/12/2006 às 6:06 pm

Atividade:

Cidade:

olha so;

a discussao ‘projeto X execucao’ ja existe muito antes da internet!

veja o trabalho de engenheiros e arquitetos! como convencer uma pessoa de ideia curta a investir $2.000, $10.000 ou $100.000 em um monte de papel?

sim, porque o que a pessoa compra eh intangivel, conceitual; sao balizas, que indicam uma direcao a seguir.

entao, como fica ‘caro’ pagar um profissional de desenho/calculo, eu simplemente contrato meia duzia de peao-de-obra e toco minha reforma!!

alguem falou ai em cima ‘ter dinheiro X empreender um investimento’. claro que o profissional precisa achar seu mercado; precisa entender a necessidade e expectativa [coisa sempre ignorada!] do tal cliente; contabilizar seus gastos sem chute e propor o negocio.

se o cliente eh do tipo ‘eu toco minha reforma sozinho’, o valor eh dinheiro. se ele tem alguma visao, voce pode entrar com custos maiores.

mas essa discussao nao eh nova; pelo contrario. webdesigners estao discutindo a relacao mercado X arte, ja ha muito discutida por diversos setores criativos [ou que so vendem ‘papel’].

61° Carolina Data: 15/01/2007 às 8:06 pm

Atividade: webdesigner

Cidade: São Paulo

É pra rir ou pra chorar?
Gente, adorei a matéria e os comentários enriquecem ainda mais. Mas outros comentários me fazem pensar: O que estou fazendo de errado ou o que não estou fazendo?

Não cobro 100 por site, mas também não cobro 5mil
E mesmo que fizesse de graça eu me importaria MUITO em fazer bem feito e principalmente que o cliente soubesse da diferença entre um site de 100 e um de 5mil por exemplo. Talvez não seja o caso dele mesmo, É IMPORTANTE ORIENTÁ-LO, EXPLICAR…PASSAR A DIANTE A INFORMAÇÃO ENTENDE?
Tenho AMOR ao que faço, não é só o dinheiro que tá em jogo não e sim todo o tempo, dedicação, leitura, estudos que venho somando em minha profissão. Eu quero todos esses clientes que não conseguem encontrar um profissional que faça um site (de qualidade) por um valor mais acessível!
EU FAÇO!

62° Josias Data: 21/01/2007 às 5:38 am

Atividade:

Cidade: Goiânia

Uma coisa que aprendi, e que alias foi bem simples, é que se você quer ser profissional, trabalhe com profissionais. Conheço gente que cobra 800R$ em um site de produtos e é invadido por sql injection.. mas e ai.. vai ser o vizinho que fez site e cobra 100R$ que vai se responsabilizar pela invasão não é… conheço gente que se faz respeitado no mercado e tem toda a bagagem nas costas pra cobrar 200.000R$ em um projeto… O fato é que voce tem custos pra produção como uma fabrica e tambem tem o lucro. Se for pra pagar 200.000R$ em um site, eu faço questão de pagar desde que eu tenha segurança do passo que estou dando sem falar na segurança tecnica e da infra-estrutura que estara por tras do trabalho, e se alguem invadir terei uma empresa que respondera por isto afinal estou pagando muito bem por isto… mas enfim, quem é que se importa com isso ne… talvez ai se ve a diferença entre uma entidade seria e respeitada e outra feita por pessoas e empresas que cobram o tal dos 100R$ e quando acontece um incidente, de segurança ou não, mostra sua total fragilidade. Enfim… Quem quiser vender site a 100R$ pega os templates prontos ou aqueles pacotes que vem em cd que ta valendo… afinal, empresa pobre quer dizer f*d**a nao é ? afinal nao diferencia nada mesmo… :( . Não ter um bom departamento comercial é fogo… não ter profissionais que investiram tempo e dinheiro com formações e trabalho reconhecido trabalhando conosco entao, pior ainda. É apenas uma humilde opinião minha…

63° Pedro Superti Data: 22/01/2007 às 3:15 am

Atividade: Diretor Dynamo Design

Cidade: Porto Alegre

Bem…

Vivemos num mercado livre, numa economia regida pela procura-demanda ….

Como os caros colegas comentaram, existe muita demanda, mas divida em sub-categorias de necessidades diferenciadas ….

Minha empresa atende justamente micros e pequenso empresarios que querem ingressar na web, com uma plataforma estaveis e design unicos, mas sem investir muito… e nos oferecemos solucoes e produtos que atendem essa categoria. Nao procuramos montar e-commerces como americanas ou submarino.com .. mas um aonde uma senhora possa comercialzar seus artesanatos de seu atelie livremente e profissionalmente. So que ela nao vai investir R$5.000 .. no way! Já R$ 800, 900 .. podemos conversar.

