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C2C, o comércio eletrônico peer-to-peer

12 de setembro de 2006, 11:38

Dos bens de consumo vendidos online no Brasil, uns 10% são C2C, transações realizadas entre consumidores. Normalmente os produtos são novos e vendidos a preço fixo. E as pequenas empresas estão aderindo.

Por Dailton Felipini

Conhecida pelo mundo da Internet como C2C, abreviação simplificada de “Consumer to Consumer”, a transação online realizada entre pessoas físicas é uma espécie de “terceira onda” do comércio eletrônico.

No início dos negócios na internet, predominaram as transações entre empresas; em um segundo momento, assistimos a um forte crescimento das transações entre a empresa e o consumidor, e agora começa a se destacar também o comércio eletrônico realizado diretamente entre pessoas físicas.

Essa ordem de evolução faz sentido se considerarmos que as empresas, por sua característica de inovação, estavam inicialmente mais preparadas para desbravar o novo ambiente de negócios. A partir do momento em que as pessoas físicas ganharam confiança na internet, começaram a transacionar com as empresas e também diretamente com outras pessoas.

É interessante lembrar que a economia tradicional também apresenta ambientes de negócios do tipo C2C, como é o caso do jornal Primeira Mão, que possibilita a compra e a venda de produtos por meio de anúncios. Também as vendas de porta em porta, como as promovidas por Avon, Natura e outras, caracterizam-se pela transação entre duas pessoas físicas, embora, nesse caso, exista uma empresa dando respaldo ao vendedor. Na internet, a grande líder do mercado C2C é a empresa Mercado Livre.

Como funciona o comércio eletrônico C2C?

Os negócios C2C são realizados por meio de uma plataforma eletrônica na internet e intermediados por uma empresa que oferece a infra-estrutura tecnológica e administrativa. Tanto o comprador quanto o vendedor devem estar cadastrados no sistema e podem ser avaliados por todos os membros da comunidade de negócios pela quantidade de transações que já realizaram e pelas notas que receberam em cada transação, numa espécie de ranking dos bons negociadores.

Outro mecanismo que oferece mais segurança aos usuários é o chamado “mercado pago”, um sistema com o qual o Mercado Livre recebe o pagamento do comprador e o transfere ao vendedor, após a entrega normal da mercadoria.

Alguns dados sobre o e-commerce C2C, obtidos junto ao Mercado Livre, parecem indicar fortes tendências: apesar de o negócio ter sido iniciado no formato de leilão, atualmente, cerca de 90% das transações no Mercado Livre são realizadas a um preço fixo estabelecido pelo vendedor; além disso, 80% dos produtos oferecidos são novos, diferentemente do que ocorria no início, onde a regra era a comercialização de produtos usados; e, por fim, nota-se, cada vez mais, a presença também de pequenas empresas oferecendo seus produtos.

Razões para o sucesso do comércio eletrônico C2C

A realidade é que os negócios C2C caíram no gosto do brasileiro, assim como já ocorre em outros países, e os números apresentados pelo Mercado Livre, no Brasil, deixam isso muito claro.

Mensalmente, cerca de um milhão de transações são concretizadas na plataforma da empresa e, em 2005, as vendas superaram U$ 300 milhões, cerca de 10% das vendas B2C de bens de consumo online no Brasil. As principais razões para esse crescente sucesso do C2C são: a possibilidade de uma renda extra para quem vende e as ofertas a preços baixos para quem compra, fatores extremamente estimulantes em um país caracterizado cada vez mais por poucos empregos e baixa renda. [Webinsider]

Sobre o autor

Dailton Felipini (fale@abc-commerce.com.br) é professor de e-commerce e editor do site E-commerce

Apoio:

  • LayerDev Serviços de Webhosting Profissional

Palavras-chave relacionadas a este texto: [ comunidades ] [ Vendas ] [ direito ] [ trabalho a distância ]

Comentários

2 pessoas comentaram o artigo "C2C, o comércio eletrônico peer-to-peer"

julio cesar Data: 31/01/2007 às 4:58 pm

Atividade: Técnico em Eletronico programador

Cidade: Porto Alegre

Se ninguem comentou comento eu. Esse assunto é o legitimo nicho de mercado. Atravessar mercadorias é coisa antiga e coisa que sempre deu certo seja vender um navio por comissão ou um pacote de balas. devo lembrar que o c2c é aquele negócio do tipo eu não tenho um site para vender meu produto. Custa caro para fazer um o que é barato é vender com presença na web quem tem esta presença já montada? É para lá que vou. Creio que quem inventou o mercado livre observou aqueles vendedores de balas e chocolates que compra as mercadorias no atacado da esquina e vendem dentro do trasporte coletivo 30% a mais e ainda sai barato ou aquele cambista que ficou horas na fila para comprar ingressos de um jogo importante e vende-lo depois por outro preço. No cado do mercado livre é melhor ainda não vendeu é lucro igual porque quando o internauta digita nos sites de busca o produto desejado está lá o nome do mercado público. Mesmo que ele não venha se quer a comprar vamos adimitir é uma jogada boa

Elço Pereira Data: 09/06/2008 às 7:59 pm

Atividade: Qualidade

Cidade: Joinville-SC

Estou prestes a apresentar um trabalho sobre o assunto exposto. E as considerações foram de grande valia para mim.
Creio que esta é uma nova estratégia de e-comerce, os mais variados empreendedores estão aderindo a esse tipo de mercado. C2C já está na cabeça das pessoas e não vai acabar nunca.
Bem vindo senhores ao mundo virtual, não conheço você mas confio em você!!!

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