China convive com e-commerce e novos milionários
06 de julho de 2006, 20:48Os empreendimentos online na China já são mais 20 milhões, reflexo de abertura e do crescimento econômico inusitado. Há 230 mil milionários, que se tornaram consumidores de luxo.
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Com a abertura e o crescimento da economia, tem surgido uma nova classe social, inusitada para uma China comunista: a dos milionários.
De acordo com uma pesquisa da Cap Gemini/Merrill Lynch, o número de milionários (em dólares americanos) na China já soma mais 230 mil. A grande maioria destes novos ricos escolhem Shanghai para acumular suas riquezas e gastar seu dinheiro. E estes novos ricos são consumidores exigentes: segundo Yang Qingshan, secretário-geral da Associação Chinesa para Estratégias de Branding, mais e mais chineses têm feito investimentos em commodities de luxo, como automóveis, relógios, roupas finas, acessórios e cosméticos.
Atrás destes novos ricos vem uma porção de novos negócios até bem pouco tempo atrás inimagináveis no “Império do Centro”: a feira dos milionários - evento organizado pela revista Millionaire pela primeira vez em 2001 em Amsterdam - após passar por países como França, Bélgica e Holanda, será realizada pela primeira vez num país asiático este ano, em Shanghai. Seus organizadores esperam que 10.000 visitantes compareçam ao evento.
Apesar da infra-estrutura ainda incipiente, o comércio eletrônico floresce abastecido de tantos clientes abastados: o número de empreendimentos online na china já passa dos 20 milhões (vamos falar isso no p’roximos artigos sobre a internet na China).
As marcas de luxo do mundo todo têm sido atraídas por estes novos clientes: Dior, após abrir várias lojas na China que faturam anualmente 11 milhões de yuans - algo em torno de 1.3 milhão de dólares -, recentemente lançou um Centro Dior em Shanghai, o terceiro no mundo após Paris e Tokyo, esperando ultrapassar a marca dos 15 milhões de yuans de faturamento anual.
O mercado de automóveis de luxo foi o primeiro a perceber potencial do mercado, e há anos já colhe frutos do seus investimento na Ásia: três das quatro unidades mais caras de carros fabricados pela Bentley no ano passado, cada uma custando mais de 8 milhões yuans - algo em torno de 1.07 milhão de dólares, foram comprados por bilionários chineses; 15% da venda anual de limousines da Rolls-Royce tem na Ásia seus compradores.
Apesar desta explosão na demanda, o cidadão comum chinês ainda mantém o dinheiro em baixo do colchão: a poupança interna da China ultrapassa os 9 trilhões de yuans - um pouco mais de 1 trilhão de dólares, representando mais de 45% do PIB chinês. Como comparação, a poupança interna brasileira gira em torno de 25% do PIB. A taxa do consumo em relação ao produto interno bruto da China não passa dos 50%, muito abaixo dos 80% da média mundial.
Ainda assim, o Governo Central Chinês não quer que seus camaradas descuidem e acaba de sancionar um sistema de taxas sobre artigos que luxo, visando conter a extravagância e promover os valores socialistas. [Webinsider]



1° Paulo Foerster Data: 14/07/2006 às 3:41 pm
Atividade: Designer
Cidade: Brasilia
Grande Itamar!
Infelizmente a China parece ser um país de muito contraste, assim como acá! Mas parece que as coisas pelo menos funcionam mais por ai.
Parabens pela carreira! Qulquer dia chego por ai para aperender mais sobre Tv Digital.
Paulo Foerster