Acho que o que acontece é que temos uma cultura em nossa país muito passiva: Estamos sempre o governo fazer isso.. a policia fazer aquilo… nosso chefe fazer aquilo outro… Ou que a uniao da classe X lute por nossos direitos.. por favor! Vivemos num pais cheissímos de oportunidades… não precisamos esperar que ninguem faça nada para termos uma carreria de sucesso… Acredito que o que ainda falta para varias pessoas é um bom senso pros negócios… o que não é necessáriamente ruim.. esta pessoa ainda pode ser um porfissional bem remunerado e de sucesso.. só não espere ganhar o que o seu chefe ou dono da agência ganha!

Verdadeiros emprendedores veem um filao de mercado e capitalizam sore ele … e ao inves de secar a fonte, ela cresce ainda mais, pois o empreendedor vai se adaptar e sempre criar valor adicional á seus clientes…

Um bom exemplo eh o registrar Godaddy.com … vendendo dominios á $8,00 quando seus concorrentes vendiam á $80,00 … $100,00 … resultado? Eles criarma uma série de produtos e serviços, agregando valor aos já irresistíveis $8,00 .. e agora são disparados o maior registrar do mundo.

Quem sabe entao Google, no começo? Busca sem advertsitment? Que loucura era essa? Bom.. todos sabemos a historia..

Se voce é muito bom na parte técnica e quer realmente deslanchar, sugeriria dividir o fardo com alguem que seje muito bom na area comercial, contratos, negociacoes e prospectacao … E ai voce pode fazer o que mais gosta: programacao e/ou design!

So gostaria de adicionar minha opiniao!

Sucesso á todos…

www.pensedynamo.com

64° Henrique Almeida Data: 30/01/2007 às 2:03 pm

Atividade:

Cidade:

Não tem como fazer um site BOM rodando bonitinho na rede por R$500,00 isso é ridiculo, a não ser que é um sobrinho do “empresario” e na verdade não sabe nem o que está fazendo, e constroi um site por R$300,00

O minimo do minimo para fazer um site bonitinho é R$1.500,00 com o “empresario” chorando muito…

Parecem que eles não veem que você estudou e sempre está estudando p/ se manter antenado com todas a novidades da internet que não são poucas…

É totalmente RIDICULO o Web Design (acho que nem podemos chamalos assim) cobra R$500,00 por um site
com isso eles degradam a nossa profissão apesar deles não ser nem um pouco profissional,

Bom espero contar com todos vocês VAMOS FAZER SITE COM QUALIDADE GALERA

NÃO SABE FAZER UM SITE COM QUALIDADE SEGUE PARA OUTRA PROFISSÃO QUE VOCÊ VAI SER MUITO MAIS FELIZ.

65° Jefferson Gelezauskas Data: 10/03/2007 às 11:08 pm

Atividade: Diretor de arte

Cidade: Pomerode/SC

Não sei se minha opinião será lida, nem mesmo se será compreendida, mas mesmo assim prefiro me manifestar.

Achei a proposta do texto interessante, justamente quando foi colocado que a intenção era instigarmos a falar sobre o assunto. Porque muitas vezes no nosso país é assim mesmo, o problema existe, todos reclamam mas ninguém se une para melhorar a situação.

Acredito que exista dois grandes problemas hoje que criam esse abismo entre o pequeno e médio empresariado de cidades fora do eixo Rio/SP e as grandes empresas que possuem um grande valor para investimentos em publicidade.

O primeiro problema é quando a empresa que tem capital encontra o mal profissional e quando a pequena empresa sem capital para investir encontra o bom profissional.

O investimento de propaganda ou internet ele varia pelo retorno que ele trás. Se você investir R$ 500,00 em um site e não obter nenhum cliente, você pagou caro.

Se você investiu R$ 5.000,00 e o retorno foi de R$ 10.000,00 o site saiu barato.

A desvalorização do profissional de publicidade destrói os bons e abre espaço para os maus profissionais.

Sabe qual seria a solução para isso? UNIÃO. Os bons profissionais deveriam se unir, criar agências novas, batalhar, estudar, se aperfeiçoar.

Hoje é difícil encontrar pessoas que queiram apostar em uma idéia. Se os dois criadores do YouTube não tivessem se unido, não tivessem persistido na idéia, talvez o projeto teria acabado aos poucos.

O Brasileiro em grande parte ainda é um povo descofiado demais, desunido demais, desmotivado demais, acomodado demais.

66° edison Data: 08/04/2007 às 9:23 pm

Atividade: aprendiz de empreendedor

Cidade: sao carlos

Somente por que alguem cobra caro, não significa que é um bom profissional ou vai passar a ser.

Se eu quero um site simples,em html,no máximo 2 páginas, sem frescura e fornecendo o modelo impresso e todo material digitado, por que o Sr. maravilha tem que me cobrar R$1.500,00?

A quantidade de horas e grau de dificuldade não querem dizer nada?, há um preço mínimo de partida?

Gastar rios de dinheiro em sites maravilhosos não significa garantia de sucesso, e nem o site por si só é garantia de coisa alguma, há muito, muito mais coisas por trás de um empreendimento.

