Até onde muito conteúdo pode ser excessivo?
04 de setembro de 2006, 10:33Com as mudanças no modelo emissor-receptor proporcionadas pelos canais interativos, conteúdos produzidos pelo público crescem em quantidade e impacto e (espera-se) vão produzir mais amadurecimento e reflexão.
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Desde os tempos mais remotos, informação já era poder. Que o avanço tecnológico revolucionou o acesso ao conhecimento, estamos todos cansados de saber. Informação continua sendo poder, cada vez mais integrado ao cotidiano: seja para evitar o trânsito a poucos quilômetros ou para ler uma notícia que fará diferença na entrevista de emprego.
Entretanto, ter apenas “acesso” à informação parece estar saindo de moda. A tendência, ilustrada por 50 milhões de blogs pelo mundo, é produzir e compartilhar informação, invertendo os caminhos naturais da criação e publicação de conteúdo. Seriam as mídias, agora, das massas? A tendência é assim, pelo menos para as mídias inseridas digitalmente. Uma corrente de pensamento já defende que a tal “Era da Informação” acabou e que, agora, vivemos a Era da Participação.
Até pouco tempo atrás, a participação das massas estava restrita à criação de sites pessoais, à incursão em comunidades online (variando de games a bate-papo) e às votações em enquetes – por sinal, estas bastante presentes em muitos portais. Hoje, contudo, chega-se a níveis de participação extraordinários, onde o espectador torna-se autor, pesquisador e produtor de conteúdo.
Utilizemos como exemplo a recente guerra no Líbano. Qualquer um provido de uma máquina digital não muito moderna pode gravar e publicar seus vídeos no YouTube, proporcionando a visitantes do site experiências que as mais poderosas agências de notícias não poderão oferecer. Um israelense, por exemplo, documenta em tempo real como o abrigo anti-bombas fica longe da casa dele, com a imagem trêmula e o som de sirenes ao fundo. Um libanês, por outro lado, usa o modo noturno de sua câmera para gravar som e imagens de mísseis caindo a poucos quilômetros de distância.
Para os que quiserem atualizações diárias de quem está no epicentro dos acontecimentos bélicos, basta assinar o BloggingBeirut.com. O autor de uma postagem revela, logo abaixo da foto que tirou, algo estranho no horizonte, depois identificado: “Era um navio americano, indo buscar seus compatriotas em fuga”. Realmente, deve ser um tanto incomum acordar com um porta-aviões estacionado na frente de casa…
E se por acaso você, prezado leitor, não souber exatamente onde fica o Líbano? Basta digitar no Google ou, melhor ainda, explorar o termo na Wikipedia, uma “enciclopédia comunitária”, feita por pessoas como você. Cada um contribui elaborando a definição de termos nas áreas em que domina, resultando ao final em um conjunto muito rico de informações (locais, pessoas, acontecimentos, fatos, curiosidades, expressões…), muitas das quais jamais estariam nas clássicas enciclopédias cujos volumes já devem estar juntando bastante poeira.
Obviamente, tamanha quantidade de informação publicada em massa, pelas massas, pode levantar desconfiança, relativa ao excesso de conteúdo e sua qualidade. Por um lado, sistemas de avaliação e rankeamento parecem ajudar a por um pouco de ordem no iminente caos público, ao mesmo tempo em que a indexação do conteúdo por palavras-chave garante a possibilidade de buscas sob demanda mais bem-sucedidas.
Por outro, alguém sempre poderá se perguntar se estamos caminhando para uma era sem sentido, em que a produção de informação superará o seu próprio consumo. Seria então a Era da Participação uma mania temporária, fadada ao fracasso? Ou estaria ela abrindo novas oportunidades de negócio antes não imaginadas? Na dúvida, participe. [Webinsider]




1° Marcus Data: 04/09/2006 às 5:06 pm
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Por favor, uma crítica construtiva: não me levem a mal, mas eu já cansei destes artigos do WebInsider falando disso. Web 2 pra lá, conteúdo comunitário pra cá. Já chega, já sabemos que o mundo mudou.
VAmos mudar de assunto?
//Por favor não me interpretem mal.