Audiência de comunidades virtuais atrai investimentos
24 de agosto de 2006, 11:43Novos sites de relacionamento "roubam" audiência de serviços maiores. Empresas de mídia tradicional percebem que seus concorrentes são também o Google e o Yahoo. Parece que acordaram de novo para a web.
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Veja por este ângulo: para o público mais jovem, ter um perfil em uma comunidade virtual é existir. Não ter uma conta no MSN e um perfil no Orkut é estar condenado a uma espécie de neo-ostracismo, incomunicável e fora dos acontecimentos dentro da sua rede de amigos. Criar um perfil é uma necessidade, mais do que uma escolha. Supera o medo de expor-se online. É assim que funciona com o público jovem, que adotou imediatamente as comunidades que vieram trazer uma nova dimensão aos relacionamentos modernos.
O segredo dessas comunidades é a cultura de acesso: a necessidade e o costume do usuário voltar ao site regularmente, seja por necessidade ou interesse. Ninguém acessa uma comunidade onde estão todos seus amigos uma única vez. Você sabe onde seus amigos estão e eles sabem onde o encontrar. Você precisa da comunidade virtual, seja para relacionar-se, informar-se ou divertir-se e a comunidade precisa de você. É uma “parceria” que tem tudo para dar certo, e vem dando, no mundo todo.
O público adolescente, que já cresceu em contato com a rede, tem adotado essas comunidades prontamente. O público mais velho tem mais retrições e foco um pouco diverso do simples entretenimento que castiga essas comunidades, embora também tenha necessidade de se relacionar, com interesses mais profissionais.
Por isso o crescimento também de comunidades voltadas ao público profissional, como o já tradicional LinkedIn ou o brasileiro Syxt, que ajudam na busca de contatos, troca de informações ou indicações. Networking virtual é a palavra da vez.
Todo esse crescimento e potencial das comunidades virtuais vem sendo percebido pela indústria, disposta a explorar essa nova onda, que atrai um público enorme aos sites de relacionamento.
A aquisição do MySpace pela News Corp. foi um grande marco. A News Corp., até então considerada conservadora e fora do contexto de internet, hoje disputa com os grandes Google e Yahoo o primeiro lugar de andiência nos Estados Unidos. Ações de marketing estouram nas comunidades e são apoiadas por usuários que participam ativamente e assim espalham as campanhas de forma viral.
Essa onda de otimismo atrai também uma nova onda de investimento, principalmente nos Estados Unidos. Diariamente diversas novas empresas americanas (as startups, lembram?) divulgam um novo aporte de capital, a maioria envolvendo comunidades virtuais.
Em certos terrenos, Google, Yahoo e Microsoft brigam de igual para igual (e muitas vezes perdem) com empresas mantidas por dois universitários na garagem de casa.
Um bom exemplo de como essas comunidades vêm conquistando usuários de outros serviços aconteceu recentemente, quando uma pequena paralisação nos servidores do MySpace resultou em um grande salto de acesso ao Google, segundo a Hitwise.
Potenciais usuários do Google estariam acessando o MySpace no tempo que dispunham para navegar na rede. A web está se transformando completamente. Fala-se muito de web 2.0, em discussão que pode ser sintetizada em dois conceitos básicos: internet como plataforma e colaboração. Essa é a cara das novas aplicações. [Webinsider]
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Alguns links interessantes para ilustrar: Mashable e Techcrunch.
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1° Thais Valle Data: 24/08/2006 às 12:40 pm
Atividade: Publicitário Desenvolvedor Web
Cidade: catanduva SP
A minha visão sobre oportunidades (conhecendo a importância dessas redes, na sociedade), aqui no Brasil, não vejo como uma grande idéia. Aqui, nada mais seria do que uma cópia de modelo exterior bem-sucedido, como acontecer com o Gazzag. O grande diferencial é o banco de dados. Quando a base é “pobre” o serviço não vinga. E para ter um banco vasto de informação e cadastros, tem que ter tempo de vida. Entenda: orkut.
A grande idéia seria estudar as tendências dessa sociedade de redes de relacionamento, para servir, de alguma forma, para novas projetos. Um exemplo: BlogBlogs. Aqui no Brasil em muito pouco tempo, se tornou uma referência de tal nível, que seus servidores não estavam aguentando até esses dias atrás. Mas seus criadores devem saber que o modelo é baseado na mesma cultura das redes famosas, mas adaptada à blogsfera nacional, como fez o technorati (com visão mundial). Não seria um modelo novo, mas adaptado as necessidades as pessoas que se julgam fora da sociedade virtual ou, como você disse, pertencentes ao neo-ostracismo.
Mas até quando? Os criadores deverão pensar adiante, porque este modelo será “superado”.
É o que o Yahoo vem fazendo com o Yahoo! Respostas, por exemplo.
Abraços