67° edison Data: 08/04/2007 às 9:40 pm

Atividade: aprendiz de empreendedor

Cidade: sao carlos

Me arrependi, não quero um site baratinho, isso seria uma heresia com muitos desemvolvedores, quro um melhor que o submarino ou americanas.com

68° Mônica Machado Data: 12/04/2007 às 9:43 am

Atividade: autônoma

Cidade: Santos

Gostei muito desta crítica, mas existem dois pontos distintos nela.
Primeiro: não se deve questionar valores cobrados, até porque paga quem puder.
Segundo: incluir na internet pequenas empresas é um filão rentável, mais de 70% da economia brasileira é formada por empresas invisíveis, que empregam,consomem, vendem e como nada se cria tudo se copia em breve esse público receberá atenção devida e não placebo que finge solucionar o problema.
Esse problema eu conheço bem pois faço parte do 70% não atendido.

69° Ângela Ferreira Data: 06/05/2007 às 6:16 pm

Atividade: Administradora

Cidade: Paulista-MG

Parabéns pela continuidade de seu trabalho, dedicação e responsabilidade.

70° Jez Bernardinelli Data: 14/05/2008 às 1:45 pm

Atividade: Logística e Transportes

Cidade: Patrocinio Paulista

Olá a todos.

Bons comentários, e como não poderia deixar de ser, polêmicos.
Vejam bem, no ramo em que trabalho, setor de transportes, é muito comum observarmos grandes empresas que nem se quer têm o domínio de seus nomes tão “valiosos”. Pessoas sem visão de futuro não acreditam ainda que o mundo mudou, que as pessoas mudaram, e que é claro, os caminhõs para investir e divulgar sduas empresas precisam seguir o mesmo caminho, ainda não são capazes de enxergar para que o rumo o mundo seguiu, não acompanham as tendências e não procuram orientação de pessoas capacitadas e que realmente podem fazer algo a mais por elas, enfim, o resultado é este, empresas que não sabem valorizar o seu serviço, nem seu nome, e por este motivo acham caro pagar por um serviço de qualidade que valha de fato à pena pagar.
Seguindo esta linha de raciocínio, será que alguém pode me dizer quanto custa a consulta de um bom médico cardiologista? Ou então o trabalho de uma boa empresa de consultoria?
Gente, abram os olhos, vocês até podem encontrar bons profissionais que oferecem preços razoavelmente bons, más tudo tem seu preço, inclusive a escolha por um mal profissional. O mercado esta cheio de “porcarias” em todos os sentidos da palavra, más se uma empresa deseja ter produtos de realmente de qualidade, com bom visual, persolanizado, enfim, tudo isso tem preço. Optar pela qualidade ao invés do preço, é uma escolha de cada um, porém, não reclamem quando os clientes começarem a sumir, pois a escolha deles também fazem parte do seu processo de escolha.
Pensem nisso!!!
Abraço a todos e boa sorte.

Avisos
Os ítens com asterisco ( * ) são campos de preenchimento obrigatório.
Todos os links inseridos nos comentários possuem o atributo rel="nofollow" para impedir com que user agents (como os mecanismos de busca) sigam os links inseridos para desestimular spammers.
Todos devem se identificar através de e-mail válido.
Os e-mails dos usuários não serão divulgados no site.
Comentários:

Preencha os dados abaixo e clique em enviar

Outrolado.com.br

Leia

Marcelo Sant'Iago

Um raio-X da mídia online no mundoNúmeros indicam fatias de orçamento destinadas à publicidade na internet em diversos países. Por Marcelo Sant’Iago

Sobre o excesso de trabalho nas agências de internetÉ muito comum nas agências os funcionários trabalharem até tarde e nos finais de semana. É o reflexo de uma busca desenfreada por lucro e total desorganização na execução de projetos. Por Marcelo Okano

Michel Lent Schwartzman

Agência Social ClubEm tempos de teletrabalho e freelance rentável, as empresas precisam repensar a sua função para os profissionais. Por Michel Lent Schwartzman

E se todo mundo trabalhasse em SP, como seria?Nosso amigo, que é de São Paulo, passou uma semana em uma agência digital em Porto Alegre. E saiu convencido de que é possível trabalhar com resultados fora da grande capital, graças à tecnologia e ao planejamento. Por Darcio Vilela

Vendo lanches. Aceito pedidos por e-mail e MSN.Nosso amigo resolveu testar um novo canal de contato com seus clientes e deu certo. É um exemplo de uso da internet como ferramenta de negócios em empreendimentos pequenos. Por Anderson de Andrade

Michel Lent Schwartzman

Afinal, quanto cobrar?Quanto vale o meu trabalho? Quanto posso cobrar do meu cliente? Como devo cobrar? Uma das questões mais recorrentes das listas WD, finalmente vira artigo. Por Michel Lent Schwartzman

Produtoras do interior erram ao cobrar a menosOpinião: profissionais de internet do interior cometem um erro de avaliação muito sério quando procuram vencer seus concorrentes através de uma política de preços predatória. Talento tem seu preço! Por Adriano Saran

Webinsider