Web 2.0 é tudo isso e ainda mais um pouco
03 de maio de 2006, 0:00A web 2.0 consolida o que realmente funciona na internet, coloca a conversa das pessoas em primeiro plano e muda o conceito de programação em busca de leveza e simplicidade. Não é pouca coisa.
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Dizem que não é fácil definir o que seja web 2.0. Bem, a melhor definição que eu tenho é essa, inspirada na que se encontra na Wikipedia: web 2.0 geralmente se refere à segunda geração de serviços disponíveis na internet que permite às pessoas colaborarem e compartilharem informações online.
Diferentemente da primeira geração, marcada pelas páginas estáticas, a web 2.0 dá ao usuário uma experiência tão rica quanto a que ele teria se estivesse utilizando um programa instalado no seu computador.
Cabem as seguintes perguntas: a web 2.0 é o resultado do amadurecimento da internet como um negócio que realmente deu certo? É o resultado dos conhecimentos adquiridos pelas empresas que resistiram à crise da internet de 2001 (a famosa bolha assassina)? É um apanhado de conceitos e técnicas que devem ser levados a sério por quem quer ter resultado na internet? É a nova geração da internet?
Ou seria o resultado de toda uma geração de pessoas que cresceram com o mouse na mão, que desenvolveram seus melhores relacionamentos pela internet, que encontraram seus empregos pela internet, que não saberiam como viver sem a web, a internet da nova geração?
A resposta me parece óbvia: é tudo isso e mais um pouco.
Web 2.0: a nova geração de serviços de internet
Ouço dizer por aí que web 2.0 está sendo desmistificada e não passa de um jogo de marketing, um novo nome para coisas que já são feitas há muito tempo… É preciso entender algumas coisas.
Primeiro, as mudanças na história se dão em termos de processo, não de evento. A web 2.0 não aconteceu de uma hora para a outra, logo após uma conferência, ou assim que foi escrito o artigo do Tim OReilly sobre o assunto.
Ela vem acontecendo, se transformando, num processo que acabou culminando na eliminação de alguns conceitos antigos e na adoção de outros conceitos que mostraram dar mais resultado quando se faz um projeto de internet. Ou seja, é óbvio que muito − se não tudo − que se tem dito que é web 2.0 remete a projetos antigos de internet que deram certo. O detalhe é que a web 2.0 é a internet que aprendeu com seus próprios erros, que entendeu quem é, o que faz, para quê veio ao mundo, que endenteu por onde deve caminhar para chegar onde quer, enfim que amadureceu.
A web 2.0 é a nova geração da internet. É a consolidação de tudo que realmente funciona na internet e a rejeição do que era disperdício de dinheiro e tempo, cópia mal feita de outras mídias (como o jornal de papel) e mau uso da interatividade. Web 2.0, essa nova geração de serviços na internet, é entender que internet é gente. Ou como disse a revista Newsweek, “Web 2.0 é internet viva… O que faz a internet ser viva é muito simples: nós”.
Exatamente, web 2.0 é entender que um site pode ter coisa muito melhor que simplesmente audiência, um site pode desenvolver uma comunidade. A internet antiga, a web 1.0, era um lugar longe onde nós íamos para buscar informação, a web 2.0 é onde nós vivemos e nos relacionamos. Segundo Tim O’Reilly, a idéa central é aproveitar a inteligência coletiva, a sabedoria das multidões. Ou seja, a voz do povo é a voz de Deus.
Junto a essa idéia, com a web 2.0 vêm também novos modelos de negócio, novas formas de se fazer publicidade online (interatividade e marketing de performance), novas técnicas de programação (Ajax), novas formas de design (com foco maior na usabilidade), novas formas de conteúdo (com participação do usuário), enfim, o assunto é gigantesco, mas o principal é entender que internet é gente.
Web 2.0: a internet da nova geração
Até que ponto a web 2.0 é, na verdade, o modo de entender a internet da geração que cresceu com ela? O jeito de pensar das pessoas que aprenderam a desenvolver seus relacionamentos no MSN messenger é claramente diferente da geração anterior. Não é à toa que a primeira coisa que se pensou em fazer com a internet foi publicação. As pessoas não podiam conceber naquela época que a nova geração ia se relacionar tanto pela internet e ia gostar disso. Não se podia imaginar que eu, no meu trabalho, poderia conversar o dia todo com a minha esposa que está no trabalho dela… Ninguém podia imaginar as mudanças na linguagem que a internet faria. Quantas pessoas dizem “nem” em vez de “não” por que se acostumaram a escrever assim para evitar o “til”?
É entendendo quem é esta nova geração, que está crescendo na internet, que entendemos melhor o que é a web 2.0. Uma empresa que tenta comunicar uma mensagem a esta geração está perdida. Não é possível comunicar − no formato “via de mão única”, emissor–receptor − uma mensagem a este pessoal. Eles estão acostumados a interferir na mensagem, a responder instantaneamente, a interagir.
É essa possibilidade de interagir com a mensagem e com outras pessoas que recebem essa mesma mensagem, é essa possibilidade de se relacionar que marca a nova publicidade na internet, o novo conteúdo da internet, os novos modos de programar na internet, os novos modelos de negócio na internet, enfim, a web 2.0: a nova geração da internet e a internet da nova geração. [Webinsider]



1° Sulivan Ancilotto Data: 13/07/2006 às 8:32 pm
Atividade: Analista de Suporte Técnico
Cidade: São Paulo
A matéria é interessante mas acho o assunto um pouco preocupante..sou usuário assiduo e de tantas abreviações estou sentindo dificuldades na hora de escrever..devemos nos policiar com tal linguajar..pois na hora de uma entrevista ou na hora de uma redação no vestibular ou na procura de um emprego…podemos cometer erros que passem por despercebido devido ao grande uso dessas palavras em nosso cotidiano…vcs naum acham?