Serviços online focados praticam o “menos é mais”
23 de setembro de 2006, 12:27Novas aplicações online se preocupam em oferecer serviços simples e focados, para atender melhor dentro de determinada proposta. É o contrário de oferecer de tudo um pouco.
Por
Uma série de aplicativos novos, simples e focados, tem como cerne principal quase um slogan: “O usuário final é o único que importa”. Acreditam que o usuário final quer propostas claras e focadas, em sistemas simples e altamente funcionais. E vem dando certo.
A evolução não é surpresa. Até bem pouco tempo as aplicações eram direcionadas predominantemente para atrair usuários pela oferta da maior gama de serviços possível.
Os grandes sites foram se tornando portais multifuncionais. Portais de todos os setores oferecendo notícias, e-mails gratuitos, centros de entretenimento, discussão, compra e venda. Essa prática foi e ainda é amplamente utilizada, também porque sempre esteve associada à grandeza da organização. Mas quem oferece tudo, não oferece nada.
Nasceram também pequenos projetos, com equipes enxutas desenvolvendo aplicações com filosofia contrária e uma proposta bem definida. O contato com os usuários nesses sites era constante, o aprendizado também. A regra era oferecer um serviço específico com qualidade, considerando que aplicações focadas podem ser melhores no que fazem do que os serviços mais generalistas de um portal. Mais uma vez: quem oferece tudo, não oferece nada.
Já está passando o tempo em que as aplicações deveriam aportar o maior número de funcionalidades para atrair mais usuários, pois os grandes portais não necessariamente prestam o melhor serviço em tudo a que se propõem. Pelo contrário, usuários confundem-se para decifrar o real serviço prestado pela aplicação e a reconhecerá apenas por um dos serviços. Portais que fazem de tudo perdem a força, enquanto serviços simples e com uma única proposta ganham adeptos. Um reflexo direto é a ascenção dos blogs em uma época em que o padrão era erguer um mega portal de informações.
Predominantemente a web 2.0 é formada por aplicações extremamente simples. Writely, Basecamphq, Google, Gmail, Youtube, Orkut, ou Syxt.com.br. Todos com conceitos bem claros. Ninguém quer oferecer tudo. E nem deveria. (Nota do editor: o autor é um dos fundadores da Syxt).
Menos é mais
A proposta agora é colocar menos funcionalidades. “Menos é mais”, dizem por aí. A explicação é simples: quando se oferece muitas funcionalidades temos duas consequências negativas - a dificuldade do usuário perceber a real proposta do site e dificuldade do desenvolvedor de manter o foco do serviço. A qualidade cai e se perde usuários.
Apresentação é tudo
O usuário final deve conseguir perceber a proposta do site rapidamente. Esse é o primeiro passo. Sem isso, uma boa idéia passa desapercebida. Não entender a proposta é tão ruim quanto não gostar ou não precisar dela. Não preste atenção nos detalhes de sua aplicação, mas na proposta.
Design é importante
O design é parte imprescindível na composição da aplicação. Deve ter altíssima usabilidade e, principalmente, deve ser desenhado antes da programação. O que importa é o que o usuário final vai ver. [Webinsider]

1° Alfredo Golman Data: 24/09/2006 às 4:49 pm
Atividade:
Cidade: Osasco
Artigo fantástico. A essência da Web2.0 é o foco das aplicações
É bom ver que no Brasil também tem gente que entende do assunto